sábado, 28 de maio de 2011

CAMPEONES, CAMPEONES...



E o quarto título veio hoje, para fechar uma temporada que só não foi perfeita por causa da perda da Copa del Rey...

Não faz mal, deixem os merengues comemorar um título de menor expressão.

Hoje o jogo tinha tudo para ser tenso, com o Manchester Unidet sufocando o Barcelona na saída de bola, colocando a defesa catalã em dificuldades. Sem Puyol, contundido, e com Abidal sem o ritmo ideal de jogo, a coisas eram preocupantes. Então, o jeito foi empurrar o adversário para o seu campo de defesa.

Aí, começou o velho jogo em que o barça tinha uma posse absurda de bola, rondando a área adversária.

Xavi jogava surpreendentemente solto, e uma dessas, pôs Pedro em condições de fazer 1 a 0.

Sete minutos depois, saída errada de bola, e Rooney empatou. O intervalo começava com um injusto empate.

O Barça poderia ter saído com vantagem, não só pelo domínio de jogo, como pelas chances perdidas, mas pela forma como se impôs: Fergusson escalou Carrick como único volante, auxiliado por Giggs, enquanto Park ficava na esquerda etentando explorar as costas de Dani Alves (mas acabou encurralado) e Valencia na direita, improdutivo.

Rooney atuava como segundo atacante no começo, mas acabou sendo jogado para homem de criação.Chicharito ficou isolado entre Pique e Mascherano.

No início do segundo tempo, uma blitz culé, que resultou nos gols de Messi e Villa, além de uma série de chances perdidas, uma delas incrível, com Daniel Alves.

Fergusson tentou reagir, colocando Nani para empurrar o time para a frente, e Scholes, para tapar o buraco no meio. Já era tarde.

Aí foi a vez de Fuardiola mexer, mas para fazer festa: Puyol não poderia ficar de fora, entrando nos últimos minutos em lugar de Daniel Alves. Antes disso, Villa deu lugar a Keita e pedro saiu para entrada de Affellay.

Era hora da festa. Puyol recebera a faixa de Xavi assim que entrou em campo, mas quem levantou a taça foi Abidal, dois meses e meio depois de extrair um tumor no fígado.Justa homenagem.

depois, só era hora de fazer a festa.



sexta-feira, 27 de maio de 2011

PALPITES PARA A FINAL



Amanhã é a final da Champions, e enquanto todo mundo faz o estoque de bebidas e petiscos, é bom se informar sobre as perspectivas.

Navegando pelo Trivela, vejo opinião de gente que entende do ramo. Vamos lá: Os grifos são meus.

Caio Maia (Trivela e Revista ESPN)



Manchester United. É a segunda final recente entre os dois times e o Ferguson não vai perder dois jogos seguidos. Ele está há dois anos se preparando para isso e vai ter algo na manga. O Barcelona não tem variação de jogo. Do outro lado, uma defesa como poucas e versátil.


Leonardo Bertozzi (ESPN Brasil)


Barcelona. O time de Guardiola tem o poder de controlar todas as partidas e conta com mais jogadores capazes de decidir. Dificilmente uma equipe que reúne Xavi, Iniesta e sobretudo Messi deixará de ser favorita. Tudo isso respeitando, é claro, a grandeza do Manchester United e a experiência dos Red Devils em decisões.


Leonardo Mendes Jr. (Revista ESPN)


Manchester United. Há um aspecto emocional muito forte a favor do Manchester. É a última chance de Alex Ferguson e Ryan Giggs serem campeões da Europa tão perto da torcida do Manchester. Para Ferguson, isso significa ter em mente uma maneira muito clara e eficiente de anular o Barcelona. Para Giggs, estar atento a qualquer brecha que surgir para encaixar suas assistências. E para o restante do time, um motivo a mais para dar esse título a dois símbolos do clube. Claro, só motivação não faz um campeão, é preciso jogar bola. O Manchester tem a paciência necessária para esperar o momento certo de interromper a interminável troca de passes do Barcelona. Se há uma dupla de zaga no mundo capaz de anular o ataque catalão é Vidic e Ferdinand. E Rooney tem a combinação ideal entre força física e boa finalização para ocupar os espaços que a zaga do Barcelona, por melhor que esteja, sempre deixa.


Ubiratan Leal (Trivela e Revista ESPN)


Barcelona, porque tem mais recursos para isso. O time tem seu ponto forte no volume de jogo criado por seu meio campo, que toma para si o controle da partida com sua troca de passes fluente. É um setor em que o Manchester não esbanja qualidade. Carrick é o melhor volante. Ao seu lado ele pode ter Scholes, que vem de temporada inconstante, Fletcher ou Anderson. Salvo uma atuação histórica da dupla de volantes que Ferguson escalar, a tendência é um domínio territorial do Barcelona de Xavi, Iniesta e Messi. O Manchester pode ter como arma seu lado esquerdo, com Giggs e Nani trabalhando em conjunto para prender Daniel Alves atrás ou explorar as costas do brasileiro. Rooney, claro, é a melhor opção para desequilibrar a partida em uma ou duas jogadas e Chicharito pode ser o centroavante que o Barcelona não tem (e normalmente não precisa).


Vitor Sergio (Esporte Interativo)


Manchester United, por dois fatores: o Barcelona caiu de produção na reta final da temporada e não consegue jogar o futebol do período das goleadas no fim de 2010. Não sei se o time está muito cansado, mas o jogo não está fluindo e o time passa a depender excessivamente de Messi. Alguns jogadores vitais para o esquema, como Pedro e Villa estão muito mal. O outro fator é que não acredito que Alex Ferguson perca para o mesmo adversário dois anos anos após ser derrotado na final em Roma. Ele tem conversado com Mourinho e já indicou que vai usar o “trivote” que tanto incomodou o Barça nos jogos contra o Real. Embora não seja brilhante como o Barça, vejo o United mais consistente para a decisão.


Lédio Carmona (SporTV)


Barcelona 2 x 1 Manchester United. Porque o Barcelona tem o melhor time do mundo. Porque tem Messi. Porque tem mais conjunto. E porque sabe jogar contra os ingleses. O Manchester United é muito bom, mas o Barcelona tem diferencias decisivos.


Mauro Cezar Pereira (ESPN Brasil)


Não me atrevo a tentar adivinhar quem ganhará, digo apenas que o ponto de desequilíbrio entre dois times de diferentes escolas, mas parelhos, é Messi. E que jogar na Inglaterra pode reequilibrar as coisas para o Manchester United. Palpite por palpite, ou seja, mero chute, prefiro não dar.


Mauro Beting (TV Bandeirantes)


É o melhor Barcelona de todos os tempos, para não dizer o melhor time do futebol mundial em 40 anos. Mas, em 90 ou 120 minutos, quem sabe pênaltis, e na Inglaterra do Manchester United, o Barça tem um Messi apenas de vantagem. O que é demais. Mas pode não ser suficiente contra um United que se reinventa com facilidade e extrema felicidade de Ferguson. Uma equipe menos técnica e espetacular que a catalã, mas tão competitiva e competente quanto. Tem um goleiro que encerra carreira e um miolo de zaga que podem parar o Barça. Um fenômeno como Giggs no meio (que pode até nem começar como titular), um ataque veloz e poderoso, e um banco mais experiente que o rival. Jogo duríssimo. Mas vou de Barça. Na prorrogação.


Caio Ribeiro (TV Globo)


É bem equilibrado, porque na minha opinião são as duas melhores equipes do mundo hoje e as duas mais vencedoras dos últimos anos. Vejo uma pequena vantagem para o Barcelona em função do Messi, que atualmente é o melhor jogador do mundo e vem fazendo a diferença. É o tipo do jogo que uma jogada individual pode decidir a partida e ele [Messi] talvez seja um jogador completo. Não vejo todo este favoritismo do Barcelona. O Manchester é um time que, na última década, ganhou uns seis títulos ingleses, tem chegado na final da Liga dos Campeões e venceu o Chelsea na final. É um time que tem entrosamento, tem camisa. É um jogo que por ser na Inglaterra, mesmo sendo em Londres e não em Manchester, eles conhecem muito mais o gramado do que o Barcelona. Se eu tivesse que apostar em um, apostaria no Barcelona, primeiro porque é o melhor time do mundo e segundo por causa do Messi. Mas eu não vejo tanta diferença de uma equipe para outra.


Rodrigo Bueno (Folha de S.Paulo)


 Obs: tirei a opinião dele. Ultimamente tem se dedicado aos comentários sobre salários de treinadores, e não o futebol em si

Mauricio Noriega (SporTV)


Acho que dá Barça, porque tem os melhores jogadores do confronto, e o melhor de todos atualmente: Messi.


Jonathan Wilson (Guardian)


Se tivessem me perguntado há duas semanas, diria Barcelona, sem nenhuma dúvida. Ainda penso que eles são favoritos, mas o United está cada vez melhor. E a forma como passaram por cima do Chelsea me fazem pensar que eles podem, talvez, causar algum problema para o Barça. Também acho que o Barça está um pouco cansado. Eles ainda continuam incríveis, mantêm a posse de bola melhor que qualquer time do mundo e têm Lionel Messi, um dos melhores de todos os tempos. Mas não estão tão maravilhosos quanto antes do natal. Então 80% de chance de vencer do Barça e 20% do United.

Meu comentário:

Jogo parelho, sem favoritos. O Barcelona está visivelmente cansado e se segurando para não chegar à curva descendente, mas é bom lembrar, pôde descansar após os duelos contra o Madrid e a conquista da Liga Epanhola. O Uunidet tem um conjunto melhor, mais variações de jogo, ao passo que o Barça tem mais talentos individuais. A resposta pode estar no primeiro gol: se for do Barcelona, o Unidet terá que sair para o jogo, facilitando a velocidade do time catalão; se for do Unidet, o time inglês poderá se fechar em um ferrolho que o Barcelona tanto odeia. Mas, apenas um palpite...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

AOS PITAQUEIROS, PALPITEIROS, DESINFORMADOS E MAL-INTENCIONADOS



Que educação é um tema estratégico para o desenvolvimento de uma nação, creio que poucos duvidam. Mas o problema é como esse tema é observado. Na imprensa, e mais recentemente, nas redes sociais, é impressionante como se apresentam comentaristas a analisar o que ocorre na educação.


A maioria, um bando de pitaqueiros, parecido com os comentaristas de sofá que se põem a a fazer análise futebolística sem saber nem ao menos como é a regra do impedimento. É aquele tipo que se arroga o direito de culpar esse ou aquele pelo fracasso no setor.

Sugerem o aumento da carga horária, mas não sabem se os Sistemas Educacionais têm condições de fazê-lo com qualidade; criticam as greves no Magistério, acusando os profissionais de preguiçosos e mercenários; acreditam que disciplinas como Sociologia, Filosofia e Artes são perda de tempo; e do alto de sua estupidez, acreditam que Computadores são suficientes para deixar uma escola moderna.

Outro grupo, é formado por pessoas que realmente sabem do que falam, mas o problema é o que falam, e a quem representam. Nesse grupo, está uma série de especialistas e “ispessialistas” do tema. Gente que embasada por números, acredita que o problema educacional é questão econômico-numérica. Resumindo: é preciso “otimizar” os gastos. Consequências : salas lotadas (diversas vezes ultrapassando o limite legal); política da reprovação zero, maquiando as estatísticas; gastos inúteis, mais baseado em idéias de algum burocrata irracional do que a necessidade real do educando e da comunidade escolar; imposição de regimes de metas aos profissionais do ensino, como se fosse deles a única responsabilidade do fracasso da escola; e lá se vai uma série de idéias estapafúrdias.

Logo ao lado destes, estão os sonhadores. Os que acreditam que a escola pode se tornar uma filial do Paraíso, onde aluninhos contentes trabalham alegres, motivados por profissionais, que mesmo diante de todas as adversidades, trabalham risonhos e eternamente contentes. Se surge alguma dificuldade, basta o carisma da escola para reverter. Punições, segundo a sua ótica, servem apenas para reproduzir uma prática cruel da sociedade, para castigar alguém que é uma vítima inocente de uma sociedade cruel, corrompida e acima de tudo, excludente. Nessa linha, surge o “amigo da escola”, o voluntário que tenta suprir alegremente a lacuna que o Estado não preencheu ou se recusa a preencher.

O mais perverso desse grupo é formado pelos adeptos da teoria da conspiração. Vamos a um caso específico: no twitter, um usuário chega ao ponto de afirmar que os recentes embates entre professores e administrações na Grande Vitória, não passam de manobras políticas visando as eleições do ano que vem. Não se trata de falta de conhecimento, posso garantir que o indivíduo conhece bem a realidade das escolas em seu município, mas isso não lhe interessa, porque revelar isso pode lhe colocar em rota de choque com seu chefe, no caso, o próprio Prefeito.

Então, como é mais fácil desqualificar o adversário do que refutar os argumentos, só lhe resta enxergar uma sórdida conspiração para desestabilizar as administrações. No caso, seria desnecessário, dada a baixa aprovação da gestão da qual faz parte. Seu superior solapou os diretores eleitos pela comunidade escolar, distribuindo os cargos para “gente sua”, e para corroborar com o chefinho, o tuiteiro insinua que a escolha popular deve ser preterida em nome da tal “formação”. Sendo assim, poderíamos acabar com eleições diretas para cargos públicos? Se fosse um golpista direitalha, tudo bem, mas se trata de um cidadão que (ainda) faz parte de um partido (que se diz) de esquerda.

Recomendo ao dito internauta sair de seu gabinete refrigerado e passar um tempinho na escola. Se a necessidade de afinar o seu discurso com o discurso oficial não prevalecer, ele provavelmente mude de idéia. Talvez o friozinho do gabinete esteja gelando sua idéias.

terça-feira, 24 de maio de 2011

ALIANÇA QUASE IMPOSSÍVEL



O PT parece ter detonado o processo sucessório em Vila Velha, após decisão de se retirar da administração municipal. Decisão ao que parece não ter chegado aos ouvidos do Secretário Henrique “Casamata” e da Subsecretária Linda Morais, além de uma série de comissionados, que não parecem dispostos a arredar o pé das proximidades do Prefeito.


Nessa semana, apareceu a notícia que os petistas estariam se reaproximando de Neucimar a ponto de fazer uma composição de chapa e um acordo de bastidores para o ano que vem: o atual prefeito se candidataria à reeleição, tendo com vice, o petista Guilherme Lacerda. Pelo acordo, Neucimar deixaria o cargo (claro, se fosse reeleito) em Abril de 2014, quando tentaria o retorno à Câmara Federal.

Sem chances de isso acontecer, pelos seguintes motivos:

1 – O clima entre os petistas e o prefeito é de distanciamento, Ao saber da possibilidade de afastamento da legenda, Neucimar teria dito que não precisou do PT para se eleger, e que pode governar sem ele. E os diretórios estaduais do PR é bem distante dos petistas, o que dificulta um a decisão vertical que uniria os brigões. E uma aliança forçada pelos diretórios estaduais diante disso tudo, é difícil, e Vila Velha não tem importância nacional para que os diretórios equivalentes interfiram.

2 - Quem conhece, mesmo à distância, a política Canela-Verde, sabe que com a popularidade da atual administração em baixa, a tendência é que seus aliados pulem do barco ao se aproximar o fim da gestão. Não é a toa, que uma penca de candidatos se apresentam ou são apresentados. Sendo assim, não é de se esperar que ex-aliados se reaproximem.

3 – A reeleição de Neucimar é difícil, e se tornará ainda mais com a possibilidade de ele completar apenas um terço do mandato, para tentar voltar à Brasília.

4 – Neucimar já fez o caminho inverso em 2008. Por lógica, deduz-se que a Prefeitura de Vila Velha está na frente da Câmara Federal na sua lista de prioridades. Por que isso mudaria agora?

5 – O PT não é exatamente o aliado que possa salvar a pele do prefeito. Primeiro, pelo motivo óbvio de que o partido está propenso a largá-lo, e segundo, porque desde que elegeu Magno Pires em 87, se passaram seis eleições sem que o partido obtivesse resultados expressivos no município, chegando diversas vezes a nem lançar nome ao Executivo. Cláudio Vereza tem eleitorado fiel, mas insuficiente para a empreitada, e Guilherme Lacerda é uma dúvida mais propensa à uma resposta negativa.

Depois disso, alguém ainda acredita?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

CANELEIROS - 14ª EDIÇÃO



É, amigos, Caneleiros, que é uma coluna marota e carioca, já sabia: Ronaldinho começaria a temporada voando! Dito e feito. Primeiro jogo da temporada e o craque já demonstrou seu talento.

Liderou o Fla contra o esquadrão do Avaí, semifinalistas da estupenda Copa do Brasil. Na pré-temporada, Surubaldo Alencar insistia que o R10 era um ex-craque, mas Astrosomildo Peçanha continuava dizendo que craques como R10 não existem mais e ele é o último representante do futebol magia.


Demonésio Peçanha, o nosso intrépido repórter, levantava números e estatísticas que mostravam o desempenho ruim de Ronaldinho. Astrosomildo respondia: “Na minha época, quem gostava de números era engenheiro, não jornalista”. É, amigos, Ronaldinho dribla até os números! Imparável!

Pior de tudo é ainda ter que agüentar os invejosos falando que foi contra um time misto do Avaí. Não entendem nada de futebol. Deve ser desses que falam que o time joga no 4-1-2-1-2, ou essas frescuras. Orlando Paranhos, do alto da sua velh... Experiência, nos traz o conhecimento profundo: “Futebol é jogado. Não tem essa de tática. Isso é coisa daqueles europeus, tudo cintura dura, que não sabem jogar...”.

“‘Argentina tomou ‘café turbinado’, diz Maradona” (Terra) – Isso depois de dar a água batizada ao Branco em 1990. Que beleza!

“Pressionados, grandes paulistas têm melhor início no Brasileiro desde 2002” (GazetaEsportiva.net) - Uma rodada é mesmo o tempo ideal para medir isso.

Udinese: Friuli voltam à Liga dos Campeões com a quarta vaga no Campeonato Italiano – que a Alemanha terá, a partir da próxima temporada. Ponto para Di Natale e companhia.

Blackpool: Começou a temporada com goleada, pareceu que tinha cacife para ficar na Premier League, mas a defesa mostrou que não. Championship neles!

Grimsvötn pode ser o maior adversário do Barcelona. É, amigos, o vulcão que soltou poeira e pode fazer os catalães terem que fazer todo o percurso até Londres pelo chão!

Real Madrid deu uma de esperto e contratou pagando mais caro por um jogador que era da sua base. É, Callejón foi para os merengues.

O Braga procurar treinador. Isso porque Domingos Paciência foi anunciado como técnico do Sporting, depois de fazer milagre com o time Série B.

E o Centenada do Império do Mal ficou no branco. Mas se o Curintia ganhar o Brasileiraço, eu não duvido nada que os curintianos digam que foi o título do Centenda, pois o campeonato começou antes de 1° de setembro. É o Centenada mais longo da história. Não vai demorar nada para o Andrés Sanches pedir para o ‘cumpanhêro’ Lula mandar a Dilma baixar uma MP estendendo o Centenada até 3797 (ano do fim do mundo, segundo previsões de Nostradamus). Ou seja, os torcedores de outros times poderão dizer: ‘Felizes para sempre!
Os times da camisa azul conseguem mesmo remar para não chegar. Inter, Schalke e principalmente o Chelsea, nos principais torneios europeus, foram uma sucessão de decepção. Só restando as copas nacionais, para alguns. Para representá-los um grande salve para o Porto, campeão com sabor azul

A piada do bonde do Timão sem freio não existe! O que há agora é o camburão sem freio...

PENSANDO A PRÓXIMA TEMPORADA



A temporada na Liga Espanhola já acabou, e agora para fechar o ano de vez, resta a final da Champions, sábado, em Londres, contra o Manchester Unidet.


Sinceramente, acho o time inglês favorito, mas isso é assunto para outra hora.

Vou escrever agora sobre o elenco do Barça, e possíveis contratações: em duas oportunidades na Liga, Guardiola mandou a campo um time reserva, ou quase todo ele reserva, e daí pode-se tirar alguma conclusões:

1 – Pinto é um goleiro confiável para substituir Valdez. A decisão de Guardiola de colocá-lo na final da Copa Del Rey contra o Madrid não se liga com a derrota diante dos merengues.

2- A contratação de um lateral-direito reserva é urgente, mesmo que o produto esteja escasso no mercado, e que poucos aceitem a condição quase irreversível de reserva de Dani Alves. Só que o brasileiro pode ser deslocado com freqüência para o meio-campo e convenhamos, não dá para improvisar Puyol na posição e Bartra ainda tem muito o que evoluir.

3- Puyol e Piqué formam uma ótima dupla, mas o problema está na reposição. Milito não inspira confiança, Abidal ficou fora por problemas médicos, e Fontas precisa ganhar experiência. Improvisar Mascherano é sempre um risco.

4- Desgraçadamente, Abidal, Maxwell e Adriano estavam fora de combate no rally contra os merengues. Aqui a questão é torcer para que o azar não se repita. Mas, o trio deve estar incompleto na próxima temporada, caso se confirme a chegada de Jose Angel, do Gijón.

5- Keita, Mascherano e Busquets são tranquilamente os volantes do time. Com essa segurança, Sergio Roberto pode entrar aos poucos no time.

6- Xavi tem características únicas, e é mesmo quando se fala de mercado mundial, poucos jogadores têm condições desubstituí-lo. Iniesta é um caso quase parecido. Mas, nessa temporada, Jeffren e Thiago evoluíram a olhos vistos, e a chegada de Afellay foi um tiro certo. Além do mais, há sempre possibilidade de adiantar Dani Alves, desde que haja um reserva confiável na posição. E como sempre, Fabregas é um sonho, e à medida que seu vínculo com o Arsenal se aproxima do fim, esse sonho vai ficando mais possível.

7- Messi é indiscutível, e Pedro, mesmo que não seja titular, é utilíssimo. David Villa, reconheçamos, foi melhor que Ibrahimovic, mas não emplacou. Bojan apareceu como promessa, mas parece precisar de outros ares para se desenvolver, e por isso, deve ser negociado com o Valencia com opção de recompra. Rossi está quase fechado para trocar o Villarreal pelo Camp Nou.

domingo, 22 de maio de 2011

NADA MUDOU



Uso de asas móveis, reutilização do KERS, e principalmente a balbúrdia dos pneus transformaram a Fórmula 1 em uma zona esse ano. Pelo menos, uma zona interessante.


As asas móveis se tornaram uma covardia para quem defende a posição, e com isso, ultrapassagens se multiplicaram. Menos mal, se comparado às procissões que acostumamos a assistir em diversos GP’s.

O KERS ajudou, mas não determinou o troca-troca de posições, já que todos podem utilizá-lo.

Agora, o problema foram os pneus. Antes, na maioria das pistas, a dúvida era se haveria uma ou duas paradas, e hoje, não se fala em menos de três, e quatro pits se tornou algo normal. A diferença entre quem usa compostos mais macios e quem não o faz não raro chega a três segundos por volta. Na reta, com asa móvel ajudando e o KERS complementando, é comum ver carros mais fracos ultrapassarem favoritos.

NO GP de Barcelona, isso não se viu tanto. A rigor, a reta dos boxes é o único ponto de ultrapassagem da pista, mas é precedida por uma curva de carga aerodinâmica que dificulta ao carro de trás entrar engatado na traseira do perseguido. O resultado foi uma corrida nem tão emocionante assim, fora a largada.

Vettel, desde que assumiu a liderança, não largou o osso, mesmo quando foi acossado por Hamilton nas voltas finais. Sabendo defender a posição, e usando bem o carro que tem, o atual campeão dirigiu como tal, e ampliou a sua vantagem para o inglês para quarenta pontos.

Só para constar: de 125 pontos possível, Vettel tem 118.

Hamilton e Button confirmaram que se a Mclaren não conseguiu chegar em Vettel, pelo menos já tem condições de brigar com Webber, que ficou para trás em relação aos dois. Webber vai ficando para trás na equipe, em que se pese a pole de sábado.

A Mercedes não andou tanto com se esperava. Ficaram atrás de Alonso, que fez o que pôde, chegando em quinto, bem melhor que Massa, que atrás e como câmbio quebrado, abandonou.

Boa corrida também de Perez e Kobayashi, que colocaram as duas Sauber na zona de classificação, e sobretudo de Heidfeld, que levou a Lotus-Renault da última posição à zona dos pontos.

Já a Williams continua seu calvário. Maldonado em 14º e Barrichello em 17º.

Os boatos para 2012 ganham força: Massa diz que ainda não é hora de conversar sobre renovação. Sua saída pode acontecer ao final dessa temporada, já que engolido por Alonso, seria bom para ele mudar de ares.

A Toro Rosso confirma que Ricciardo deve correr ano que vem, e vaga não vai faltar. Tanto Buemi como Alguersuari devem sair ao final da temporada.

A Lotus-Renault está em ótima fase, mas parece que lhe falta piloto que confirme isso. Petrov tem andado bem, dentro daquilo que se espera dele, mas falto algo à Heidfeld. Seria bom que Kubica retornasse logo, e em boas condições.

Já no domingo que vem tem Monaco, onde não se sabe onde utilizar a asa móvel, e onde existe a fama de só haver ultrapassagem se o carro da frente deixar. Lembremos de Henrique Bernoldi, que com uma Arrows, segurou a Mclaren de David Coulthard por mais de 40 voltas.

sábado, 21 de maio de 2011

FALTANDO UM ANO PARA AS ELEIÇÕES...



Um pouco mais de 16 meses para as eleições municipais, e o quadro de candidatos vai ganhando contornos mais visíveis na Grande Vitória.


Na Serra, as coisas parecem claras: Sérgio Vidigal e Audifax Barcellos farão o grande duelo ao pôr-do-sol, mesmo que haja pretensos coadjuvantes, como Vandinho Leite e Wanildo Sarnaglia. Será a revanche de 2008, quando Vidigal atropelou Audifax nos bastidores, garantindo-se como senhor feudal dos serráqueos.

Em Cariacica, um pouco menos: Hélder Salomão quem emplacar Lúcia Dornellas (a sua Dilma) como sucessora, mas isso vai depender da sua popularidade e de como ele pode transferir votos para sua pupila. Por via das dúvidas, já ensaiou uma trégua, mesmo que temporária, com Marcello Santos, o potencial adversário dos petistas. De novidade, o nome do vice-prefeito, Juninho, bem votado no município (candidatou-se à Câmara Federal), e que já se coloca como candidato.

Aparecida Denadai pode tentar pela terceira vez, mas está enfraquecida pela derrota na tentativa do terceiro mandato na Assembleia Legislativa e denúncias envolvendo seu nome. Outro possível nome, Wolmar Campostrini, também está sob investigação, e elem do mais, teve votação pífia em 2010.

Em Vila Velha, a baixa aprovação de Neucimar Fraga pôs uma série de nomes na corrida. O prefeito despista, diz que não sabe se tentará a reeleição, mas só não o fará se seu desempenho baixar do atual ruim para o desastroso. Hércules Silveira, mesmo derrotado no Segundo Turno em 2008, saiu fortalecido, mas ensaia um acordo com o PT, que indicaria Guilherme Lacerda, em detrimento a Cláudio Vereza. Sinceramente, não acredito nisso.

Max Filho se prepara para tentar o retorno. Só não se elegeu Deputado Federal por conta da regra proporcional, ensaiou uma ida para o PSDB, e para que isso não acontecesse, ganhou o comando do PTB estadual, junto com José Carlos Elias. Além do mais, aproxima-se de Renato Casagrande para derrubar a imagem de inimigo do Palácio Anchieta.

Dyonísio Ruy e Euclério Sampaio, além de Vasco Alves, como sempre, ensaiam uma candidatura, mas dificilmente terão sucesso. Dyonísio fracassou em 2008 com o apoio do então prefeito; Euclério não se reelegeu Deputado Estadual, e quando tentou a Prefeitura, em 2004, capotou; e Vasco é um político com popularidade em franco declínio. E ainda há Rafael Favatto, que sai do PR (de Neucimar) para o nascente PSD, mas que sem mandato e isolado, pode ter o mesmo caminho de Euclério em 2004.

Rodney Miranda pode ser a novidade. Mesmo sem grande experiência eleitoral, foi o Deputado Estadual mais votado da atual legislatura e tem por trás de si, o apoio de Paulo Hartung.

Paulo Hartung que deve deflagrar o processo em Vitória. Se o ex-governador decidir que tentará retornar à Prefeitura da Capital, é um candidato quase impossível de ser batido, e dificilmente encontrará muitos adversários pela frante. Se não tentar...

O PT procura um sucessor para Coser, que enfrenta uma crise financeira grave na gestão, mas Iriny Lopes parece ser a única com condições de aceitar o desafio, mas sua aceitação não é das melhores, e o Ministério que ocupa em Brasília não tem grande visibilidade. O PMDB, se não tiver Hartung, pode ter Lelo Coimbra. No ninho tucano, César Colnago quer a candidatura, mas terá que brigar com Luiz Paulo, este meio propenso a dar um tempo na política.

Por fora, o PPS tenta relançar Luciano Rezende quatro anos depois, e o nascente PSD pensa em Max da Matta.

Mas ainda é cedo. Muita água e muitos acordos, espúrios ou não, passarão por debaixo da ponte.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O QUE ESPERAR?



Dezessete dias depois do desastre de Curitiba, o Palmeiras voltará a campo domingo, para a estréia no Campeonato Brasileiro, com muitas dúvidas. Certeza apenas de problemas.


A começar pela diretoria. Arnaldo Tirone assumiu criticando o esbanjamento de Belluzzo, e prometendo cortar todas as gorduras, e se necessário for, cortar na carne. E por gordura no seu entendimento, estão principalmente o trio Felipão, Valdívia e Lincoln.

A imprensa paulista, especialmente os jornalistas dados à babaquices Rodrigo Bueno e Cosme Rímoli, gosta de repetir como um mantra que o treinador palmeirense ganha 700 mil por mês, e que toda vez que o Palmeiras perde que o salário do treinador daria para pagar boa parte ou mais que a totalidade da folha do outro time. Interessante que não façam isso com outros grandes salários do futebol brasileiro.

Só que Scolari tem uma multa rescisória altíssima e um contrato até o fim do ano que vem. Sendo assim, Tirone procura desgastá-lo, negando reforços, criticando o time, e lhe causando irritações, como negar a presença da nutricionista na concentração.

Valdívia foi uma contratação para lá de cara para os padrões brasileiros: nove milhões de dólares, e segundo cogita-se, mais alguns milhões em taxas e comissões acompanhadas de um salário de cerca de 350 mil mensais. O chileno demorou a se readaptar ao clube, enfrentou uma série de contusões musculares, brigou publicamente com treinador e departamento médico, quando ainda estava amparado por Hugo Palaia, uma espécie de protetor seu nos bastidores.

Sem ele, Valdívia foi obrigado a se esforçar, e quando havia entrado em bom ritmo, se machucou contra o Corínthians, Insinua-se que sua recuperação é retardada por escapolidas à noite. Um post de sua esposa no twitter deu a entender que o assédio que vem sofrendo de Marias-Chuteira é elevadíssimo. Via imprensa, Tirone revelou que Valdívia nçao vale o que custou e que quer se livrar do atleta.

O terceiro alvo é Lincoln, que conforme acordo com o clube, pagou do próprio bolso a saída do Galatassaray, e seria ressarcido gradativamente pelo clube, coisa que não vem acontecendo. Acometido por uma série de lesões, e sem perspectivas de ser importante para o time, além de receber cerca de 250 mil mensais, é outro alvo do presidente pão-duro. Lincoln nunca mostrou irritação com a dívida que tem a receber, e nem mesmo cobrou o clube publicamente, mas claro, se sair, não vai querer fazê-lo de mãos abanando.

E vem mais por aí: Marcos Assunção está perto do fim do contrato, e quer um aumento substancial para continuar no clube. Mesmo perto de completar 35 anos, é um dos melhores da equipe, física e tecnicamente, se bem que o primeiro aspecto não lhe é muito difícil. Assunção é jogador de confiança de Scolari (que o achava velho e desnecessário ao chegar em Julho), e além do mais, tem um talento incrível para bola parada, algo muito importante para um time que tem uma criatividade ofensiva baixíssima.

Assunção é de confiança tal, que é considerado nos bastidores o jogador “leva-e-traz”, ou melhor, o cara que dedura para o treinador as conversas de vestiário, e as conspirações ao pé do ouvido, atribuídas principalmente à Kléber.

Nesse panorama todo, é difícil esperar por contratações de impacto. Quem sabe Henrique, sem muito espaço no futebol europeu, provavelmente, Maikon Leite, que assinou pré-contrato no início do ano, e parece ter se arrependido de tê-lo feito, mas agora é tarde. E ainda tem o assédio aos jogadores do clube: Marcos Assunção interessa a vários times (o Corínthians é um, e se isso acontecer, Tirone ficará desmoralizado), e Cicinho, que está por empréstimo apenas, foi sondado pelo São Paulo a pular o muro da Barra Funda.

Torçamos, é só isso que posso dizer.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

EXISTE FÓRMULA MÁGICA?



Vai começar mais um Campeonato Brasileiro, a sua 42ª edição, e a nona vez consecutiva que acontece na modalidade de pontos corridos. Assim que começa o torneio (e assim que acaba também), é normal a discussão sobre qual o modelo ideal de disputa.


Uns dizem que o mata-mata prende a atenção do torcedor, privilegia a disputa, permite que os times que vacilaram em determinados momentos que reajam. E de brinde, ainda citam o festival de times reservas que infestaram os últimos anos, pondo em dúvida até mesmo a lisura da competição.

Outros defendem os pontos corridos como prêmio ao planejamento, à organização, à regularidade, aos times que foram bem durante toda a competição. E de quebra, lembram que erros de arbitragem, tão comuns em dados momentos e em dadas situações, são menos decisivos em um torneio longo do que em uma competição resolvida em um ou dois jogos.

Vou direto à minha opinião: prefiro os pontos corridos, desde que haja uma competição com no máximo vinte clubes (com três ou quatro rebaixados), e espécie de “prêmios de consolo” para os demais times: vagas na Libertadores e na Copa Sul-Americana. Nessa última competição aliás, seria interessante reduzir o número de times ingressantes de oito para quatro. No atual formato, poucos times, excluindo os classificados para a Libertadores e os rebaixados, não se classifiquem para o torneio de segundo semestre da Conmebol.

O Campeonato Brasileiro é talvez, ao lado do Argentino, o mais equilibrado entre os principais do mundo: existem doze clubes que podemos chamar de grande (esse ano, todos na Primeira Divisão), que se caírem são motivo de comoção, e mais um ou outro time de médio porte que pode fazer um estrago.

Nas últimas vinte edições, onze campeões diferentes, e nessas oito edições por pontos corridos, apenas seis times disputaram todas as temporadas na Série A. Dos chamados grandes, Grêmio, Corínthians, Palmeiras, Vasco, Botafogo e Atlético Mineiro já curtiram um purgatório na Segundona.

Por isso, vale a pena um campeonato em que os times são postos em condição de igualdade durante todo o ano,não sendo necessários artifícios de postergar a disputa para uma fase posterior. Das oito edições por pontos corridos, cinco só determinaram o campeão na última rodada, sendo que em 2009, quatro times chegaram à rodada derradeira com chances de levantar a taça. Ano passado, a disputa foi entre três pretendentes.

Não é necessário fazer uma fase final. Isso só seria preciso em torneios desequilibrados ou sem grandes atrativos para times que cheguem em posições intermediárias. Como é o caso da Série B, onde seria interessante por exemplo (proposta minha) que os dois primeiros garantissem vaga direta, e que os seis seguintes disputassem duas vagas de acesso.

Mata-mata só interessa à televisão, e quando os interesses comerciais se sobrepõe aos interesses técnicos...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

ANDRÉS SANCHEZ E SUA FAMÍLIA DE GANGSTERES



http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2011/05/19/andres-sanchez-e-sua-familia-de-gangsteres/

"Sou amigo da Globo mesmo, apesar de ser gângster".



Raramente teremos uma nova oportunidade de ouvir outra frase tão sincera e, digamos, honesta vinda da boca do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez.


Truculento também com as palavras, mesmo sem dominar a norma culta, o que está dito é definitivo: estamos diante de alguém que não vê “pobrema” em ser o capo di tutti capi de um grande “crube”.
Parece até delação premiada. Fogo amigo? Para quem tinha alguma dúvida de como esse homem está intimamente ligado ao que há de pior no futebol deste país, a declaração é esclarecedora.

Gângster, para quem não sabe, é a palavra em inglês que define o membro de um bando de malfeitores que, a mão armada, roubam e matam. O mesmo que bandidos, quadrilheiros.

Fica tudo muito claro na involuntária confissão do cartola. Só no país da impunidade um homem desses chega aonde chegou. Pobre nação corintiana. Pobre nação brasileira.
Fica mais fácil também entender o entusiasmo, a dedicação, a forma voraz com que esse homem implodiu o Clube dos Treze, arrastou seus colegas para a “bandidagem” e fez prevalecer os interesses mais obscuros.

Andrés Sanchez destilou todas essas barbaridades sem rir ou gargalhar. Falava sério mesmo. Sabia o que estava dizendo. Não, não foi brincadeira. O tom de voz é apenas arrogante, presunçoso e repleto de vaidade.

O dirigente corintiano, depois, pediu desculpas pelo ato falho. E a Globo aceitou, segundo nota oficial da equipe paulista. Disse que “não houve nenhuma intenção ofensiva”.


Ah é? Isso é uma confissão de culpa? Uma autocrítica? Se chamar de bandido não ofende, de agora em diante vai ser difícil encontrar uma palavra mais dura para insultar a emissora.


Agora está mais evidente o que aconteceu na briga de bastidores pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Pelo menos, quais teriam sido os métodos usados pela Globo para desafiar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.

Eles vivem no submundo do crime? Afinal, pelo visto, são todos da mesma “família”. O futebol é cosa nostra. Portanto, definitivamente, um caso de polícia.

Depois, o desmentido:

Nota Oficial: Andrés Sanchez



Sport Club Corinthians Paulista


18/05/11 18h34


O presidente Andrés Sanchez faz questão de vir a público esclarecer que não teve intenção de ofender ninguém quando, inadvertidamente, usou a palavra “Gângster”, em reunião do Clube dos 13.


O termo não foi utilizado na sua acepção injuriosa, mas sim como uma tentativa de descrever que, nas negociações acerca dos direitos de transmissão do futebol, as partes negociantes, entre elas as emissoras de televisão, tentam, como é natural, tirar o maior proveito comercial de todas as negociações, lançando mão de todas as cartas que possuem.


De qualquer forma, logo no dia seguinte, ao constatar que a expressão inglesa não era a mais adequada, o presidente entrou em contato com a TV Globo que, com esses esclarecimentos, constatou não ter havido qualquer intenção ofensiva.

Comentário: não tem jeito! O que foi dito nãoo tem conserto...

terça-feira, 17 de maio de 2011

PEQUENOS CULÉS












Na ordem: Messi, Iniesta, Puyol e Xavi.

Detalhe: não sei se a voz do Puyol, continua a mesma, mas os cabelos continuam uma inhaca...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

CANELEIROS - 13ª EDIÇÃO



Nosso editor Astrosomildo Peçanha mudou de ares. Esteve no Recife, terra do Santinha, do Náutico e do Ixporti.

Que eixo Rio-São Paulo, que nada...

Depois de várias tentativas, finalmente acabou essa chatice de hexa e de luxo. Antes era Flamengo e São Paulo enchendo o saco, mas o episódio recente é Sport e Náutico. O primeiro tentava o hexa inédito na sua história, enquanto o segundo secava para impedir.

E aí primeiro foi o tal “penta único”, depois “hexa único”. Só não tem “chato único”, porque aí são vários. Aí veio a CBF e disse que os dois eram hexa e fim. Isso depois de uma chatice sem tamanho, por anos e meses a fio. Aí esse ano começa com o Sport pentacampeão pernambucano e com a chance de igualar o feito do Náutico entre 1963 e 1968. Hexa é luxo do Náutico, que o Santa Cruz tinha a missão de impedir.

O Santa, que já tem a maior torcida do estado, ainda contou com o reforço do Náutico. Porque time que é bom é isso aí, tem que torcer pelo do outro, já que o seu... E olha, tava cheio de time assim no país. São Paulo e Palmeiras choraram abraçados vendo a TV olhando o Santos levantar o segundo caneco consecutivo contra o Corinthians sem nem precisar jogar bem e ainda cansado.

Eis que o Santa perdeu, mas levou – o título, diga-se. Hexa continua sendo luxo do Náutico em Pernambuco. Enquanto isso, o Santos continua com o luxo de contar com o Neymar. No Paulixão. Porque eis que chegará a Copa América, que tira o atacante do Brasileiro. E os Estaduais aí, tomando calendário desnecessário e jogando a pré-temporada (e o preparo físico) no lixo. Que beleeeeeeza, diria aquele narrador.

“Com elenco na Granja, Fluminense vai lançar novos uniformes nas Laranjeiras” (UOL) – Vai “botar” o uniforme? Vai apresentar por dúzia?

“Artur lembra Anfield para bater o Porto e diz que Braga pode encarar qualquer um” (ESPN Brasil) – A diferença é que o Porto não é o desinteressado Liverpool, né? E ao contrário de Torres, Falcao faz gol todo jogo.

Van der Vaart, de reserva do Real Madrid passou a titular e um dos protagonistas do Tottenham. E marcou um golaço contra o Liverpool no fim de semana.

A Sampdoria, cmeçou a temporada na Champions, termina na Serie B italiana. Que faaaaaase, amigo.

Tevez soltou seu famoso mimimi anual: disse que quer ficar no Man City, mas depende da família.

Maradona finalmente arranjou um empreguinho! Vai dirigir a superpotência Al-Wasl, dos Emirados Árabes.

A Uefa inocentou Busquets da acusação de racismo. Afinal, desde quando chamar de macaco é racismo, não é? Tsc, tsc.

Saldo do Centenada do Curintia: eliminação na pré-Libertadores para o Tolima, 100° gol de Rogério Ceni (o único centenário do Centenada) e vice do Paulixão. Nada que fugisse do padrão Curintia de ser

Alguém pode me dizer qual a filosofia do São Paulo Futebol Clube? A filosofia é ser diferenciado. Mas não é aquele diferenciado que a dona de Higienópolis citou – o editor

domingo, 15 de maio de 2011

OS ESTADUAIS AINDA VALEM A PENA?




Todo início de ano é a mesma coisa: calendário apertado, muitas competições a disputar, elenco a se montar, dificuldades financeiras...

E logo nos primeiros dias da temporada, o início dos estaduais, uma maratona que pode chegar a quatro meses de disputa, intercalados com a Libertadores, Copa do Brasil, amistosos da Seleção e eventuais contusões e suspensões.

E fica a pergunta: os Campeonatos Estaduais ainda valem a pena?

Minha resposta: sim e não.

Sim, porque ainda são um meio interessante de começar a temporada, um bom teste para times em formação, ainda por cima com o ingrediente da rivalidade, que animam as competições, especialmente nos momentos finais.

Não, porque são competições que não classificam para nada, e são inchadas demais, com o número excessivo de clubes, e consequentemente de jogos, para que Presidentes das Federações possam se perpetuar no poder às custas de times grandes.

Dá para manter esse tipo de competição, desde que sejam reduzidas. Em São Paulo, 14 times (no máximo) ao invés dos atuais 20, e no Rio 10 equipes, ao invés das atuais 16. Nem que para isso, se faça uma fase seletiva antes da entrada dos grandes.

Outra coisa: melhores estádios e gramados, horários decentes para transmissão e consequentemente, presença de público.

Mas, querer isso é mais difícil que ser presenteado pelo Papai Noel.

sábado, 14 de maio de 2011

PÕE NA CONTA DO GOVERNO



Quando o Brasil pôs na mesa a sua candidatura à sede da Copa de 2014, logo se espalhou o medo dos gastos exorbitantes. O Pan Americano que estava por acontecer no Rio de Janeiro já era um escândalo orçamentário, e o tal legado do Pan, prometido pelos organizadores, se restringiu a um legado pífio.

Fosse este um lugar com um pouco de seriedade, cabeças já teriam rolado.

E Ricardo Teixeira, já com Lula nas mãos, alegava que tudo seria realizado com dinheiro da iniciativa privada.

A FIFA, que iniciou um rodízio em 1998, e estabelecera que a Copa de 2014 retornaria ao continente sul-americano após 36 anos do Mundial (da ditadura) Argentina, torcia para que uma candidatura decente pudesse evitar o risco de entregar á organização do maior evento uniesportivo do mundo às esbanjadoras e incompetentes autoridades brasileiras.

Não teve jeito, e quatro anos depois, como já era de se esperar, o cronograma está todo atrasado: aeroportos não ficarão prontos a tempo, a estrutura viária será para lá de deficiente e em alguns casos, nem estádios garantidos teremos.

Esse é o caso a ser tratado:

Como já se sabia, o erário será surrupiado para garantir a construção dos estádios. Até aí, nenhuma novidade. Mas, nem usando o dinheiro público as coisas avançam.

Em Brasília, o novo Mané Garrincha vive sob a sombra do Ministério Público, que investiga fraudes na obra. Lembremos, obra contratada na Era Arruda.

Em Salvador, o Comitê Local que que o BNDES atropele os trâmites legais para garantir logo o dinheiro.

Em São Paulo, o caso mais complicado: a lógica dizia que o Mundial aconteceria no Morumbi, mas Ricardo Teixeira invocou (sabe-se lá motivo, aliás desconfiamos) que a cidade precisaria de um novo estádio, no caso o do Corínthians, que costurou uma engenharia político-financeira para erguer o estádio em Itaquera e fazê-lo palco da Abertura.

O problema é de onde vem a grana: sem Lula no Palácio do Planalto (substituído por Dilma, que quer pôr um freio no esbanjamento), o Corínthians não consegue fazer a construção iniciar de fato. A Copa das Confederações, em 2013, já passará longe da cidade mais importante economicamente do Brasil, e o Mundial pode seguir o mesmo caminho.

Alckmin e Kassab não parecem dispostos a arcar com os custos, nem parecem poder.

O Palmeiras deve ter a sua Arena pronta nesse prazo, embora sem capacidade de receber a Abertura, isso se a diretoria e a W Torre não pararem de brigar.

O Sâo Paulo tenta a missão difícil de tentar recolocar o Morumbi no páreo.

Até a Portuguesa tenta a missão impossível de pôr o Canindé na rota do Mundial.

NOTÍCIAS DESIMPORTANTES - 16ª EDIÇÃO



Do Blog de Fabíola Reipert:

Lia Khey, que ninguém nunca mais ouviu falar..., se superou no show do Kid Abelha, em São Paulo.



Ela achou que era famosa e que não precisaria pegar fila para entrar. Ficou dando piti para quem quisesse ver.


E deixou escapar uma pérola...


- Eu sou ex-BBB e não preciso ficar na fila.


O segurança que ouviu a frase nem deu bola.


Não contente, no camarote Lia ficou com frescura para tirar foto.


O curioso é que havia outros ex-BBBs por lá e nenhum deles se comportou mal.

Comentário: QUEM É LIA?

Com um show da Paula Toller, eu iria me preocupar em saber oq ue fez a tal de Lia?

Ah, vão se catar...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

OS QUATRO ESCUDEIROS



A equipe do Barcelona tem alguns jogadores do tipo world class: Messi, atual bi-campeão do prêmio da FIFA, Xavi e Iniesta (os dois finalistas do ano passado) e Daniel Alves (possivelmente, o melhor do mundo na posição).

Ainda tem David Villa, que ainda não jogou o que pode, mas é de qualidade individável.

Ou os dois zagueiros: Puyol, que não é nenhuma virtuose, mas sua valentia em campo e sua longa carreira no Camp Nou o farão ingressar no Panteão Culé; e Piqué, um zagueiro que evolui à olhos vistos sob o comando de Guardiola, e também está entre os melhores do mundo em sua função.

Mas, ainda existem os carregadores de piano:

Victor Valdez: o arqueiro não tem a qualidade de Casillas (a torcida do Barça admite sem problemas que o segundo é melhor), e já o viu alternar altos e baixos, variando da exibição excelente contra o Arsenal na final da Champions de 2006 até a pixotada no ano seguinte contra o Liverpool. Mas, dessa vez, pelo menos tem feito uma temporada sem grandes sustos.

Mas, como elogiar goleiro é arriscado...

Keita: ser volante de contenção nesse time não é nada fácil, porque fazer companhia para Xavi e Iniesta não é lá tarefas das mais tranquilas. Além disso, quando o time vai ao ataque, ele tem que segurar o rojão lá atrás. E mesmo sem ser um gênio, vai cumprindo a sua tarefa, ao ponto deixar Mascherano para trás e atuar no mesmo nível de Yaya Touré.

Pedro: o nome do Barcelona está envolvido em pretensas convocações de meias ou atacantes que ocupariam o lugar de Pedro no ataque (Rooney, Fabregas e van Persie). Enquanto isso ele vai se mantendo no time, jogando como uma formiguinha, correndo como um louco para dar suporte aos seus estelares colegas de dianteira.

Abidal: não foi titular a temporada inteira, mas quando joga, tem a função de servir como terceiro zagueiro para o esquema tático passar para o 3-4-3. Pode jogar na zaga, conforme a necessidade. Mas, esse é um guerreiro na vida e milagre de recuperação: depois de extrair um tumor no fígado, voltou à campo um mês depois, sob avassaladores aplausos no Camp Nou. Ovação triunfal que poucos craques tiveram

quarta-feira, 11 de maio de 2011

TRÊS VEZES BARÇA


AFP PHOTO / JOSEP LAGO

Não foi com goleada, não foi com show, não foi sequer com vitória. Nem gol de Messi, quem marcou foi o operário Keita.

Mas o empate contra o Levante garantiu o tricampeonato do Barça.

É o que vale.

Pelo menos a temporada não passará em branco, e agora é pensar no jogo de Londres daqui a duas semanas contra o Manchester Unidet.

Sinceramente, se tivesse perdido, não tinha problemas. Talvez fosse melhor ganhar a taça no fim de semana no Camp Nou, diante do Deportivo La Coruña.

Mas, o que importa é o título.

E finalizando:

MADRID, CABRÓN, SALUDA EL CAMPEÓN



A CRISE DA OPOSIÇÃO



Quem lê esse blog sabe que não sou nada fã do tucanato, nem dos demistas, nem dos pepeessistas (?)...

Entre um bando de almofadinhas pseudo-tecnocratas que se afirmam os desbravadores da modernidade brasileira, e um bando de ex-alguma coisa que se vangloriam como defensores do populacho, fico, por falta de melhor opção, com o segundo grupo.

O tucanato está rachado, é fato: no canto paulista do ninho, Serra e Alckmin travam uma guerra surda pelo controle local da legenda. Serra quer concorrer à presidência em 2014, seja passando pela prefeitura paulistana em 2012, ou de outra forma que vá atrapalhar o leque de alianças do Picolé de Chuchu no estado onde pretende fincar o seu feudo.

Um pouco logo ali, Aécio Neves arma uma aliança circunstancial com Alckmin para deter Serra, seu amigo-inimigo de infância. Na pauta, a candidatura tucana para as eleições presidenciais de 2014. O barão mineiro já quer antecipar a escolha para 2012, aproveitando o momento fraco de Serra.

No meio desa confusão, Fernando Henrique, com cara de patriarca que não é ouvido pela prole, saiu-se com um projeto político de verdade para o tucanato: focar-se na emergente e cada vez mais numerosa classe-média, já que o povão estaria perdido para os petistas.

Lógico que FHC nega e negará que disse exatamente isso. No melhor estilo "esqueçam o que escrevi". Lembram-se da frase pré-posse?

Mas não deveria: o que o ex-presidente propôs foi apenas que o partido tivesse uma proposta política clara, com público-alvo bem definido, priorizando seu eleitorado. Ganha-se um nocho do eleitorado, e perde-se outro. É a tal teoria da escolha racional de Adam Przerwoscki.

Mais adiante, o Democratas, antigo PFL, que costumo chamar de DEMO, o antigo parceiro que virou sócio minoritário, e agora, entra em um processo de atrofia com a debandada liderada por Kassab, que fundou o tal PSD.

Acontece que essa turma vinhapendurada nas bolas da máquina pública desde a chegada de Cabral por aqui, e os oito anos de Lulismo mais os quatro de Dilmismo a se cumprir foram demais para a turma de Painho ACM.

Se livrando das acusações de infidelidade partidária, um batalhão de políticos migram para a nova legenda, e outros, sem mandato, buscam um lugarzinho ao sol, como "fundadores de uma nova maneira de fazer política no país".

E um bando de Demos batem em retirada, inclusive algumas de suas bestas-feras, como Kátia Abreu, a madrinha do latifúndio, Raimundo Colombo (govaernador catarinense, da terra onde Lula queria "extirpar" a legenda") e Guilherme Afif, que seria a provável aposta do Demo para a prefeitura paulistana em 2012.

E para completar, Jorge Bornhausen, cacique das antigas, que afirma deixar a vida partidária.

E até o ninho tucano perde alguns de seus pássaros, inclusive alguns de seus fundadores, quando o tucanato nascia para se desmembrar do fisiologismo do PMDB, hoje a noiva interesseira no casamento com o PT.

E o PPS?

Bom, o antigo Partido Comunista, hoje posando de socialista, e aliado aos pseudo-social-democratas e aos oligarcas decrépitos, pode passar a ser o aliado de maior porte do PSDB.

No meio da crise, cogita-se a fusão de PSDB e DEM.

Sinceramente, tomara que a oposição se fortaleça. Não seria bom que o PT se tormasse uma versão brasileira do PRI mexicano, que governou o país por mais de 70 anos.

Se ganhar eleições consecutivas, que pelo menos o faça diante de um adversário que não seja caquético.

HOJE É O DIA?



Hoje, o Barcelona entra em campo contra o Levante, em Valencia.

Precisa de mais um ponto apenas para levantar a Liga, a terceira consecutiva e a quinta nas últimas sete temporadas.

Mas, não era melhor entregar o jogo e deixar a festa para o Camp Nou, no final de semana

Seria, mas é melhor resolver logo essa bagaça e se concentrar duas semanas para a final da Champions.

É bom mesmo, porque o primeiro tempo avassalador que o Manchester Unidet impôs sobre o Chelsea fé de se preocupar.