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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

MUDAR COMO?




Já tenho um bom tempo de sala de aula, e acompanhando a minha experiência, a de meus colegas, e casos pela imprensa, não fica difícil constatar que a indisciplina na escola parece caso irreversível.

2011 é pior que 2010, assim como 2010 foi pior que 2009, 2009 foi pior que 2008. E 2012 será pior que 2011, 2013 será pior que 2012, 2014 será pior que 2013... Mas, qual o motivo disso?

Intelectuais de gabinetes, pseudo-especialistas, e demais burocratas de visão colorida de mundo indicam as causas, devidamente contestáveis:

“A escola não acompanhou as transformações do mundo”: a que transformações essa afirmação se refere? A escalada da violência na sociedade, a atomização do sujeito, a abolição da meritocracia como meio de ascensão social e a pragmatização do conhecimento? Se for isso, pode ter certeza que a escola acompanhou sim.

“A escola não conseguiu suprir a ausência da família na educação de seus filhos”: não conseguiu, não vai conseguir e nem tem obrigação de tentar de suprir TOTALMENTE a família. Educação é dever da família, do estado e da sociedade, diz a Constituição. Além do mais, o estudante já chega à dita Educação Sistematizada após alguns anos de vida e a maioria passa quatro ou cinco horas diárias no recinto escolar. Não foram poucas as vezes que conversei com pais irritados por “serem arrancados” de casa ou do serviço para tratarem de assuntos que os funcionários da escola são remunerados a fazê-lo, como se não tivesse responsabilidade nenhuma. Então, ou essa gente cega consegue alterar a Carta Magna, ou muda a sua concepção de mundo.

“As aulas não são dinâmicas, a escola não é atraente”: aula dinâmica é um conceito um tanto quanto vago. Alguns dizem que o uso de informática é um caminho, no que concordo parcialmente: via de regra, sala de informática é local de acessar MSN, Orkut, Facebook, outras redes sociais, ou vasculhar outras bobagens. Se a rede bloquear baboseiras, a aula se torna desinteressante. Outros pensam em projetos, que são até legais, aliviam um pouco a rotina da matéria, mas que têm pouco ou nenhum resultado prático, além de serem um anestésico de curta duração. Logo, logo caem na rotina.

“As avaliações são obsoletas”: típica desculpa para encobrir maus resultados. Se provas escritas podem não são a melhor maneira de avaliação, por que PAEB, ENEM, Olimpíadas de Matemática e congêneres são aplicados através de avaliação escrita. Ou será que alguém sugere o uso de trabalhinhos tipo Ctrl+C e Ctrl+V no Vestibular? Se isso passar a existir, deixo o Magistério e passo a fazer essas “obras copistas”. Normalmente, associar o fracasso no rendimento dos alunos à metodologia incorreta de avaliação está associada à questão da redução da reprovação, sonho da turma do mundo cor-de-rosa.

“Os professores são despreparados, mal-formados, desmotivados e desinteressados”: está aí uma verdade parcial. Magistério, assim como em qualquer setor social é composto de gente bem e mal-intencionada. Pois bem, se os professores são despreparados, a imensa maioria da culpa disso é da imensa distância entre as Licenciaturas e a realidade, sendo que o ensino das primeiras está dominado por gente que parece viver no País das Maravilhas. A formação pós-faculdade serve muito mais para gerar títulos para concursos do que propriamente atualizar o profissional. E fica difícil motivar um profissional que estudou anos e anos para ensinar e na prática exerce o cargo de babá da prole alheia, isso sem contar os salários muitas vezes desmotivadores e a carga de trabalho cruel, que não raro, se estende muito além daquilo que a carga horária remunerada estipula.

“A escola parece um mundo à parte, não se articula com a comunidade”: outra verdade parcial. A escola não procura a comunidade, e a comunidade não procura a escola, e quando a procura ocorre por iniciativa da comunidade, normalmente tem o interesse de cessão do espaço para atividades de interesse alheios à escola; e quando a escola procura a comunidade, via de regra se dá por convites para reuniões enfadonhas, ações determinadas verticalmente e direcionadas pelos sistemas de ensino como forma de fazer propaganda.

Solução não é coisa fácil, e nem se resolve dentro dos muros da escola, que está imersa em um tecido social doente. Querer que a escola abrace o mundo e o conserte beira a idiotice.

Melhor escrever uma cartinha para o Papai Noel.

sábado, 3 de dezembro de 2011

RELATO DE UMA CARA-DE-PAU



Mais uma da reportagem de A TRIBUNA que citei:

Com 15 anos, uma aluna do 1º ano do ensino médio da rede estadual (em Vitória) admitiu que só tem
bom rendimento em quatro disciplinas: Sociologia, Filosofia, Artes e Educação Física.


“Estou na corda bamba em Física, Química, Português,Matemática e outras, mas agora, no final do
ano, estou me dedicando e acho que mereço passar de ano”, disse a estudante.

E completou: “Confesso que fiquei desatenta o ano inteiro. Até ficava ouvindo música nas aulas com fone de ouvido, mas agora mudei.”

Comentário: se trata de ré confessa. Está complicada em sete matérias, para ser mais exato. Uma reprovação lhefaria muito bem.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ALTERANDO OS MAPAS




Do Estadão

Um livro de geografia usado nas escolas públicas do Estado de São Paulo traz dois Paraguais e exclui o Equador de um mapa da América do Sul. O erro aparece tanto nos livros distribuídos aos alunos quanto nos destinados aos professores. O livro é usado pelos alunos do 6º ano do Ensino Fundamental. A Secretaria de Educação de São Paulo informou que a Fundação Vanzolini, responsável pela impressão dos Cadernos do Aluno, substituirá os 500 mil livros que têm o mapa errado.



A Secretaria de Educação de São Paulo atribui os erros à empresa contratada para fazer o material. A Fundação Vanzolini, responsável pela edição, alega que os livros foram elaborados por professores recomendados pela secretaria.


Segundo a Secretaria, a Fundação, responsável pela elaboração dos mapas e do projeto gráfico das apostilas, já está elaborando o novo material para corrigir todos os erros. A Fundação Vanzolini irá arcar com todos os gastos troca do material didático, incluindo impressão e distribuição. Ainda não há data prevista para a entrega do novo material.


A Fundação Vanzolini se defende e afirma que os erros foram causados involuntariamente pelo processo de diagramação e aplicação dos nomes de alguns países. Como prova, a Fundação afirma que a base cartográfica está correta e que o mesmo livro têm outro mapa semelhante com "os nomes dos países adequadamente aplicados." A Fundação também afirma que pretende reciclar os livros com mapas errados que forem recolhidos - a empresa afirma que a incorreção afetou apenas 1,55% dos Cadernos do Aluno enquanto a Secretaria afirma que foi a totalidade dos livros.


Enquanto isso, a Secretaria afirma que disponibilizou em seu site as correções, para que os professores alertem os alunos para os erros no material e possam seguir as aulas normalmente.


Governador


O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), garantiu que os livros de geografia com erros distribuídos pela Secretaria da Educação do Estado serão recolhidos e repostos. Para Serra, o fato de o material didático distribuído em escolas públicas de todo o Estado mostrar duas vezes o Paraguai em um mapa da América do Sul "não é um erro grave, mas é um erro". Serra atribuiu a informação equivocada a um possível "erro de impressão". "Ninguém acha que existam dois Paraguais. Não é um erro que alguém possa ignorar", explica.


O governador admitiu responsabilidade da Secretaria da Educação na falha, porém repartiu a culpa com a Fundação Vanzolini, contratada para fazer a publicação. "Houve duas falhas: da empresa contratada e da secretaria, que deveria ter revisado o material", afirmou o governador. Segundo Serra, o recolhimento e a reposição dos livros didáticos serão pagos pela Fundação Vanzolini, sem custos para o Estado. "Os livros vão ser todos recolhidos e repostos. A fundação vai cobrir esse erro", disse Serra, sem especificar quando a substituição do material deve começar.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

HISTORIADOR, SEGUNDO UM GÊNIO





















Historiador

Veio para ressuscitar o tempo
e escalpelar os mortos,
as condecorações, as liturgias, as espadas,
o espectro das fazendas submergidas,
o muro de pedra entre membros da família,
o ardido queixume das solteironas,
os negócios de trapaça, as ilusões jamais confirmadas
nem desfeitas.

Veio para contar
o que não faz jus a ser glorificado
e se deposita, grânulo,
no poço vazio da memória.
É importuno,
sabe-se importuno e insiste,
rancoroso, fiel.


Carlos Drummond de Andrade, in 'A Paixão Medida'

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O TEMPO PASSA



















Constatação básica? O professor de Historia sabe que envelheceu quando aborda em sala de aula um tema que já viveu.

Dia desses, estava tratando de sistemas políticos em uma turma de 3º ano, quando me perguntaram sobre eleições indiretas.

Citei o caso da eleição de Tancredo Neves, pelo Colégio Eleitoral em 1985, vencendo Paulo Maluf. Tinha sete anos incompletos.

Como sabemos (ou deveríamos saber), Tancredo não tomou posse. O cargo caiu no colo de Sarney.

Pois bem, nessa turma, a maioria dos alunos nasceu em 1993 ou 1994. Oito anos depois do fato, pelo menos.

Período do impeachment de Collor e do inicio do governo Itamar.

Coisa que eu lembro muito bem.

Na verdade, eu envelheci mesmo.

domingo, 13 de novembro de 2011

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA



MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA

Para você, estudante de alguma Licenciatura, ou mesmo ainda vestibulando, que pensa em ingressar no Magistério, aí vão os Dez Mandamentos para o Professor Iniciante:

1. Existe hora de sorrir, existe hora de fechar a cara. Como diz o provérbio árabe, se fores doce, te mastigarão, se fores amargo, te mastigarão.

2. Prometeu, cumpra. Alunos, especialmente os adolescentes, estão sempre te testando. Se disser que vai mandar um aluno para a coordenação se fizer determinado ato, cumpra se ele o fizer, do contrário, estará desmoralizado.

3.Saiba cativar as pessoas com quem trabalha. Como disse Sun Tzu, é melhor converter um inimigo derrotado em aliado, assim você não terá a preocupação de subjugá-lo.

4. Dialogue sempre, mas reserve para si o poder de decisão. Faça com que seus alunos sejam parte do controle, e não o controle total.

5. Cuidado com suas atitudes, tanto em sala de aula quanto na sala dos professores. Nas escolas, as paredes têm ouvidos, olhos e boca, aliás, muitas bocas para acusar o que você fez e o que você não fez também.

6. Planeje-se e atualize-se. Pode parecer que não, mas o aluno sabe muito bem diferenciar o professor que inventa uma aula na hora ou que não conhece/não sabe transmitir os conteúdos.

7. Mantenha escrituração de diários e demais registros em dia. A burocracia é eficientíssima na hora de lhe cobrar isso.

8. Não adiante chiar de certas decisões com seus superiores, especialmente aquelas que vêm dos chefes de seus superiores. Isso é como socar ponta de faca. Saiba como pode se movimentar dentro desse complicado labirinto.

9. Professores e alunos não fazem parte do mesmo grupo dentro do espaço escolar. Cuidado com certas liberdades, especialmente em relação a alunas, mais especialmente ainda as menores de idade.

10. Pense muito bem o que dizer em momentos de raiva ou de discussão com alunos. Eles podem te debochar, te ironizar, te desafiar, xingar sua mãe, sua esposa, e até te agredirem fisicamente. Mas, se você o chamar de chato, feio ou bobo, o mundo cairá sobre sua cabeça.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

HOJE É DIA DE ESTRADA



Desde que saiu a remoção para Vila Velha, não voltei mais à Alfredo Chaves.

Mas, hoje chegou o dia.

Dia de pegar a estrada, dia de rever o pessoal, dia de comer poeira no caminho para São João, dia de enfrentar as sinuosas serras de Matilde.

Dia de ficar off-line.

Dia de abono no Ormanda.

Amanhã eu volto,

sábado, 22 de outubro de 2011

AQUI, PREGUIÇOSO NÃO SE CRIA



Fim de ano na escola, época de "correr atrás".

Só para quem precisa, claro.

Hora de precisar fazer pelo menos um arroz com feijão que satisfaça a fome.

Até porque o banquete não é mais possível.

Nada contra a combinação arroz com feijão, deixo claro.

Agora, tenho eu culpa se alguém não quis estudar?

Tenho eu culpa se o indivíduo não tem a mínima intenção de faze as tarefas apresentadas?

Tenho eu a obrigação de ajudar alguém que me trapaceou o ano todo, zoneando minhas aulas, mentindo para mim, e ainda por cima, atapalhando quem queria estudar?

O pior é a cara de coitadinho que se faz...

Apelam para o sentimentalismo:

"Minha mãe vai me matar!"

"Professor, o que você ganha me reprovando?"

"Ano que vem, eu juro que vou mudar..."

"Pô, professor, você é tão gente boa..."

Ou, vão ao extremo:

"Se eu ficar reprovado, paro de estudar"

Educação é dever da Família, do Estado e da Sociedade, reza a Carta Magna.

E eu como agente do Estado, faço a minha parte.

Passar a mão na cabeça é deseducar...

Toda escolha gera consequência, e para quem escolheu não estudar, a consequência é reprovar. Simples.

E finalmente:

(Maus) alunos: nem pensem em atribuir a mim a culpa pelo seu fracasso.

Ele é só SE FRACASSO!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

APRENDI NO ENEM (APRENDI MESMO?)




#AprendinoEnem coisas sobre o Twitter! Agora quando te perguntarem pq vc fica tento tempo no Twitter, responda: EU TO ESTUDANDO PRO ENEM!!!


#AprendinoEnem quais sao os três passos para se jogar volei.

#AprendinoEnem que deveria ter tido aula com o BERNADINHO!

#AprendinoEnem que mulheres que jogam futebol, não podem ter filhos. eauhhauae, aprendi q posso ser uma excelente jogadora, dei cada chute!

#AprendinoEnem que talvez exista lápis com calculadora, relógios com bluetooth,borrachas com Wi-fi e apontadores com internet..eh a tecnologia

#AprendinoEnem que apesar do Brasil ter comprado o Acre para extrair a borracha de lá, você não pode usá-la na prova.

#AprendinoEnem que não posso ir de relógio porque sempre há a possibilidade de eu morfar e virar um power ranger no meio da prova.

#AprendiNoEnem que vender drogas te dá um renda mensal entre R$ 400,00 e R$ 12,000,00... Mas é uma carreira de pouco tempo kkKKkk

#AprendinoEnem que prova de história precisa de rascunho e matemática não!

#AprendinoEnem A jogar volei, a usar o twitter, cantar Viva La Vida e a não confiar no Wikipedia. Viva o Inep!

#AprendinoEnem que o tráfico de drogas é muito mais organizado que o INEP!

#AprendinoEnem que antes de Jesus reencarnar em Henri Cristo, ele reencarnou primeiro em Tiradentes.

#AprendinoEnem que o ENEM é troll, querendo que a gente confundisse despotismo com nepotismo... MAFALDA QUERIA ME FERRAR!

#AprendinoEnem que se você colocar as coordenadas geograficas numa garrafa e jogá-la ao mar, você recebe uma foto de um garoto da Noruega!

#AprendinoEnem que existem certas questões que, não importa quantas vezes sejam lidas, NUNCA farão sentido!

sábado, 15 de outubro de 2011

POEMA AO PROFESSOR




Acorda cedo, sai às pressas
para chegar na hora certa,
ele é o professor.

Na escola ele ensina:
Geografia, Português, Matemática, História, Inglês
e espera o resultado em ver todos aprovados.

Ele é o professor.

Se dedica com amor à profissão que abraçou,
pois desde cedo queria ter um espaço na vida
e ser um grande professor.

Aqui fica o meu recado,
por tudo, muito obrigado,
pelo que foi ensinado
por você, meu professor.

de Jarluse Maria de Moura

Fonte Mensagens e Poemas

http://mensagensepoemas.uol.com.br/professores/poema-ao-professor-2.html

EM HOMENAGEM AO DIA DO PROFESSOR...




















Quando Crescer


Na sala de aula a professora pergunta:
— Pedrinho! O que você quer ser quando crescer?
— Médico — responde ele, convicto.
— E você, Lucas? O que quer ser quando crescer?
— Advogado! Que nem o meu pai!
— Muito bem! E você, Mariazinha? Já sabe o que quer ser quando crescer?
— Eu vou ser modelo ou professora!
— Nossa! — exclama a tutora. — Duas profissões bem diferentes... Você pode explicar pra classe por que escolheu essas duas opções?
— Claro, professora... Tudo depende de como vai ficar o meu corpo!

Bom Dia

Toda vez que a professora chegava na sala de aula e falava "bom dia", os alunos respondiam "bom dia", mas tinha um som no final que era assim:
— ...êêêêêêêê.
Um dia a professora chega, dá bom-dia e os alunos respondem "bom dia", sem aquele som no final. Ela percebe que o Joãozinho faltou e diz para a classe:
— Olha só, amanhã, quando eu falar "bom dia" vocês não respondem pra eu ver o que acontece.
No outro dia então, a professora entra na sala e diz:
— Bom dia.
E só o Joãozinho responde:
— Vai se fudêêêêêêêê...

Vida de Baleia

A professora explica para a classe:
— A baleia é um mamífero que vive na água e se alimenta de sardinhas.
E o Joãozinho pergunta:
— Ah, é? E como ela faz pra abrir as latas?

A Cerveja e os Vermes
Um professor de química queria ensinar aos seus alunos do Primeiro Grau os males causados pelas bebidas alcoolicas e elaborou uma experiência que envolvia um copo com água, outro com cerveja e dois vermes. Agora alunos, atenção! Observem os vermes! - disse o professor,colocando um deles dentro da água.
A criatura nadou agilmente no copo, como se estivesse feliz e brincando. Depois, o mestre colocou o outro verme no segundo copo, contendo ceveja. O bicho se contorceu todo, desesperadamente, como se estivesse louco para sair do líquido e depois afundou como uma pedra, absolutamente morto.
Satisfeito com os resultados, o professor perguntou aos alunos:
- E então, que lição podemos aprender desta experiência?
E os alunos responderam: 'Quem bebe cerveja nunca terá vermes'

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CALA A BOCA, CID!




Caro governador, posteriormente o senhor tentou rever a insanidade que proferiu na citação acima, mas o que está dito, dito está. E além do mais, não precisa se arrepender, até porque o arrependimento só pode ocorrer quando é sincero, coisa que duvido que tenha acontecido.

Vossa Excelência tem a chance única de fazer de seu governo uma referência de desprendimento para a posteridade: seria incrível que o Chefe do Executivo Estadual, bem como seus auxiliares diretos, além da infinidade de aspones e bajuladores de toda espécie, simplesmente abrissem mão de seus polpudos vencimentos em nome do amor que sentem pelo Ceará.

Tenho certeza que seus ganhos obtidos em quase cinco anos à frente do governo já são suficientes para que Vossa Excelência tenha garantido uma boa poupança para o restante de seu mandato. Afinal, com esses rendimentos foi possível até levar a sua sogra para viagens aos exterior, não é mesmo? Afinal de contas, me recuso a acreditar que um homem público honrado como o senhor tenha custeado a jornada se aproveitando do suor do valoroso povo que governa.

Imagine a repercussão que o seu desprendimento teria junto à opinião pública brasileira e até mundial. Quão fantástico seria se nossos governantes seguissem seus passos, e não duvido nada que o ato de o administrador público abrir mão de seus vencimentos seja conhecido com “Lei Cid Gomes”.

Em 2014, quando Fortaleza receber partidas da Copa do Mundo, turistas e jornalistas de todo o planeta o procurarão para lhe saudar como exemplo mundial de gestão com a coisa pública. As fronteiras brasileiras serão pequenas para o seu heroísmo...

Vamos lá, governador, dê o exemplo!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

SOMOS CULPADOS?



http://www.ponderantes.com.br/2010/04/culpa-e-dos-professores-diz.html

A Culpa é dos Professores, diz psicopedagoga



Há alguns dias, mais uma escola pública de Feira de Santana estava sofrendo de falta de professores. Nesse caso específico, o motivo era a violência na instituição e nas suas imediações.

A “evasão” de professores não é novidade nas escolas públicas da Bahia. Nas universidades, os bancos dos cursos de licenciaturas encontram-se cada vez mais vazios. E os docentes que já atuam na área estão deixando a profissão por uma questão de sobrevivência física, emocional e financeira.

Entretanto, o que causa espanto é a declaração que a psicopedagoga da escola citada deu a um telejornal local: “Como não está havendo aula na escola, os pais não conseguem controlar os filhos dentro de casa. Com isso, essas crianças e adolescentes vão para as ruas. Os professores poderiam ser mais conscientes e pensar na situação dos pais”.

Ora, aos domingos, feriados e férias não há ministração de aulas. O que os progenitores fazem nesses períodos? Tomam atitude de verdadeiros pais e educam os próprios filhos? Ou esperam o retorno das aulas para que os professores voltem a exercer o papel de babás e de pais e mães de aluguel?

A psicopedagoga perdeu uma grande oportunidade de utilizar a câmera e o poder da TV para reivindicar do governo um tratamento digno para a unidade escolar em que ela atua. Ela poderia apelar também para que as autoridades intensificassem a segurança ao redor e dentro da escola. Mas preferiu culpar os professores (os sacerdotes de plantão), uma forma não-inteligente de camuflar os verdadeiros problemas daquela instituição de ensino. (Texto de Valdeir Almeida)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A HISTÓRIA CONTINUA...




Já era louco por História, mesmo quando ainda nem imaginava lecioná-la.


Em História factual, era um tanto quanto autodidata. Aliás, sei lá porque sou bom de memória.

Na ordem cronológica, meus professores foram: Nelson, Marcondes, Thaís, Elenir e Gesileni; para o bem ou para o mal, foram as minhas referências. Dentre eles, a Gesileni foi o meu espelho: quando entrei na Graduação, pensava que se fosse professor, seria como ela.

Mais adiante, na Graduação, me chamava a atenção o sarcasmo de André Pereira, o deboche de Luiz Antônio, a criticidade de André Malverdes, a dedicação de Ricardo, o rigor de Vânia Maria, entre outros. Tento ser um amálgama deles.

Seria arrogância minha pensar que influencio o pensamento, ou mesmo a forma de meus alunos agirem na escola, até porque preciso evoluir. O eu de 2011 precisa ser melhor que o eu de 2010, assim como o de 2012 precisa ser melhor que o de 2011...

Duas de minhas aluna, Taylanne e Luanna pretendem ingressar no curso de História ano que vem. Espero não ter pelo menos não ter atrapalhado na escolha, e estou à sua disposição para o que for necessário, que tenham boa sorte e que prossigam a História onde quer que estejam.

Que elas busquem a forma de trabalho que mais lhe agradem, e que usem a História para escrever a sua própria História, uma longa estrada com idas, vindas e bifurcações.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A HIERARQUIA DAS DISCIPLINAS



Já escrevi sobre o assunto, mas vale a pena relembrar. Período de atribuição de notas e de recuperação trimestral, e como ele a interminável discussão sobre avaliações e seus desdobramentos. E algumas perguntas surgem, como: “pode um aluno ficar reprovado na matéria X?”


Respondo logo de cara: Pode!

Trabalhei com um indivíduo que lecionava (ainda deve lecionar) Matemática, e acredita existir uma hierarquia de disciplinas na grade curricular do Ensino Médio.

No topo, Português e Matemática, as únicas “que realmente valem”, os rios caudalosos dos quais as outras disciplinas são afluentes. Para ele, a reprovação nessas coadjuvantes só são válidas se vieram acompanhadas de alguma “disciplina mãe”.

Abaixo, Biologia, Física. Geografia, História e Química, que ainda têm algum respeito, estão na grade há décadas, mas que para muitos, só têm legitimidade na reprovação se acompanhadas das duas “válidas”. Ainda assim, se História e Geografia vierem acompanhadas de Português e as outras três, de Matemática.

No terceiro escalão, Sociologia, Filosofia, Artes e as Línguas Estrangeiras. São conteúdos que não estão presentes em todas as séries, ou que entraram recentemente na grade. Reprovação, nesse caso, é quase um crime.

Porque crime mesmo é reprovar em Educação Física, a disciplina que só serve para jogar bola em quadras descobertas e esburacadas, ou para quem não tem menor interesse em se exercitar aproveitar um pouco do tempo para o ócio livre. A menos que poucos abnegados (conheço alguns valorosos) insistam em remar contra a maré.

Resumo dessa pirâmide: a educação, que propõe igualdade, está contaminada pela hierarquização desde a sua raiz.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

OS TIPOS DE ALUNOS (EM HOMENAGEM AO DIA DO ESTUDANTE)




1 - Smeagol: Aquele sujeito estranho que fica senta na primeira fileira (provavelmente usa óculos, aparelho, e leva pêra na lancheira dos Power Rangers dele), chama a lição de preciosa e não divide com ninguém. E sabe aquele trabalho em dupla que você não fez? Ele fez tudo perfeito e sozinho. Mas ele vai colocar seu nome? Não. Por que? Por que ele é um filho da puta que depois acha que toma tapa na orelha por inveja dos outros.

2 - Pitbull: O grandão repetente que intimida todo mundo, também conhecido como Urso: É maior que você, corre mais que você e pode (e vai) matar você. Seu habitat natural: O fundo da sala. Ps.: Tente não sentar perto dele. O alvo dele pode ser o smeagol, mas ele vai ter que passar por você pra chegar até ele, e duvido que ele vá pedir licença.

3 - Não cheira nem fede: O quietão da sala que ninguém zoa simplesmente porque não tem graça. Ele não demonstra nenhuma expressão, passa despercebido por qualquer um e pode ser considerado um peso morto. Não representa mais do que uma das carteiras da sala, o típico cara objeto que o pitbull costuma lançar em direção ao smeagol.

4 - Batata-frita: Uma delicia, todo mundo quer comer, e mesmo se comer muito não enjoa. Não entendeu? Qual é, estamos falando daquela gostosa que todo mundo quer pegar! A espécie pode variar: Em alguns casos é a morena sedutora, em outros casos é a loira sensual. Mas lembre-se, a batata frita é só acompanhamento, nunca é o prato principal. Você pode comer batata frita pra caralho, mas nunca vai matar sua fome

5 - Advogado: A interesseira que nem sabe seu nome mas quer a cola da lição que você provavelmente também copiou; a gatinha que curiosamente só fala com você quando você tá na fila da cantina. Sabe como as empresas só ligam pra oferecer um produto no fim ou no começo do mês? Então, eles fazem isso por que eles sabem que você tem dinheiro nessa época. Não adianta insistir em um negócio quando você não tem

6 - Fantasma: Ele é aquele cara que aparece do nada.Você provavelmente nunca viu ele antes, mas alguns disseram que ele sempre esteve por perto. Tem uma leve tendência para ser igual o cheira nem fede pois passa despercebido em vários lugares, porém, esse fala pra cacete, tipo, muito meeesmo. Uma sessão de despacho é o suficiente para expulsar o sujeito

7 - Chat: Então, você acorda e pensa: "Afe, eu queria ir na escola e descobrir fases secretas e modos mais faceis de dar level up no tibia"? Nem eu, mas esse cara acha que tá te fazendo um favor falando isso. Sim, é aquele lazarento que senta atrás de você e fica te chamando toda hora pra falar de algum game online que ele com certeza joga faz 2 anos ou mais.

8 - Cafetão: Tipo, o cara acha totalmente normal andar abraçado com cerca de 10 meninas em um braço, e 10 em outro (tenho inveja, confesso, mas mesmo assim não é normal). É um gerente nato. Ele não vai atrás de nenhuma, as garotas simplesmente aparecem pra ele à procura de um trabalho. Para ser um completo cafetão, só falta o casaco de pele e a aquela bengala à la Dr. House.

9 - Surfistinha: Ja ouviu falar que "sexo é vida"? Então, se isso fosse verdade ela seria imortal. Se mesmo sendo mais rodada que o peão da casa própria você não consegue pegar ela, junte 100 reais, espere alguns anos e você pode ter sua chance no trabalho dela. Ah sim, ela é a versão feminina do cafetão: Anda com uns par de macho.

10 - Zé Mayer: Esse é o tipo de cara que você encara de frente e que sempre quer ao seu lado. Porque se ele estiver atrás de você prepare-se para entrar no fã clube do restart. Ele é um cara que todas as minas consideram "o bonitão", e talvez até alguns garotos. É o fodão que se bobear engravida a própria mãe. Ah sim, ele provavelmente anda com 14879281751 camisinhas na mochila, então, FAIL se essa for a desculpa pra evitar ir pra cama com ele.

11 - Jim Carrey: O cara é um imbecil. Faz piada com tudo e todos, fode relacionamentos e amizades, mas todos adoram suas piadas. Ele sempre está andando com alguém diferente todo dia, porque as vezes suas piadas são tão destrutivas que ninguém aguenta por muito tempo. Se existissem risadas vindas do além, a presença dele seria como uma serie de tv.

12 - Axe: Sabe os comerciais do axe? Que o cara pega o spray e joga até no fígado? Dai em 2 segundos as mulheres ja vem com a chave do quarto do motel? Más noticias, a vida não é assim. Mas ele acredita que é, e por isso leva a PORRA DO AXE CHOCOLATE pra sala pra usar depois da educação física. E é claro que suor com chocolate é o tesão da mulherada né?

Gordo

Esse tipo de aluno é divido em 3 partes:

13 - Recalcado: É o que foi tão zuado, mas tão zuado, que acabou virando o tipo "valentão" da escola. Mal sabe ele que um dia as crianças perdem medo dele e ele acaba se fudendo

14 - Chorão: Foi zuado igualmente o recalcado, mas resolveu que a vida num se resume à porrada e passou a se esconder de todos que chegam perto dele, e se você força ele demais pra fazer alguma coisa, pode esperar, ele vai chorar

15 - Espelho: Se você quer zoar ele, prepare-se, vai ser zuado em dobro. Ele foi zuado normalmente, mas simplesmente soube ignorar a zueira. E hoje ninguém mais zoa ele porque ele desenvolveu a habilidade de retrucar os outros com suas palavras totalmente desmotivadoras.

16 - Atleta: Leva todo tipo de equipamento pra escola, desde aquela bolinha que você taca pro chão e pula 10m, uma raquete de tênis talvez, até um kit pra escalada, nunca se sabe. Tem tendência a ser um Axe, pois fica fedido o dia inteiro na escola. Seu lema é: Tudo que faz suar, eu tô dentro!

17 - Turista: Ele vai na escola um dia, falta um mês, vai mais um dia e quando vai, age como se não tivesse perdido nada. Uma vez na escola, você acha que ele faz lição? Errado! Ele dorme, ou vai pra comer a merenda. Em alguns casos, o Turista pode ter lá pelos 20 anos e ainda estar na 5ª série, porque ele também nunca ouviu falar de supletivo no calabouço onde vive.

Musical

Esse tipo de aluno é divido em 4 seções:

18 - Emo: Fica no canto ouvindo sua música sussegado, desligado do mundo, e se você olhar bem, poderá jurar que ele estava chorando...

19 - Carrasco: Quanto mais ruim a música que ele ouve, mais alto ele deixa. Tá ligado aquele Funk lazarento que fala a mesma frase umas 12489516097 vezes? Então.

20 - Rockeiro: Periodicamente leva o violão pra escola (nos dias de hoje alguns emos também fazem isso), e se não estivesse na escola, provavelmente iria estar inteiro de preto e de coturno. Só ouve música barulhenta.

21 - Stephanie do Crossfox: Acha que sabe cantar e usa toda a força dos pulmões para acompanhar sua música favorita. É tão desafinada que vidros racham quando ela começa a cantar.

22 - Coroinha: Também conhecido pela maioria como “viadinho”. Em alguns casos ele também dá em cima de você (se você for homem, lógico). Mas agora, tente perguntar se ele é viado. Ele nega até a morte! Mas todo mundo sabe que ele é viado desde que ele tinha 6 anos de idade, quando brincava de médico com o Pedrinho, e nunca tinha sequer mencionado alguma menininha.

23 - Siameses: Aquele grupinho que está sempre junto, não se separam nem sequer pra ir no banheiro. Sempre costuma variar a formação desse grupo, dependendo da escola. Mas na maioria das vezes o grupo é formado por 4 Smeagols fêmeas, e em outros casos, um Coroinha está envolvido no grupo.

24 - Ipatinga: Assim como o time de futebol, esse aluno é baixinho, fraco, magro e só tem uma missão no mundo: Fazer com que alguns garotos se sintam fortes ao bater nele. Você é chamado de fracote, gay, viadinho e etc na escola? Não tem problema, sempre vai ter alguem menor e mais fraco pra você bater. Aumente sua auto estima fazendo com que a dele diminua

quinta-feira, 28 de julho de 2011

BÔNUS MALDADE

A

lguns anos atrás, foi implantado em São Paulo, o chamado sistema de bônus para o Magistério. A coisa parece simples e justa: com base nos resultados de avaliações externas, nos índices de aprovação e evasão de alunos, e em alguns sistemas de ensino, a frequência do profissional também é avaliada.
Só parece simples, porque os critérios, a princípio simples, são para lá de discutíveis.

Primeiro, no que diz respeito à avaliação externa: nos cursinhos, é normal avaliar os professores de acordo com os índices de aprovação de seus alunos em vestibulares e concursos públicos, mas na rede pública, as coisas não funcionam bem assim. E se o aluno vai mal nas avaliações, ou se ele simplesmente não quer estudar, a culpa é somente do professor? Até que ponto o sistema de ensino, ou os gestores desse mesmo sistema não têm culpa? Se a escola não tem estrutura física, ou a segurança é quase inexistente, é justo punir o professor por isso?

Segundo, no que diz respeito aos índices de aprovação: reprovar ou não reprovar é uma discussão antiga, mas que ganhou um ingrediente novo com a política de bonificação. É muito mais fácil para o professor e/ou a escola inventar aprovações para garantir uma nota maior, e recursos maiores. Simples e imoral, mas recorrente.

E o terceiro, a frequência: o profissional tem parte da bonificação cortada caso falte ao trabalho. Justíssimo, se o critério para diferenciar faltas justificadas e não-justificadas não fosse injusto (paradoxo mode on). Simplesmente não existe falta justificada: não foi ao trabalho porque o médico atestou que estava sem condições resulta em desconto; não foi ao trabalho porque estava na sala de parto, dá desconto; não foi ao trabalho porque foi ao velório e sepultamento do pai dá desconto. A alegação que existe uma indústria de atestados médicos esbarra na ineficiência da fiscalização, que resulta na tacanha estratégia de considerar todos ausentes pré-culpados.

Feito isso, é só plantar notinhas na imprensa, dizendo que o professor pode ganhar até x vezes o seus salário, dando a entender que quem recebe a bonificação está sendo premiado pela competência, e quem não recebe é um incompetente e preguiçoso.

E a imprensa não dá direito de resposta.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

SE ESCONDENDO ATRÁS DE UM COMPUTADOR



A Internet, e especialmente as chamadas redes sociais são um livro aberto.
Lá é comum que as pessoas se conheçam, se reconheçam, se conheçam de verdade, se desconheçam, briguem, façam as pazes, desabafem, se derramem em declarações e elogios, vociferem impropérios...

E é sobre isso o assunto desse post: hoje foi ao ar uma reportagem do Jornal Hoje sobre alunos que usam a internet para agredir seus professores. Finalmente, parece que surgem algumas atitudes para coibir tais práticas.

Primeiro, por parte dos próprios professores que abandonaram a tática do “deixa para lá”. Recorrendo à Justiça, conseguem atingir seus detratores em um ponto para lá de sensível: o bolso dos pais. O Judiciário tem concedido aos ofendidos indenizações considerando que a os pais têm sim, responsabilidade pelo que fazem seus rebentos revoltados no mundo virtual.

Segundo, por parte das escolas. Algumas escolas particulares têm criado mecanismos para controlar o que seus alunos andam dizendo por aí, inclusive contratando ex-alunos para tal. Não é espionagem, é reação. Além do mais, é preciso manter o bom nome da instituição e harmonizar o ambiente interno. Para isso, controlar os mais exaltados é necessário.

Terceiro, por parte dos pais, pelos mesmos motivos expostos no parágrafo retrasado: os pais, afora a possibilidade de serem responsabilizados judicialmente pelos atos dos seus filhos, têm (em sua maioria) uma certa vergonha em serem chamados à atenção na escola. Quando o fazem, é mais ou menos como se recebessem uma reprovação pública de como conduzem a educação de sua prole.

E quarto, por parte dos alunos, por mais incrível que isso possa parecer. Não é nada bom ser flagrado em um erro, e ainda mais ser ridicularizado pelo mesmo ser descoberto quando se julgava secreto. A possibilidade de ter os pais chamados, de ver o caso encaminhado à instâncias superiores de certa forma intimida.

Acreditem, um valente virtual normalmente é um covarde na vida real.

sábado, 25 de junho de 2011

DICAS DE REDAÇÃO



Não adianta, em qualquer escola. Você terá que escrever redações. Para não fazer feio, aqui vão algumas dicas: 

Se você não tem ideias para o seu testículo texto, pode esticar a letra, colocando, no máximo, 4 palavras por linha. 

Nunca use palavrões nas redações! Porra! O último filho da puta que fez isso se fodeu, caralho. 

Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev. e etc. 

É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico. Dessa forma, prejudicar-se-á uma compreensão lexical eficiente da dissertação produzida, refletindo negativamente no processo avaliativo empregado pelo docente.


Anule aliterações altamente abusivas. 

não esqueça as maiúsculas no inicio das frases e nos nomes de países ou cidades como brasília, como dizia o meu professor de matemática, flávio, que nasceu em salvador, bahia. 

Evite lugares-comuns, como o diabo foge da cruz. 

O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário. 

Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in. Ok, honey? 

Evite o emprego de gíria. Mesmo que, si pá, te pareça mais fácil ou mais da hora, num cola, sacou? Por isso é melhor nem castelar velho!! 

Generalizar é sempre um erro. 

Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida. 

Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias". 

Frases incompletas podem causar 

Não seja redundante, pois não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Ou seja, não repita a mesma ideia várias vezes, por outras palavras ou não. 

Seja mais ou menos específico. 

A voz passiva deve ser evitada, ou você poderá estar sendo confuso no texto que você estará escrevendo. 

Utilize a pontuação corretamente pois a frase poderá ficar sem sentido será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação assim a compreensão fica difícil. 

Quem precisa de perguntas retóricas? 

Conforme recomenda a A.G.O.P e reitera a CNAR, nunca use siglas desconhecidas. 

Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação. 

Não use a palavra muito mais de uma vez, pois isso é muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito,muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito chato 

Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!" 

Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha. 

Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!! Mesmo!!! 
Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão das ideias nelas contidas e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas. 

Cuidado com a hortographia, para não esturpá a língoa. 

Seja incisivo e coerente, ou não. 

Outra barbaridade que tu deves evitar tchê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo! ..nada de mandar esse trem...vixi..entendeu bichinho? 

dIfEReNcIe lEtrAS MaIÚsCulaS E mInÚSculAS. 

Fácil, né?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

AOS PITAQUEIROS, PALPITEIROS, DESINFORMADOS E MAL-INTENCIONADOS



Que educação é um tema estratégico para o desenvolvimento de uma nação, creio que poucos duvidam. Mas o problema é como esse tema é observado. Na imprensa, e mais recentemente, nas redes sociais, é impressionante como se apresentam comentaristas a analisar o que ocorre na educação.


A maioria, um bando de pitaqueiros, parecido com os comentaristas de sofá que se põem a a fazer análise futebolística sem saber nem ao menos como é a regra do impedimento. É aquele tipo que se arroga o direito de culpar esse ou aquele pelo fracasso no setor.

Sugerem o aumento da carga horária, mas não sabem se os Sistemas Educacionais têm condições de fazê-lo com qualidade; criticam as greves no Magistério, acusando os profissionais de preguiçosos e mercenários; acreditam que disciplinas como Sociologia, Filosofia e Artes são perda de tempo; e do alto de sua estupidez, acreditam que Computadores são suficientes para deixar uma escola moderna.

Outro grupo, é formado por pessoas que realmente sabem do que falam, mas o problema é o que falam, e a quem representam. Nesse grupo, está uma série de especialistas e “ispessialistas” do tema. Gente que embasada por números, acredita que o problema educacional é questão econômico-numérica. Resumindo: é preciso “otimizar” os gastos. Consequências : salas lotadas (diversas vezes ultrapassando o limite legal); política da reprovação zero, maquiando as estatísticas; gastos inúteis, mais baseado em idéias de algum burocrata irracional do que a necessidade real do educando e da comunidade escolar; imposição de regimes de metas aos profissionais do ensino, como se fosse deles a única responsabilidade do fracasso da escola; e lá se vai uma série de idéias estapafúrdias.

Logo ao lado destes, estão os sonhadores. Os que acreditam que a escola pode se tornar uma filial do Paraíso, onde aluninhos contentes trabalham alegres, motivados por profissionais, que mesmo diante de todas as adversidades, trabalham risonhos e eternamente contentes. Se surge alguma dificuldade, basta o carisma da escola para reverter. Punições, segundo a sua ótica, servem apenas para reproduzir uma prática cruel da sociedade, para castigar alguém que é uma vítima inocente de uma sociedade cruel, corrompida e acima de tudo, excludente. Nessa linha, surge o “amigo da escola”, o voluntário que tenta suprir alegremente a lacuna que o Estado não preencheu ou se recusa a preencher.

O mais perverso desse grupo é formado pelos adeptos da teoria da conspiração. Vamos a um caso específico: no twitter, um usuário chega ao ponto de afirmar que os recentes embates entre professores e administrações na Grande Vitória, não passam de manobras políticas visando as eleições do ano que vem. Não se trata de falta de conhecimento, posso garantir que o indivíduo conhece bem a realidade das escolas em seu município, mas isso não lhe interessa, porque revelar isso pode lhe colocar em rota de choque com seu chefe, no caso, o próprio Prefeito.

Então, como é mais fácil desqualificar o adversário do que refutar os argumentos, só lhe resta enxergar uma sórdida conspiração para desestabilizar as administrações. No caso, seria desnecessário, dada a baixa aprovação da gestão da qual faz parte. Seu superior solapou os diretores eleitos pela comunidade escolar, distribuindo os cargos para “gente sua”, e para corroborar com o chefinho, o tuiteiro insinua que a escolha popular deve ser preterida em nome da tal “formação”. Sendo assim, poderíamos acabar com eleições diretas para cargos públicos? Se fosse um golpista direitalha, tudo bem, mas se trata de um cidadão que (ainda) faz parte de um partido (que se diz) de esquerda.

Recomendo ao dito internauta sair de seu gabinete refrigerado e passar um tempinho na escola. Se a necessidade de afinar o seu discurso com o discurso oficial não prevalecer, ele provavelmente mude de idéia. Talvez o friozinho do gabinete esteja gelando sua idéias.