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domingo, 15 de janeiro de 2012

A MESMA LADAINHA DE SEMPRE

 http://geografiacastelo.blogspot.com/2009/09/deslizamento-na.html  



















Todo ano, especialmente nos períodos mais quentes, é a mesma coisa: a chuva faz estragos, levando histórias de vida, e o que é pior, muitas vidas.

Se não é possível derrotar a natureza, seria pelo menos possível atenuar a derrota? Claro, o avanço do conhecimento humano sabe como fazê-lo. Estudos já existem, e só não são postos em prática pela maldita burocracia na liberação e aplicação de verbas, que facilita a ida pelo ralo do dinheiro, quando é liberado.

As desculpas são sempre as mesmas:

"Estamos elaborando estudos para minimizar os problemas"

"Estamos aguardando verbas para executar os projetos"

"Ocorreu um atraso na liberação/licitação/execução"

"Choveu muito mais que o esperado"

"A topografia/ocupação da região amplifica os estragos"

Desculpas, desculpas, desculpas. O curioso é que ninguém lembra dessas possibilidades no período eleitoral, afirmando cabalmente ter na cartola a solução.

Isso vale para autoridades federais, estaduais e municipais, atuais e anteriores. Que sejam responsabilizadas criminalmente pelos danos que sua irresponsabilidade causou.

Chega de discursos prometendo verbas que nunca chegam, projetos que nunca serão executados, obras paliativas (semelhantes a dar aspirina para quem tem câncer). Chega de sobrevoos de helicóptero apenas para fingir preocupação, telefonemas de "solidariedade", e tapinhas nas costas.

Todos já sabem onde estão as áreas de risco, e qual o período de maior intensidade das chuvas. Essa balela de "no período x choveu y, enquanto o volume esperado para todo o mês era z" já não cola mais. As chuvas acima do "esperado" são constantes, e o discurso continua o mesmo. Assim com continua o mesmo o sofrimento de quem perde tudo o que lutou para conquistar durante a vida, ou perde uma pessoa querida.

Os responsáveis por esse caos deveriam ser enquadrados como homicidas dolosos. Multiplamente qualificados, sem nenhum benefício legal. Ou ainda mais, serem julgados como criminosos de guerra por crimes contra a humanidade.

O caos das chuvas não é apenas fatalidade, é insanidade.

Não me venham com aquela desculpinha de ocupação desordenada e dificuldades topográficas: a menos que na campanha eleitoral. No período eleitoral ninguém afirma não ter condições de minimizar os estragos, ou mais que isso, ninguém afirma que a culpa das tragédias recai sobre quem ocupou ou permitiu a ocupação desordenada. Sinceridade e política não combinam.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

SEM MANIQUEÍSMOS

Ônibus do sistema Transcol, placa MSJ 5466, Viação Netuno, Linha 572, incendiado durante protesto no Centro de Vitória.

Nos protestos do ano passado, eu estava mais pendente para o lado do movimento estudantil.

Não uso mais o sistema de ônibus, mas sei como é cruel a vida de quem usa, mas pela porcaria de serviço que é oferecido, qualquer aumento seria ultrajante.

Fechar as principais vias de trânsito em uma cidade como Vitória é cruel, mas sinceramente, não tem outro jeito.Conquistas exigem sacrifício.

Só não concordo com a ideia de passe livre para os estudantes, a menos que seja para o deslocamento envolvendo o local de estudos. Cultura e lazer é um direito da população em geral, não apenas de quem frequenta a sala de aula. Ainda mais se pensarmos que por motivos óbvios, o conjunto de usuários pagará pelo privilégio.

O movimento estudantil, que reconheçamos, representa pequena parte da coletividade, se contentou em negociar o passe-livre, deixando de lado o preço da tarifa.

Além do mais, baderneiros e desocupados por lá não faltam.

E agora em Janeiro, o Governo, amparado pelo chamado Conselho Tarifário, reajusta o preço das passagens, quase que na surdina, aproveitando as férias dos estudantes.

Confesso que não tenho conhecimento da planilha, mas pela minha experiência em Contabilidade, sei que uma planilha, assim como um balanço, podem ser peças de ficção, sem nenhuma dificuldade. me lembro que anos atrás, empresários pediam reajustes de x%, alegando que seria o valor mínimo para viabilizar o sistema. O valor era bem menor que isso, e nem assim, o sistema quebrava.

Aliás, empresas de ônibus são negócios para lá de lucrativos.

E a CPI do Transcol, que ninguém mais fala?

Sei que existe o discurso da "ordem" e do "respeito á lei", mas se isso for levado em consideração à ferro e fogo, nenhuma manifestação seria tolerável. A questão aqui são os métodos utilizados.

Incendiar ônibus é coisa de terrorista, e seja lá quem for o responsável, deve ser severamente punido, seja ele manifestante ou alguém infiltrado.

E que sejam investigados também os excessos da PM. Liberar o tráfico usando a força da lei é uma coisa, agora prender e tomar equipamento de quem fotografava e filmava os acontecimentos é coisa de gente que quer esconder alguma coisa errada.

É preciso pensar com calma no que ocorreu, e buscar fontes confiáveis para a análise. Por fontes confiáveis, exclui-se a imprensa local, que só ouviu um dos lados.

Tive a oportunidade de ler A TRIBUNA ontem. Coisa vergonhosa, parecia um jornaleco chapa branca, o que não me estranha, se lembrarmos o caso da censura à coluna de Elio Gaspari, a serviço do governo estadual. Como ouvi certa vez, "jornalista não precisa ter opinião, quem tem que ter opinião é o dono do jornal". E como a opinião da imprensa está no canhoto do talão de cheque do governo, através de generosas verbas publicitárias.

Então, vamos com calma...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

EMPREGÃO


Levantamento mostra ranking dos salários dos prefeitos em cada cidade do Estado


O prefeito de Linhares, Guerino Zanon (foto), é o que recebe o maior salário no Espírito Santo: R$ 16 mil.

Veja tabela completa



http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/12/noticias/especiais/1064561-levantamento-mostra-ranking-dos-salarios-dos-prefeitos-em-cada-cidade-do-estado.html

Da Redação Multimídia

O prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PMDB), é o que recebe o maior salário no Estado: R$ 16 mil. O dado faz parte do levantamento de A GAZETA, feito com 60 dos 78 municípios do Espírito Santo, para identificar um ranking dos salários dos prefeitos em cada cidade.

Com aproximadamente 140 mil habitantes e uma receita de R$ 330 milhões, o prefeito de Linhares ganha apenas R$ 2,6 mil a menos que o governador do Estado, Renato Casagrande (PSB) - que recebe R$ 18,6 mil.

Questionado sobre o subsídio, Guerino diz que não há o que se discutir, pois essas decisões são definidas no último ano da gestão da Câmara. Dessa forma, ele não tem o que criticar ou opinar.

Legalidade

Para Emerson Masullo, professor de Direito da Universidade Católica de Brasília (UCB) e Mestre em Ciência Política, o alto valor não é inconstitucional. "Os limites salariais são estabelecidos com base na maior remuneração paga a quem ocupa a função máxima dentro de cada poder. Assim, no Executivo, o salário está limitado ao teto da presidente Dilma Rousseff (PT), que é de R$ 26,7 mil", explica.

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), por exemplo, recebe o maior salário do país, ou seja, ganha o mesmo que a presidente - R$ 26,7 mil, segundo reportagem recente do portal UOL.

Entretanto, Masullo atenta que, apesar dos reajustes fora dos padrões inflacionários não serem ilegais, ferem a moralidade e não seriam éticos.

Reajuste anual

No Estado, há também prefeitos que recebem aumento anual. É o caso de Muniz Freire, em 19º no ranking, e de Venda Nova do Imigrante, em 45º. As Câmaras aprovaram aumentos de 4% a 7%, em 2010 e neste ano.

"Segundo a Constituição Federal, a margem de aumento é de uma revisão anual. Portanto, somente mais de um aumento por ano seria ilegal", explicou o professor Masullo.

Na Capital, o prefeito João Coser (PT) ocupa o 5º lugar do ranking, com um salário de R$ 14,7 mil. Vitória abriga 327 mil habitantes e conta com uma receita de R$1,2 bilhão.

Royalties

Já os municípios que são beneficiados com os royalties de petróleo - Aracruz, Presidente Kennedy e Anchieta - ocupam o segundo, terceiro e quarto lugar, respectivamente.

O prefeito de Aracruz, Ademar Devens (PMDB), recebe R$ 15.656,15 e é alvo de denúncias no município. O Ministério Público do Estado (MPES) pediu seu afastamento na quinta-feira. Ele é acusado de envolvimento no esquema de fraude em licitações de serviços de informática.

Em Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB) ganha R$ 15.100 e, em Anchieta, Edival José Petri (PSDB) tem o salário de R$ 14.812,64. Essas cidades possuem de 10 mil a 70 mil moradores.

As duas cidades que apresentam o maior número de habitantes no Estado e também alta receita, Vila Velha - com 414 mil moradores e receita de R$ 561.349463,3 bilhões - e Serra - com 409 mil moradores e receita de R$ 707.538.442,3 -, também estão entre as primeiras da lista.

Ocupando a 6ª posição, o prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR), conta com o subsídio de R$ 14.450. Já o da Serra, Sérgio Vidigal (PTB), recebe R$ 14 mil mensais, ocupando o 7º lugar do ranking.

É curioso o valor que a Prefeitura de Barra de São Francisco oferece: R$ 13 mil. O prefeito Waldeles Cavalcante, ao administrar uma cidade de apenas 40 mil habitantes e com receita de R$ 58.142.997, recebe quase o mesmo valor que Vidigal, que tem o papel de gerir um município com mais do que o dobro de moradores e também de receita.

O valor mais baixo, de R$ 5.670, é o recebido pelo prefeito de São Domingos do Norte, Elison Compostrini (PSB).

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

TODOS IGUAIS...



Ainda não li "Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro, mas quem o leu diz que as denúncias são pesadas em embasadas.

Se tudo for confirmado, é mais uma prova documental que petralhas e tucanalhas são farinha da mesma espécie, embora de sacos diferentes.

Serra, Aécio e FHC desqualificaram o livro e o autor, assim como a turma do Lula fez com as revelações de suas traquinagens.

A mídia pró-tucana tentará varrer a sujeira para debaixo do tapete, assim como a mídia pró-petista o fará.

Haja tapete!

Não sou da "mídia limpinha", nem sou "blogueiro sujo". Não tenho partido.

Posso opinar como eu quiser, sem que ninguém tenha o direito de me chamar de "rabo preso".

Me defino como de esquerda, mas não da esquerda brasileira que se alia ao que há de pior em nome da tal governabilidade.

Também não desprezo alguns direitistas sinceros, principalmente aqueles que defendem o lado econômico liberal, o qual eu critico.

Com essa "catigoria" de políticos e jornalistas, eu definitivamente, não comungo

terça-feira, 8 de novembro de 2011

MACONHEIROS NA CADEIA




Enfim, após dias de ocupação da USP por “rebeldes” sem causa, que se dizem estudantes, o local foi liberado para que àqueles que, de fato, querem contribuir para a sociedade, possam estudar.

Sim, porque a grande maioria dos “manifestantes” pouco comparece às salas de aula, mais preocupados em fumar maconha no campus, do que alterar alguma coisa nesse país.

Bem diferente das décadas anteriores, em que estudantes do mesmo local foram fundamentais na luta contra a ditadura, politizados que eram, com a coragem e o ímpeto que inexistem hoje em grande parte da nação.

Hoje a USP, em boa parte, é formada por essa gente imbecilizada, que só pensa em se drogar, ou que simplesmente nada pensa.

Queriam retirar a PM do Campus – que não é santa – sob argumento de que inibiriam manifestações políticas dentro da Faculdade.

Mentirosos.

Que manifestações ?

Há tempo elas deixaram de acontecer.

O que se vê por lá é o triste retrato de nossa juventude, cada vez menos combativa, pensando apenas em levar pequenas vantagens sobre a sociedade.

Qualquer semelhança com os políticos atuais, que comandam nosso Brasil, não é mera coincidência.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

JUSTIFICANDO O INJUSTIFICÁVEL



Demorou mas ele foi. Após cancelar por diversas vezes o convite para ser entrevistado no Bom Dia ES, o presidente da câmara de Vila Velha, Ivan Carlini(PR), foi entrevistado ou melhor massacrado e ridicularizado, pelo repórter Mario Bonella, que o vereador insistiu em chamar de "Mauro".

Todo mundo sabe das limitações do presidente da câmara, mas o que presenciamos foi uma vergonha. O vereador não tinha argumentos para responder os questionamentos e respondia com perguntas ao entrevistador, querendo tirar o foco do problema em Vila Velha.

O fato é que a câmara de Vila Velha precisa de renovação urgentemente e muitos políticos que sugam o dinheiro público não deveriam se reeleger. Do atual grupo poucos se salvam, dois ou três. É certo que uma andorinha não vai fazer verão, por isso, é fundamental a renovação.

Precisamos de qualidade e não quantidade. Qualquer tipo de aumento nesse momento é totalmente desnecessário, seja da quantidade de vereadores como dos seus (super)salários. Os partidos devem escolher melhor os candidatos e os eleitores votar conscientes.

O fato do presidente da câmara ter sido reeleito por seus colegas levantam algumas questões. Será que a câmara não tinha outras opções para assumir a presidência? Quais as competências de Ivan Carlini que o credenciaram a assumir o comando do legislativo de Vila Velha?

Fica evidente que prefeito Neucimar aprova a gestão de Ivan, se não, poderia muito bem ter articulado mudança na presidência da casa, afinal é importante ter uma câmara totalmente influenciável, para aprovar seu projetos polêmicos, como a alteração do PDU e a liberdade para criar cargos comissionados no que antecede as eleições.

Não é de hoje que critico a relação da Câmara com o atual executivo de Vila Velha, a casa que deveria fiscalizar o executivo e representar o povo canela verde, na verdade serve ao prefeito, e só pensa em benefícios próprios.

O sentimento do povo como o meu é de indignação e tenho certeza que tem muito mais debaixo do tapete. Precisamos fazer uma faxina e colocar toda a sujeira no lixo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A FIFA ENGANOU O BRASIL? NÃO, PORQUE A REGRA É CLARA



http://comfelelimao.wordpress.com/2011/10/21/a-fifa-enganou-o-brasil-nao-porque-a-regra-e-clara/

É bem forte o barulho contra as exigências da FIFA para a realização da Copa no Brasil. Estão falando que o governo está abrindo mão da soberania nacional, atropelando direitos conquistados a duras penas… É, talvez estejam mesmo, mas quem se candidatou a sede da Copa-2014 sabia que isso talvez fosse necessário. Se não sabia, deveria saber. Se sabia e não contou ao povo, sinto muito. Agora a bola já está rolando.

A Copa do Mundo FIFA é um evento privado, uma espécie de circo que fica parado em Zurique e, a cada quatro anos, viaja por um mês para fazer uma turnê no país que pagar melhor a ela. Por “pagamento”, entenda-se ATENDER AOS REQUISITOS do famigerado “Caderno de Encargos FIFA” e realizar uma miríade de conchavos políticos que garantam a sua escolha como país-sede.

De 1986 para cá, o circo da FIFA vem ficando cada vez mais sofisticado e cheio de não-me-toques, toalhas de linho branco e garrafas de Möet Chandon a 8ºC no camarim, graças à exacerbação do conceito de futebol-empresa. A Copa é o espetáculo esportivo mais visto e mais caro do mundo, nada pode dar errado (segundo os parâmetros da dona do evento). Não se perca de vista que a dona da Copa é a FIFA, não o país-sede.

Tá, mas e daí?

E daí que a FIFA usa padrões do futebol europeu (Itália, Espanha, Alemanha, Inglaterra – não Grécia, Portugal ou Croácia) para formular seu conceito de “tudo certinho”. Então, ANTES de se meter a fazer Copa do Mundo, o candidato tem de ver como as coisas funcionam por lá, pra ver se AGUENTA a bagaça. Se não aguenta, nem se candidata. E por “aguentar”, entenda-se não ter de rasgar leis ou violar direitos e, claro, não quebrar o país ou enchê-lo de inutilidades (se você não tem dinheiro para desperdiçar com elas).

É absolutamente ingênuo achar que a FIFA vai “se adaptar” ao país-sede, por três razões muito simples:

1) existe UMA FILA de países querendo os jogos, muitos deles submetendo-se a qualquer coisa para tê-los;

2) existe OUTRA FILA de países querendo os jogos e que não precisam mover uma palha para “se adaptar” aos caprichos da entidade, pois os tais caprichos estão plenamente incorporados (os tais países-modelo da FIFA).

3) É a FIFA que aceita o país-sede, não o contrário.

Bem, mas você pode perguntar: “peraí, mas tem coisa que não estava no Caderno de Encargos e que estão exigindo agora, estão rasgando o contrato!”. CLARO que tinha, porque a tal brochura é um documento que deve ser seguido por todos os candidatos, não comportando especificidades do tipo “ingresso de aposentado não pode”, porque isso é uma jabuticaba.

Para a FIFA conseguir sua almejada qualidade HDMax no evento, ela nivela todos os países candidatos “por cima”, e exige de quem quer fazer o evento que suba se estiver embaixo. “Suba”, sempre é bom ressaltar, de acordo com os parâmetros dela, não os da sede. O objetivo da entidade é um só: seja na África do Sul, Inglaterra, Brasil ou Qatar, o cliente deve se sentir da mesma forma e os parceiros devem ter as mesmas regalias, senão o contrato dela fura e ela perde dinheiro.

A história recente mostra que, quando o país não é “modelo-FIFA”, depois que o circo vai embora a coisa fica bem feia: lixo pra todo lado, bosta do elefante branco espalhada pelo terreno e um monte de conta no espeto.

PS.: isso vale também para a Olimpíada, claro.

sábado, 22 de outubro de 2011

A FARRA COM NOSSO DINHEIRINHO SUADO



Saiu em A TRIBUNA de domingo, o quanto nossos "nobres" (diria principescos) vereadores gastaram com a verba de representação que lhes é destinada.

Só alguns comentários:

O campeão da gastança é Almir Neres, que pelo menos era Pastor da Igreja Assembleia de Deus. Pastor gastando R$ 5 mil em uma choperia? Seu filho Douglas, ardente (tão ardente que chega ao delírio), defensor do prefeito e de seus aliados nas redes sociais, poderia nos dar uma explicação? Aproveita e explica qual a necessidade de gastar tanto com frutos do mar.

Anderson Almeida, fiel defensor do prefeito, torrou R$ 1,3 mil em um único dia na churrascaria. Eta rodízio caro!

Tareba gastou mais de 600 reais em um lanche! Aconselho o vereador a ir come um cachorro-quente na pracinha aqui perto de casa. O erário agradece.

O presidente da Câmara, Ivan Carlino, é um dos campeões de gastos. Investigações à vista? Not!

Me decepciona ver Babá, o único oposicionista, e combativo, diga-se de passagem, ter abusado também da gastança.

Tenório Merlo, o campeão, com mais de 23 mil em gastos. O que nos deve as mais longas explicações,

Resumo dessa patacoada: TODOS os vereadores nos devem explicações, e muito provavelmente, uma boa grana de devolução.

Em tempo: convidado a se explicar na TV GAZETA, o presidente da Câmara, Ivan Carlini, não compareceu, alegando "outros compromissos". Talvez, uma boa garfada nos nossos impostos

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CALA A BOCA, CID!




Caro governador, posteriormente o senhor tentou rever a insanidade que proferiu na citação acima, mas o que está dito, dito está. E além do mais, não precisa se arrepender, até porque o arrependimento só pode ocorrer quando é sincero, coisa que duvido que tenha acontecido.

Vossa Excelência tem a chance única de fazer de seu governo uma referência de desprendimento para a posteridade: seria incrível que o Chefe do Executivo Estadual, bem como seus auxiliares diretos, além da infinidade de aspones e bajuladores de toda espécie, simplesmente abrissem mão de seus polpudos vencimentos em nome do amor que sentem pelo Ceará.

Tenho certeza que seus ganhos obtidos em quase cinco anos à frente do governo já são suficientes para que Vossa Excelência tenha garantido uma boa poupança para o restante de seu mandato. Afinal, com esses rendimentos foi possível até levar a sua sogra para viagens aos exterior, não é mesmo? Afinal de contas, me recuso a acreditar que um homem público honrado como o senhor tenha custeado a jornada se aproveitando do suor do valoroso povo que governa.

Imagine a repercussão que o seu desprendimento teria junto à opinião pública brasileira e até mundial. Quão fantástico seria se nossos governantes seguissem seus passos, e não duvido nada que o ato de o administrador público abrir mão de seus vencimentos seja conhecido com “Lei Cid Gomes”.

Em 2014, quando Fortaleza receber partidas da Copa do Mundo, turistas e jornalistas de todo o planeta o procurarão para lhe saudar como exemplo mundial de gestão com a coisa pública. As fronteiras brasileiras serão pequenas para o seu heroísmo...

Vamos lá, governador, dê o exemplo!

sábado, 24 de setembro de 2011

ONU, QUAL A UTILIDADE?



Um desses pseudo-intelectuais de rede social afirmou um dia desses que a ONU é a maior ONG, ou ainda o principal cabide de empregos do mundo. Pedir perdão por essa asneira é desnecessário, até porque se é ruim com ela, pior seria sem ela.


O que a ONU precisa é de uma completa reforma: sua estrutura é velha, e como qualquer máquina administrativa, se engessa caso não se transforme, e como não se transforma estruturalmente desde a sua fundação...

As Nações Unidas foram constituídas no pós-guerra, moldadas pelos principais vencedores do conflito, e mais adiante, desdobrada em vários organismos (FAO, UNICEF, AIEE) que são extremamente úteis quando afinados. O Conselho de Segurança é seu ponto nevrálgico, e também o mais excludente, constituído por dez membros rotativos e cinco permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra), e é alvo da pretensão de potências regionais, como Brasil e Índia de uma cadeira permanente, embora boicotados, abertamente ou não , por seus vizinhos.

Até a reforma do Conselho de Segurança é urgente, até porque por estatuto, qualquer de suas resoluções vetada por qualquer membro permanente, e mesmo assim, suas decisões não são de todo aceitas por partes belingerantes.

Até mesmo a pretensão brasileira deve ser revista: ao invés da sua inclusão no Conselho de Segurança, a diplomacia tupiniquim deveria lutar pela reforma da entidade que o abriga, e encontrar o equilíbrio para permitir a representatividade de nações menos expressivas, mas que não haja o seu uso para barganhas, como acontece no Legislativo brasileiro.

A tarefa é difícil, as negociações seriam amarradas e sem garanti de sucesso, assim como foi na Conferência do clima, na Dimamarca, em 2009. Chegar ao ideal não será possível, mas avanços são necessários.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

MAX BARRADO



Há alguns dias atrás, Max Filho disse que tinha 99% de chances de ingressar no PSB, mas que em política, 99% podem ser menos que 1%. Frase profética.


O partido, em nota lacônica, alegou “falta de consenso”.Assim mesmo, curto e fugindo de explicações convincentes.

Ponto para Neucimar Fraga, que reforça seu argumento de “isolamento” de seu rival para a peleja do ano que vem, e ainda evita que a máquina do PSB seja posta ao serviço de Max.

Aliás, depois de “demitir” o PTB, Max Filho ainda será aceito pela legenda?

O PSDB parece lhe estender a mão, seja como filiado ou aliado. Mas, como fica o comando municipal do tucanato, guindado ao topo para “oxigenar” a legenda. Ou uma “ordem de cima” pode desfazer tudo?

O Governador Renato Casagrande tenta fazer com que seu partido se expanda pelo estado, mas ainda não é o “Síndico do Condomínio do Poder” instalado por Hartung, que continua dando as cartas através de seus aliados. Aliás, Casagrande ainda não encontrou a medida de poder com o meio político capixaba.

A frente “anti-Max” organizada por Neucimar fica em stand-by, pelo menos por enquanto. O prefeito ainda insiste no apoio do Deputado Hércules Silveira, seu adversário de 2008 e oposicionista declarado (chamou o mandatário municipal de “Neucinóquio”. O próximo passo é angariar o apoio de Rodney Miranda, que ainda não fala nada.

Em tempo: a (então provável) filiação de Max foi recebida com fúria por alguns deputados estaduais, que insinuaram boicote ao governo. Como assim? Chantagem para continuar apoiando o governo?

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O XADREZ CANELA-VERDE



Já escrevi sobre os principais postulantes à cadeira de Prefeito de Vila Velha ano que vem, e desde então, a única novidade é a filiação de Max Filho ao PSB. No mais, as possibilidades continuam as mesmas: Neucimar, Max, Hércules, Rodney, Favatto, Vasco Alves (insistente) e mais um do PT.


Só que de vez em quando, aparecem alguns nomes nanicos.

O PT do B, comandado por Tenório Merlo, ensaia lançar Dionísio Ruy Júnior, ex-vereador e candidato pelo PDT em 2008, com o apoio resignado de Max, que viu seu partido preterir seu candidato Roberto Beling. Mesmo com uma razoável estrutura de campanha, Dionísio não passou de um quarto lugar, beirando os 10 por cento dos votos.

O PSDB, ex-partido de Jorge Anders, especula “para ver se cola”, Henrique “Casamata”, recém-expulso do PT por se recusar a deixar a administração Neucimar. O detalhe é que “Casamata” sequer é filiado ao tucanato. Observemos que ele não teve sucesso nas duas campanhas para vereador.

Essas “movimentações” são normais nessa época pré-eleitoral. É compreensível que partidos e grupos políticos comecem as articulações internas e claro, os blefes, como é o caso óbvio das possíveis candidaturas de Dionísio e “Casamata”, que só servirão para preencher espaço no horário eleitoral e fazer emissoras arranjarem mais espaço nos debates.

Também estamos dentro do prazo para trocas de partido, lembremos, a filiação de Max Filho ao PSB ainda não está sacramentada. Até Outubro, movimentações ainda podem ocorrer, embora reconheçamos que em maior número entre os candidatos a vereador.

O PT é um caso a parte: desde que decidiu bater em retirada rumo à oposição, seria caminho natural que o partido lançasse candidato próprio. Mas quem? Insistir em Cláudio Vereza (que ficou longe do segundo turno em 2008), ou lançar Guilherme Lacerda (que também naufragou como candidato à Deputado Federal em 2010), ou arriscar de vez, lançando o vereador João Batista Babá, que perderia uma candidatura promissora à reeleição para tentar um voo kamikaze.

Neucimar já se articula e anuncia uma frente multipartidária contra Max, embora ele não divulgue. Mas não se impressionem: a lista é composta em sua maioria por partidecos inexpressivos, muito mais legendas de aluguel do que redutos ideológicos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

RENÚNCIA DE JÂNIO, 50 ANOS DEPOIS



Vocês certamente já ouviram falar em Jânio Quadros. Foi aquele presidente da República que renunciou ao mandato depois de apenas sete meses de governo. Um período curto, mas que deu tempo para ele proibir as brigas de galo, lançar a moda do safari para enfrentar o calor do País tropical, e, ah…sim, chegar ao cúmulo de proibir o uso do biquini, etc…etc…e deixar o Brasil numa bananosa que acabaria resultando no golpe de 64.

Na próxima semana, completam-se 50 anos da renúncia de Jânio Quadros. No dia 19 de agosto de 1961 ele condecoraria Che Guevara que visitava o Brasil. No dia 25, renunciaria, embora ainda se questione se ele de fato estava querendo deixar o poder ou corria atrás de mais poder, retornando nos braços do povo, como se dizia na época.

A resposta para essa pergunta ainda atormenta historiadores da política brasileira contemporânea. Claro que alguns indícios apontam para um retorno triunfal. No dia 25 de agosto de 1961, o vice-presidente João Goulart estava em visita oficial à China. Naquele tempo, voltar da China era um problema. Hoje, com o Aero-Lula, a presidenta Dilma Rousseff levou quase dois dias para retornar. Imaginem sem o Aero-Lula.

Outro indício de que a renúncia não era para valer: Jânio embarcou para São Paulo levando a faixa presidencial, que teve de voltar a Brasília trazida pelo seu ajudante-de-ordens.

Para todos os efeitos, Jânio era um político aposentado, depois de uma carreira fulminante, que o levou da Câmara Municipal de São Paulo a Brasília em pouquíssimo tempo. Ele foi o primeiro presidente a tomar posse na “solidão do Planalto Central”, o que o incomodava muito. Essa solidão, diga-se, foi um tema recorrente na nossa longa conversa, 35 anos atrás.

indefinição sobre quem seria o sucessor de Jânio durou 13 longos dias. Nesse período, quem esteve à frente do governo foi o presidente da Câmara, Ranieri Mazzili, que tomou posse quando o vice-presidente da República, João Goulart, estava em viagem oficial à China. Para acalmar os militares, que não queriam Jango na Presidência, foi aprovada rapidamente uma emenda constitucional para instituir o Parlamentarismo: o presidente seria apenas o chefe de Estado, cabendo ao primeiro-ministro, a ser escolhido pelo Congresso, a função de tocar o governo.

Resolvido o impasse, Jango tomou posse no feriado de Sete de Setembro e tentou acalmar os ânimos, ainda exaltados. O historiador Antonio Barbosa não tem dúvida de que a renúncia de Jânio Quadros foi um fator decisivo para a queda do regime democrático. Esse 25 de agosto de 1961 significou o primeiro grande passo para o fim, para o colapso iniciado em 1946. Ou seja: 25 de agosto abre as comportas para um processo extremamente turbulento, extremamente revolto, que deságua no 1º de abril de 64. Foi literalmente uma tentativa de golpe que não deu certo.

Por fim, seu vice, João Goulart, que no momento fazia uma viagem à China comunista, assumiu o poder – fato que reforçou a resistência das elites conservadoras e militares, e que, no fim, culminaria com o golpe militar de 1964.

sábado, 20 de agosto de 2011

MAX FILHO NO PSB: TEM CERTEZA?



Apontada como o fato político das últimas semanas no debate das eleições municipais, não está sendo tão fácil a migração do ex-prefeito de Vila Velha Max Filho dos quadros do PTB rumo ao PSB.

Caso a mudança seja confirmada, Max deverá perder o apoio petebista – mesmo com a permanência na sigla do pai, o ex-governador Max Mauro. Uma das lideranças mais desgostosas com o rumo político do ex-prefeito é o presidente regional do PTB, deputado estadual e ex-prefeito de Linhares José Carlos Elias.


O desgosto de Elias se justifica pelas pressões sofridas por ele antes de entregar a sigla – sobretudo, o controle do diretório canela-verde – aos Mauro. A pressão não partiu apenas de forças políticas poderosas, mas também de alguns partidos, como o PR, que afastou a possibilidade de qualquer aliança com Elias nas eleições em Linhares por conta do apoio dele a Max Filho.

A provável saída de Max Filho também gera consequências políticas em Vila Velha. Isso porque ele vai sozinho para o novo partido, após criar uma estrutura no PTB – que passa pelo pai e se estende até o controle do diretório municipal, nas mãos do presidente Jorge Carreto. Além disso, a base de vereadores que o acompanharia no pleito pode permanecer no PTB, o que pode dificultar ainda mais qualquer projeto eleitoral.

Entretanto, o apoio do governador Renato Casagrande é visto nos meios políticos como uma peça fundamental para impulsionar a candidatura do ex-prefeito. De acordo com observadores, a presença de Casagrande no palanque de Max acaba com a campanha de que o ex-prefeito teria isolado Vila Velha do governo do Estado.

De qualquer maneira, a migração de partido pelo ex-prefeito o coloca como um dos candidatos fortes no tabuleiro eleitoral canela-verde. Apesar dos prós e contras, a mudança deve obrigar o ex-governador Paulo Hartung, desafeto público dos Mauro, a repensar sua tática eleitoral para o município.

Com a entrada de Max no páreo, Hartung vai ter que encontrar candidatos competitivos para enfrentá-lo, já que perde todo o sentido uma campanha “do que o ex-prefeito não foi”. Exemplo disso é que, antes mesmo de a troca de partido ser consolidada, a mídia local já especula que o deputado estadual Rodney Miranda (DEM) deixe de encabeçar uma possível chapa para passar compor a vice. O demista era uma figura construída para dar vazão a esse discurso em cima dos erros de Max Filho.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

PR, PEDE PRÁ SAIR...



Enfraquecido com a crise no Ministério dos Transportes e com a demissão em massa de indicados pelo partido, a cúpula do PR ameaça se antecipar e entregar os cargos que ainda tem no governo, saindo da base aliada no Congresso e, com isso, adotar uma postura de independência. A proposta está em discussão entre os dirigentes e será analisada numa reunião do partido marcada para acontecer na primeira semana de agosto. A força do partido, ao fazer essa ameaça, está nos votos de seus 41 deputados e sete senadores.

Além de cargos menores na estrutura do ministério, o PR tem ainda indicados no comando de pelo menos 12 das 23 superintendências regionais do Dnit. O partido recebeu indicações de que grande parte dessa turma deve cair.

A estratégia de entregar os cargos do partido também tem o objetivo de constranger o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, deixando claro que ele não é uma indicação do partido, embora filiado. Nesse caso, sua permanência no governo Dilma Rousseff não estaria mais associada à legenda.

“ Atingiram o PR na cabeça e no coração. Não temos mais que ter medo de perder aquilo que já não existe. Se a gente já perdeu tudo, para que ficar mais? Entregamos tudo de uma vez e vamos para uma postura de independência” defende o vice-líder do governo, deputado Luciano de Castro .

Internamente, no PR muitos avaliam que o Planalto quer mesmo provocar o rompimento com a legenda. O próprio Luciano de Castro teve uma sinalização negativa nesta quarta-feira do governo: tentou uma audiência com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e não foi recebido. Também solicitou um encontro com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e não teve retorno.

Ao mesmo tempo em que falam em romper com o governo, emissários do PR fizeram chegar ao Planalto o alerta de que pode causar constrangimentos o discurso do ex-ministro e senador Alfredo Nascimento (PR-AM), na volta do recesso, no plenário do Senado.

Segundo aliados do ex-ministro, ele tem repetido que "as decisões de governo não foram decididas sozinhas". E esta será a tônica do seu discurso: dividir responsabilidades com o Palácio do Planalto e com o ministro Paulo Sérgio Passos, que foi seu secretário-executivo.

É grande o descontentamento do grupo do secretário-geral do PR, deputado Valdemar Costa Neto, que teve seus afilhados políticos demitidos dos Transportes. O senador Blairo Maggi é outro cacique do partido que não esconde sua contrariedade com a decisão de afastar do cargo o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

DESORIENTADO?



Renato Casagrande está pagando um preço elevadíssimo por sua campanha. Relembremos:

No início do ano passado, os bastidores da política capixaba davam como certas as candidaturas de Ricardo Ferraço e de Paulo Hartung ao Senado, pelos lados governistas.

Primeiro, Hartung disse que não seria candidato à Câmara Alta.

E Casagrande trabalhava nos bastidores para viabilizar sua candidatura ao Anchieta, até que conseguiu que Hartung “rebaixasse” Ferraço ao Senado, e lançasse o Senador como SEU candidato.

Princípio de rebelião na base aliada (o bloquinho PDT-PP-PR ameaçava lançar Magno Malta como candidato suicida ao governo) que logo foi debelada. Vitória fácil, com mais de 80% dos votos válidos.

Assumido o comando do Governo, era hora de lidar com as dificuldades, e principalmente, com a sombra de Hartung, cuja trajetória política não prima pela passividade.

O Secretariado foi u Frankestein: não teve a cara de Casagrande, nem representou a continuidade de Hartung.

A Assembleia Legislativa parecia que continuaria à sombra do Governo (Rodrigo Chamoun, correligionário de Casagrande, foi eleito para o comando da Casa), mas logo a “base aliada” se insurgiu querendo mais dinheiro para seus redutos. Afinal, ano que vem têm eleições municipais.

Eleições municipais que podem rachar de vez a “governabilidade”. E não são poucos os casos em que aliados do Governador se engalfinharão.

E ainda faltam os desgastes por falta de tato, vide os casos da desocupação em Aracruz e das manifestações estudantis em Vitória, onde a PM agiu com truculência, e Casagrande não teve autoridade para punir os excessos.

Ferraço, antes relegado, já se movimenta com vistas à disputar em 2014 a eleição que não disputou em 2010.

Hartung faz de sua suposta candidatura à Prefeitura de Vitória um balão de ensaio para até voltar ao Anchieta em 2014.

É hora de pagar o preço pelo que fez, e a política não aceita parcelamento.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O TODO-PODEROSO



Da ESPN.COM
A REVISTA, RICARDO TEIXEIRA REVELA DESPREZO POR DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO: ‘CAG… MONTÃO’

Em entrevista à Revista Piauí deste mês, o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014, Ricardo Teixeira, revelou não ligar para as denúncias de corrupção durante seu período como principal dirigente do futebol brasileiro. “Não ligo. Aliás, caguei. Caguei montão”, disparou.

Na reportagem, Teixeira lembra que não foi condenado pela Justiça e atacou parte da imprensa. Sobre a CPI da Nike, no começo dos anos 2000, por exemplo, ele disse: “Reviraram tudo e não acharam nada. Foi tudo arquivado. E aí? O Ministério Público é incompetente?”

“Já falaram tudo de mim: que eu trouxe contrabando em avião da Seleção, a CPI da Nike e a do Futebol, que tem sacanagem na Copa de 2014. É tudo coisa da mesma patota, UOL, Folha, Lance, ESPN, que fica repetindo as mesmas merdas“, afirmou.

Ricardo Teixeira falou que os negócios da CBF não deveriam chamar a atenção da imprensa. “Que porra as pessoas têm a ver com as contas da CBF? Que porra elas têm a ver com a contabilidade do Bradesco ou do HSBC? Isso tudo é entidade pri-va-da. Não tem dinheiro público, não tem isenção fiscal. Por que merda
todo mundo enche o saco?”, explicou.

Para o dirigente, tudo não passa de inveja dos brasileiros. “O neguinho do Harlem olha para o carrão do branco e fala ‘Quero um igual’. O negro não quer que o branco se foda e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria.

O Imperador da CBF disse ainda mais coisas na entrevista da PIAUI, demonstrando que tudo o que se fala sobre ele é ainda muito pouco perante o que de fato representa.

“Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou”

“Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional”

“Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito com a Globo”

Enquanto isso, bilhões jorram na conta dos organizadores da Copa do Mundo e todo mundo finge que não acontece nada.

sábado, 2 de julho de 2011

DIVÓRCIO ESPERADO



Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Não estou entre os que se encantaram com a “novidade” representada por Marina Silva na eleição de 2010. Humildemente, acho que ela ajudou os tucanos a levar eleição ao segundo turno, e ainda colaborou para consolidar a agenda conservadora que tomou conta da campanha eleitoral.

Mas é preciso ficar atento aos movimentos de Marina. O papel que ela cumprirá daqui pra frente não precisa, necessariamente, ser o mesmo. Há um cansaço generalizado com a democracia representativa – não no Brasil, mas no mundo.

Um mal-estar, com a sensação de que os partidos não representam mais a vontade popular. As rebeliões (recuso-me a falar em “revolução”) no Egito, Argélia e Espanha foram feitas “por fora” dos partidos e das organizações tradicionais.

No Brasil, esse movimento aparece, de forma tímida, na rebelião dos bombeiros do Rio, no movimento ”antiMicarla” de Natal (RN), na revolta dos trabalhadores de Belo Monte. E, apesar do crescimento econômico, há um mal-estar entre o que restou da esquerda, por conta do início do governo Dilma.

Marina Silva pode surfar nessa onda. Com qual programa? O liberal-ecologismo de Gabeira? Ou algo mais consistente e renovador?

A conferir.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

LEU NA VEJA? AZAR O SEU!



Jornalismo de Esgoto da revista VEJA é condenado na Justiça

- por Altamiro Borges, em seu blog (Acesse o Link na minha lista de blogs)

Em abril último, a revista Veja – talvez seguindo as orientações do Departamento de Estado dos EUA – fez estardalhaço com uma reportagem sobre “A rede do terror no Brasil”. Deu capa e várias páginas sobre a presença de “grupos terroristas islâmicos no território nacional”, mas não apresentou provas concretas para justificar as suas graves acusações. A “reporcagem” informava apenas que teve acesso a documentos sigilosos da CIA, a central terrorista dos EUA, e de outros órgãos policiais.

Agora, na quinta-feira (30), a juíza Cláudia Maria Pereira Ravacci, da 35ª Vara Cível de São Paulo, condenou o panfleto colonizado da famiglia Civita por estimular o ódio e o preconceito religioso, tentando associar o islamismo ao terrorismo. Segundo informa a repórter Mariana Ghirello, do sítio Última Instância, a revista será obrigada a dar o mesmo espaço e destaque para uma reportagem sobre a cultura islâmica. Cabe recurso, mas a revista Veja saiu novamente com a sua imagem danificada.

“Reporcagem” ofensiva e tendenciosa

A ação judicial exigindo direito de resposta foi movida pela União Nacional das Entidades Islâmicas, que congrega 16 entidades. Segundo o advogado da entidade, Adib Abdouni, a matéria da Veja é “ofensiva e tendenciosa” e “fere o sentimento religioso islâmico”, que tem mais de 1 bilhão de seguidores no mundo. A partir de denúncias sem consistência, ela generaliza a crítica, insinuando que todo islâmico é terrorista e que o território brasileiro serve de base de operação para grupos anti-estadunidenses.

O objetivo do direito de resposta é “desvincular a idéia de terrorismo junto à fé professada pelos mulçumanos... As ofensas contidas no texto impugnado causam lesão aos direitos da coletividade mulçumana, dando ensejo ao direito de resposta reivindicado”, comemora o advogado.

“De acordo com a petição, houve uma audiência reservada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, na Câmara dos Deputados, na qual o ministro da Justiça afirmou que as informações publicadas eram falsas. A União alega que no Brasil a Constituição Federal assegura a liberdade de crença e religiosa”, informa repórter.

domingo, 26 de junho de 2011

FHC, O ENGANADO




Uma mácula pessoal assombrou durante muitos anos a vida particular do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Quando senador, num romance secreto com uma então reporter da TV Globo, Mirian Dutra, FHC teria engravidado a amante. Para apagar o incêndio, a emissora transformou a jornalista em correspondente na Espanha.

Pronto, a aposentadoria e as regalias estavam na barriga da moça.

Durante o periodo em que gestou e cuidou do menino, Fernando Henrique nunca faltou como pai, seja para visitá-lo eventualmente, seja para dar apoio financeiro. Houve uma ocasião em que o correspondente de Londres num encontro íntimo teria perguntado à queima-roupa: "O que está faltando para o senhor assumir esse menino?"

Em dois mil e nove Fernando Henrique não só o reconheceu num cartório espanhol, como incluiu o filho em seu testamento. Só que Tomás não é filho dele, como revelaram dois exames de DNA, um deles feito no começo deste ano. A notícia foi divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, em sua coluna desta semana na revista Veja.

Fernando Henrique se apaixonou por uma jovem que talvez não tivesse tanto compromisso assim com o senador. Para Tomás, a notícia pode ter efeito danoso para a formação da personalidade do rapaz, que deverá seguir perguntando: quem é meu pai? Para o ex-presidente nada muda. FHC mandou avisar que ele continua a considerar o menino um filho.

Só resta saber se a jornalista - até hoje na emissora - agora não será despedida por justa causa. Que drama, não?