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domingo, 18 de dezembro de 2011
É PRECISO SABER PERDER
O sonho mal deu para o começo do jogo: a confiança santista era posta a prova nos primeiros minutos; com o primeiro gol, veio o baque; com o segundo, o choque de realidade; com o terceiro, o choque de realidade; com o quarto, as terapias coletivas de praxe.
O que teria havido?
O plano de jogo traçado por Muricy foi incapaz de deter o insinuante jogo blaugrana?
Uma falha de Durval no primeiro gol pôs tudo a perder?
Ganso teria pipocado e confirmado a precoce descendente de sua carreira?
Neymar foi isolado, ou demonstrado que ainda não está pronto para ser uma estrela mundial?
Dependendo daquilo que você prefere crer, nenhuma, uma ou mais de uma das alternativas anteriores estão corretas, ou até todas. Mas, em um dos raros momentos de lucidez, a mídia e a torcida brasileira reconhecem a superioridade de um adversário, que diga-se de passagem, não é um adversário qualquer.
Mas, que lições tirar ou copiar do Barcelona?
Ao meu ver, são muitas: a começar pelo trabalho a longo prazo, desde a base, onde se não um esquema tático, mas uma metodologia de trabalho (detesto o termo filosofia nesse caso) é aplicada. Dos titulares de hoje, apenas Abidal e Daniel Alves (considerando-se os "resgates de Piqué e Fabregas) não foram formados em La Masía, a mítica escola de base culé.
Isso também passa pelo treinador: mesmo não egressos da base, há uma cobrança para que se jogue segundo um padrão definido. Que o diga Louis van Gaal, que mesmo bicampeão espanhol nos anos 90, caiu em desgraça com a torcida pelo estilo burocrático adotado.
A escolha de jogadores também é importante: nas arquibancadas, se diz que para o jogador, tão importante quanto o salário, é a camisa que ele enverga. As estrelas do elenco atual primam pelo jogo coletivo, até mesmo Messi, a estrela maior da companhia. Ibrahimovic não se enquadrou no jogo coletivo, e terminou na reserva a temporada que começara como candidato a melhor do mundo; Eto'o não demonstrava muita vontade em ficar, e foi negociado; Ronaldinho achava a noite de Barcelona mais interessante que o Camp Nou, e também foi negociado; assim como foram Ronaldo (que achava o futebol italiano mais atraente) e Romário (louco para voltar ao Rio de Janeiro).
Uma estrutura dessas não se sustenta sem dinheiro, que vem de uma agressiva e eficiente visão mercadológica: a globalização do futebol permitiu que a marca Barcelona se expandisse pelo mundo. A abertura para que se estampasse anúncios publicitários na camisa permitiu a entrada de dezenas de milhões de dólares anuais, isso sem contar um pesado dinheiro com licenciamentos e associados. O Camp Nou recebe 80 mil pessoas em média na Liga Espanhola.
Não dá para pensar que em curto prazo o futebol brasileiro alcançará esse nível: para isso, é preciso muito tempo e continuidade de trabalho, algo difícil de explicar para a cartolagem. Talvez eu comparasse esse processo com a derrocada do feudalismo, que levou séculos.
Não se considera aqui que o futebol brasileiro está superado, como se levantou hipoteticamente ontem no debate da TV Brasil. Talento aqui se tem em ótima qualidade, mas há que se reconhecer que falta aos times brasileiros jogo coletivo, coisa que raramente se vê por aqui.
Um erro crasso que o Santos cometeu, e que os times brasileiros cometem com frequência quando se preparam para o Mundial é perder o que se pode definir como espírito de competição. Os alvinegros abandonaram o Campeonato Brasileiro e perderam o ritmo de competição na maior parte do segundo semestre. O discurso de desimportância do torneio nacional perante o desafio de Dezembro fora a a justificativa.
Desde os anos 90, essa é a décima vez que uma equipe brasileira vai ao Mundial.
Em 92, o São Paulo disputou as duas finais do Paulista, intercalados pela vitória contra o Barcelona.
Em 93, o mesmo São Paulo disputava o quadrangular semifinal do Brasileiro até uma semana antes do jogo contra o Milan.
Em 95, o Grêmio se contentou com o meio da tabela, e perdeu para o Ajax.
Em 97, o Cruzeiro desmontou o boa parte do time campeão da Liberadores, perdeu o treinador, esteve ameaçado de rebaixamento no Brasileiro, contratou três jogadores só para o jogo contra o Borussia e levou um passeio.
Em 98, o Vasco seguiu o mesmo caminho do Grêmio, abusando de times mistos no Brasileirão, e perdeu para o Real Madrid.
Em 99, o Palmeiras fez um Brasileirão para lá de instável, chegou com o time indefinido ao Japão, e perdeu para o Manchester Unidet.
Em 2005, a exceção: o São Paulo ficou em 11º no Brasileiro, mas foi campeão mundial.
Em 2006, o Inter manteve o ritmo, foi vice no Brasileiro e campeão mundial.
O mesmo Inter, quatro anos depois, fizera um Brasileiro cheio de altos e baixos, mas achou que faria um jogo apenas protocolar contra o Mazembe. Deu no que deu.
Ficam as lições. Mas fica também que o jogo de ontem não representa decadência irreversível do futebol brasileiro, assim como não representa um incidente isolado.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
RESULTADOS ESPERADOS
Hoje foi dia de Barcelona e de Tottenham, bebê!
De manhã, o Barça enfrentou o Al-Saad, do Qatar. Se os santistas esperavam que os catalães vencessem para realizar o esperado confronto, saíram satisfeitos; se esperavam uma milagrosa derrota para facilitar o caminho rumo ao título, era melhor escrever uma carta mais veemente para o Papai Noel.
O Barça já entrou com uma penca de reservas, perdeu Villa (uma fratura que deve o afastar por até seis meses), mas venceu sem esforço.
Ao final da partida, Guardiola disse que era hora de estudar o Santos, time que admitiu desconhecer. Natural.
Se fosse apostar dez fichas, apostaria oito nos culés. Mas como é um jogo só, uma falha individual, uma expulsão, um erro de arbitragem, um dia ruim de um ou uns jogadores, ou um lance isolado pode decidir tudo. Assim como foi em 2006, quando um contra-ataque deu o gol ao Inter.
Aliás, por onde anda o Gabiru?
De tarde, o Tottenham foi para uma missão impossível: vencer de goleada o Shamrock, em Dublin, e torcer para que não houvesse um empate entre Rubin Kazan e PAOK. A primeira parte da missão não foi tão difícil (4 a 0), mas o deu empate na Rússia.
Talvez, o pensamento de torcedor possa dizer que houve marmelada. Não dá para dizer, afinal o jogo terminou 1 a 1. Uma marmelada de 0 a 0 seria mais "confiável" entre as partes.
Agora, para os Spurs, resta a FA Cup e a Premier League. Uma pena: a UEL ficou muito interessante com os eliminados na primeira fase da UCL, como os dois times de Manchester.
Não adianta reclamar agora: no quadrangular, o Shamrock entrou para dar pontos para os outros, perdendo para todo mundo. E no "triangular" entre os restantes, o Rubin fez seis pontos, o PAOK cinco e o Tottenham quatro. Perder para os gregos em casa foi decisivo.
sábado, 10 de dezembro de 2011
HOJE É DIA DE BARÇA, BEBÊ!

Dessa vez, eu juro que o Barça se estreparia, e o incio de jogo mostrava que isso aconteceria. Valdes tratou de entregar o gol com menos de um minuto.
Mas, o Barça foi se impondo, e Sanchez empatou com um passe incrível de Messi (mais um). Messi que deveria ter sido expulso ainda no primeiro tempo.
Assim como Sergio Ramos deveria ter sido no segundo após uma voadora no argentino.
Xavi e Fabregas trataram de virar o jogo, e depois disso, foi só administrar.
E o Madrid perdeu a cabeça, e o rumo do jogo. Foram três, como poderiam ter sido seis.
Fabregas achou seu lugar no time, mas eu ainda acho que Pedro renderia mais. Na defesa, Piqué e Puyol foram bem, assim a eficiente discrição de Abidal.
Daniel Alves foi a válvula de escape pela direita, quase formando a linha de frente com Xavi, Iniesta, Messi, Sanchez e Fabregas.
Entre essas linhas, Busquets, ora volante, ora zagueiro.
Até Valdes se redimiu com uma grande defesa no segundo tempo.
No Madrid, esperava mais de Cristiano Ronaldo, Dí Maria, Ozil e Kaká. Casillas mais uma vez foi excelente, e Pepe reforçou minha ideia que é um zagueiro tosco com grife.
Agora, o Barça vai pro Japão, esperando o vencedor de Al-Saad x Esperance, e mais adiante, quem sabe, o Santos, empatado com o Madrid em número de jogos, e com um jogo a mais. Mas ainda falta um confronto no Camp Nou.
Na Champions, é esperar pela Segunda Fase sem os dois times de Manchester na dilsputa.
Assim como este blog, o Barça voltou
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
REPITA: "JO NO SÉ PARLAR CATALÁ"
http://trivela.uol.com.br/coluna/espanha/no-se-parlar-catala
Difícil imaginar uma polêmica mais gratuita. Após Real Madrid x Espanyol, um repórter que cobria o clube barcelonês fez uma pergunta em catalão para José Mourinho. O técnico pediu para responder em espanhol (vulgo castelhano). Tudo tranquilo, até um jornalista estrangeiro fez uma pergunta em inglês e teve resposta em inglês. Indignação entre os catalães. Por que os ingleses recebem resposta em seu idioma e os catalães não?
José Mourinho adora criar picuinha, adora transformar coisas minúsculas em acidentes diplomáticos irreversíveis. Mas, nesse caso, fica a sensação de que a imprensa quis criar um problema que não existia. Com a solidificação de alguns líderes políticos catalães e a crescente rivalidade entre Barcelona e Real Madrid, a Catalunha começa a viver um clima em que abraçar o catalanismo se torna obrigação. Durante décadas, manter a língua catalã era uma maneira de resistir à dominação castelhana e manter a identidade regional. Um processo valioso. Mas, agora, há momentos em que se extrapola. Passa a haver uma exigência de expor isso a todo momento, como se fosse mostrar a força catalã diante do resto do país.
Esse tema já chegou à seleção espanhola. Em uma coletiva, há um ano, a imprensa catalã pediu para Piqué dar uma resposta em catalão. O zagueiro concordou, mas diplomaticamente perguntou se ele próprio se encarregaria de fazer a tradução para o espanhol. Sergio Ramos, que também participava da entrevista, se irritou com a atitude do jornalista e sugeriu ao colega de defesa a traduzir para o andaluz. Nenhum jornalista basco, andaluz, valenciano ou galego fez pergunta na língua de sua região.
Até quem não é catalão já sofreu com isso. Em 2006, quando defendia o Barcelona, Eto’o não entendeu uma pergunta feita em catalão. Foi repreendido pela direção do clube, que disse que providenciaria aulas para o atacante (que aprendeu espanhol quando defendeu o Real Madrid, ainda adolescente). Durante os Jogos Olímpicos de 2008, Rafael Nadal também não compreendeu uma pergunta feita em catalão. Um líder político nacionalista o acusou de não ter consideração com a Catalunha e os jornalistas catalães. Detalhe: o tenista nasceu nas Ilhas Baleares (onde o catalão também é idioma oficial, mas menos difundido que na Catalunha) e só se mudou para Barcelona aos 14 anos. Se Eto’o e Nadal foram morar na Catalunha quando já eram fluentes em espanhol, é cabível que não tenham precisado aprender a língua regional.
A relação dos catalães com a seleção espanhola é dúbia. A maior parte da região torceu pela Fúria na Copa de 2010, mas demonstrar isso poderia levar à discriminação. Por isso, muitos ficaram quietos, ou comemoraram o título com comedimento. Os jogadores catalães da seleção têm de lidar com essas pressões a todo momento. Afirmam e reafirmam o comprometimento com a Espanha, ao mesmo tempo em que afirmam e reafirmam o apego ao catalanismo. Eles preferiam a criação de uma seleção catalã própria, como defende Joan Laporta, ex-presidente do Barça? Dizem que sim para a imprensa catalã, dizem que amam a Espanha para a imprensa madrilenha.
No geral, o grupo de Vicente del Bosque mostra um grande desprendimento, e compreensão de como é preciso agir com inteligência para aproveitar o momento. Os catalães Xavi, Busquets, Fàbregas, Valdés, Piqué e Puyol formam a melhor seleção nacional dos últimos anos quando se juntam a Xabi Alonso (basco), Javi Martínez (navarro), Casillas (castelhano), Iniesta (manchego), Sergio Ramos (andaluz), David Silva (canário) e David Villa (asturiano). E só passando por cima dos atritos Barça x Real criados por Mourinho ou do nacionalismo incitado por parte da imprensa catalã para isso.
Sorte de quem gosta dessa seleção espanhola, espanhol ou não, catalão ou não.
Obs.: o título do texto é “não sei falar catalão” em catalão.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
NÃO PRIEMOS CÂNICO
Na última semana, o Barcelona empatou com a Real Sociedad e com o Milan (ambos por 2 a 2) . Antes que viesse o prenúncio de uma temporada desastrosa, uma sonora goleada (8 a 0) sobre o Osasuna serenou os ânimos, que foram ainda mais acalmados após a derrota do Madrid para o Levante. Se Betis e Valencia lideram a Liga, pelo menos o Barça está a frente do seu mais que provável adversário na busca pelo tetra.
Nem tão bem, nem tão mal. Assim pode ser resumido o começo de temporada culé. O empate sofrido (isso mesmo, empatar em casa tomando um gol nos acréscimos) contra o Milan pode fazer falta no saldo de gols, a menos que Viktoria Plzen e BATE Borisov aprontem como Dynamo Kyev e Rubin Kazan fizeram há dois anos, quase eliminando Barça e Inter ainda na primeira fase.
Guardiola ainda testa o time, adequando-o no início de temporada ao revezamento de jogadores e de esquemas que pretende implantar até o final dela. As contusões de início de temporada forçaram às improvisações, inclusive Busquets e Mascherano, uma dupla de volantes que foi parar na zaga por falta de opções e pela falta de confiança em Bartra, e pela recusa de pôr Abidal (mais adaptado) por lá.
O ataque, registre-se, continua muito bem, inclusive David Villa e Pedro, que não terminaram a temporada passada tão bem quanto começaram.
Problemas virão, e espero que soluções também.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
A PRIMEIRA TAÇA DA TEMPORADA
Sinceramente, se o Madrid levasse a Supercopa da Espanha, não acharia estranho, nem mesmo creria em um mau presságio para a temporada. O Barcelona voltou mais tarde das férias, a pré-temporada corre em ritmo de necessária lentidão, alguns jogadores voltaram mais tarde da Copa América e outros estão no estaleiro.
Mas, clássico é clássico, e vice-versa, disse um dia Jardel, o grande sábio do futebol.
No primeiro jogo, no Bernabeu, empate, com os merengues se salvando da derrota no fim.
Na volta, no Camp Nou, vitória suada, mas vitória. Primeiro título da temporada, na (re)estreia de Fabregas.
Messi acordou da letargia por que passava na Copa América, Daniel Alves deixou de ser o pouco confiável lateral que jogou a mesma competição, e por falar em sul-americanos, Mascherano parece ser um pouco mais seguro improvisado na zaga.
Quanto à confusão: com a chegada de Mourinho à Madrid e uma temporada muito parelha, o clima entre as duas equipes parece ter se acirrado. Já na goleada de Novembro, um qüiproquó protagonizado por Sergio Ramos inicio uma série de rusgas que sempre passava pelas provocações e choradeiras de José Mourinho.
Para quem não é muito afeito ao futebol europeu, podemos comparar o português ao brasileiro Vanderlei Luxemburgo: sempre se esquivando da culpa pelas derrotas, atiçando jogadores, torcida e principalmente imprensa contra a arbitragem. Para eles, as derrotas de suas equipes se devem à complôs de bastidores.
E esse deve ser o tom dessa temporada: os dois rivais devem lutar pelo título da Liga Nacional, podem se encontrar na Champions nas fases eliminatórias, e se levarem a Copa Del Rey com um mínimo de seriedade, se encontram na final.
Que pelo menos o perdedor não aja com fala de respeito e educação, como fizeram os merengues que fugiram do campo para não ver os culés receberem suas medalhas e levantarem a taça.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
FABREGAS, O DESEJADO
Enfim, Fabregas voltou.

Depois de perder o meia então da base, a direção torrou dezenas de milhões para tê-lo de volta, depois de muita (e compreensível) resistência do Arsenal, que teve o bom senso de liberar o atleta sem que ele perdesse valor de barganha ao se aproximar do fim do contrato ou criasse caso para sair, coisa que aliás, ele nunca fez explicitamente. Foi embora sem a pirraça que Robinho fez para deixar Santos e Real Madrid.
Além do mais, foi uma boa grana para o caixa dos Gunners, que podem e precisam sair ao mercado.
A chegada de Cesc provavelmente fechou o ciclo de contratações e completou a formatação do elenco, que agora, salvo contusões e suspensões em massa, precisará de bem menos improvisações.
Na temporada anterior, a torcida dependia que Xavi e Iniesta não estivessem de fora de uma vez só, já que Thiago Alcântara ainda não havia amadurecido, e o elenco ainda não contava com um meia em condições de exercer a função. Pois bem, Affellay já chegara no inverno, e a vinda de Fabregas não necessita de mais comentários. A fartura é tanta que até Hleb ainda não definiu seu futuro e pode completar o elenco.
Keita, Busquets e Mascherano como volantes são o suficiente. Sem grandes observações no setor, a menos que têm estilos completamente diferentes entre sim, o que não deixa de ser bom. Busquets e Masc já andaram pela zaga.
Puyol começa a temporada no estaleiro, e Mascherano continua improvisado na funçã, já que ainda se espera a volta de Bartra do Mundial Sub-20. Milito cansou de fazer figuração e foi embora, Chygrynsky não deu certo, e Henrique nem estreou. Abidal ainda pode ser usado na retaguarda.
A temporada começa com três laterais-esquerdos (Abidal, Adriano e Maxwell) e só Daniel Alves na direita. Puyol costumava ser improvisado por lá, assim como Adriano, mas é bom Guardiola pensar em outra opção. Parece que Fontas é tido como “cru” para atuar por lá.
Valdes o titular, Pinto o reserva confiável. Bem servido.
Com a vinda de Fabregas, pode ocorrer um rodízio no esquema e de jogadores. Alexis Sanchez e Pedro Rodríguez, que antes brigavam pela titularidade, agora brigam para ser a primeira opção na ausência de um meia ou um atacante

Depois de perder o meia então da base, a direção torrou dezenas de milhões para tê-lo de volta, depois de muita (e compreensível) resistência do Arsenal, que teve o bom senso de liberar o atleta sem que ele perdesse valor de barganha ao se aproximar do fim do contrato ou criasse caso para sair, coisa que aliás, ele nunca fez explicitamente. Foi embora sem a pirraça que Robinho fez para deixar Santos e Real Madrid.
Além do mais, foi uma boa grana para o caixa dos Gunners, que podem e precisam sair ao mercado.
A chegada de Cesc provavelmente fechou o ciclo de contratações e completou a formatação do elenco, que agora, salvo contusões e suspensões em massa, precisará de bem menos improvisações.
Na temporada anterior, a torcida dependia que Xavi e Iniesta não estivessem de fora de uma vez só, já que Thiago Alcântara ainda não havia amadurecido, e o elenco ainda não contava com um meia em condições de exercer a função. Pois bem, Affellay já chegara no inverno, e a vinda de Fabregas não necessita de mais comentários. A fartura é tanta que até Hleb ainda não definiu seu futuro e pode completar o elenco.
Keita, Busquets e Mascherano como volantes são o suficiente. Sem grandes observações no setor, a menos que têm estilos completamente diferentes entre sim, o que não deixa de ser bom. Busquets e Masc já andaram pela zaga.
Puyol começa a temporada no estaleiro, e Mascherano continua improvisado na funçã, já que ainda se espera a volta de Bartra do Mundial Sub-20. Milito cansou de fazer figuração e foi embora, Chygrynsky não deu certo, e Henrique nem estreou. Abidal ainda pode ser usado na retaguarda.
A temporada começa com três laterais-esquerdos (Abidal, Adriano e Maxwell) e só Daniel Alves na direita. Puyol costumava ser improvisado por lá, assim como Adriano, mas é bom Guardiola pensar em outra opção. Parece que Fontas é tido como “cru” para atuar por lá.
Valdes o titular, Pinto o reserva confiável. Bem servido.
Com a vinda de Fabregas, pode ocorrer um rodízio no esquema e de jogadores. Alexis Sanchez e Pedro Rodríguez, que antes brigavam pela titularidade, agora brigam para ser a primeira opção na ausência de um meia ou um atacante
quinta-feira, 16 de junho de 2011
VEM OU NÃO VEM?
Todo dia é a mesma lenga lenga. Fàbregas no Barcelona para cá, Fàbregas não sai do Arsenal para lá, os companheiros dele dizendo que ele quer ir, Wenger dizendo que ele vai ficar, declarações em cima de declarações, etc.
E isso já vem de algumas temporadas, talvez seja o recorde mundial de especulação mais demorada sobre a ida de um jogador para um clube. Enche o saco, e talvez seja muito barulho por alguém que não mudaria muito a vida de nenhuma das duas equipes.
Em bom português, é lógico que Fàbregas joga muita bola. Mas é claro também que chegaria no clube como reserva de Xavi e Iniesta. Poderia ser titular no lugar de Pedro, diriam alguns, mas aí o esquema seria mudado e o time poderia perder a consistência que o levou ao topo da Europa em duas oportunidades.
Alguém poderá dizer: "É melhor olhar o Fàbregas no banco do que o Keita, ou algum moleque sem experiência da base". O argumento é válido, mas não justifica a badalação em torno de um jogador que chegaria para compor elenco. Obviamente o fato dele ser catalão aumenta o frenesi, há talvez um orgulho ferido do clube que permitiu sua saída ainda na adolescência. Como reserva e sem tanta pressão de ser "o cara", Fàbregas poderá se machucar menos e contribuir para que o Barcelona continue vencendo.
O Arsenal, por sua vez, se livraria de um jogador que já manifestou o desejo de ir embora diversas vezes. De quebra, ainda poderia usar o dinheiro da transferência para investir em alguém que possa decidir mais e se machucar menos, fazendo com que o time volte a ganhar títulos importantes.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
UM DOS MAIORES?
As últimas três temporadas do Barcelona levantam a discussão se esse time seria um dos melhores da História. Gente série e especialista no tema, como Mauro afirma que esse Barça é o melhor de seus 112 anos.
Outros levantam a dúvida se esse time é melhor até que o time da primeira metade dos anos 90, ou melhor que o time das temporadas 2005 e 2006. Em relação a esse último, Valdes, Puyol, Xavi, Iniesta e Messi continuam no Camp Nou, e com certeza, os três últimos evoluíram, sendo que Iniesta e Messi sequer eram titulares.
Esses dois times eu vi atentamente e posso afirmar que o atual é melhor, e a única vantagem do time que ergueu a Champions em Paris (2006) era Ronaldinho. Sua decadência marcou o declínio daquele time.
Jogando naquela época o que jogam hoje, Daniel Alves, Iniesta, Messi e Busquets com certeza seriam titulares daquele time; Piqué provavelmente desbancaria o ótimo Rafa Marquez e Abidal está no mesmo nível que Gio van Bronckhorst.
O problema está na comparação do time que foi tetracampeão espanhol. Primeiro, porque não acompanhei os comandados de Cruyjjf, mas não dá para renegar que um time que tinha Koeman, Laudrup, Stoichkov e mais tarde, Romário seja genial. Isso sem contar Zubizarreta, Bakero, Guardiola e Nadal.
O que diferencia o time comandado por Guardiola é o conjunto, que contraria a tendência mundial de recuar para explorar os contra-ataques: não há contra-ataques no Barcelona porque o time marca desde o campo de ataque.
Messi é a estrela do time, jogador que ainda não ingressou no Panteão dos grandes do futebol mundial, coisa que só acontecerá se ele carregar a Argentina na conquista de um Mundial. Lembremo-nos de Ronaldinho, que desceu a ladeira justamente quando se esperava que fosse brilhar na Copa de 2006.
Xavi é um armador único, do tipo raro no futebol mundial, e Iniesta tem uma versatilidade singular no futebol mundial.
Se ocorresse um confronto entre o time atual e o dos anos 90, ocorreria um empate, de preferência com muitos gols
sábado, 28 de maio de 2011
CAMPEONES, CAMPEONES...
E o quarto título veio hoje, para fechar uma temporada que só não foi perfeita por causa da perda da Copa del Rey...
Não faz mal, deixem os merengues comemorar um título de menor expressão.
Hoje o jogo tinha tudo para ser tenso, com o Manchester Unidet sufocando o Barcelona na saída de bola, colocando a defesa catalã em dificuldades. Sem Puyol, contundido, e com Abidal sem o ritmo ideal de jogo, a coisas eram preocupantes. Então, o jeito foi empurrar o adversário para o seu campo de defesa.
Aí, começou o velho jogo em que o barça tinha uma posse absurda de bola, rondando a área adversária.
Xavi jogava surpreendentemente solto, e uma dessas, pôs Pedro em condições de fazer 1 a 0.
Sete minutos depois, saída errada de bola, e Rooney empatou. O intervalo começava com um injusto empate.
O Barça poderia ter saído com vantagem, não só pelo domínio de jogo, como pelas chances perdidas, mas pela forma como se impôs: Fergusson escalou Carrick como único volante, auxiliado por Giggs, enquanto Park ficava na esquerda etentando explorar as costas de Dani Alves (mas acabou encurralado) e Valencia na direita, improdutivo.
Rooney atuava como segundo atacante no começo, mas acabou sendo jogado para homem de criação.Chicharito ficou isolado entre Pique e Mascherano.
No início do segundo tempo, uma blitz culé, que resultou nos gols de Messi e Villa, além de uma série de chances perdidas, uma delas incrível, com Daniel Alves.
Fergusson tentou reagir, colocando Nani para empurrar o time para a frente, e Scholes, para tapar o buraco no meio. Já era tarde.
Aí foi a vez de Fuardiola mexer, mas para fazer festa: Puyol não poderia ficar de fora, entrando nos últimos minutos em lugar de Daniel Alves. Antes disso, Villa deu lugar a Keita e pedro saiu para entrada de Affellay.
Era hora da festa. Puyol recebera a faixa de Xavi assim que entrou em campo, mas quem levantou a taça foi Abidal, dois meses e meio depois de extrair um tumor no fígado.Justa homenagem.
depois, só era hora de fazer a festa.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
PALPITES PARA A FINAL
Amanhã é a final da Champions, e enquanto todo mundo faz o estoque de bebidas e petiscos, é bom se informar sobre as perspectivas.
Navegando pelo Trivela, vejo opinião de gente que entende do ramo. Vamos lá: Os grifos são meus.
Caio Maia (Trivela e Revista ESPN)
Manchester United. É a segunda final recente entre os dois times e o Ferguson não vai perder dois jogos seguidos. Ele está há dois anos se preparando para isso e vai ter algo na manga. O Barcelona não tem variação de jogo. Do outro lado, uma defesa como poucas e versátil.
Leonardo Bertozzi (ESPN Brasil)
Barcelona. O time de Guardiola tem o poder de controlar todas as partidas e conta com mais jogadores capazes de decidir. Dificilmente uma equipe que reúne Xavi, Iniesta e sobretudo Messi deixará de ser favorita. Tudo isso respeitando, é claro, a grandeza do Manchester United e a experiência dos Red Devils em decisões.
Leonardo Mendes Jr. (Revista ESPN)
Manchester United. Há um aspecto emocional muito forte a favor do Manchester. É a última chance de Alex Ferguson e Ryan Giggs serem campeões da Europa tão perto da torcida do Manchester. Para Ferguson, isso significa ter em mente uma maneira muito clara e eficiente de anular o Barcelona. Para Giggs, estar atento a qualquer brecha que surgir para encaixar suas assistências. E para o restante do time, um motivo a mais para dar esse título a dois símbolos do clube. Claro, só motivação não faz um campeão, é preciso jogar bola. O Manchester tem a paciência necessária para esperar o momento certo de interromper a interminável troca de passes do Barcelona. Se há uma dupla de zaga no mundo capaz de anular o ataque catalão é Vidic e Ferdinand. E Rooney tem a combinação ideal entre força física e boa finalização para ocupar os espaços que a zaga do Barcelona, por melhor que esteja, sempre deixa.
Ubiratan Leal (Trivela e Revista ESPN)
Barcelona, porque tem mais recursos para isso. O time tem seu ponto forte no volume de jogo criado por seu meio campo, que toma para si o controle da partida com sua troca de passes fluente. É um setor em que o Manchester não esbanja qualidade. Carrick é o melhor volante. Ao seu lado ele pode ter Scholes, que vem de temporada inconstante, Fletcher ou Anderson. Salvo uma atuação histórica da dupla de volantes que Ferguson escalar, a tendência é um domínio territorial do Barcelona de Xavi, Iniesta e Messi. O Manchester pode ter como arma seu lado esquerdo, com Giggs e Nani trabalhando em conjunto para prender Daniel Alves atrás ou explorar as costas do brasileiro. Rooney, claro, é a melhor opção para desequilibrar a partida em uma ou duas jogadas e Chicharito pode ser o centroavante que o Barcelona não tem (e normalmente não precisa).
Vitor Sergio (Esporte Interativo)
Manchester United, por dois fatores: o Barcelona caiu de produção na reta final da temporada e não consegue jogar o futebol do período das goleadas no fim de 2010. Não sei se o time está muito cansado, mas o jogo não está fluindo e o time passa a depender excessivamente de Messi. Alguns jogadores vitais para o esquema, como Pedro e Villa estão muito mal. O outro fator é que não acredito que Alex Ferguson perca para o mesmo adversário dois anos anos após ser derrotado na final em Roma. Ele tem conversado com Mourinho e já indicou que vai usar o “trivote” que tanto incomodou o Barça nos jogos contra o Real. Embora não seja brilhante como o Barça, vejo o United mais consistente para a decisão.
Lédio Carmona (SporTV)
Barcelona 2 x 1 Manchester United. Porque o Barcelona tem o melhor time do mundo. Porque tem Messi. Porque tem mais conjunto. E porque sabe jogar contra os ingleses. O Manchester United é muito bom, mas o Barcelona tem diferencias decisivos.
Mauro Cezar Pereira (ESPN Brasil)
Não me atrevo a tentar adivinhar quem ganhará, digo apenas que o ponto de desequilíbrio entre dois times de diferentes escolas, mas parelhos, é Messi. E que jogar na Inglaterra pode reequilibrar as coisas para o Manchester United. Palpite por palpite, ou seja, mero chute, prefiro não dar.
Mauro Beting (TV Bandeirantes)
É o melhor Barcelona de todos os tempos, para não dizer o melhor time do futebol mundial em 40 anos. Mas, em 90 ou 120 minutos, quem sabe pênaltis, e na Inglaterra do Manchester United, o Barça tem um Messi apenas de vantagem. O que é demais. Mas pode não ser suficiente contra um United que se reinventa com facilidade e extrema felicidade de Ferguson. Uma equipe menos técnica e espetacular que a catalã, mas tão competitiva e competente quanto. Tem um goleiro que encerra carreira e um miolo de zaga que podem parar o Barça. Um fenômeno como Giggs no meio (que pode até nem começar como titular), um ataque veloz e poderoso, e um banco mais experiente que o rival. Jogo duríssimo. Mas vou de Barça. Na prorrogação.
Caio Ribeiro (TV Globo)
É bem equilibrado, porque na minha opinião são as duas melhores equipes do mundo hoje e as duas mais vencedoras dos últimos anos. Vejo uma pequena vantagem para o Barcelona em função do Messi, que atualmente é o melhor jogador do mundo e vem fazendo a diferença. É o tipo do jogo que uma jogada individual pode decidir a partida e ele [Messi] talvez seja um jogador completo. Não vejo todo este favoritismo do Barcelona. O Manchester é um time que, na última década, ganhou uns seis títulos ingleses, tem chegado na final da Liga dos Campeões e venceu o Chelsea na final. É um time que tem entrosamento, tem camisa. É um jogo que por ser na Inglaterra, mesmo sendo em Londres e não em Manchester, eles conhecem muito mais o gramado do que o Barcelona. Se eu tivesse que apostar em um, apostaria no Barcelona, primeiro porque é o melhor time do mundo e segundo por causa do Messi. Mas eu não vejo tanta diferença de uma equipe para outra.
Rodrigo Bueno (Folha de S.Paulo)
Obs: tirei a opinião dele. Ultimamente tem se dedicado aos comentários sobre salários de treinadores, e não o futebol em si
Mauricio Noriega (SporTV)
Acho que dá Barça, porque tem os melhores jogadores do confronto, e o melhor de todos atualmente: Messi.
Jonathan Wilson (Guardian)
Se tivessem me perguntado há duas semanas, diria Barcelona, sem nenhuma dúvida. Ainda penso que eles são favoritos, mas o United está cada vez melhor. E a forma como passaram por cima do Chelsea me fazem pensar que eles podem, talvez, causar algum problema para o Barça. Também acho que o Barça está um pouco cansado. Eles ainda continuam incríveis, mantêm a posse de bola melhor que qualquer time do mundo e têm Lionel Messi, um dos melhores de todos os tempos. Mas não estão tão maravilhosos quanto antes do natal. Então 80% de chance de vencer do Barça e 20% do United.
Meu comentário:
Jogo parelho, sem favoritos. O Barcelona está visivelmente cansado e se segurando para não chegar à curva descendente, mas é bom lembrar, pôde descansar após os duelos contra o Madrid e a conquista da Liga Epanhola. O Uunidet tem um conjunto melhor, mais variações de jogo, ao passo que o Barça tem mais talentos individuais. A resposta pode estar no primeiro gol: se for do Barcelona, o Unidet terá que sair para o jogo, facilitando a velocidade do time catalão; se for do Unidet, o time inglês poderá se fechar em um ferrolho que o Barcelona tanto odeia. Mas, apenas um palpite...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
PENSANDO A PRÓXIMA TEMPORADA
A temporada na Liga Espanhola já acabou, e agora para fechar o ano de vez, resta a final da Champions, sábado, em Londres, contra o Manchester Unidet.
Sinceramente, acho o time inglês favorito, mas isso é assunto para outra hora.
Vou escrever agora sobre o elenco do Barça, e possíveis contratações: em duas oportunidades na Liga, Guardiola mandou a campo um time reserva, ou quase todo ele reserva, e daí pode-se tirar alguma conclusões:
1 – Pinto é um goleiro confiável para substituir Valdez. A decisão de Guardiola de colocá-lo na final da Copa Del Rey contra o Madrid não se liga com a derrota diante dos merengues.
2- A contratação de um lateral-direito reserva é urgente, mesmo que o produto esteja escasso no mercado, e que poucos aceitem a condição quase irreversível de reserva de Dani Alves. Só que o brasileiro pode ser deslocado com freqüência para o meio-campo e convenhamos, não dá para improvisar Puyol na posição e Bartra ainda tem muito o que evoluir.
3- Puyol e Piqué formam uma ótima dupla, mas o problema está na reposição. Milito não inspira confiança, Abidal ficou fora por problemas médicos, e Fontas precisa ganhar experiência. Improvisar Mascherano é sempre um risco.
4- Desgraçadamente, Abidal, Maxwell e Adriano estavam fora de combate no rally contra os merengues. Aqui a questão é torcer para que o azar não se repita. Mas, o trio deve estar incompleto na próxima temporada, caso se confirme a chegada de Jose Angel, do Gijón.
5- Keita, Mascherano e Busquets são tranquilamente os volantes do time. Com essa segurança, Sergio Roberto pode entrar aos poucos no time.
6- Xavi tem características únicas, e é mesmo quando se fala de mercado mundial, poucos jogadores têm condições desubstituí-lo. Iniesta é um caso quase parecido. Mas, nessa temporada, Jeffren e Thiago evoluíram a olhos vistos, e a chegada de Afellay foi um tiro certo. Além do mais, há sempre possibilidade de adiantar Dani Alves, desde que haja um reserva confiável na posição. E como sempre, Fabregas é um sonho, e à medida que seu vínculo com o Arsenal se aproxima do fim, esse sonho vai ficando mais possível.
7- Messi é indiscutível, e Pedro, mesmo que não seja titular, é utilíssimo. David Villa, reconheçamos, foi melhor que Ibrahimovic, mas não emplacou. Bojan apareceu como promessa, mas parece precisar de outros ares para se desenvolver, e por isso, deve ser negociado com o Valencia com opção de recompra. Rossi está quase fechado para trocar o Villarreal pelo Camp Nou.
terça-feira, 17 de maio de 2011
PEQUENOS CULÉS
Na ordem: Messi, Iniesta, Puyol e Xavi.
Detalhe: não sei se a voz do Puyol, continua a mesma, mas os cabelos continuam uma inhaca...
sexta-feira, 13 de maio de 2011
OS QUATRO ESCUDEIROS
A equipe do Barcelona tem alguns jogadores do tipo world class: Messi, atual bi-campeão do prêmio da FIFA, Xavi e Iniesta (os dois finalistas do ano passado) e Daniel Alves (possivelmente, o melhor do mundo na posição).
Ainda tem David Villa, que ainda não jogou o que pode, mas é de qualidade individável.
Ou os dois zagueiros: Puyol, que não é nenhuma virtuose, mas sua valentia em campo e sua longa carreira no Camp Nou o farão ingressar no Panteão Culé; e Piqué, um zagueiro que evolui à olhos vistos sob o comando de Guardiola, e também está entre os melhores do mundo em sua função.
Mas, ainda existem os carregadores de piano:
Victor Valdez: o arqueiro não tem a qualidade de Casillas (a torcida do Barça admite sem problemas que o segundo é melhor), e já o viu alternar altos e baixos, variando da exibição excelente contra o Arsenal na final da Champions de 2006 até a pixotada no ano seguinte contra o Liverpool. Mas, dessa vez, pelo menos tem feito uma temporada sem grandes sustos.
Mas, como elogiar goleiro é arriscado...
Keita: ser volante de contenção nesse time não é nada fácil, porque fazer companhia para Xavi e Iniesta não é lá tarefas das mais tranquilas. Além disso, quando o time vai ao ataque, ele tem que segurar o rojão lá atrás. E mesmo sem ser um gênio, vai cumprindo a sua tarefa, ao ponto deixar Mascherano para trás e atuar no mesmo nível de Yaya Touré.
Pedro: o nome do Barcelona está envolvido em pretensas convocações de meias ou atacantes que ocupariam o lugar de Pedro no ataque (Rooney, Fabregas e van Persie). Enquanto isso ele vai se mantendo no time, jogando como uma formiguinha, correndo como um louco para dar suporte aos seus estelares colegas de dianteira.
Abidal: não foi titular a temporada inteira, mas quando joga, tem a função de servir como terceiro zagueiro para o esquema tático passar para o 3-4-3. Pode jogar na zaga, conforme a necessidade. Mas, esse é um guerreiro na vida e milagre de recuperação: depois de extrair um tumor no fígado, voltou à campo um mês depois, sob avassaladores aplausos no Camp Nou. Ovação triunfal que poucos craques tiveram
quarta-feira, 11 de maio de 2011
TRÊS VEZES BARÇA
Não foi com goleada, não foi com show, não foi sequer com vitória. Nem gol de Messi, quem marcou foi o operário Keita.
Mas o empate contra o Levante garantiu o tricampeonato do Barça.
É o que vale.
Pelo menos a temporada não passará em branco, e agora é pensar no jogo de Londres daqui a duas semanas contra o Manchester Unidet.
Sinceramente, se tivesse perdido, não tinha problemas. Talvez fosse melhor ganhar a taça no fim de semana no Camp Nou, diante do Deportivo La Coruña.
Mas, o que importa é o título.
E finalizando:
MADRID, CABRÓN, SALUDA EL CAMPEÓN
HOJE É O DIA?
Hoje, o Barcelona entra em campo contra o Levante, em Valencia.
Precisa de mais um ponto apenas para levantar a Liga, a terceira consecutiva e a quinta nas últimas sete temporadas.
Mas, não era melhor entregar o jogo e deixar a festa para o Camp Nou, no final de semana
Seria, mas é melhor resolver logo essa bagaça e se concentrar duas semanas para a final da Champions.
É bom mesmo, porque o primeiro tempo avassalador que o Manchester Unidet impôs sobre o Chelsea fé de se preocupar.
sábado, 7 de maio de 2011
MEU NOME É BARÇA

http://www.ionline.pt/conteudo/73293-barca-ora-ai-esta-um-nome-original-um-bebe
Joan Gamper fundou o Barcelona a 29 de Novembro de 1899 sob o lema "mais que um clube". E o tempo tem provado que os suíços não são só experts em relógios, queijo, chocolates e bancos. Em futebol também, pela mão de Gamper, um suíço emigrado na Catalunha.
Nestes 111 anos de vida, o clube viveu mais alegrias que tristezas e é efectivamente o mais ecléctico do mundo. A juntar aos 67 títulos no futebol sénior e às 50 medalhas nos Jogos Olímpicos (seis de ouro, 18 de prata e 26 de bronze), as outras modalidades também ganham tudo e mais alguma coisa. Entre basquetebol, andebol, hóquei em patins e futsal, o Barcelona soma 31 títulos europeus. O mais fantástico é que desde 1988-89, com a Taça das Taças do futebol, até aos nossos dias (2009-10, com a Taça dos Campeões no basquetebol), o Barcelona celebra todos os anos um título europeu em alguma das suas secções. Ah, e faltava este pormenor: as outras oito modalidades do clube (hóquei em campo e no gelo, atletismo, patinagem, basebol, voleibol, râguebi e ciclismo) garantem 83 ligas nacionais e 110 Taças de Espanha.
OK, o Barça é realmente o clube mais ecléctico do mundo. E quanto ao lema "mais que um clube"? Ajusta-se na perfeição. Então não é que em Nieuwerkerk, uma pequena cidade belga a 60 quilómetros de Bruxelas, um jovem casal registou o seu primeiro filho como Barça Beeckman? É de loucos, sem dúvida, mas é assim mesmo.
Em vez de estarem preocupados em seguir o futebol do Anderlecht ou do Standard Liège, acompanhadas por umas deliciosas moules frites, Wesley (estudante de Arquitectura, 23 anos) e Aneeke Beeckman (enfermeira, 24) são fanáticos pelo estilo de Pep Guardiola e pela equipa de futebol do Barcelona. Depois de terem conseguido convencer o resto da família (sobretudo os avós maternos do bebé), aplicaram a paixão que sentem pelo clube catalão no mais pequeno dos Beeckman. O casal admite que foi buscar inspiração a um trecho da letra do hino do clube. "Tenim un nom, el sap tothom: Barça, Barça, Baaaaaaarça!!! [Eu tenho um nome que todo o mundo sabe: Barça, Barça, Baaaaaaarça]" Nada mais fácil.
A opção foi tomada precisamente durante um jogo do Barcelona, na parte final do campeonato da época passada. Às tantas, a mulher vira-se para o marido e disse-lhe que o bebé fosse um rapaz chamar-se-ia Barça. Se fosse menina, Lona. Contra as previsões da mãe e da família dela (por razões desconhecidas), nasceu rapaz, no dia 26 de Abril, e o pai lá o inscreveu como sócio 185 508 do Barcelona, a 19 de Julho. "Estamos orgulhosos que o nosso filho carregue o nome da melhor equipa de futebol do mundo", afirmou o pai. O Barcelona também saltou de alegria e emitiu um comunicado a enaltecer a originalidade deste casal belga. Olha se ele calha jogar no Barcelona, daqui a uns anos...
Sim, porque já se viu muita coisa no futebol. O Leão, ex-Salgueiros, já representou o Sporting, em 1997-98, o De Napoli foi do Nápoles, o Milanese do Inter Milão e, esta semana, o Malagueño assinou pelo Málaga de Jesualdo Ferreira. Só como contraponto, até um Lisboa já jogou no FC Porto e marcou dois golos na estreia nos 9-0 ao Tirsense. Histórias destas há aos montes e nem vamos para o Brasil, senão é Juninho Paulista para aqui, Juninho Pernambucano para lá, etc. e tal. Agora isto que acabou de acontecer na Bélgica é que é inédito. A única coisa que realmente faltava era ter ajuda neste texto.
Com Rui Catalão
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