domingo, 14 de agosto de 2011

E O MANO BALANÇA...



Mano fez mais experiências. Elas funcionaram relativamente bem na etapa inicial que não serviram para o Brasil se impôr, contudo melhoraram o trabalho defensivo. A Alemanha, mais bem preparada taticamente, foi superior na maior parte do confronto e mereceu ganhar, e caminho para Mano arrumar a seleção brasileira provavelmente será maior que a paciência dos torcedores. Os tropeços ao longo dele aumentam a pressão, vamos ver se a cartolagem da CBF realmente vai acreditar no planejamento.

Quando os treinadores estão pressionados por causa dos resultados e precisam visitar algum time grande, normalmente optam por reforçar o sistema defensivo. Mano seguiu o padrão, escalou Fernandinho no lugar de Ganso. O atleta do Shaktar Donetski atuou como terceiro volante pelo lado direito, formando com Ralf e Ramires o trio encarregado de proteger a defesa.

Os alemães, apesar de contarem com Lahm na lateral, não levaram perigo pelo lado dele e de Daniel Alves, o mais vulnerável na Copa América até Maicon virar titular. Na metade do primeiro tempo o Brasil adiantou a marcação e passou a manter a redonda na frente.

Mas Robinho, Pato e Neymar não se entenderam. Os lances individuais e as raras aparições de André Santos e e Daniel Alves pelos lados abriu espaços no sistema defensivo germânico. Ao cabo dos 45 minutos, a Alemanha tinha sido mais perigosa.

Mano precisava acertar o Brasil e do bom resultado, por isso não deu oportunidades aos outros convocados logo após o período de descanso. Mais bem preparada na parte coletiva e sem nenhuma pressão além da normal gerada pelo confronto entre grandes forças do futebol mundial, a Alemanha voltou com Shurrle e Klose nas vagas de Podolski e do centroavante Mário Gomes. O gol de Schweinsteiger, aos 15, em cobrança de pênalti, obrigou o Brasil a ir ao ataque e a dar espaços.

Aos 21, de novo o sistema defensivo brasileiro foi envolvido pela ótima trica de passes germânica. Kroos tabelou com Klose, deixou Goetze de frente com Júlio César, ele driblou o goleiro e fez 2×0. Dois minutos depois, Mano pôs Ganso no lugar de Fernandinho e retomou o esquema tático da Copa América.

O árbitro deu outro pênalti, Robinho converteu. O Brasil nunca ameaçou empatar e virar. Os donos da casa sempre estiveram melhores e mais perto do gol.

E aproveitaram o erro individual de André Santos (havia cometido outro igual no primeiro tempo, mas no meio-campo), que tentou sair jogando bonito ao invés de apelar para o tradicionalíssimo chutão e perdeu a bola para Schweinsteiger. O volante rolou para Schurrle, em ótima condição, fazer 3×1 aos 34.

Aos 46, Neymar driblou o adversário e chutou no canto esquerdo. Bonito gol do craque santista que definiu o resultado da justa vitória alemã.

sábado, 13 de agosto de 2011

MEU RETORNO ÀS QUADRAS

32 para 33 anos, idade madura para um goleiro, mas uma idade dolorida também.
E depois de 15 anos, retornei à quadra da escola para o torneio anual, junto com o time do terceiro ano. Uma vitória, um empate e uma derrota, e três gols sofridos. Tudo de bom tamanho.

A pior constatação: o corpo já não reage do mesmo jeito. É preciso alongamento e aquecimento eficazes, concentração, e sem soberba. Os pulos são mais difíceis, e os tombos e trombadas geram dores.

Pelo menos o posicionamento continua bom, e a reposição de bola e a visão de jogo (importantes para o goleiro de futsal) parecem ter sido aprimoradas.

Sei que não tenho muito mais tempo na função. Melhor me dedicar às corridas.

Pelo menos não fiz feio, não tomei frango, e recebi até elogios.

Menos mal. Dá até para pensar em jogar ano que vem.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DESABAFO DE UM PALMEIRENSE



Do Blog do Avallone

“Amigos Palmeirenses, esse é um desabafo. Obrigado por lerem e entenderem minha tristeza e angustia. Desculpe tomar seu tempo, mas amigos são para as horas também ruins.

Assisti à partida em minha casa de ontem à noite, sozinho, pois meu filho que mora no Rio, estava no jogo com camisa, bandeira, enquanto os dois que vivem em SP estavam, o mais velho com sua esposa em um evento corporativo e o menor, único que esta comigo na aula.

Pois bem, os dois que estavam com atividades mandaram torpedos incessantemente para acompanhar o jogo através de noticias. O que estava no jogo liga para saber minha impressão do 1º tempo, se foi legal o gol, etc, etc, etc, e passa o que observa no campo, uma vara com tudo que estava como eu, vendo.


Culpado que os três sejam fanáticos, sou eu e, portanto, devo pagar esse preço.


Bom, não satisfeito, masoquista, fanático e pretenso analista assisti o vídeo tape às 3 horas da manhã no canal 123. Por quê?


Porque não conseguia dormir e, portanto seria uma boa oportunidade para analisar. Joguei um pouquinho na várzea da Mooca e jogo até hoje. Assisto futebol desde 1959. Assisti somente em 1972, quando ganhamos tudo 58 partidas do Palmeiras, em todos os campos e situações.


Portanto, vi e muito. Fui feliz por décadas.


Não sei tudo e aprendo todos os dias, mas escrevo a um grupo seleto de amigos para dividir Minha opinião, e como não desejo polemizar nunca, não envio copia aberta, não sou de tocar cornetas, e sou um fanático, orgulhoso e outrora feliz Palestrino/Palmeirense.


Continuo firme, forte, Palestrino/Palmeirense e vou ao próximo jogo, mas estou triste e somente aliviado por ter escrito a vocês. Obrigado e um forte abraço de seu amigo que ama o Palmeiras, como você!”

Marcos Arnaldo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

OS TIPOS DE ALUNOS (EM HOMENAGEM AO DIA DO ESTUDANTE)




1 - Smeagol: Aquele sujeito estranho que fica senta na primeira fileira (provavelmente usa óculos, aparelho, e leva pêra na lancheira dos Power Rangers dele), chama a lição de preciosa e não divide com ninguém. E sabe aquele trabalho em dupla que você não fez? Ele fez tudo perfeito e sozinho. Mas ele vai colocar seu nome? Não. Por que? Por que ele é um filho da puta que depois acha que toma tapa na orelha por inveja dos outros.

2 - Pitbull: O grandão repetente que intimida todo mundo, também conhecido como Urso: É maior que você, corre mais que você e pode (e vai) matar você. Seu habitat natural: O fundo da sala. Ps.: Tente não sentar perto dele. O alvo dele pode ser o smeagol, mas ele vai ter que passar por você pra chegar até ele, e duvido que ele vá pedir licença.

3 - Não cheira nem fede: O quietão da sala que ninguém zoa simplesmente porque não tem graça. Ele não demonstra nenhuma expressão, passa despercebido por qualquer um e pode ser considerado um peso morto. Não representa mais do que uma das carteiras da sala, o típico cara objeto que o pitbull costuma lançar em direção ao smeagol.

4 - Batata-frita: Uma delicia, todo mundo quer comer, e mesmo se comer muito não enjoa. Não entendeu? Qual é, estamos falando daquela gostosa que todo mundo quer pegar! A espécie pode variar: Em alguns casos é a morena sedutora, em outros casos é a loira sensual. Mas lembre-se, a batata frita é só acompanhamento, nunca é o prato principal. Você pode comer batata frita pra caralho, mas nunca vai matar sua fome

5 - Advogado: A interesseira que nem sabe seu nome mas quer a cola da lição que você provavelmente também copiou; a gatinha que curiosamente só fala com você quando você tá na fila da cantina. Sabe como as empresas só ligam pra oferecer um produto no fim ou no começo do mês? Então, eles fazem isso por que eles sabem que você tem dinheiro nessa época. Não adianta insistir em um negócio quando você não tem

6 - Fantasma: Ele é aquele cara que aparece do nada.Você provavelmente nunca viu ele antes, mas alguns disseram que ele sempre esteve por perto. Tem uma leve tendência para ser igual o cheira nem fede pois passa despercebido em vários lugares, porém, esse fala pra cacete, tipo, muito meeesmo. Uma sessão de despacho é o suficiente para expulsar o sujeito

7 - Chat: Então, você acorda e pensa: "Afe, eu queria ir na escola e descobrir fases secretas e modos mais faceis de dar level up no tibia"? Nem eu, mas esse cara acha que tá te fazendo um favor falando isso. Sim, é aquele lazarento que senta atrás de você e fica te chamando toda hora pra falar de algum game online que ele com certeza joga faz 2 anos ou mais.

8 - Cafetão: Tipo, o cara acha totalmente normal andar abraçado com cerca de 10 meninas em um braço, e 10 em outro (tenho inveja, confesso, mas mesmo assim não é normal). É um gerente nato. Ele não vai atrás de nenhuma, as garotas simplesmente aparecem pra ele à procura de um trabalho. Para ser um completo cafetão, só falta o casaco de pele e a aquela bengala à la Dr. House.

9 - Surfistinha: Ja ouviu falar que "sexo é vida"? Então, se isso fosse verdade ela seria imortal. Se mesmo sendo mais rodada que o peão da casa própria você não consegue pegar ela, junte 100 reais, espere alguns anos e você pode ter sua chance no trabalho dela. Ah sim, ela é a versão feminina do cafetão: Anda com uns par de macho.

10 - Zé Mayer: Esse é o tipo de cara que você encara de frente e que sempre quer ao seu lado. Porque se ele estiver atrás de você prepare-se para entrar no fã clube do restart. Ele é um cara que todas as minas consideram "o bonitão", e talvez até alguns garotos. É o fodão que se bobear engravida a própria mãe. Ah sim, ele provavelmente anda com 14879281751 camisinhas na mochila, então, FAIL se essa for a desculpa pra evitar ir pra cama com ele.

11 - Jim Carrey: O cara é um imbecil. Faz piada com tudo e todos, fode relacionamentos e amizades, mas todos adoram suas piadas. Ele sempre está andando com alguém diferente todo dia, porque as vezes suas piadas são tão destrutivas que ninguém aguenta por muito tempo. Se existissem risadas vindas do além, a presença dele seria como uma serie de tv.

12 - Axe: Sabe os comerciais do axe? Que o cara pega o spray e joga até no fígado? Dai em 2 segundos as mulheres ja vem com a chave do quarto do motel? Más noticias, a vida não é assim. Mas ele acredita que é, e por isso leva a PORRA DO AXE CHOCOLATE pra sala pra usar depois da educação física. E é claro que suor com chocolate é o tesão da mulherada né?

Gordo

Esse tipo de aluno é divido em 3 partes:

13 - Recalcado: É o que foi tão zuado, mas tão zuado, que acabou virando o tipo "valentão" da escola. Mal sabe ele que um dia as crianças perdem medo dele e ele acaba se fudendo

14 - Chorão: Foi zuado igualmente o recalcado, mas resolveu que a vida num se resume à porrada e passou a se esconder de todos que chegam perto dele, e se você força ele demais pra fazer alguma coisa, pode esperar, ele vai chorar

15 - Espelho: Se você quer zoar ele, prepare-se, vai ser zuado em dobro. Ele foi zuado normalmente, mas simplesmente soube ignorar a zueira. E hoje ninguém mais zoa ele porque ele desenvolveu a habilidade de retrucar os outros com suas palavras totalmente desmotivadoras.

16 - Atleta: Leva todo tipo de equipamento pra escola, desde aquela bolinha que você taca pro chão e pula 10m, uma raquete de tênis talvez, até um kit pra escalada, nunca se sabe. Tem tendência a ser um Axe, pois fica fedido o dia inteiro na escola. Seu lema é: Tudo que faz suar, eu tô dentro!

17 - Turista: Ele vai na escola um dia, falta um mês, vai mais um dia e quando vai, age como se não tivesse perdido nada. Uma vez na escola, você acha que ele faz lição? Errado! Ele dorme, ou vai pra comer a merenda. Em alguns casos, o Turista pode ter lá pelos 20 anos e ainda estar na 5ª série, porque ele também nunca ouviu falar de supletivo no calabouço onde vive.

Musical

Esse tipo de aluno é divido em 4 seções:

18 - Emo: Fica no canto ouvindo sua música sussegado, desligado do mundo, e se você olhar bem, poderá jurar que ele estava chorando...

19 - Carrasco: Quanto mais ruim a música que ele ouve, mais alto ele deixa. Tá ligado aquele Funk lazarento que fala a mesma frase umas 12489516097 vezes? Então.

20 - Rockeiro: Periodicamente leva o violão pra escola (nos dias de hoje alguns emos também fazem isso), e se não estivesse na escola, provavelmente iria estar inteiro de preto e de coturno. Só ouve música barulhenta.

21 - Stephanie do Crossfox: Acha que sabe cantar e usa toda a força dos pulmões para acompanhar sua música favorita. É tão desafinada que vidros racham quando ela começa a cantar.

22 - Coroinha: Também conhecido pela maioria como “viadinho”. Em alguns casos ele também dá em cima de você (se você for homem, lógico). Mas agora, tente perguntar se ele é viado. Ele nega até a morte! Mas todo mundo sabe que ele é viado desde que ele tinha 6 anos de idade, quando brincava de médico com o Pedrinho, e nunca tinha sequer mencionado alguma menininha.

23 - Siameses: Aquele grupinho que está sempre junto, não se separam nem sequer pra ir no banheiro. Sempre costuma variar a formação desse grupo, dependendo da escola. Mas na maioria das vezes o grupo é formado por 4 Smeagols fêmeas, e em outros casos, um Coroinha está envolvido no grupo.

24 - Ipatinga: Assim como o time de futebol, esse aluno é baixinho, fraco, magro e só tem uma missão no mundo: Fazer com que alguns garotos se sintam fortes ao bater nele. Você é chamado de fracote, gay, viadinho e etc na escola? Não tem problema, sempre vai ter alguem menor e mais fraco pra você bater. Aumente sua auto estima fazendo com que a dele diminua

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SUL-AMERICANA, PARA QUE SERVE?



Até 2009, não servia para quase nada. Um prêmio em dinheiro e uma vaga para a Recopa no ano seguinte, o que não representa muita coisa diante daquilo que poderia representar.
Assim, de San Lorenzo (2002) até LDU (2009), os campeões levaram o cheque, e pronto.

E as principais equipes jogavam o torneio com reservas, e só se interessavam por ele mais adiante, quando esó se tornara um torneio de consolação para terminar bem a temporada.

Para dar um “up”, a Conmebol resolveu oferecer uma vaga na Pré-Libertadores para o Campeão, tirando o último representante de seu país do torneio. Explica-se: se um clube brasileiro não-classificado para a Libertadores vencer o torneio, o quarto colocado do Brasileirão perde a vez.

Por isso o Grêmio torceu desesperadamente pelo Independiente contra o Goiás na final do ano passado.

Com Santos e Vasco já garantidos, e Corínthians, Flamengo e São Paulo bem encaminhados na disputa por vagas, resta aos demais pretendentes esse caminho mais curto. São Paulo e Flamengo, que também estão na competição internacional.

Pode ser a oportunidade para os instáveis Palmeiras e Botafogo acabarem com o jejum de títulos importantes.

Ou para os Atléticos (Mineiro e Paranaense) reverterem a temporada até agora desastrosa.

Ou para o Ceará usar um atalho até a Libertadores.

Para o Vasco, um título a mais. Tanto que deve usar time misto na estréia diante do Palmeiras.

Agora, respondendo a pergunta do título: A SUL-AMERICANA SERVE PARA DAR UMA VAGA PARA A LIBERTADORES, ORA ESSA.

domingo, 31 de julho de 2011

VITORIA SOFRIDA E SOFRÍVEL



Assistir um jogo do Palmeiras é coisa para cardíaco.
Ontem, contra o Atlético Mineiro, no Canindé, o gol de Marcos Assunção no início da partida poderia supor que o Palmeiras ganharia com facilidade.

Engano, Magno Alves empatou um minuto depois.

O Atlético-MG melhorou após conseguir o empate, e passou a criar melhores oportunidades. A principal chance saiu aos 41min, uma cabeçada de Lima que foi defendida com maestria por Deola. Sufoco, como é de costume.

Dois minutos depois, Valdivia fez boa jogada contra a marcação e chutou à direita do gol, contando com desvio.

A partida voltou truncada do intervalo, com os times tendo poucas chances de gol. Luan teve oportunidade de finalizar, mas errou no arremate e a bola saiu pela lateral. Aos 15min, Richarlyson arriscou de fora da área e o chute passou perigosamente perto da trave esquerda de Deola.

No minuto seguinte, o Palmeiras conseguiu de volta a vantagem no marcador. Marcos Assunção mandou bola na área em cobrança de falta, a defesa do Atlético-MG afastou mal e Luan chutou forte para vencer o goleiro Giovanni. O time mineiro não abaixou a cabeça, e Richarlyson ameaçou em cobrança de falta defendida por Deola aos 21min.

O jogo seguiu emocionante, com os goleiros levando sustos. Aos 22min, Leonardo Silva desviou de cabeça após escanteio e a bola passou perto da trave. Cinco minutos depois, Marcos Assunção bateu falta e mandou na rede pelo lado de fora. Aos 32min, Patrik não errou. O meia aproveitou sobra na área depois de jogada de Luan e tocou no canto direito.

Novamente o Atlético-MG marcou após um gol do Palmeiras. Aos 33min, Wesley lançou para Neto Berola, que driblou a marcação e cruzou para o próprio Wesley empurrar de cabeça ao gol. Com o clima quente no jogo, o expulso foi o técnico Luiz Felipe Scolari, que não viu Marcos Assunção levar muito perigo a Giovanni em chute de longe aos 42min.

Quarta posição garantida, amanhã é dia de secar o Corínthians.

E nos prepararmos para mais sufoco que vem por aí.

sábado, 30 de julho de 2011

DESCONHECIDOS



Já que o calendário do futebol brasileiro não é sincronizado com o europeu, e quando dos torneios de pré-temporada por lá o nosso torneio nacional está em andamento, fica difícil que nossos clubes disputem essas competições.
Além do mais, não há interesse da CBF em que isso aconteça: ela quer que os jogadores brasileiros se exibam somente com a camisa do time de Ricardo Teixeira.

Quando muito, só se um clube brasileiro vencer a Taça Libertadores há um desafio no fim do ano. Se não aparecer nenhum Mazembe no meio do caminho...

Mas, o principal é que os europeus não parecem se importar muito com o que passa no futebol daqui, a não ser que surja alguma joia para eles importarem. O Mundial de Clubes é apenas um torneio a mais, a festa mesmo vem da conquista da Liga dos Campeões.

O Inter disputou essa semana a Copa Audi, em Munique. Empatou e perdeu nos pênaltis para um time misto do Barcelona, e empatou e ganhou nos pênaltis de um time quase misto do Milan.

Nos ingressos para a competição, ao invés de Inter ou Internacional, se via escrito “Porto Alegre”

De fato, os clubes brasileiros são desconhecidos no Velho Continente: historicamente se conhece o Santos de Pelé, ou o Botafogo de Garrincha; e na atualidade, talvez o Corínthians (por conta de Ronaldo) e o Flamengo (por conta de Adriano), dois jogadores que saíram da Europa pela porta dos fundos.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

TRAGÉDIA AVISADA

O

 fim da talentosa cantora inglesa era para lá de esperado, com ou sem maldição dos 27 anos.
Usar o exemplo de Amy para fazer discurso contrário ao uso de drogas é válido, por mais que existam pessoas que esperneiam em contrário.

Ela teve o seu martírio exposto em público, para uma plateia ensandecida por horrores, abastecida por uma imprensa que sempre arranjava um jeitinho de lhe submeter ao vexame.

Só que o caso não era de diversão: um ser humano agonizava perante milhões de pessoas que sabiam o seu destino e não se importavam nenhum pouco com isso. Aliás, nem a própria Amy parecia se importar, dando a impressão que cometia suicídio em doses etílicas-entorpecentes.

Por mais que doa ver uma pessoa terminar seus dias assim, ainda mais com um talento tão impressionante, não nos impressionemos: ela sabia onde as coisas iriam parar. Se foi vitima, há que se considerar que ela foi também algoz.

Nesse reallity show de horrores, a eliminação da cantora já era previsível.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

BÔNUS MALDADE

A

lguns anos atrás, foi implantado em São Paulo, o chamado sistema de bônus para o Magistério. A coisa parece simples e justa: com base nos resultados de avaliações externas, nos índices de aprovação e evasão de alunos, e em alguns sistemas de ensino, a frequência do profissional também é avaliada.
Só parece simples, porque os critérios, a princípio simples, são para lá de discutíveis.

Primeiro, no que diz respeito à avaliação externa: nos cursinhos, é normal avaliar os professores de acordo com os índices de aprovação de seus alunos em vestibulares e concursos públicos, mas na rede pública, as coisas não funcionam bem assim. E se o aluno vai mal nas avaliações, ou se ele simplesmente não quer estudar, a culpa é somente do professor? Até que ponto o sistema de ensino, ou os gestores desse mesmo sistema não têm culpa? Se a escola não tem estrutura física, ou a segurança é quase inexistente, é justo punir o professor por isso?

Segundo, no que diz respeito aos índices de aprovação: reprovar ou não reprovar é uma discussão antiga, mas que ganhou um ingrediente novo com a política de bonificação. É muito mais fácil para o professor e/ou a escola inventar aprovações para garantir uma nota maior, e recursos maiores. Simples e imoral, mas recorrente.

E o terceiro, a frequência: o profissional tem parte da bonificação cortada caso falte ao trabalho. Justíssimo, se o critério para diferenciar faltas justificadas e não-justificadas não fosse injusto (paradoxo mode on). Simplesmente não existe falta justificada: não foi ao trabalho porque o médico atestou que estava sem condições resulta em desconto; não foi ao trabalho porque estava na sala de parto, dá desconto; não foi ao trabalho porque foi ao velório e sepultamento do pai dá desconto. A alegação que existe uma indústria de atestados médicos esbarra na ineficiência da fiscalização, que resulta na tacanha estratégia de considerar todos ausentes pré-culpados.

Feito isso, é só plantar notinhas na imprensa, dizendo que o professor pode ganhar até x vezes o seus salário, dando a entender que quem recebe a bonificação está sendo premiado pela competência, e quem não recebe é um incompetente e preguiçoso.

E a imprensa não dá direito de resposta.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

DESORIENTADO?



Renato Casagrande está pagando um preço elevadíssimo por sua campanha. Relembremos:

No início do ano passado, os bastidores da política capixaba davam como certas as candidaturas de Ricardo Ferraço e de Paulo Hartung ao Senado, pelos lados governistas.

Primeiro, Hartung disse que não seria candidato à Câmara Alta.

E Casagrande trabalhava nos bastidores para viabilizar sua candidatura ao Anchieta, até que conseguiu que Hartung “rebaixasse” Ferraço ao Senado, e lançasse o Senador como SEU candidato.

Princípio de rebelião na base aliada (o bloquinho PDT-PP-PR ameaçava lançar Magno Malta como candidato suicida ao governo) que logo foi debelada. Vitória fácil, com mais de 80% dos votos válidos.

Assumido o comando do Governo, era hora de lidar com as dificuldades, e principalmente, com a sombra de Hartung, cuja trajetória política não prima pela passividade.

O Secretariado foi u Frankestein: não teve a cara de Casagrande, nem representou a continuidade de Hartung.

A Assembleia Legislativa parecia que continuaria à sombra do Governo (Rodrigo Chamoun, correligionário de Casagrande, foi eleito para o comando da Casa), mas logo a “base aliada” se insurgiu querendo mais dinheiro para seus redutos. Afinal, ano que vem têm eleições municipais.

Eleições municipais que podem rachar de vez a “governabilidade”. E não são poucos os casos em que aliados do Governador se engalfinharão.

E ainda faltam os desgastes por falta de tato, vide os casos da desocupação em Aracruz e das manifestações estudantis em Vitória, onde a PM agiu com truculência, e Casagrande não teve autoridade para punir os excessos.

Ferraço, antes relegado, já se movimenta com vistas à disputar em 2014 a eleição que não disputou em 2010.

Hartung faz de sua suposta candidatura à Prefeitura de Vitória um balão de ensaio para até voltar ao Anchieta em 2014.

É hora de pagar o preço pelo que fez, e a política não aceita parcelamento.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O MANO CAI OU NÃO CAI?



Para decidir se Mano Menezes continua ou não na Seleção é preciso entender como ele chegou lá. O então treinador do Corínthians foi estava muito abaixo da “segunda opção”, logo abaixo de Muricy Ramalho.
À frente de Mano estavam (não nessa ordem): Parreira (o queridinho de Ricardo Teixeira, mas muito queimado após o fiasco de 2006); Luxemburgo (o chefão da CBF já é um problema ambulante, não precisa contratar mais um problema) e Scolari (rompido com a CBF desde o fim do Mundial da Ásia).

Óbvio que motivos para pelo menos questionar Mano Menezes não faltam: o time não evoluiu de acordo com o tempo, como se esperava; o treinador não tem experiência internacional (apenas duas Libertadores); não teve condições de mexer na estrutura do time ao longo das partidas, fez substituições sem sentido ou óbvias demais, e por aí vai.

Mas, quem contratar para seu lugar?

Excluídos dos três já citados e somando Muricy à eles, a lista de “selecionáveis” é curta.

Quem seria o escolhido?

Tite e seu vocabulário rebuscado?

O não menos prolixo Paulo Autuori?

O “camarada” Joel Santana?

Adílson Batista, o “Professor Pardal”?

Dorival Júnior, que não conseguiu domar Neymar, conseguiria domar diversas estrelas?

Cuca, que dispensa comentários?

Ou quem sabe o Delegado Antônio Lopes?

E se é para achar alguém com experiência, que se recorra ao Zagallo!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

BALANÇO DA COPA AMERICA



Quem resolvesse palpitar sobre os futuros resultados da Copa América dificilmente deixaria Argentina e/ou Brasil de fora da final, ou até mesmo das semi-finais. Os dois gigantes do continente eram favoritos, iam com seus times principais e dispostos a mostrar resultados.
Os comandados de Sergio Baptista entravam em campo diante de sua torcida, com sede de finalizar um jejum de 18 anos sem títulos em competições importantes, e é claro, com uma geração inegavelmente talentosa, que tinha como sua maior estrela Messi (que precisava finalmente brilhar com a camisa albiceleste); acompanhado dos talentosos Higuaín, Dí Maria, Aguero, e seu desafeto, mas queridinho da torcida, Carlos Tevez.

O Brasil, de Mano Menezes, encarava a primeira competição pós-Copa, e a chance de provar a eficiência de seu time ofensivo e talentoso. Neymar precisava confirmar que era mesmo a mais nova joia do futebol, bem como Paulo Henrique Ganso precisava e queria provar que merece ser visto como estrela. Além do mais, era a chance de alguns jogadores (Júlio César, Lúcio e Robinho) provarem que podem permanecer no grupo, e de outros (Pato, Elano, Lucas Leiva) receberem o status de jogador de Seleção.

Esperava-se dificuldades no início da competição, mas também se esperava evolução dos times, que mais entrosados com o passar dos jogos, ganhariam conjunto e qualidade até que provavelmente se encontrassem na final.

Não foi o que aconteceu, porque os dois gigantes foram mal, dirão uns, ou porque seus adversários evoluíram diriam outros, ou mesmo porque as duas opções estão corretas, como eu observo. Não foi por falta de talento, é bom deixar claro, que os dois favoritos ficaram pelo meio do caminho, mas pela falta de capacidade de transformar um grupod e jogadores de qualidade em um time de verdade.

Mas também há que se reconhecer a evolução dos seus vizinhos de continente: o Uruguai se classificou à fórceps para a Copa de 2010, mas desde o quarto lugar lá obtido conseguiu fixar um conjunto em que explora as individualidades de cada uma de suas principais peças, além de ter reinventado Forlán como peça-chave, mais recuado, municiando Suárez, principalmente; o Paraguai colhe frutos da exportação de atletas: Valdez, Lucas Barios e Roque Santa Cruz gozam de razoável prestígio na Europa e deram comodidade á Gerardo Martino não convocar o bom Óscar Cardozo, do Benfica. Além das boas peças da frente, há que se ressaltar o bom trabalho do goleiro Justo Villar.

Entre os demais, merece destaque a comprovação do avanço venezuelano, o bom terceiro lugar dos peruanos, boas partidas de colombianos e chilenos. De se lamentar, o péssimo futebol do Equador. E olha que México e Costa Rica, preocupados com o Pré-Olímpico da Concacaf, mandaram equipes Sub-23 para fazer amistoso de luxo em terras sul-americanas.

Não ouso dizer que Argentina e Brasil não são os melhores do continentes. Ainda são, mas não tão disparados. Também não digo que os argentinos correm o risco de assistir o próximo Mundial de sua casa, mas se continuar nessa mesma toada, devem se preparar para um sufoco.

domingo, 24 de julho de 2011

A FINAL DA COPA AMERICA



Para quem é meio saudosista no futebol mesmo tendo saudade daquilo que não viu, não dá para deixar de torcer para o Uruguai hoje. Nada contra os paraguaios terem chegado á final só empatando. A decisão por pênaltis faz parte da regra e eles se aproveitaram competente e legitimamente desse artifício.
Se Brasil e Argentina ficaram nas quartas, de certo, não foi por nenhuma maracutaia dos que avançaram adiante.

Retornando aos uruguaios: o time de Oscar Tabarez não é nenhum esplendor de técnica, mas é de uma dedicação tática espartana e conta com jogadores que são capazes de desequilibrar, embora não sejam gênios.

Forlán e Suárez se completam como dupla de ataque, e ainda podem se completar mais ainda caso Cavanni esteja em condições de atuar; Lugano é um bom líder na defesa, que ainda tem Muslera no gol, renascido com a exibição de gala diante dos argentinos.

Jogadores operários completam o elenco: Alvaro Pereira, Arévalo Ríos, Cáceres, entre outros dão o tom de um time Cbrigador, com alguma habilidade que recolocou no Mundial do ano passado a Celeste Olímpica no mapa do futebol mundial

No lado paraguaio, apesar do destaque defensivo, é de se observar o ataque de Lucas Barios, Haedo Valdez e Roque Santa Cruz, que não tiveram a companhia de Oscar Cardozo nesse torneio.

Pelo que escrevi no início do texto, torcerei pelos uruguaios.

Mas se o título for parar no colo dos Guaranis, não seria anda mal.

sábado, 23 de julho de 2011

DESLIGUEM A TV!


Assisto programas esportivos desde a minha meninice.
Me recordo do Globo Esporte no velho estilo apresentador sentado atrás da bancada, que eu assistia pela metade para não perder o horário de aula.

Ou da Manchete Esportiva do trio Paulo Stein, Márcio Guedes e Alberto Léo.

Ou o Esporte Total e o Apito Final, dos áureos tempos da Band, então o “Canal do Esporte”.

Já adulto, me interessei pela Linha de Passe, da ESPN Brasil, às vezes um pouco intelectualizado demais.

Gostava muito do Cartão Verde, quando do trio Juca Kfouri, José Trajano e Flávio Prado.

Também do Esporte Total, nos tempos em que Jorge Kajuru não era uma caricatura de si mesmo.

Assisto também as porcarias, como o Terceiro Tempo, de Mílton Neves (também conhecido como Shop Tour dos programas esportivos).

Já vi o clássico trash Estação Futebol, de Edgard Soares.

Destes, o Globo Esporte é o mais longevo: mudou de formato, e hoje é a cara de Tiago Leifert, que por vezes exagera palhaçada.

O Jogo Aberto da Band caminha para o título de “inassitibilidade” (Tite mode on): apresentado pela pseudo-intelectual Renata Fan (ela não se acha, ela SE TEM CERTEZA), comandado de fato pelo (que se julgou craque) Neto, sujeito de refinamento intelectual de um Shrek e talento para interromper a fala alheio comparável à de um Faustão, e completado por um conjunto de gente que gosta de se fazer ouvir mais pelo que grita do que pelo conteúdo do que fala, em que se destaca o bobo da corte supremo Denílson, a coisa é dura de assitir.

A cereja do bolo desse circo de horrores foi a estapafúrdia dancinha executada pela apresentadora, ao som de Shakira.

É demais para mim.

Preferi trocar o canal.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

BEM-VINDA, TIVA!



A Desportiva está de volta, ainda bem.
Disputar a mal-fadada Copa ES e se preparar para a Segundinha é pouca coisa, mas para quem viveu a década tenebrosa de Marcelo Villa-Forte, isso é um feito.

À base do Sub-17 se somou um pacotão do Aracruz, que segundo o volante Gilmar, um dos ingredientes do pacote, não é suficiente para ir muito longe. O problema é saber o que significa esse muito longe.

Não fazer vexame a ponto de virar um saco de pancadas?

Não se classificar para a segunda fase? (Se classificam dois em uma chave de cinco)

Bater de frente com os favoritos Vitória e Rio Branco?

Seja lá como for, vale o recomeço: a administração de Robson Santana restaura aos poucos o clube depois da nefasta Era Villa-Forte, e já começa superando a meta de só voltar no ano que vem.

O dinheiro é curo, as perspectivas não são das melhores, mas o maior patrimônio do clube, a torcida, parece abraçar a idéia: final de semana passado, o movimento #sougrená (veja no twitter) promoveu um mutirão de limpeza e pintura no combalido Estádio Engenheiro Araripe.

É importantíssimo que a torcida sinta que o clube é seu.

Pode e seve ser que o clube não se classifique para as fases posteriores, mas o recomeço é bem-vindo.

Boa sorte, Desportiva!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

EU E A BOLA



Meu primeiro amor foi uma bola, um amor que se materializava em diversos elementos: o plástico do dente-de-leite, as modernas bolas sintéticas, as boas e velhas bolas de couro, as improvisadas de meia, até mesmo as não-redondas de botão e as virtuais.

Cheirando à novas ou surradas a ponto de não quase não serem mais usadas.

Eu a olha com desejo de dominá-la, mas como preconiza todo épico amor, a paixão nem sempre era correspondida.

Clamava a ser amado por ela, mas ela me tratava com desdém.

Outras vezes, me era submissa como uma mulher indefesa que busca abrigo nos braços de um protetor.

Minha história de vida não pode ser contada sem uma bola. Se minha passagem por esse planeta fosse um livro, ela seria personagem marcante, talvez como um objeto de desejo.

Esse amor platônico não me faz sofrer. A bola me foi generosa só de me permitir olhá-la.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

PALMEIRAS EM MARCHA (E EM CRISE)



Nesta quarta, Palmeiras e Flamengo entraram em campo para defender seus tabus.

O time do Parque Antártica havia vencido todos os seus jogos como mandante e mantinha sua defesa invicta em São Paulo; o time da Gávea defende a invencibilidade desde antes do início do Campeonato Brasileiro.

Ainda havia mais um duelo Luxa x Felipão, que ardia o futebol tupiniquim nos anos 90.

De todos os tabus, apenas o Palmeiras perdeu seus primeiros pontos em casa.

Jogo de ontem insosso, o zero a zero foi placar e nota, com Kléber pouco inspirado, e Maikon Leite e Luan sem arranjar grande coisa, o Palmeiras dependeu das bolas paradas de Marcos Assunção.

De celebrar, apenas a volta das atuações seguras de São Marcos.

Com o empate, e a vitória dos Gambás contra o Botafogo no Rio, o time da Marginal fugiu dez pontos do Palmeiras, em dez rodadas do torneio. Vai ser difícil...

Por falar em dificuldades, a semana do Palmeiras foi bem agitada:

Novela Henrique com final feliz. Contratação anunciada, apresentação oficial, camisa vestida... tomara que não aconteça com ele a decadência que aconteceu com Pipokeirrison...

Novela Martinuccio com final infeliz: depois de muita embromação, negociações, especulações e atravessadas, o argentino acertou com o Fluminense, embora tenha um pré-contrato assinado com o Palmeiras. Resta agora brigar na FIFA e arrancar uma baita grana da Flunimed.

Na véspera do jogo contra o Flamengo, mais um boato de proposta por Kléber. Como não se confirmou, a contusão do atacante não voltou a se agravar.

Felipão está incrivelmente calmo por esses dias, talvez anestesiado por tantos problemas.

A diretoria papou mosca e não conseguiu renovar o empréstimo ou acertar em definitivo com Luan. Agora é esperar a boa vontade da FIFA em liberar a inscrição, isso se a negociação for fechada.

Arena Palestra ameaçada de paralisação pelo Ministério Público. Enquanto isso, o Gambazão de Itaquera recebe atropela todos os obstáculos legais, financeiros e morais.

Valdívia retorna da Seleção Chilena, agora jogar ou ter uma sequência de jogos é outra coisa. Isso se ele ficar quieto sem baladas ou de boca fechada.

Felipão prepara uma cartilha de conduta para atletas. Se preparem para as rebeliões de Kléber e Valdívia.

Mustafá (bate na madeira) anuncia o rompimento com a diretoria: para Tirone, ter Mumu Assombração como aliado é constrangedor, e tê-lo como opositor é ameaçador.

Por falar em bastidores, Gito Avalonne virou uma espécie de homem-bomba, de tanto que sabe, ou diz saber.

O que houve com Pierre? A contusão já está curada...

terça-feira, 19 de julho de 2011

PARABENS AOS BOLEIROS



Hoje é Dia do Futebol.

Parabéns à todos os boleiros, peladeiros e palpiteiros.

Parabéns aos atacantes e zagueiros.

Parabéns aos meias e zagueiros.

Geraldinos, arquibaldos, torcedores de sofá e navegantes da Internet.

Gente sarcástica, bem-humorada, que sabe sorrir na vitória e sorrir, mesmo que sofridamente na derrota.

Dentre as coisas menos importantes dos mundo, o futebol é a mais importante, disse o lendário Bill Shanckly.

Talvez essa frase dê a impressão do que realmente significa essa redonda rolando pelo mundo afora.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

DEZESSETE ANOS DEPOIS...




17 de Julho e disputa de pênaltis era uma combinação mágica para o futebol brasileiro, até o dia de ontem.

Em 1994, o tetracampeonato veio após um zero a zero com a Itália e três penalidades desperdiçadas pela Azurra, por Baggio, Massaro e Baresi, na ordem inversa.

Um ano depois, na Copa América, Taffarel segurou mais duas penalidades e o Brasil avançou às semis depois de eliminar os argentinos. Provavelmente, o jogo entrará para a posteridade por conta da mão de Túlio.

Ontem, quando o tetra completava 17 anos, mais uma disputa, desta vez contra os paraguaios.

Nesse meio tempo, mais algumas disputas se sucederam.

Derrota para os uruguaios na mesma Copa América 95, vitória sobre os holandeses na dramática semi-final da Copa de 98, e vitórias sobre argentinos e uruguaios nas Copas América de 2004 e 2007.

Ontem, mais uma vez o time da CBF resolvia sua vida na marca da cal, e o resultado foi desastroso.

Elano chutou a bola tão longe que o artefato esférico atingiu a cabeça de um marciano incauto.

Thiago Silva chutou com a velocidade de uma tartaruga manca, e Justo Vlllar não fez a menor força para evitar que ela adentrasse em sua meta.

André Santos imitou Elano, e resolveu dar a bola do jogo de presente para alguém que estava na arquibancada.

Fred resolveu fazer diferente: resolveu chutar tão longe quanto Elano e André, só que ao invés de chutar para o alto, chutou para o lado.

Enquanto isso, os paraguaios aproveitaram dois dos três pênaltis batidos.

E assim se encerrava a participação brasileira nessa Copa América, justo na partida em que os Manos do Mano não jogaram tão mal, criaram chances e a defesa não passou nem deu sustos.

Que sirva pelo menos como alerta. O trabalho está ainda no começo, e os desvios de rota podem ser corrigidos.

Ainda não é hora de trocar o treinador, mas que fique claro que os créditos de Mano Menezes se acabaram. Aliás, ele está em dívida.

domingo, 17 de julho de 2011

A CASA CAIU



A Copa América de 2011 era para ser a redenção da equipe albiceleste: torneio em casa, uma geração talentosa (embora sem grande rendimento junta), e um tabu a ser quebrado.

Mas a Argentina nunca foi a Argentina nesse torneio: um amontoado de jogadores sem nenhum conjunto, que deveriam ser liderados por Messi, melhor do mundo nas duas últimas temporadas, mas que não engrena com a camisa de seu país.

Um empate letárgico por 1 a 1 com a Bolívia (esteve perdendo por 1 a 0 e Marcelo Moreno perdeu ótima chance) e um irritante 0 a 0 com a Colômbia (Moreno poerdeu um gol mais que feito para os cafeteros) puseram em xeque ´principalmente a capacidade de Messi.

Uma vitória sobre a seleção sub-23 da Costa Rica garantiu vaga nas quartas e uma sensação que as coisas se encaixariam, até que...

Até que veio a Seleção do Uruguai. A velha Celeste Olímpica ainda não é um primor técnico de antigamente, mas se reencontrou como conjunto, embora Perez tenha recorrido à prática da pancadaria até ser expulso.

Enquanto os argentinos tinham dificuldades para se organizar no ataqiue, os uruguaios se entricheiravam na defesa, e saíam com perigo em lances de bola parada, através de Forlán (sempre ele). E o instável Muslera fazia milagres no gol.

Messi tinha disposição improdutiva, Tevez e Dí Maria estavam incrivelmente apáticos, e Mascherano, como sempre, desceu a botina a ponto de ser expulso.

Prorrogação dramática e disputa por penaltis.

Lá Tevez quis bater no estilo "fechar o olho e encher o pé", mas só conseguiu encher a moral de Muslera.

E lá vai a Celeste Olímpica para as semi-finais. E lá vai a Argentina de volta para ca.. ops, lá vai a Argentina assistir o resto da competição em casa.

Se alguém perguntar se foram os brasileiros e argentinos que regrediram ou os demais que progrediram, respondo que as duas coisas estão certas.

No dia em que o Maracanazo completava 61 anos, os uruguaios botaram mais um feito em sua vigorosa história.