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terça-feira, 12 de julho de 2011

UM ANO DEPOIS...



Nesta segunda-feira, 11 de julho, faz um ano que a seleção espanhola venceu a Copa do Mundo, data comemorada por boa parte do país (outra boa parte, os separatistas, ignoraram). O título, como resultado, marca também o dia da morte de um discurso irritante, preguiçoso e simplista. Não se fala mais que a Espanha é "amarelona", não há mais como falar, e imagina-se que as derrotas a partir de agora serão analisadas de uma maneira mais técnica e objetiva.

A conquista foi importante, o resultado foi maravilhoso, mas a arte que muita gente esperava ver desse time não apareceu. A Espanha dominou a posse de bola da maioria das partidas com seu meio-campo genial, mas o fato é que ganhou todos os jogos das fases eliminatórias por 1 a 0. E teve boas chances de perder contra o Paraguai, contra quem fez um gol de contra-ataque. Contra a Alemanha, o gol de Puyol foi de bola parada (Dunga era execrado por só fazer gols assim).

A filosofia de jogo do time foi a mesma, por exemplo, do Brasil campeão de 1994, campeão com Carlos Alberto Parreira, que focava na posse de bola, mas tinha um meio-campo muito pior e um ataque bem superior com Romário e Bebeto. Parreira, no entanto, foi criticado mesmo após a vitória.

Na Espanha, eles não deram a mínima para isso. Queriam ganhar, e só. Fazer mais gols do que o adversário e levantar a taça. Naquele momento, o que importava era o resultado, o objetivo mais primitivo do futebol, o único imune às frescuras nossas de cada dia. Ou alguém acha um absurdo supor que Xavi e Iniesta não teriam o mesmo prestígio se aquele pênalti do Paraguai entrasse?

terça-feira, 5 de julho de 2011

O TODO-PODEROSO



Da ESPN.COM
A REVISTA, RICARDO TEIXEIRA REVELA DESPREZO POR DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO: ‘CAG… MONTÃO’

Em entrevista à Revista Piauí deste mês, o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014, Ricardo Teixeira, revelou não ligar para as denúncias de corrupção durante seu período como principal dirigente do futebol brasileiro. “Não ligo. Aliás, caguei. Caguei montão”, disparou.

Na reportagem, Teixeira lembra que não foi condenado pela Justiça e atacou parte da imprensa. Sobre a CPI da Nike, no começo dos anos 2000, por exemplo, ele disse: “Reviraram tudo e não acharam nada. Foi tudo arquivado. E aí? O Ministério Público é incompetente?”

“Já falaram tudo de mim: que eu trouxe contrabando em avião da Seleção, a CPI da Nike e a do Futebol, que tem sacanagem na Copa de 2014. É tudo coisa da mesma patota, UOL, Folha, Lance, ESPN, que fica repetindo as mesmas merdas“, afirmou.

Ricardo Teixeira falou que os negócios da CBF não deveriam chamar a atenção da imprensa. “Que porra as pessoas têm a ver com as contas da CBF? Que porra elas têm a ver com a contabilidade do Bradesco ou do HSBC? Isso tudo é entidade pri-va-da. Não tem dinheiro público, não tem isenção fiscal. Por que merda
todo mundo enche o saco?”, explicou.

Para o dirigente, tudo não passa de inveja dos brasileiros. “O neguinho do Harlem olha para o carrão do branco e fala ‘Quero um igual’. O negro não quer que o branco se foda e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria.

O Imperador da CBF disse ainda mais coisas na entrevista da PIAUI, demonstrando que tudo o que se fala sobre ele é ainda muito pouco perante o que de fato representa.

“Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou”

“Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional”

“Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito com a Globo”

Enquanto isso, bilhões jorram na conta dos organizadores da Copa do Mundo e todo mundo finge que não acontece nada.

domingo, 19 de junho de 2011

BOLA ROLANDO E OBRAS PARADAS



Sem um único estádio da Copa do Mundo de 2014 pronto, começou nesta quarta-feira o próximo Mundial. Pela primeira fase das eliminatórias da Concacaf, Montserrat e Belize se enfrentaram no estádio Ato Boldon, em Couva (Trinidad e Tobago).

O mando de campo foi da pequena ilha de Montserrat, um território britânico com população estimada em cerca de 5800 pessoas, e sem qualquer estrutura futebolística. Tanto que divide a lanterna do ranking da Fifa com outras cinco seleções, sem um único pontinho, na 202ª posição. Alguns jogadores atuam na Inglaterra e Irlanda, obviamente em divisões menores.

Já Belize tem um pouco mais de tradição. A seleção do país de 330 mil habitantes aparece na 172ª colocação no ranking da Fifa, com 66 pontos. E essa diferença foi vista em campo, com a goleada dos belizenhos por 5 a 2.

Mas os mandantes chegaram a endurecer o jogo. Depois de levar 1 a 0, empataram no final do primeiro tempo, com o atacante Jaylee Hodgson. Só que na sequência foram mais quatro gols de Belize e outro de Hodgson. Agora, no próximo dia 19, Montserrat terá a ingrata missão de reverter o placar.

Enquanto isso, por aqui, Ricardo Teixeira e cia seguem com seus abusos, arrogância e inoperância. Estádios são os menores problemas. Afinal, uma Copa, teoricamente, traz diversos benefícios para o país, certo? Como melhorias em aeroportos, novas estradas, investimento em hospitais... Alguém, das 12 cidades escolhidas, tem visto isso por aí?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

LIBEROU GERAL?



Manifestamos a nossa preocupação com a Copa de 2014 não é de hoje. Desde 2003, quando o Brasil era candidato único a sediar o Mundial, passando por 2007, quando foi anunciado oficialmente, e as obras sem fim no Maracanã, que gastarão mais de R$ 1 bilhão, até chegar à situação de São Paulo, cada vez mais crítica.

Nesta quarta à noite, a câmara dos deputados deu mais um grave motivo para nos preocuparmos: aprovou medida que proíbe divulgação dos orçamentos das obras, permite flexibilizar licitações e ainda extingue o limite de estouro do orçamento. Basicamente: dá o aval para a roubalheira. E descaradamente.

A medida provisória 527 teve seu texto alterado na última hora, nesta quarta à noite. Originalmente, o texto dizia que o orçamento estimado das obras deve ser "permanentemente disponibilizada aos órgãos de controle". Agora, a informação é que "terá caráter sigiloso e será disponibilizada estritamente a órgãos de controle". Mais do que isso: é expressamente proibido que esses órgãos divulguem os valores.

E fica pior. A medida provisória ainda abre uma brecha para que o governo aumente valores de projetos já licitados além do limite. Atualmente, as obras novas podem aumentar o orçamento de obras novas em até 25% e em reformas, 50%. Com o texto novo, o céu é o limite. Aval para levar os preços às alturas, facilitando corrupção e sem que ninguém possa saber o valor, já que será sigiloso. É a urgência, vão dizer.

A justificativa é que a divulgação prévia dos valores estimados das obras nos processos de licitação "estimula a formação de cartéis". Agora, apenas os órgãos de controle terão a informação do valor da licitação SE e somente SE o governo assim quiser.

Através da sua assessoria, o Ministério das Relações Internacionais, chefiado por Ideli Salvatti, afirmou à Folha de São Paulo, em reportagem que é capa do jornal nesta quinta, que a possibilidade de sigilo é prevista na Constituição “quando há interesse do Estado e da sociedade”. Além disso, ainda diz que a abertura dos preços reduziria a competitividade.

O interesse da sociedade não deveria ser a transparência?

Tudo isso vale para a Copa 2014 e as Olimpíadas de 2016. A justificativa geral é que há necessidade de agilizar as obras para esses eventos. Isso nos faz pensar: será que os atrasos não são propositais para que, nesse momento, essa medida provisória permita estourar o orçamento sem limite e ainda tornar os valores sigilosos? Até onde vamos permitir que isso seja feito com o dinheiro que é público?

Se ainda havia alguma esperança que o novo governo tivesse uma postura firme em relação à Copa do Mundo, não há mais. O governo abriu a porteira. Cria uma medida provisória que abre ENORME possibilidade de corrupção. E quer que acreditemos que é pelo melhor. Nem se queimasse o dinheiro dos impostos em rede nacional ao vivo seria tão descarado.

 PS: ontem também foi aprovada isenção fiscal à Fifa para tudo que diz respeito à Copa das Confederações em 2013 e Copa do Mundo 2014. É aquele mesmo imposto que toda empresa brasileira paga. A bilionária Fifa não precisará pagar. Isso TAMBÉM é dinheiro público que deixará de ser arrecadado. Fica a pergunta: quanto custa a Copa do Mundo?

sábado, 4 de junho de 2011

quinta-feira, 29 de julho de 2010

CABO DE GUERRA


A África do Sul estava logo ali...

E o Brasil está logo aqui...

A Copa de vai começar no fim do ano para os mais de 200 filiados à FIFA, embora já deveria tê-lo há muito tempo no Brasil, que se prepara no ritmo de uma tartaruga manca.

O Congresso da FIFA vai dividir as vagas do Mundial de 2014 por continente. É hora de dividir o espólio, de definir quem vai ficar com quantas vagas.

Veja a batalha por continente:

Europa: quando a Copa foi definida com 32 participantes, em 1998, o continente tinha 15 vagas. Doze anos depois, eram apenas 13. Seus integrantes conseguiram os últimos quatro finalistas e sete dos últimos oito semi-finalistas, motivo alegado para reconquistar espaço, ou para pelo menos, não perder mais.

América do Sul: O Brasil já tem vaga garantida, o que em tese reduziria para três o número de vagas diretas, já que mais uma pode ser conseguida na repescagem. Se mirando no precedente africano de 2010, quando o continente sede recebeu uma vaga a mais, a Conmebol quer que pelo menos o quarto colocado seja dispensado da Repescagem.

África: não quer perder a 6ª vaga. Tradicionalmente um problema para a FIFA, o continente já ajudou a colocar João Havelange no comando da entidade e por pouco não o derrubou. Deve ser olhado com carinho por Blatter, se não quiser problemas.

Ásia: Japão e Coréia do Sul chegaram à Segunda Fase em 2010, o que demonstraria uma evolução do continente, que ainda recebeu a Austrália, uma Seleção de médio porte no cenário mundial. Atualmente, tem quatro vagas e o quinto colocado vai para repescagem contra o vencedor da Oceania. Pesa contra si a fraqueza da imensa maioria de suas equipes.

América Central e do Norte: tem três vagas e o seu quarto colocado enfrenta o quinta da América do Sul, um confronto no qual provavelmente não será favorito. Na prática, duas vagas são consideradas cativas de México e Estados Unidos, sobrando uma para o resto da turma. Pensa em não perder essa vaguinha na Repescagem, e se puder que ela seja contra uma equipe de algum continente mais fraco.

Oceania: não tem muito a perder. Com a saída da Austrália, a Nova Zelândia se tornou palpite certo para a Repescagem. Para ela, já está de bom tamanho não enfrentar uma equipe sul-americana ou européia por uma vaga.

domingo, 25 de julho de 2010

CABO DE GUERRA



A África do Sul estava logo ali...

E o Brasil está logo aqui...

A Copa de vai começar no fim do ano para os mais de 200 filiados à FIFA, embora já deveria tê-lo há muito tempo no Brasil, que se prepara no ritmo de uma tartaruga manca.

O Congresso da FIFA vai dividir as vagas do Mundial de 2014 por continente. É hora de dividir o espólio, de definir quem vai ficar com quantas vagas.

Veja a batalha por continente:

Europa: quando a Copa foi definida com 32 participantes, em 1998, o continente tinha 15 vagas. Doze anos depois, eram apenas 13. Seus integrantes conseguiram os últimos quatro finalistas e sete dos últimos oito semi-finalistas, motivo alegado para reconquistar espaço, ou para pelo menos, não perder mais.

América do Sul: O Brasil já tem vaga garantida, o que em tese reduziria para três o número de vagas diretas, já que mais uma pode ser conseguida na repescagem. Se mirando no precedente africano de 2010, quando o continente sede recebeu uma vaga a mais, a Conmebol quer que pelo menos o quarto colocado seja dispensado da Repescagem.

África: não quer perder a 6ª vaga. Tradicionalmente um problema para a FIFA, o continente já ajudou a colocar João Havelange no comando da entidade e por pouco não o derrubou. Deve ser olhado com carinho por Blatter, se não quiser problemas.

Ásia: Japão e Coréia do Sul chegaram à Segunda Fase em 2010, o que demonstraria uma evolução do continente, que ainda recebeu a Austrália, uma Seleção de médio porte no cenário mundial. Atualmente, tem quatro vagas e o quinto colocado vai para repescagem contra o vencedor da Oceania. Pesa contra si a fraqueza da imensa maioria de suas equipes.

América Central e do Norte: tem três vagas e o seu quarto colocado enfrenta o quinta da América do Sul, um confronto no qual provavelmente não será favorito. Na prática, duas vagas são consideradas cativas de México e Estados Unidos, sobrando uma para o resto da turma. Pensa em não perder essa vaguinha na Repescagem, e se puder que ela seja contra uma equipe de algum continente mais fraco.

Oceania: não tem muito a perder. Com a saída da Austrália, a Nova Zelândia se tornou palpite certo para a Repescagem. Para ela, já está de bom tamanho não enfrentar uma equipe sul-americana ou européia por uma vaga.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

DEZ MICOS DA COPA



Em ordem alfabética, já que não vou perder tempo classificando o que foi maior ou menor:

Arbitragem: uma coisa é um errar um impedimento por míseros centímetros, ou errar a marcação de um pênalti que causou muita dúvida. Agora, os erros de arbitragem que prejudicaram Inglaterra e México foram grotescos, isso sem contar a permissividade do juiz que deixou o pau quebrar na final, e por aí vai. E para a dona Fifa, tudo foi normal.

França: uma Seleção do porte da francesa sair eliminada na primeira fase já é algo decepcionante, mas não é só isso. A classificação para a Copa graças a arbitragem, as trapalhadas e a arrogância de Domenech, a rebelião dos jogadores e a omissão da Federação completam a receita desse coisa macabra.

Inglaterra: o futebol inglês é bem melhor que a Seleção Inglesa. Fato. Mas o sufoco para se classificar, o empate ridículo contra a Argélia, e a goleada diante da Alemanha já são motivos suficientes para considerar a participação do English Team um fracasso .

Itália: ta certo que o mico não é inédito. Mas um campeão chegar para defender o título e sair eliminado ainda na primeira fase é para lá de vexatório. O famoso paredão defensivo vazou, e o ataque só funcionou direito nos últimos dez minutos contra a Eslováquia.

Jabulani: todo mundo sabia que essa bola era meio esquisita. A dona Fifa só lá nas Quartas-de-Final reconheceu que havia algo de esquisito nesse esférico sobrenatural, isso depois de muitas traquinagens (os goleiros que o digam). Mas, nada de mudanças até o fim do torneio.

Kaká, Cristiano Ronaldo e Messi: os três últimos vencedores do prêmio de melhor do ano. Só o português conseguiu um golzinho, mas falhou ao carregar o seu time nas costas. Messi e Kaká até que não jogaram mal, mas nem de lone renderam o que se esperava deles. O brasileiro colecionou cartões como nunca se viu na sua carreira.

Média de gols: 2,25 foi a segunda pior da História. O festival de 1 a 0 visto na maioria das partidas foi insuportável.

Mick Jagger: o vocalista dos Rolling Stones torceu para os Estados Unidos, Inglaterra e Brasil in loco, e o resultado nós conhecemos. Há quem diga que ele esteve no Soccer City torcendo para a Holanda na fnal.

Treinadores: Domench ganhou com folga o prêmio de chato da Copa. Mas, Dunga, Maradona e mais alguns malas também merecem menção desonrosa. Caso se preocupassem mais em preparar suas equipes e menos em aparecer com grosserias ou escondendo o jogo (tão bem escondido que nem os própros jogadores encontraram), talvez o resultado seria um jogo mais eficiente.

Vuvuzela: imagine você assistir um jogo, e um bando de xaropes assopram um instrumento que faz um barulho insuportável. Imagine que esse bando alcance a casa da dezena de milhares de pessoas. Pois é... dá até dor de ouvido só de pensar.

QUE FINAL!



Imagine que você seja Campão do Mundo.

Imagine que você seja Capitão do time Campeão do Mundo.

Ovimanete, vocë levantara a Copa...

Imagine que você faça uma baita atuação, com duas defesas milagrosas.


Imagine que você seja entrevistado por sua namorada logo após o jogo.

E que namorada! Sara Carbonero convenhamos, e bonita demais!

E que lasque um beijo nela no meio da entrevista. Meio não, ate porque esse ósculo encerrou o lado profissional da conversa.

Será que o dia de Iker Casillas foi bom?

terça-feira, 13 de julho de 2010

VIVA ESPAÑA



O mundo é da Fúria, maos habilidosa que furiosa.

Até porque furioso nessa Copa foi o Dunga...

A final parecia jogo de Libertadores: pancadaria, juiz frouxo, muitos cartões...

Um gol foi pouco. Robben (duas vezes, Mattijsen, Villa, Fabregas, Capdevilla, todos perderam gols feitos, até que Iniesta marcou aos 116 minutos.

A Espanha vence com uma ótima geração, e Real Madrid e Barcelona não vivem apenas de estrangeiros. * jogadores culés e 4 merengues no elenco de Del Bosque.

O time jogou sempre para o ataque, até quando enfrentou as ótimas Alemanha e Holanda. Esse foi o pecado germânico, que tinha até mais time que os espanhois.

Villa fez cinco dos oito gols, mas o protagonismo foi dividido: Xavi, Iniesta e Casillas figuram tranquilamente em qualquer lista de melhores do mundo.

Sergio Ramos e Capdevilla não são máquinas de atacar, mas o fazem com razoável eficiência e defendem muito bem, até porque alguém precisa guardar posição.

Pique e Puyol combinam bem habilidade e vontade, protegidos por Busquets e Xabi Alonso, que marcam e saem com eficiência, até a saída de bola adversária.

Xavi (que não brilhou tanto) e Iniesta são duas formiguinhas. Se Xavi não brilhou, pelo menos não há como contestar os seus dotes de organizador. Iniesta foi volante, meia e atacante. Fabregas foi o coringa do meio, reserva de luxo.

David Villa foi "o cara" do time. Se o Valencia o negociasse agora com o Barça, certamente arrancaria muito mais que 40 milhões de euros.

Pedro, Llorente e Navas não foram tão bem, assim como Torres, de quem se esperava bem mais.

Del Bosque não foi o técnico estrelinha. Manteve o trabalho e a base de Aragonés. Não procurou aparecer sendo animador de torcida, usando roupas ridículas ou xingando jornalistas. Discreto, mas eficiente.

Time ideal para vencer essa copa.

Copa medíocre, mas em que a Fúria escapou da mediocridade

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A MALDIÇÃO DO MELHOR DO MUNDO



Em 1991, a FIFA passou a premiar o melhor jogador do ano, a ser escolhido mediante votação de treinadores. Mais adiante, os capitães entraram no Colégio Eleitoral.

Um deles, George Weah (1995), nem teve a oportunidade de ir à um Mundial, com a fraca seleção liberiana.

Marco van Basten (1992), acometido por uma série de lesões, não voltou a disputar uma Copa depois da Itália (1990).

Assim com Romário, vencedor em 1994.

Ronaldo (1996/1997/2002) e Zidane (1998/2000/2003) alternaram atuações medianas com exibições de gala entre 1998 e 2006.

Ronaldinho (2004/2005) foi um fracasso na Alemanha, assim como Figo (2001) foi na Ásia.

Baggio (1993) fez uma boa exibição nos Estados Unidos, apesar dos problemas físicos.

Matthaus (1991), o primeiro vencedor, já era um veterano em 1994 e 1998.

Rivaldo (1999) foi exceção: foi o melhor da Copa de 2002, embora a FIFA tenha escolhido Kahn.

Agora, os últimos quatro vencedores:

Canavarro (2006): empurrado pela conquista do Tetra da Azzurra, Canavarro foi eleito em 2006, feito inédito para um zagueiro. Quatro anos depois, já longe do auge, e liderando um bando ineficiente, voltou para casa antes do mata-mata.

Kaká (2007): machucado, fez uma temporada ruim no Madrid. Deu bons passes, mas se notabilizou por uma coleção de cartões. Não conseguiu ser o jogador decisivo de sempre.

Cristiano Ronaldo (2008): sempre se esperava dele carregar a sua Seleção, mas nunca fez. Cristiano correu, se esforçou, chutou (quase sempre para longe), fez até um gol, tudo bem contra a Coreia do Norte. Voltou para casa praticamente incólume.

Messi (2009): Messi está para a Seleção da Argentina em 2010 como Ronaldinho estava para a do Brasil em 2006. Genial no Barça e insuficiente no time nacional, embora tenha mostrado muito mais vontade que seu ex-companheiro de clube.

SELEÇÃO DE TURISTAS



Posso dizer que acompanho a Copa do Mundo desde 1986, embora não soubesse direito o que se passava.

Também não sabia direito o que se passava em 1990, na Itália, embora já tivesse consciência que o time era sofrível.

A partir dos convocados de 1994 para frente, pude montar uma seleção de turistas que foram aos Mundiais:

Gilmar (1994): terceiro goleiro é sempre um turista. Por isso uns acreditam que a posição deva ser ocupada por alguém jovem que possa pegar o tal “espírito de Copa”. Outros pensam que o posto deva ser de alguém experiente que ajude o grupo. E ainda têm os que pensam que deva ser terceiro melhor goleiro do país e pronto. Parreira seguiu o segundo grupo no Mundial dos EUA, e levou Gilmar. Sem ter o que fazer, o goleiro serviu como cinegrafista oficial da delegação.

Zé Carlos (1998): o lateral foi convocado para a Copa sem nunca ter estreado pela Seleção. Um amistoso contra o Athletic Bilbao, uma Copa quase inteira no banco e eis que veio a suspensão de Cafu. E Zé Carlos, que até então só aparecia imitando animais, teve que entrar em campo contra a Holanda, onde nervoso, sofreu com as investidas de Zenden, e não conseguiu render no ataque. Menos mal que a vitória nos pênaltis livrou sua barra.

André Cruz (1998): zagueiro técnico, de início promissor, mas que não rendeu o esperado, André Cruz foi para a França como um segundo reserva para a zaga. Passou a Copa incólume.

Ronaldão (1994): a urucubaca baixou na defesa brasileira em 1994. Mozer e Ricardo Gomes foram cortados antes na preparação e Ricardo Rocha se contundiu no primeiro jogo. Aldair, que não estava na lista inicial acabou a Copa como titular. Com o corte de Ricardo Gomes, Ronaldo estava no Japão com o seu time, o Shimizu S-Pulse, fora chamado para a vaga. E chegou dizendo que não queria ser chamado de Ronaldão, mesmo com um outro Ronaldo no time. Na estreia, lá estava ele no banco, com a camisa 4, com Ronaldão escrito nas costas. E o nome pegou para o resto da carreira.

Gilberto (2006): Gilberto estava em ótima fase em 2006, mas o dono da posição era Roberto Carlos e pronto. Mesmo atuando bem contra o Japão, e até fazendo gol, assistiu de fora o resto da Copa. Inclusive a ajeitada de meião do titular durante gol de Henry.

Doriva (1998): Doriva era tido com o sucessor de Dunga, inclusive com o mesmo estilo voluntarioso de jogo. Mas ficou por aí: fez apenas figuração na França, para depois sumir no mapa.

Kléberson (2010): Kléberson ajeitou o meio em 2002, e foi apenas um figurante em 2010. Era reserva do Flamengo antes da Copa, e foi convocado apenas para completar grupo.

Ricardinho (2002 e 2006): em 2002, fora convocado em cima da hora para o lugar de Emerson, tanto é que enquanto o time estreava, ele estava a caminho da Coreia. Em 2006, já no grupo desde a convocação inicial, não teve chances reais de mostrar serviço.

Giovanni (1998): após um ano longe da Seleção, o jogador do Barcelona foi posto no time titular na estreia contra a Escócia, mas por lá durou apenas um tempo. E passou o resto da Copa sem jogar.

Grafite (2010): Adriano era favorito para a vaga, e Diego Tardelli corria por fora. A torcida clamava por Neymar. E Dunga chamou Grafite, que só jogara trinta minutos sob seu comando. Mal jogou, e quando o titular Luís Fabiano foi substituído contra a Holanda, Dunga preferiu Nilmar, um segundo atacante, do que um centro-avante de ofício.

Ronaldo (1994): Ronaldo ou Ronaldinho foi com 17 anos para os Estados Unidos. Começou a Copa no banco e de lá não saiu, mas pelo menos ganhou experiência para outras três Copas como protagonista do time.

sábado, 10 de julho de 2010

CHUPA POLVO!



Que povo, que nada! Matemáticos da UFSCar já indicavam há um mês quem jogaria a final da Copa...

http://www.radio.ufscar.br/?p=4540

18-06-2010
Cálculos matemáticos desenvolvidos na UFSCar indicam quem seria o grande campeão da Copa do Mundo de Futebol.

Enfim a bola está rolando na África do Sul. As emoções já estão a mil e as torcidas cada vez mais animadas na expectativa de quem levará o grande título de campeão mundial.

Enquanto as 32 seleções disputam o título em campo e os torcedores fazem suas apostas, na UFSCar, o Centro de Estudos do Risco, CER, do Departamento de Estatística, realiza estudos matemáticos para contribuir com os famosos “bolões”, os palpites dos aficionados por futebol, a respeito dos resultados dos jogos e da competição.

Coordenados pelo professor Francisco Louzada Neto, os estudos sobre a modelagem estatística de dados esportivos tem sido tema de trabalho de vários pesquisadores.

Para o cálculo das probabilidades de vitória, empate e derrota em cada partida, o modelo combina a intuição humana, via a opinião de especialistas sobre o placar dos jogos da primeira fase, com o ranking das melhores seleções, divulgado pela FIFA no final de maio e que é baseado em títulos conquistados e vitórias em amistosos.

As probabilidades dos times alcançarem cada uma das etapas da competição até a grande final, assim como a de se sagrarem campeões da Copa, são obtidas por meio de simulação computacional. As previsões serão atualizadas ao final de cada rodada.

O Centro de Estudos do Risco da UFSCar não resume seus trabalhos apenas à investigação das probabilidades esportivas. Francisco diz que o mesmo processo de análise de dados empregado no desenvolvimento do projeto de análise da Copa do Mundo é utilizado em muitas áreas de estudo de interesse da sociedade.

Todos os interesados podem acompanhar o andamento das projeções no site www.copa2010.ufscar.br.

O internauta pode, inclusive, enviar a sua opinião a respeito dos placares dos jogos, interagindo com a modelagem desenvolvida, por meio de um simulador de possibilidades. Como resposta terá todas as chances das equipes alcançarem cada uma das etapas da fase eliminatória da copa.

Infelizmente, até agora, a matemática não está a favor da seleção brasileira, estamos por enquanto, segundo os cálculos, na terceira colocação. A grande campeã seria a Espanha que vem seguida pela Holanda.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

PREVISÕES PARA A COPA - PARTE 7



Finalmente a final...

Desculpe o pleonasmo.

Antes disso tem a decisão do 3º lugar:

Alemanha x Uruguai: o time de Joachim Low está desanimado, e para a Celeste Olímpica, o terceiro lugar tem o valor de um título. Com isso, o time de Lugano, Forlán e Suárez consegue o terceiro lugar, ou a medalha de bronze, olimpicamente falando. Como consolo, Klose marca um gol e empata com Ronaldo. (Errei. Pelo menos a Copa fez justiça com o bom time germânico. E resta a Ronaldo o consolo de se manter como o maior artilheiro)

Holanda x Espanha: duelo do time com melhor campanha (seis vitórias) contra a melhor defesa (só um gol sofrido). A Holanda vence, o futebol paga uma dívida pendente desde 74, e Sneijder leva o título de melhor jogador do Mundial. (A dívida fica para depois. Dívida também seria se a boa e ofensiva Espanha não vencesse o Mundial da retranca)

OS TENTÁCULO PROFÉTICOS



Um polvo na Alemanha acertou todos os resultados da Nationelf na Copa.

Todos, mesmo. As quatro vitórias e as duas derrotas.

Talvez o simpático molusco não tenha a oportunidade apontar o favorito para domingo.

Seus compatriotas furiosos podem sacrificá-lo.

Podem servi-lo como parte de uma paella.

Ou servi-lo acompanhado de laranja.

Seja como for, se o profeta aquático for salvo, bem que poderia trabalhar como comentarista.

Afinal, ele sabe mais que a maioria.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

GUERREIRO É O BARALHO



http://www.trivela.com/blog/guerreiro-e-o-baralho-p5

por Caio Maia

Que a publicidade brasileira sofre de algumas doenças de difícil cura, todos nós sabemos. Até aí, tudo bem, o jornalismo também sofre, e, nos dois casos, há pérolas em meio à lama. O problema, tanto em um caso como no outro, é quando a lama extrapola seus limites e começa a influenciar a vida nacional. Como aconteceu na Copa do Mundo. Fomos à África do Sul convencidos pelo conluio entre a má publicidade e o jornalismo puxa-saco de que nosso time tinha que ser "guerreiro". Já sabemos no que isso resultou.

Pois bem: guerreiro é o baralho! O futebol brasileiro nunca venceu na porrada. Nunca precisou cuspir e pisar na coxa do adversário para se impôr. Sempre o fez escapando da violência com habilidade. Nunca tivemos um time "guerreiro" campeão. Nem em 94, quando o "guerreiro" Dunga era coadjuvante dos gênios Romário e Bebeto. O Brasil, o país, aliás, nunca se orgulhou de ser guerreiro, mas sim de ser pacífico. Guerreira é a Alemanha!

Conseguimos, assim, convencer Robinho de que, mais importante do que driblar, era tentar intimidar o adversário. Mas o cara tem 1,60 de altura! 50 quilos! Quem é que vai se intimidar com isso? Se, entretanto, tivesse se preocupado com o que um dia já soube fazer, Robinho teria intimidado os beques com o poder do "dibre". Para isso, claro, estaria melhor acompanhado de Ronaldinho, Ganso ou Neymar do que de Felipe Melo e Julio Baptista.

Claro que este não foi o único problema da Seleção, mas é este o que mais corre o risco de ser perpetuado. Já li, aqui mesmo nesse blog, gente que acha que "faltou linha dura". Mas se a tal "linha dura" foi justamente parte grande do problema! Se foi ela que isolou a Seleção de seu país! O que faltou foi futebol, não foi guerra. E é disso que precisamos.

Precisamos de um técnico que entenda de futebol. Ainda mais, porém, precisamos de alguém que reconquiste os brasileiros. Que faça a torcida se sentir parte do time, como foi em 82, como foi em 2002. A Copa de 2014 é aqui, ter o time em sintonia com o país, que deveria ser importante sempre, é ainda mais fundamental.


E que fique claro: aqui a gente é de paz, e de toque de bola. Guerreiro é o baralho!

terça-feira, 6 de julho de 2010

NA CALADA DA NOITE



Em 2006, boa parte do time fugiu da torcida. Enquanto vários preferiram ficar descansando na Europa, outros saíram da Copa direto para a balada. A noite de Barcelona foi pequena para Ronaldinho e Adriano.

Alguns poucos voltaram ao Brasil para dar a cara a tapa.

Esse ano, o time chegou de madrugada ao Rio, entre manifestações de desprezo e alguns aplausos de parentes. É verdade que alguns são merecedores de aplausos.

Quem não ficou no Rio, seguiu para São Paulo, onde fugiram por uma saída reservada.
E perderam a chance de serem ovacionados pela torcida...

Ovacionados, atomatados, acebolados, arrepolhados, e até mesmo alaranjados.

Depois de terem amarelado em campo, mesmo de camisa azul.

PREVISÕES PARA A COPA (PARTE 6)



Chegaram as semi-finais, ou semifinais. Sei lá o que diz o tal Reforma Ortográfica.

Agora, quem perder não volta para casa, “apenas” vai para a decisão do 3º lugar.

Holanda x Uruguai: não será agora que a Laranja amarela. A Celeste será brava, guerreira, mas apenas conseguirá uma derrota honrosa. (E que honra! Virou o primeiro tempo empatando, descontou a vantagem no final e deu um suadouro tremendo nos laranjas)

Alemanha x Espanha: o time da terra do Chucrute vai para sua enésima final. Resta à Fúria ficar furiosa com mais uma eliminação. (Errei, mas fiquei contente. E viva Puyol!)

domingo, 4 de julho de 2010

ADIÓS, DIEGO...



E lá se foi a Argentina, o time dos meninos de Maradona...

Após comemorar a eliminação brasileira, a torcida argentina seguiu o mesmo caminho com um sacode histórico levado da Alemanha. Pelo menos restou o quinto lugar, uma posição a frente do Brasil.

Após uma campanha pífia nas Eliminatórias, com um direito a um vexaminoso 6 a 1 sofrido em La Paz, e derrotas e classificação somente garantida após um sofrido 1 a 0 em Montevideo. Depois de mandar os críticos para %#@*&%$, Maradona tinha alguns meses para fazer de um bando de bons jogadores que não formavam uma equipe se transformar em um grupo campeão. O mito no banco não era suficiente para fazer o time render em campo.

Assim como Dunga, montou um time de amigos, com critérios esquisitos, embora com mais qualidade: levou seis atacantes, entre eles o veterano (e seu amigo) Martín Palermo, enquanto o eficiente Lisandro Lopez ficava de fora.
Também deixou Zanetti e Cambiasso de fora, enquanto o volante Mascherano não tinha nenhum reserva da sua posição específica. Enquanto o discreto, porém eficiente Zanetti ficava de fora, Gutierrez e Ottamendi deixavam uma avenida pela lateral-direita, e para corrigir isso, restava trazer o maia Maxi Rodríguez para a lateral. Por ali, saíram três dos quatro gol alemães.

A zaga estava mal-posicionada. Di Michelis e Samuel são bons jogadores, e Burdisso até que não prejudica, mas evidentemente a defesa estava desprotegido e mal-posicionada. Romero não é goleiro para time que quer ser campeão, mas aí deve se admitir que há pelo menos uma década e meia, a albiceleste não consegue um goleiro confiável. De Andrújar e Carrizzo, seus reservas, não poderia se esperar nada melhor.

No ataque, a excessiva dependência de Messi. Todos sabiam que haveria uma marcação cerrada sobre ele, e que o peso de ser o melhor do mundo lhe atrairia mais atenção. Maradona deveria dividir a responsabilidade entre os atacantes, mas preferiu sobrecarregar ainda mais “La Pulga”. Tevez e Higuaín poderiam receber a incumbência.

Assim como Dunga, Maradona não entende muita coisa de tática. Assim como seu colega brasileiro, Diego foi mais um animador de grupo. Só que enquanto Dunga foi apenas um bom jogador bafejado pela sorte de ser capitão de um time campeão, Maradona é um mito para seus compatriotas.

As quatro vitórias iniciais deram a impressão que estava tudo bem. A Alemanha mostrou que não.

MAIS UM GIGANTE CAÍDO


Se a Royal Air Force defendesse a Grã-Bretanha dos nazistas como a defesa inglesa defendeu-se do ataque da seleção alemã, o resultado da Segunda Guerra teria sido outro.

Não trata-se de exagero. A goleada do time germânico poderia ter sido mais impiedosa.

Tudo bem, a história do jogo teria sido outra se o bandeirinha, no seu momento Steve Wonder tivesse visto o gol claro de Lampard, quando o time da terra de Elizabeth II perdia por 2 a 1.

Mas seria injustiça: o time que se apresentou como candidato ao título jogou um futebol de seleção meia-boca, e olha lá.

Com o frango de Green, e um joguinho previsível, só um empate com os Estado Unidos.

Um jogo de dar calo na vista contra a Argélia, e uma vitória meia-boca contra a Eslovênia.

O que deu errado? Faltam valores? Os jogadores não conseguem formar um time?

Vamos lá:

O time até que de uma maneira geral não é dos piores: Terry, Ashley Cole, Barry, Gerrard, Lampard, Joe Cole e Rooney são jogadores de ótima qualidade para cima. Faltou fazer com que eles jogassem como equipe.

Porém, “Calamity” James, Glen Johnson e Dawson não são lá exatamente jogadores para quem quer ser campeão do mundo.

Mas, mesmo assim, ainda são suficientes para superar os adversários da Primeira Fase e

Excesso de estrangeiros não é exatamente o problema do Campeonato Inglês: há uma década e meia, a enxurrada de estrangeiros elevou a qualidade do futebol local, que ainda vivia do estilo carrinho-chuveirinho. Uma geração talentosa, que além dos citados acima ainda tinha Beckham e Owen cresceu convivendo com os estrangeiros. Além do mais, o futebol inglês sequer havia se classificado para a Copa de 94.

A eliminação precoce na Copa, somada à não classificação para a Euro 2008 abre a pergunta: o que há com a seleção inglesa?

Sinceramente, eu não sei.