sexta-feira, 15 de julho de 2011

EM BUSCA DA FAMA




http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2011/07/15/modelos-de-arquibancada-querem-constituir-familia/

Modelos de arquibancada querem constituir família .

Essa onda de torcedoras seminuas em jogos de seleções veio pra ficar, ao que tudo indica. Que fique bem claro, sou a favor. Mas não deixa de ser uma nova era que se anuncia. As peladas saíram dos gramados e se empoleiraram nas arquibancadas.

Virou mania mulher fazendo pole dance em estádio. A grande musa dessa nova tendência é a paraguaia Larissa Riquelme, que se lançou para o submundo das celebridades durante a Copa do Mundo de 2010. Teve peito, a moça. Criou uma legião de seguidoras.

Sinto um pouco de vergonha alheia quando observo essas meninas, admito. Devem estar procurando marido. Ou coisa pior, se é que existe. Desnudar-se diante de milhões de pessoas exige muito mais desespero que vaidade.

OK. Essas marias-chuteiras podiam estar roubando, podiam estar matando. Mas não, apenas desfilam seus corpos como se fosse algo natural, saudável e gentil. Vivem para fazer os marmanjos felizes.

O futebol, definitivamente, se tornou um atalho de ascensão social. Financeira, com certeza. Era natural que as moças bonitas e sem emprego fixo usassem estádios como palco para exibir seus talentos mais evidentes. Uma modelo sem passarela tem que ir aonde o dinheiro está. Vai que um jogador olha pra cima...

No fundo, isso é sintoma da grave doença social que se tornou o sucesso a qualquer preço. Os tais 15 minutos de fama estão sendo transferidos das telas de TV para um quarto de hotel com algum zagueiro ou centroavante milionário. Sei que estou exagerando: talvez uns 30, 45 minutos. Atletas devem ter mais fôlego.

É muito romântico tudo isso. Porque, no fundo, o que as modelos de arquibancada querem é constituir família. Elas, inclusive, têm um profundo instinto maternal. O que elas sonham mesmo é em ter filhinhos com seus ídolos mais amados. Quanta ternura.

BEM FEITO



Do Blog do Juca

Deu no Lancenet! (e eu vou mudar meu título de eleitor para o Amazonas):



Teixeira merece medalha do presídio’, diz deputado do AM


Parlamentares rejeitam proposta que concederia título de ‘Cidadão Amazonense’ ao presidente da CBF, alvo de denúncias


Por Daniel Leal


Publicada em 13/07/2011 às 15:29


A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) rejeitou a proposta de concessão do título de “Cidadão Amazonense” ao presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa-2014 (COL), Ricardo Teixeira. Segundo o deputado Marcelo Ramos (PSB), que votou contra a solicitação, o dirigente “merece receber uma medalha do Presídio do Puraquequara ou do Ipat”, penitenciárias estaduais.


- Seria uma vergonha para o povo do Amazonas caso essa honraria fosse concedida a ele. Já temos nossos gângsters aqui, não precisamos importar mais – afirmou o parlamentar ao LANCENET!.


A proposta de concessão da honraria foi apresentada pelo deputado Wanderley Dallas (PMBD-AM), ainda em 2009. No entanto, somente agora a presidência da Aleam determinou a formação de uma comissão especial para análise da solicitação. Por três votos contra, um a favor e uma abstenção, esta foi negada.


Para o presidente da comissão especial, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), foi evitado um “constrangimento ao poder legislativo”.


- Há uma série de questões mal resolvidas, denúncias nacionais e internacionais, acusações que pesam contra o presidente. Nenhum parlamentar com quem conversei estava à vontade para chancelar essa concessão, ainda que reconheça que ele teve, até certo ponto, participação importante na escolha de Manaus como sede da Copa – afirmou Rotta, que também votou contra.


Relator da comissão especial, o deputado Francisco Souza (PSC-AM) foi favorável à concessão do título. O parlamentar comandou as visitas técnicas feitas pela Fifa para a escolha das sedes do Mundial. Por meio de sua assessoria, Souza afirmou que Teixeira merecia a honraria “por seu empenho e esforço pelo Amazonas desde quando Manaus era candidata até sua confirmação.”


Responsável pela iniciativa, Wanderley Dallas chegou a tentar agendar, em outubro de 2009, uma visita ao dirigente para alinhar detalhes da solenidade de entrega do título. Nesta quarta, ele voltou a defender a já rejeitada proposta em plenário. O parlamentar não foi encontrado pela reportagem do LANCENET! para comentar o caso.


por Juca Kfouri às 21:20

SEM CHANTAGEM



Tenho ouvido com muita frequência que "quando o jogador quer sair, não há o que fazer". Isso mesmo quando o jogador ainda tem anos de contrato à frente e um belo salário. Uma situação que os clubes precisam lidar - e se impor.


Expressão repetida recentemente por Patricia Amorim, a quem interessava que Kléber tumultuasse o ambiente de tal forma que sua permanência no Palmeiras se tornasse insustentável.
Kléber fez o que podia, o que não podia e mais um pouco ainda para tumultuar e conseguir ou um gordo aumento, ou uma transferência para o Flamengo (que daria a ele o aumento). No Tottenham, Luka Modric pediu formalmente para ser negociado, com o Chelsea fazendo proposta de 30 milhões, mas os Spurs não querem vendê-lo. Tevez foi outro que formalizou seu pedido apra sair do Manchester City, mesmo sendo o jogador mais bem pago da Premier League. Todos tentam forçar a saída. Todos têm bons contratos com seus clubes.

É preciso lembrar: esses jogadores assinaram contratos longos. Têm bons salários. Os seus clubes investiram e investem neles. Por isso, os clubes têm todo direito de querer que seus jogadoresm fiquem e cumpram seus contratos.

Imagine a seguinte situação: se jogasse muito mal a ponto de brigar por um cantinho no banco de reservas, Kléber ou os outros jogadores citados aceitariam uma redução salarial? Se ele ganha metade do que ganha Valdívia e ainda menos que o pouco aproveitado Lincoln, devria ter se atentado a isso antes de assinar contrato.

Kléber tem direito de pedir aumento, assim como o Palmeiras tem o direito de negar e fazer valer o contrato já assinado. Modric pode querer ir para um clube que dispute títulos, mas o Tottenham, que não precisa do dinheiro da transferência, tem o direito de querer que ele fique e ajude o clube a voltar à Liga dos Campeões.

Tevez quer ficar perto da família, algo que a maioria das pessoas também gostaria, mas o City pode exigir que o seu capitão e o artilheiro da Premier League continue, já que pagou caro por ele e paga o melhor salário do país a ele. É legítimo.

É preciso que os jogadores tenham profissionalismo. Querer sair do clube é compreensível, mas que o clube faça valer o contrato que o própio jogador assinou também é absolutamente legítimo. Esses jogadores recebem salários de superestrelas que poucas pessoas no mundo poderiam ganhar. Esse é o benefício pelo que fazem em campo. Só que há uma contrapartida: é preciso cumprir aquilo que se assina.

Ou será que a assinatura (que tem o mesmo valor da palavra dada) não tem mais valor?

O momento é propício para os clubes fazerem valer os contratos altos que têm com os jogadores e mostrar que, não, o jogador não pode rasgar um acordo que ele mesmo assinou porque está insatisfeito. Contratos são feitos para serem cumpridos. Se o jogador está insatisfeito, que pague sua multa rescisória. Ou então fique no clube, cumpra suas obrigações, treine e jogue normalmente.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

MUITA PENA NA SELEÇÃO

MELHOROU, MAS NÃO O SUFICIENTE



Depois de uma péssima primeira etapa, o Brasil se recuperou no segundo tempo e venceu o Equador por quatro a dois, classificando-se para a próxima fase da Copa América.

Maicon, sem dúvida, fez a diferença.

A Seleção Brasileira foi lenta demais no primeiro tempo, sem criatividade, olhando o adversário jogar.

Cometeu os mesmos erros de embolar jogadas pelo meio enquanto o Equador, último colocado do grupo, tocava a bola com consciência, levando mais perigo em seus ataques.

Aos 10 minutos tivemos o primeiro bom lance de uma partida pobre, quando Arroyo arriscou da intermediária, para defesa tranqüila de Julio Cesar.

Quando os equatorianos dominavam as ações, aos 28 minutos, André Santos levantou a bola da esquerda, na cabeça de Pato, que abriu o marcador.

O gol tranqüilizou o Brasil que melhorou um pouco no jogo e quase ampliou aos 36 minutos, em jogada de Maicon, cruzando rasteiro para Robinho, de primeira, carimbar a trave esquerda do goleiro.

Porém, um minuto depois, Caicedo chutou da entrada da área brasileira, Julio Cesar caiu tarde e a bola passou embaixo de seu corpo.

Que frango !

Empolgados, os equatorianos foram para o ataque e quase ampliaram, aos 44 minutos, em boa defesa de
Julio Cesar na batida de Arrojo, para no rebote o ataque do Equador desperdiçar.

O gol logo no início do segundo tempo, aos 4 minutos, de Neymar, recebendo passe preciso de Ganso, mudou o panorama do jogo.

Os equatorianos tiveram que partir para cima, e o Brasil soube explorar os espaços no contra-ataque, quase todos pela direita, numa grande atuação do lateral Maicon.

Tomou um susto, aos 13 minutos, quando novamente Caicedo empatou o jogo, cortando Thiago Silva e contando com nova falha do goleiro brasileiro.

Mas, dois minutos depois, Pato, aproveitando-se de rebote em batida de Neymar, desempatou novamente.
O Equador se abateu e o jogo ficou nas mãos do Brasil.

Com mais espaços, ver Ganso dominar as bolas e dar passes açucarados aos companheiros era um deleite.

Sem dificuldades, o Brasil ampliou aos 26 minutos, em mais uma boa jogada de Maicon, que cruzou da direita para Neymar marcar novamente.

Daí por diante virou uma festa, com direito até a gol de Robinho mal anulado pela arbitragem.

Mesmo assim, o próximo jogo do Brasil será contra o Paraguai, bem diferente da moleza de hoje, e, se entrar jogando como no primeiro tempo, corre o risco de voltar mais cedo.

Chegou a hora mostrar mais futebol se realmente quiser voltar com o tri-campeonato na Argentina

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ENQUANTO ISSO, NO TWITTER...






Vamos lançar a campanha: QUEREMOS MAIS IMPUNIDADE!

FUTEBOL E VAIDADE

terça-feira, 12 de julho de 2011

UM ANO DEPOIS...



Nesta segunda-feira, 11 de julho, faz um ano que a seleção espanhola venceu a Copa do Mundo, data comemorada por boa parte do país (outra boa parte, os separatistas, ignoraram). O título, como resultado, marca também o dia da morte de um discurso irritante, preguiçoso e simplista. Não se fala mais que a Espanha é "amarelona", não há mais como falar, e imagina-se que as derrotas a partir de agora serão analisadas de uma maneira mais técnica e objetiva.

A conquista foi importante, o resultado foi maravilhoso, mas a arte que muita gente esperava ver desse time não apareceu. A Espanha dominou a posse de bola da maioria das partidas com seu meio-campo genial, mas o fato é que ganhou todos os jogos das fases eliminatórias por 1 a 0. E teve boas chances de perder contra o Paraguai, contra quem fez um gol de contra-ataque. Contra a Alemanha, o gol de Puyol foi de bola parada (Dunga era execrado por só fazer gols assim).

A filosofia de jogo do time foi a mesma, por exemplo, do Brasil campeão de 1994, campeão com Carlos Alberto Parreira, que focava na posse de bola, mas tinha um meio-campo muito pior e um ataque bem superior com Romário e Bebeto. Parreira, no entanto, foi criticado mesmo após a vitória.

Na Espanha, eles não deram a mínima para isso. Queriam ganhar, e só. Fazer mais gols do que o adversário e levantar a taça. Naquele momento, o que importava era o resultado, o objetivo mais primitivo do futebol, o único imune às frescuras nossas de cada dia. Ou alguém acha um absurdo supor que Xavi e Iniesta não teriam o mesmo prestígio se aquele pênalti do Paraguai entrasse?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

CONSTATAÇÕES PÓS-GP



Terminado o GP da Inglaterra, completamos a metade da temporada, e podemos chegar à algumas constatações:

1. Vettel, a menos que ocorra alguma coisa de extraordinário, deverá ser campeão com um pé nas costas. me arrisco a dizer que na Itália ou em Cingapura, no mais tardar, no Japão.

2. A reação da Ferrari é tímida, mas bem-vinda. Alonso, para mim o melhor piloto em atividade, pode tirar um pouco mais da diferença em relação à Red Bull.

3. Um pouco abaixo de Alonso, Vettel e Hamilton, não necessariamente nessa ordem. Vettel dirige competemente um foguete, e Hamilton, se tiver a cabeça no lugar, pode arrancar bons resultados.

4. Massa e principalemente Webber, são as decepções da temporada. Não é surpresa que os dois são preteridos em suas equipes, como ficou claro na negativa da Red Bull em permitir que Webber partisse para cima de Vettel na busca pela segunda posição. Talvez seja melhor que o australiano busque outros ares.

5. Se Webber ficar mesmo na Red Bull e Massa na Ferrari, e como consequência do primeiro, Hamilton na Mclaren, o mercado de especulações nas equipes grandes se encerra, a menos que Schumacher abra uma vaga na Mercedes.

6. No escalão do meio, nenhuma novidade e grande importância, a não ser um grande ponto de interrogação sobre a volta de Kubica, e o anúncio que a Williams terá os motores Renault ano que vem.

7. No andar de baixo, Ricciardo estreou no Hispania. Ou ele não é nada disso, ou o carro "alugado" pela Red Bull é tão ruim que não deu para o australiano mostrar serviço

domingo, 10 de julho de 2011

RIDÍCULA ATUAÇÃO

AP Photo/Felipe Dana

Após mais uma atuação horrorosa, a Seleção Brasileira tem que agradecer aos céus pelo empate injusto contra o Paraguai, pela Copa América.


Numa primeira etapa amplamente dominada pela equipe adversária, o Brasil só conseguiu sair na frente do marcador em um gol achado de Jadson, que jogava mal como todo o restante do time.

Os Manos do Mano foram para o intervalo com uma injusta vitória.

No segundo tempo fez-se justiça com a virada paraguaia, em duas bobeadas da defesa brasileira, que Roque Santa Cruz e Haedo não perdoaram.

Daí por diante viu-se um Brasil desorganizado, apático e que tentava empatar na base de chuveirinhos.

Por sorte, aos 44 minutos, Ganso encontrou Fred na entrada da área que, oportunista, bateu no canto direito do goleiro, evitando o desastre maior.

O Brasil joga agora contra o Equador com a obrigação de vencer a partida se quiser passar para a segunda fase do torneio.

Depois disso, a Venezuela venceria o Equador, e assumiria a liderança do grupo. Ou seja, se quiser ser líder, além da vitória, o Brasil precisa torcer por uma derrota dos compatriotas de Hugo Chavez.

Sinal dos tempos.

sábado, 9 de julho de 2011

BURLANDO A REGRA




Tentando evitar que Cesar Cielo perdesse a chance de disputar o Mundial de Natação após ser flagrado em exame anti-doping, a CBDA impôs-lhe uma pena de advertência, na prática, quase uma absolvição.


Não há dúvida de que se o nadador tivesse que escolher entre disputar um Mundial e uma Olimpíada, certamente ficaria com a segunda opção.

Mas, agora, pode ficar fora das duas.

Se a Confederação Brasileira tivesse lhe aplicado uma pena de seis meses, perderia o mundial, mas estaria garantido em Londres.

Como preferiu utilizar a “malandragem”, despertou a atenção da FINA (Federação Internacional de Natação), inconformada com a falta de penalização.

Esta recorreu à Corte Arbitral do Esporte, solicitando julgamento imediato do nadador brasileiro.

E lá, são grandes as chances de ser condenado a dois anos de suspensão.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

FIM DOS BOATOS



Uma coisa puxa a outra. Ou, às vezes, uma coisa empaca a outra.

Webber deve ficar na Red Bull, o que deixaria Hamilton na McLaren. Schumacher disse hoje que cumprirá seu contrato com a Mercedes até o fim.

Massa, portanto, não teria para onde correr em 2012. Parece mais lógico imaginá-lo mesmo na Ferrari, em que pese o fato de que haverá um Alonso cada vez mais prestigiado por lá.

E assim, a silly season (temporada dos tolos) aterrisa pouco depois de decolar. O paddock de Silverstone há tempos não era tão gelado em termos de especulações do mercado.

Mudanças, mesmo, só do pelotão do meio pra baixo. E, sejamos francos, isso não empolga muito.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O ÚLTIMO TANGO DE MESSI



Foi absoltamente injusto o resultado de zero a zero entre Argentina e Colômbia, que, jogou muito mais do que os anfitriões, merecendo a vitória.

Messi foi um desastre.

Os colombianos mandaram na primeira etapa, criando quatro oportunidades claras de gol, dominando o meio de campo, sem dar qualquer chance para o ataque argentino.

Numa delas, incrível, aos 25 minutos, com o goleiro batido, a bola foi chutada para fora por Moreno, sem goleiro, após pênalti não marcado por Sálvio Spinola

Nas outras três, o goleiro argentino salvou a pátria portenha.

Carlitos Teves foi o único jogador da Argentina digno de destaque, tentando carregar a equipe, com a raça habitual.

Enquanto isso, Lionel Messi, mais uma vez, decepcionou.

O melhor do mundo só foi notado em campo aos 34 minutos, quando fez bom lançamento para Lavezzi, que bateu mal para o gol.

Os argentinos foram para a segunda etapa no lucro, sabedores que a Colômbia merecia sorte melhor.

Tentaram até atacar mais no retorno do intervalo, mas, aos poucos, os colombianos foram levando a partida da maneira que queriam.

Desesperados, os torcedores locais gritavam “Olê, Diego”, como se pedissem socorro a Maradona.
Principalmente após dois grandes contra-ataques colombianos, que por muito pouco não resultaram em um desastre ainda maior.

Um close da TV no rosto de Messi, absolutamente desolado, demonstrou bem o atual espírito dessa seleção, em que o atleta do Barça parece mais um peixe fora d’água.

A Argentina terá agora que vencer a Costa Rica, podendo até ser vítima, na última rodada, de um empate combinado entre Colômbia e Bolívia, resultado que a eliminaria ainda na primeira fase.

Um vexame que ninguém poderia sequer imaginar semanas atrás.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

WILLIAMS-RENAULT, DE NOVO

Damon Hill e sua Williams-Renault nos treinos para o GP da Alemanha de 1995 (Thomas Kienzle/AP)

E saiu o anúncio da Williams. Uma novidade com gosto retrô.

A equipe inglesa assinou com a Renault e voltará a usar os motores franceses na próxima temporada. O contrato é válido por dois anos, com opção de prorrogação para 2014 e além.

Williams-Renault é um binômio de sucesso. As duas marcas estiveram juntas de 1989 a 1997, o que resultou em quatro Mundiais de Pilotos e cinco de Construtores.

É verdade que, ao perder a Renault, a Williams entrou num espiral de decadência. Mas não é garantido que, ao recebê-la de volta, voltará àquela fase. Os tempos são outros e, na opinião deste blogueiro, o pecado de Frank foi não ter se associado a uma montadora. O relacionamento com a BMW era um inferno.

Com a queda de desempenho, foram embora os patrocinadores, a equipe deixou de atrair bons pilotos, e por aí vai

De qualquer forma, é uma ótima notícia para uma equipe histórica, vencedora e simpática. Os motores Renault são um grande salto em relação aos Cosworth. Não tem como piorar.

Ou melhor, tem sim. Se o time do Tio Frank quiser brigar por posições com as três pequenas...

terça-feira, 5 de julho de 2011

O TODO-PODEROSO



Da ESPN.COM
A REVISTA, RICARDO TEIXEIRA REVELA DESPREZO POR DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO: ‘CAG… MONTÃO’

Em entrevista à Revista Piauí deste mês, o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014, Ricardo Teixeira, revelou não ligar para as denúncias de corrupção durante seu período como principal dirigente do futebol brasileiro. “Não ligo. Aliás, caguei. Caguei montão”, disparou.

Na reportagem, Teixeira lembra que não foi condenado pela Justiça e atacou parte da imprensa. Sobre a CPI da Nike, no começo dos anos 2000, por exemplo, ele disse: “Reviraram tudo e não acharam nada. Foi tudo arquivado. E aí? O Ministério Público é incompetente?”

“Já falaram tudo de mim: que eu trouxe contrabando em avião da Seleção, a CPI da Nike e a do Futebol, que tem sacanagem na Copa de 2014. É tudo coisa da mesma patota, UOL, Folha, Lance, ESPN, que fica repetindo as mesmas merdas“, afirmou.

Ricardo Teixeira falou que os negócios da CBF não deveriam chamar a atenção da imprensa. “Que porra as pessoas têm a ver com as contas da CBF? Que porra elas têm a ver com a contabilidade do Bradesco ou do HSBC? Isso tudo é entidade pri-va-da. Não tem dinheiro público, não tem isenção fiscal. Por que merda
todo mundo enche o saco?”, explicou.

Para o dirigente, tudo não passa de inveja dos brasileiros. “O neguinho do Harlem olha para o carrão do branco e fala ‘Quero um igual’. O negro não quer que o branco se foda e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria.

O Imperador da CBF disse ainda mais coisas na entrevista da PIAUI, demonstrando que tudo o que se fala sobre ele é ainda muito pouco perante o que de fato representa.

“Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou”

“Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional”

“Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito com a Globo”

Enquanto isso, bilhões jorram na conta dos organizadores da Copa do Mundo e todo mundo finge que não acontece nada.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

HORA DE FAZER A LIMPA



Enquanto dirigentes palmeirenses tentam jogar no conselheiro Gilto Avalone toda a culpa das crises existentes no Parque Antártica, fecham os olhos para coisas bem mais importantes, como as denúncias feitas pelo próprio, não apenas publicamente, como também em reunião do Conselho.

A prática de punir o acusador, sem averiguar as acusações, é típica daqueles que temem a verdade.
Pode-se discutir se um conselheiro tem ou não direito de expor publicamente o que ele considera mazelas do clube – em minha opinião tem obrigação de fazê-lo – mas, não levar em consideração o que diz, quase sempre documentado, é punir o clube por interesses nem sempre confessáveis.

Entre suas dezenas de acusações, selecionei algumas de fácil comprovação, entre elas:

- Dirigentes que apresentavam notas de gasolina, de seus carros particulares, a serem pagas pelo clube, mesmo exercendo cargo não remunerado;

- Dirigente que fez um “valinho” de 17 mil do caixa do clube, e que, para quitar o débito, está fornecendo mercadorias de seu próprio comércio, a preço de venda;

- Dois ex-funcionários do Palmeiras que teriam recebido comissão na transação de Valdivia;

- Gente que não pagava para ir aos festejos palmeirenses, e que, quando começaram a contar as entradas, não compareceram mais aos eventos;

- Dirigente ligado ao sumiço de R$ 290 mil do caixa do clube, até agora não explicados;

- Muitos dirigentes que tinham empresas prestando serviço ao clube;

- A contratação de Galeano quando este movia processo trabalhista contra o Palmeiras;

- Dirigentes que viajam de graça para jogos do Palmeiras, mas que, na verdade, praticam turismo;

- Dirigentes que organizavam os “vôos da alegria”, em que conselheiros e até famosos “torcedores” eram agraciados com pacotes;

- Empresários que fazem a festa no clube, algum deles constando na folha de pagamento;

- “Olheiros” remunerados;

- Dirigente que acobertou diversas irregularidades contábeis, que depois acabaram sendo expostas para a mídia;

Entre outras tantas irregularidades e falcatruas.

Punir o conselheiro que tem a coragem de expor publicamente todos estes problemas sem ao menos realizar um trabalho profundo de investigação das denúncias cheira a acobertamento por motivos políticos.

Situação a que o Palmeiras, pela grandeza que tem, não pode ser submetido.

Em tempo: Vale lembrar que discordo do conselheiro Gilto Avalone em diversas ações tomadas pelo seu grupo, formado por muitos dos quais tenho sérias divergências, como Mustafá Contursi, mas é inaceitável não observar que suas acusações, em boa parte, são graves e recheadas de documentos

domingo, 3 de julho de 2011

EMPATEZINHO MEDONHO



Péssima a estréia da Seleção Brasileira no empate contra a fraquíssima Venezuela por zero a zero.

Tivemos até um início de jogo que parecia prometer emoções, com jogadas de efeito entre Ganso e
Neymar, mas, após o 20º minuto, nada mais de interessante aconteceu.

E o segundo tempo conseguiu ser ainda pior, com os brasileiros afunilando pelo meio, facilitando, e muito, a vida dos venezuelanos.

Os laterais foram muito mal, Andre Santos porque não pode apresentar mais do que apresentou e Daniel Alves, que foi mal posicionado pelo treinador no gramado, atuando mais no meio campo do que atacando.

Salvaram-se Alexandre Pato, que se movimentou bem, mostrou ótimo domínio de bola, e até acertou um chute na trave, único momento de emoção da Seleção, e o zagueiro Lucio, com a regularidade habitual.

Muito pouco para quem pretende vencer o torneio

sábado, 2 de julho de 2011

DIVÓRCIO ESPERADO



Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Não estou entre os que se encantaram com a “novidade” representada por Marina Silva na eleição de 2010. Humildemente, acho que ela ajudou os tucanos a levar eleição ao segundo turno, e ainda colaborou para consolidar a agenda conservadora que tomou conta da campanha eleitoral.

Mas é preciso ficar atento aos movimentos de Marina. O papel que ela cumprirá daqui pra frente não precisa, necessariamente, ser o mesmo. Há um cansaço generalizado com a democracia representativa – não no Brasil, mas no mundo.

Um mal-estar, com a sensação de que os partidos não representam mais a vontade popular. As rebeliões (recuso-me a falar em “revolução”) no Egito, Argélia e Espanha foram feitas “por fora” dos partidos e das organizações tradicionais.

No Brasil, esse movimento aparece, de forma tímida, na rebelião dos bombeiros do Rio, no movimento ”antiMicarla” de Natal (RN), na revolta dos trabalhadores de Belo Monte. E, apesar do crescimento econômico, há um mal-estar entre o que restou da esquerda, por conta do início do governo Dilma.

Marina Silva pode surfar nessa onda. Com qual programa? O liberal-ecologismo de Gabeira? Ou algo mais consistente e renovador?

A conferir.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

LEU NA VEJA? AZAR O SEU!



Jornalismo de Esgoto da revista VEJA é condenado na Justiça

- por Altamiro Borges, em seu blog (Acesse o Link na minha lista de blogs)

Em abril último, a revista Veja – talvez seguindo as orientações do Departamento de Estado dos EUA – fez estardalhaço com uma reportagem sobre “A rede do terror no Brasil”. Deu capa e várias páginas sobre a presença de “grupos terroristas islâmicos no território nacional”, mas não apresentou provas concretas para justificar as suas graves acusações. A “reporcagem” informava apenas que teve acesso a documentos sigilosos da CIA, a central terrorista dos EUA, e de outros órgãos policiais.

Agora, na quinta-feira (30), a juíza Cláudia Maria Pereira Ravacci, da 35ª Vara Cível de São Paulo, condenou o panfleto colonizado da famiglia Civita por estimular o ódio e o preconceito religioso, tentando associar o islamismo ao terrorismo. Segundo informa a repórter Mariana Ghirello, do sítio Última Instância, a revista será obrigada a dar o mesmo espaço e destaque para uma reportagem sobre a cultura islâmica. Cabe recurso, mas a revista Veja saiu novamente com a sua imagem danificada.

“Reporcagem” ofensiva e tendenciosa

A ação judicial exigindo direito de resposta foi movida pela União Nacional das Entidades Islâmicas, que congrega 16 entidades. Segundo o advogado da entidade, Adib Abdouni, a matéria da Veja é “ofensiva e tendenciosa” e “fere o sentimento religioso islâmico”, que tem mais de 1 bilhão de seguidores no mundo. A partir de denúncias sem consistência, ela generaliza a crítica, insinuando que todo islâmico é terrorista e que o território brasileiro serve de base de operação para grupos anti-estadunidenses.

O objetivo do direito de resposta é “desvincular a idéia de terrorismo junto à fé professada pelos mulçumanos... As ofensas contidas no texto impugnado causam lesão aos direitos da coletividade mulçumana, dando ensejo ao direito de resposta reivindicado”, comemora o advogado.

“De acordo com a petição, houve uma audiência reservada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, na Câmara dos Deputados, na qual o ministro da Justiça afirmou que as informações publicadas eram falsas. A União alega que no Brasil a Constituição Federal assegura a liberdade de crença e religiosa”, informa repórter.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

SE ESCONDENDO ATRÁS DE UM COMPUTADOR



A Internet, e especialmente as chamadas redes sociais são um livro aberto.
Lá é comum que as pessoas se conheçam, se reconheçam, se conheçam de verdade, se desconheçam, briguem, façam as pazes, desabafem, se derramem em declarações e elogios, vociferem impropérios...

E é sobre isso o assunto desse post: hoje foi ao ar uma reportagem do Jornal Hoje sobre alunos que usam a internet para agredir seus professores. Finalmente, parece que surgem algumas atitudes para coibir tais práticas.

Primeiro, por parte dos próprios professores que abandonaram a tática do “deixa para lá”. Recorrendo à Justiça, conseguem atingir seus detratores em um ponto para lá de sensível: o bolso dos pais. O Judiciário tem concedido aos ofendidos indenizações considerando que a os pais têm sim, responsabilidade pelo que fazem seus rebentos revoltados no mundo virtual.

Segundo, por parte das escolas. Algumas escolas particulares têm criado mecanismos para controlar o que seus alunos andam dizendo por aí, inclusive contratando ex-alunos para tal. Não é espionagem, é reação. Além do mais, é preciso manter o bom nome da instituição e harmonizar o ambiente interno. Para isso, controlar os mais exaltados é necessário.

Terceiro, por parte dos pais, pelos mesmos motivos expostos no parágrafo retrasado: os pais, afora a possibilidade de serem responsabilizados judicialmente pelos atos dos seus filhos, têm (em sua maioria) uma certa vergonha em serem chamados à atenção na escola. Quando o fazem, é mais ou menos como se recebessem uma reprovação pública de como conduzem a educação de sua prole.

E quarto, por parte dos alunos, por mais incrível que isso possa parecer. Não é nada bom ser flagrado em um erro, e ainda mais ser ridicularizado pelo mesmo ser descoberto quando se julgava secreto. A possibilidade de ter os pais chamados, de ver o caso encaminhado à instâncias superiores de certa forma intimida.

Acreditem, um valente virtual normalmente é um covarde na vida real.