quarta-feira, 28 de setembro de 2011

JOGOS ESQUECÍVEIS



Todo torcedor tem uma lista de feitos heroicos de seu time, mas também tem na mente (embora quisesse esquecer) uma lista de vexames daqueles. E o Palmeiras é um daqueles pródigos nessas jornadas desastrosas.


Aí vai uma série de QUINZE, que eu lembro, por ordem cronológica:

Palmeiras 1 x 1 Ceará (Copa do Brasil, 1994): o supertime da Parmalat tinha alguns desfalques de atletas que estavam na Seleção, mas ser eliminado no Parque Antártica com um gol sem querer do Claudenésio é dose

Grêmio 5 x 0 Palmeiras (Libertadores, 1995): na época em que o Grêmio de Felipão travava brigava (literalmente) contra diversas equipes de eixo Rio-São Paulo. Deu Grêmio, na bola e na porrada. Ficou célebre o figth Danrlei+Dinho contra Válber.

Palmeiras 1 x 2 Cruzeiro (Copa do Brasil, 1996): o título da Copa do Brasil seria a cereja do bolo para a máquina do primeiro semestre daquele ano. Luizão até abriu o placar, mas uma furada de Amaral e a graxa na luva de Velloso deram a virada para o Cruzeiro. Isso sem contar que naquele jogo, Dida defendeu até pensamento.

Palmeiras 1 x 4 Mogi-Mirim (Paulista, 1998): o time capengava no início daquele ano, e a goleada quase custou a cabeça de Felipão.

Palmeiras 2 x 3 Cruzeiro (Brasileiro, 1998): naquele ano as duas equipes decidiram a Copa do Brasil, a Mercosul e ainda se enfrentaram nas quartas do Brasileiro. Depois de sair do 0 x 2 para o 2 x 2 (jogava pelo empate), o Palmeiras tomou um gol no finzinho. O jogo deu a fama de pé-frio de José Serra no Palestra.

Palmeiras 3 x 4 Vasco (Mercosul, 2000): Último jogo com a marca Parmalat estampada na camisa. O time genérico do Mustafá já ganhara a Copa dos Campeões naquele ano, e surpreendentemente eliminara Atlético Mineiro e Cruzeiro na competição, além do São Paulo no Brasileiro. Na final, foi pro vestiário com 3 x 0 de vantagem. No segundo tempo, o Vasco fez uma das mais heróicas de suas façanhas às custas palmeirenses. Destaques para o show de Romário (três gols), os pênaltis idiotas do Gilmar e a virada nos acréscimos. Só para completar, o Vasco teve Júnior Baiano expulso quando ainda não havia empatado.

Palmeiras 2 x 6 Fluminense (Brasileiro, 2001): o time liderou boa parte do Brasileiro daquele ano, mas de repente, começou a degringolar. Um daqueles jogos que você torce para acabar logo, com medo de uma surra maior.

Palmeiras 2 x 1 ASA (Copa do Brasil, 2002): o cartão de visitas do apocalíptico ano do rebaixamento. Depois de perder por 1 x 0 em Arapiraca, o time de Luxemburgo conseguiu apresentar o que seria 2002.

Vitória 4 x 3 Palmeiras (Brasileiro, 2002): o jogo do rebaixamento. Precisa mais?

Palmeiras 2 x 7 Vitória (Copa do Brasil, 2003): o inferno parecia não ter fim. O ano da volta à Primeira Divisão não passou sem uma sucessão de gols e uma furada histórica de Marcos.

Palmeiras 4 x 4 Santo André (Copa do Brasil, 2004): salvo 1998, o Palmeiras tem uma inhaca com a competição. Dois gols sofridos no fim, e uma caçada de borboleta de Marcos que lhe renderam umas das poucas vaias que recebeu das arquibancadas palmeirenses.

Figueirense 6 x 1 Palmeiras (Brasileiro, 2006): uma vitória, um empate e oito derrotas foi a campanha do time no início da competição. A goleada foi o símbolo da arrancada capenga, e ainda custou a juba de Emerson Leão. Cm Tite, o time emendou após a Copa uma sequência de cinco vitórias, mas voltou a patinar e terminou no limite da zona do rebaixamento.

Palmeiras 1 x 3 Atlético-MG (Brasileiro, 2007): bastava vencer o já eliminado Galo para chegar à Libertadores, mas os atleticanos venceram e deram à vaga ao Cruzeiro. Mesmo assim, a torcida saiu comemorando o rebaixamento do Corínthians na rodada de jogos simultâneos.

Palmeiras 1 x 2 Goiás (Sul-Americana, 2010): para chegar à final da competição e garantir a vaga na Libertadores, bastava empatar em casa contra um time que estava rebaixado no Brasileirão. Depois de ir para o intervalo vencendo, o time sofreu a virada com um gol de Rafael Moura nos acréscimos.

Coritiba 6 x 0 Palmeiras (Copa do Brasil, 2011): três dias antes, o Palmeiras fora eliminado pelo Corínthians (reforçado por Paulo César Oliveira) no Paulista. Com ânimo, foi enfrentar o Coritiba, que naquela altura, já atingia mais de vinte vitórias seguidas na temporada. E a sequência foi ampliada com meia dúzia de gols nas redes de Marcos.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

É CAMPEÃO? SIM, É CAMPEÃO!



Faltam cinco provas para o fim da temporada, 125 pontos em disputa, e Vettel tem 124 pontos de vantagem para Button, o único que pode alcançá-lo.


Em uma metáfora, o alemão tem cinco pênaltis sem goleiro para bater, e só precisa acertar um. Fatura liquidada, não acreditem em um milagre da tal magnitude.

Vettel ainda não pode ser rotulado de gênio, apenas o tempo vai dizer se o é, embora os números se encaminhem para uma resposta positiva.

Em 2011, a combinação carro-motor-staff-piloto sobrou perante a concorrência. Vettel se mostrou regular, maduro, sem as bobagens que quase lhe custaram o título ano passado. Bem verdade que o bom começo e a liderança disparada lhe deram essa tranqüilidade.

Webber, seu companheiro, sucumbiu esse ano. A Red Bull deixou claro ano passado a preferência por Vettel, embora o discurso de Dietrich afirmasse o contrário.

Enquanto Button faz uma ótima temporada (dentro das possibilidades da superioridade da Red Bull), Hamilton coleciona uma série de trapalhadas, Alonso limitado pelo apenas terceiro melhor carro, e Massa sob aviso prévio, a concorrência à Vettel foi fraca.

A Mercedes não evoluiu o suficiente para disputar vitórias, e Schumacher provavelmente será apenas um figurante até o (segundo) final de carreira.

Mas, falta ao futuro bicampeão um grande duelo contra um grande rival, ou um título a bordo de um carro inferior.

Vettel não tem culpa disso.

E na próxima corrida, o bi virá com cara de “eu sabia”.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O MELHOR CAMPEONATO DO MUNDO?


O título do post é provocativo sobre o Campeonato Brasileiro.


Tecnicamente, óbvio que não é, embora times menores até mesmo das principais ligas europeias passariam sufoco para se manter na Série A do Brasileirão: Malaga, Fulham, Hoffenheim, Genoa, times intermediários em seus países brigariam para não cair por aqui.

Falta aqui jogadores no mesmo nível que os gigantes europeus, a não ser refugos (Ronaldinho, Adriano, Roberto Carlos, Fred) que eventualmente atuem em alto nível.

Ou algumas novidades (Neymar, Lucas, Ganso) que já se programam para embarcar para a Europa, isso sem contar os que vão para Rússia e Ucrânia.

Mas, o grande problema por aqui é a desastrosa organização: calendário, estádios, gramados, horário de jogos; e a cartolagem, amadora em seus métodos, e mercenária na arrecadação pessoal.

A arbitragem brasileira segue a mesma qualidade do resto do mundo. Nem pior nem melhor, embora a profissionalização fosse bem-vinda.

O Marketing evoluiu muito, e a manutenção de uma fórmula de disputa desde 2003 (com vinte clubes desde 2006) ajuda muito na credibilidade, em que se pese o escândalo de arbitragem de 2005 e as entregadas de 2009 e 2010, coisas que sinceramente, a CBF não tem culpa. A adoção de clássicos na última rodada pode ser uma boa medida a ser testada nesse ano.

O que mais impressiona no Campeonato Brasileiro é o equilíbrio: em oito anos, seis campeões diferentes, e só São Paulo, Santos, Inter, Flamengo, Cruzeiro e Atlético Paranaense disputaram todas as edições dos pontos corridos, sendo que o último e o penúltimo estão com a corda no pescoço esse ano.

Pode-se alegar que o equilíbrio é por baixo, mas melhor assim que a monotonia do Campeonato Espanhol, onde se der cara, ganha o Barcelona, se der coroa, ganha o Real Madrid, e outro time só ganha se a moeda cair em pé.

Só para encerrar: em 2004, 2005, 2008, 2009 e 2010, o campeão só foi conhecido na última rodada; em 2010, três times chegaram ao fim com chances de título; e em 2009, cinco, sendo que o Palmeiras, que sonhava em erguer a taça, saiu de seu último jogo sem mesmo a vaga na Libertadores.

domingo, 25 de setembro de 2011

ISSO É ROCK?

 

Em 1985, quando da realização do Rock in Rio, eu era apenas uma criança, tinha de seis para sete anos.

Na é poca, na efervescência dos anos 80, o festival era uma mistura de rock puro, rock alternativo, pop-rock, rock Brasil, e suas misturas.

Na segunda edição, seis anos depois, o festival seguiu a mesma linha.

Dez anos depois, seb o slogan "por um mundo melhor" (tsc, tsc) já surgiam aberrações como Britney Spears (se apresentando em play-back) e  Sandy e Júnior se apresentando como atração principal de um dos dias.

Mais dez anos se passaram, e o outrora mítico repertório musical passou a incluir o axé music, emos e outras aberrações e tranqueiras que irritam os saudosistas.

Caramba, já que não tem Red Hot na micareta, por que teria Ivete no Rock in Rio?

Ah, e ainda tem um pouco de rock. Ainda.

O Rock in Rio já virou Rock in Rio Lisboa, Rock in Rio Madrid... pode até virar Rock in Rio Teerã...

Vinícius de Moraes que me perdoe, mas o Rio se tornou o túmulo do rock...

sábado, 24 de setembro de 2011

CORRENDO POR AÍ




Entrei nesse ano com 89 quilos, com o corpo pesado e acima de tudo, enferrujado. Minhas tentativas de sair do sedentarismo fracassaram com essa fardo que literalmente carregava com muito custo.


Jogar futebol não dava mais, até pela prática perdida com a interrupção da atividade contínua desde 2001, e correr era uma tarefa trabalhosa.

E enfim, tomei uma atitude no início do ano, e levei-a a sério: 11 quilos perdidos entre Janeiro e Março, ao ritmo de um por semana. Com os problemas de Julho, desci até preocupantes 76 quilos, até me estabilizar entre 78 e 79.

Pus na mente que correria as 10 Milhas de 2012, e comecei as caminhadas alternadas com corridas de curta distância, pelo menos três vezes por semana. Para isso, me preparo com alongamento, aquecimento e principalmente, um tênis adequado.

Só preciso aprender a correr sem música.

Me restam dez meses e meio, e para as Dez Milhas, preciso sair da exclusividade do circuito plano, sem forçar demais. O corpo é como uma máquina que tem os seus limites.

Até lá, estarei às portas dos 34 anos, e pretendo fazer o circuito em uma hora e meia.

Quem sabe.

ONU, QUAL A UTILIDADE?



Um desses pseudo-intelectuais de rede social afirmou um dia desses que a ONU é a maior ONG, ou ainda o principal cabide de empregos do mundo. Pedir perdão por essa asneira é desnecessário, até porque se é ruim com ela, pior seria sem ela.


O que a ONU precisa é de uma completa reforma: sua estrutura é velha, e como qualquer máquina administrativa, se engessa caso não se transforme, e como não se transforma estruturalmente desde a sua fundação...

As Nações Unidas foram constituídas no pós-guerra, moldadas pelos principais vencedores do conflito, e mais adiante, desdobrada em vários organismos (FAO, UNICEF, AIEE) que são extremamente úteis quando afinados. O Conselho de Segurança é seu ponto nevrálgico, e também o mais excludente, constituído por dez membros rotativos e cinco permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra), e é alvo da pretensão de potências regionais, como Brasil e Índia de uma cadeira permanente, embora boicotados, abertamente ou não , por seus vizinhos.

Até a reforma do Conselho de Segurança é urgente, até porque por estatuto, qualquer de suas resoluções vetada por qualquer membro permanente, e mesmo assim, suas decisões não são de todo aceitas por partes belingerantes.

Até mesmo a pretensão brasileira deve ser revista: ao invés da sua inclusão no Conselho de Segurança, a diplomacia tupiniquim deveria lutar pela reforma da entidade que o abriga, e encontrar o equilíbrio para permitir a representatividade de nações menos expressivas, mas que não haja o seu uso para barganhas, como acontece no Legislativo brasileiro.

A tarefa é difícil, as negociações seriam amarradas e sem garanti de sucesso, assim como foi na Conferência do clima, na Dimamarca, em 2009. Chegar ao ideal não será possível, mas avanços são necessários.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

CONTAS DESNECESSÁRIAS



Vettel já é bicampeão mundial, a menos que aconteça um milagre. Pode ser em Cingapura, pode ser no Japão ( mais possível), pode ser depois. Ou seja, mais fácil o América Mineiro ganhar o Brasileirão desse ano, do que Vettel não sair vencedor dessa temporada.


O Vettel de 2011 é mais consistente, mais maduro, e porque não, mais rápido que o Vettel de 2010, quando quase jogou um título fora por conta de besteiras e inconsistência. Esse ano, subjugou de vez Webber, se impondo como a estrela do time, e ainda soube se aproveitar do (muito) melhor carro da Fórmula 1.

Enquanto Vettel disparava, a Ferrari não conseguia dar a Alonso um carro em condições de acompanhar a Red Bull, a ponto de o espanhol se desdobrar para a se apenas lutas pelo vice; e a Mclaren se apoiava na regularidade (insuficiente) de Button e no impetuosidade (excessiva) de Hamilton.

É muito cedo para dizer que Vettel será o sucessor de Schumacher, embora estatisiticamente seus números de começo de carreira são melhores. Tudo isso vai depender do carro que estiver em suas mãos, e se a Red Bull continuar com a melhor combinação piloto-carro-motor, seu reinado será longo.

E para completar a combinação, um companheiro de equipe que parece se conformar com a sombra, mas não se espera moleza o resto da vida. Mclaren e Ferrari têm tradição e pilotos de qualidade.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

MAS, JÁ?



Aridélson Bianchi reclamou em público de cobranças que vinha sofrendo em reservado, e a primeira derrota na Copa ES, diante do Capixaba, apenas expôs os problemas estruturais que a renascida Desportiva Ferroviária ainda sofre.

Demitir o técnico reclamão, mas líder de seu grupo no torneio não foi errado: houve quebra de hierarquia, e se a cobrança fosse em particular, a resposta deveria ser da mesma forma.

A liderança, assim mesmo, não é folgada: os grenás têm sete pontos, com Vilavelhense, Rio Branco e Capixaba logo atrás, com sete.

O início pode ter sido ilusório, já que o objetivo era preparar o time para a Segundinha do ano que vem, mas os três primeiros resultados foram animadores. Sonhar não custa, mas desde que seja com os pés no chão.

Mauro Soares, volante grená nos anos 90 é o novo treinador, sem muita experiência (seu último trabalho foi no GEL), mas com identificação com o clube, algo muito importante nesse período de ressurgimento. Mauro pode ser o Guardiola grená, assim esperamos.

O trabalho de Aridélson, demissão à parte , pode ser avaliado como positivo, apesar de eu achar que ele era meio folclórico (lembro-me nos anos 90, quando ele passou um dia andando pelo Kléber Andrade pagando promessa). Trocar o treinador é uma decisão aceitável e esperada, mas as suas reclamações não deixam de ter razão.

E que a locomotiva não descarrilhe.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A HISTÓRIA CONTINUA...




Já era louco por História, mesmo quando ainda nem imaginava lecioná-la.


Em História factual, era um tanto quanto autodidata. Aliás, sei lá porque sou bom de memória.

Na ordem cronológica, meus professores foram: Nelson, Marcondes, Thaís, Elenir e Gesileni; para o bem ou para o mal, foram as minhas referências. Dentre eles, a Gesileni foi o meu espelho: quando entrei na Graduação, pensava que se fosse professor, seria como ela.

Mais adiante, na Graduação, me chamava a atenção o sarcasmo de André Pereira, o deboche de Luiz Antônio, a criticidade de André Malverdes, a dedicação de Ricardo, o rigor de Vânia Maria, entre outros. Tento ser um amálgama deles.

Seria arrogância minha pensar que influencio o pensamento, ou mesmo a forma de meus alunos agirem na escola, até porque preciso evoluir. O eu de 2011 precisa ser melhor que o eu de 2010, assim como o de 2012 precisa ser melhor que o de 2011...

Duas de minhas aluna, Taylanne e Luanna pretendem ingressar no curso de História ano que vem. Espero não ter pelo menos não ter atrapalhado na escolha, e estou à sua disposição para o que for necessário, que tenham boa sorte e que prossigam a História onde quer que estejam.

Que elas busquem a forma de trabalho que mais lhe agradem, e que usem a História para escrever a sua própria História, uma longa estrada com idas, vindas e bifurcações.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

NÃO PRIEMOS CÂNICO



Na última semana, o Barcelona empatou com a Real Sociedad e com o Milan (ambos por 2 a 2) . Antes que viesse o prenúncio de uma temporada desastrosa, uma sonora goleada (8 a 0) sobre o Osasuna serenou os ânimos, que foram ainda mais acalmados após a derrota do Madrid para o Levante. Se Betis e Valencia lideram a Liga, pelo menos o Barça está a frente do seu mais que provável adversário na busca pelo tetra.


Nem tão bem, nem tão mal. Assim pode ser resumido o começo de temporada culé. O empate sofrido (isso mesmo, empatar em casa tomando um gol nos acréscimos) contra o Milan pode fazer falta no saldo de gols, a menos que Viktoria Plzen e BATE Borisov aprontem como Dynamo Kyev e Rubin Kazan fizeram há dois anos, quase eliminando Barça e Inter ainda na primeira fase.

Guardiola ainda testa o time, adequando-o no início de temporada ao revezamento de jogadores e de esquemas que pretende implantar até o final dela. As contusões de início de temporada forçaram às improvisações, inclusive Busquets e Mascherano, uma dupla de volantes que foi parar na zaga por falta de opções e pela falta de confiança em Bartra, e pela recusa de pôr Abidal (mais adaptado) por lá.

O ataque, registre-se, continua muito bem, inclusive David Villa e Pedro, que não terminaram a temporada passada tão bem quanto começaram.

Problemas virão, e espero que soluções também.

domingo, 18 de setembro de 2011

BLOG PORCARIA








A Blogosfera é fantástica, principalmente se compararmos a sua “sujeira” com a “mídia limpinha”. Não que os blogueiros não sejam tendenciosos, mas são muito mais sinceros, tanto da direita como da esquerda. Nem todos esses últimos não são financiados pelo PT, como afirmam detratores direitopatas; nem todos os primeiros são financiados pelo Capital, como dizem os esquerdoides.


E a blogosfera é ainda mais especial quando se refere ao meio esportivo, mesmo como todos os acertos e erros, embora a maioria seja confiável, mesmo que se discorde do que escrevem.

O caso a ser analisado é o Blog Jornaleiros Esportivos, escrito a partir de São Paulo. Lendo o título, deduz-se que é uma crítica á imprensa, o que parece ser uma coisa bem interessante, mas a sequência escancara um espaço bem mais porcaria do que aqueles que critica.

Trata seus inimigos como abutres; inimigos esses que “por coincidência” são críticos da diretoria corinthiana. Os ‘antis” são liderados pela ESPN, pelo UOL, pelo Lance. Defensores da mesma diretoria passam batidos pela crítica.

Jornaleiros Esportivos segue a mesma linha do Blog do Silvinho, de Sílvio Romoaldo Júnior, que faz esse mesmo servicinho sem alegar isenção.

Apesar de ser uma porcaria, vale a pena ler esse blog, pelo menos para identificar lixos semelhantes.

Nem tudo na Blogosfera reluz.

sábado, 17 de setembro de 2011

JOGOS SECRETOS



Os Jogos Pan-Americanos (no Rio) foram as Olimpíadas das Américas para quem transmitiu: supervalorizada pela mídia tupiniquim, que escondia o baixo nível técnico, e com o orçamento estrastoférico. As Olimpíadas “de verdade” em Pequim no ano seguinte demonstraram, ou melhor, desmascararam o Pan, transformando grandes estrelas de 2007 em coadjuvantes.


Quatro anos depois, a competição se repete em Guadalajara, com nível técnico parecido, só que agora como “Jogos Secretos”, só com a transmissão da Record e com o boicote da Globo e da Band, a sua filial. A Vênus Platinada e sua sócia-minoritária não citarão nada do que ocorrerá na terra da Turma do Chaves.

O que não dá diploma de santidade á turma do Bispo, é bom dizer.

Tiago Leifert tenta se justificar pelos lados da Família Marinho, alegando razões comerciais, confessando o que todos sabem, mas as empresas jornalísticas teimam em negar: o comercial está à frente da informação.

Imagina-se o que acontecerá em Londres, ano que vem, se é que é possível ignorar uma Olimpíada. A Record conseguiu bons números com os Jogos de Inverno ano passado, e podem impor à Globo uma derrota histórica, e o que é pior, por uma sequência de dias (duas semanas).

Poucas foram as derrotas históricas globais: me lembro quando a TV Manchete transmitiu sozinha o Carnaval do Rio nos anos oitenta, quando a Band exibiu a final do Mundial de Clubes da FIFA (2000), ou da final da Casa dos Artistas (2002).

Agora a Globo ainda pode torcer por um desastre na organização e na execução dos jogos.

Na briga entre Globo e Record, que se danem as duas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

É PRECISO SABER PARAR



Pelé quis parar no auge, e se não o fez, pelo menos soube se retirar com glórias.


Zidane teria o seu gran finale na final da Copa de 2006, mas a cabeçada em Matterazzi e a vitória italiana nos pênaltis ofuscaram sua despedida.

Romário estendeu sua carreira para avacalhar e chegar ao gol 1000.

Bebeto, seu parceiro de tetra, chegou ao ponto de se oferecer à diversos clubes no final de sua carreira. E ouviu não muitas vezes.

Li no blog do Bruno Volch (brunovoloch.blogosfera.uol.com.br) que Bernardinho deixaria o comando da Seleção de Vôlei após os jogos de Londres ano que vem. Está certo que a fonte não é das mais confiáveis (Voloch é crítico ácido do treinador, maximizando seus erros, quando não os inventa), mas a saída não seria de todo ruim.

Após a conquista de oito Ligas Mundiais, três Campeonatos Mundiais e uma Olimpíada, e de fazer do Brasil um daqueles times para entrar na História, o seu trabalho é mais que vitorioso, começando com remanescentes de Barcelona/92 (Giovane e Maurício) somados à quem ainda não “estourara” na Seleção (Giba e Dante, por exemplo), ele foi se renovando, aproveitando a base e jogadores que apareciam na Superliga, inseridos em um grupo onde titulares e reservas atuavam em nível semelhante.

Um jogo titulares x reservas poderia ser o duelo entre os dois melhores times do mundo.

Apesar de desgastes, claro que o maior foi episódio Ricardinho, no Pan-2007, preservou a sua autoridade (mesmo limando seu capitão), mas não a qualidade dos levantamentos (Marlon e seu filho Bruno não acompanharam o ritmo). A derrota diante dos americanos doeu demais no orgulho do grupo. Mesmo assim, o time ainda é o melhor do mundo.

Talvez seja a hora de sair mesmo. A inegável entregada para os búlgaros no Mundial do ano passado foi a maior mancha desses anos, arranhando a sua imagem ética e trabalhadora.

E a geração que vem na base não tem o mesmo brilho de seus antecessores, o que sinaliza dificuldades na renovação.

Disputar os Jogos de 201 seria motivador.

Só que mais interessante ainda seria se despedir no auge.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

MAX BARRADO



Há alguns dias atrás, Max Filho disse que tinha 99% de chances de ingressar no PSB, mas que em política, 99% podem ser menos que 1%. Frase profética.


O partido, em nota lacônica, alegou “falta de consenso”.Assim mesmo, curto e fugindo de explicações convincentes.

Ponto para Neucimar Fraga, que reforça seu argumento de “isolamento” de seu rival para a peleja do ano que vem, e ainda evita que a máquina do PSB seja posta ao serviço de Max.

Aliás, depois de “demitir” o PTB, Max Filho ainda será aceito pela legenda?

O PSDB parece lhe estender a mão, seja como filiado ou aliado. Mas, como fica o comando municipal do tucanato, guindado ao topo para “oxigenar” a legenda. Ou uma “ordem de cima” pode desfazer tudo?

O Governador Renato Casagrande tenta fazer com que seu partido se expanda pelo estado, mas ainda não é o “Síndico do Condomínio do Poder” instalado por Hartung, que continua dando as cartas através de seus aliados. Aliás, Casagrande ainda não encontrou a medida de poder com o meio político capixaba.

A frente “anti-Max” organizada por Neucimar fica em stand-by, pelo menos por enquanto. O prefeito ainda insiste no apoio do Deputado Hércules Silveira, seu adversário de 2008 e oposicionista declarado (chamou o mandatário municipal de “Neucinóquio”. O próximo passo é angariar o apoio de Rodney Miranda, que ainda não fala nada.

Em tempo: a (então provável) filiação de Max foi recebida com fúria por alguns deputados estaduais, que insinuaram boicote ao governo. Como assim? Chantagem para continuar apoiando o governo?

14 CONSTATAÇÕES PARA O JOGO DO DIA 14



1. Os times deveriam ser proibidos de vestirem as camisas que vestiram. Os mantos de Panamá e Guatemala estão mais de acordo com o nível da pelada


2. Mílton Neves está certo. Se o torneio antes se chamava Copa Rocca, agora deveria se chamar Copa Ronca. A pelada é a cura para qualquer insônia.

3.Renato Abreu titular da Seleção Brasileira. Talvez Mano esteja pensando o Mundial de Masters de 2017.

4. Por outro lado, Sebá (lembra dele no pacote Kia-MSI?) titular e capitão da Seleção Argentina? Será que a coisa tá tão feia por lá?

5. A pelada foi no Estádio Mario Kempes. Outro que deve reclamar.

6. Se você não viu o jogo, e se só assistir a lambreta de Leandro Damião nas resenhas, pode ter certeza que foi a única coisa boa da pelada.

7. Até Galvão Bueno perdeu a paciência com o time da CBF. Sintomático.

8. Lucas, uma das principais revelações do futebol brasileiro, passou tempo todo no banco. Será que eu entendi?

9. Neymar disse que o jogo foi bom. Claro, ele se referia ao Brasil e Argentina no basquete no pré-olímpico.

10. Maradona acusa seu sucessor de receber dinheiro para convocar determinados jogadores. Não sei, tudo o que vem do Maradona cheira mal.

11. Pelada com poucas falta e só um cartão amarelo. É Galvão, Brasil x Argentina não é mais Brasil x Argentina...

12. O que acontece com quem ganha esse torneio?

13. Guiñazú, D’Alessandro e principalmente Montillo tinham vaga no time de Sabella. Aliás, até o Botinelli teria.

14. A Argentina aceita passivamente o empate. É Galvão, Brasil x Argentina não é mais Brasil x Argentina... (de novo)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

APÓS A RAIVA...



Passei um tempo sem escrever sobre o Palmeiras.


Estava furioso há algum tempo, e percebi que a vitória sobre o Small Club apenas foi um alívio que a derrota perante o Botafogo tratou de enterrar. E para comemorar, apenas o fato de escapar de uma goleada.

No domingo seguinte, um empate cedido no fim diante do Cruzeiro, com a pitada cruel de perder m pênalti nos acréscimos. Não sacrifiquemos o Marcos Assunção.

Agora, a desgraça mesmo foi empatar com o Atlético Paranaense, vice-lanterna, que disputou pelo menos 60 minutos da partida com um a menos, e estando duas vezes na frente no placar. E de novo, poderia ter sido pior, se a virada que esteve perto realmente viesse.

Quatro dias depois, uma derrota em casa diante do Inter, rompendo a invencibilidade em casa, como direito a uma infinidade de chances perdidas. Até a defesa, antes a menos vazada do torneio, viu Leandro Damião sacolejar as redes verdes por três vezes.

Em 10 jogos, apenas uma vitória, acompanhada de seis empates e três derrotas. Campanha de time rebaixado.

E o rebaixamento (ou a fuga dele) pode ser o ponto vital da campanha até o fim do ano.

Motivos para o desconsolo são muitos, desde a desorganização administrativa, passando pelas brigas internas e os dengos de jogadores.

A torcida virar as costas é emblemático. O Palmeiras é um clube que nasceu no seio da comunidade italiana de São Paulo, e quem conhece a intespetividade dos provenientes da Velha Bota, sabe que a omissão é um gravíssimo sintoma.

E para encerrar: esse blog tira férias do Palmeiras, a menos que algo de novo realmente venha a acontecer, para o bem ou para o mal.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O SEGUNDO FILHO



Escrevo muito sobre muita coisa de coisa séria até baboseiras.


Escrevo como converso em uma mesa de bar. Ah, esqueci que não freqüento bares.

Já desmembrei o blog. Veja ESSA HISTÓRIA TODA na lista de blogs.

Mas, ele é apenas para assuntos de escola.

Mas, inspirado na “imprensa séria”, criei outro espaço: “PILANTRÃO DAS NOTÍCIAS”.

Com a reestreia de Caneleiros e a migração de Apocalipse News e Notícias Desimportantes.

A HIERARQUIA DAS DISCIPLINAS



Já escrevi sobre o assunto, mas vale a pena relembrar. Período de atribuição de notas e de recuperação trimestral, e como ele a interminável discussão sobre avaliações e seus desdobramentos. E algumas perguntas surgem, como: “pode um aluno ficar reprovado na matéria X?”


Respondo logo de cara: Pode!

Trabalhei com um indivíduo que lecionava (ainda deve lecionar) Matemática, e acredita existir uma hierarquia de disciplinas na grade curricular do Ensino Médio.

No topo, Português e Matemática, as únicas “que realmente valem”, os rios caudalosos dos quais as outras disciplinas são afluentes. Para ele, a reprovação nessas coadjuvantes só são válidas se vieram acompanhadas de alguma “disciplina mãe”.

Abaixo, Biologia, Física. Geografia, História e Química, que ainda têm algum respeito, estão na grade há décadas, mas que para muitos, só têm legitimidade na reprovação se acompanhadas das duas “válidas”. Ainda assim, se História e Geografia vierem acompanhadas de Português e as outras três, de Matemática.

No terceiro escalão, Sociologia, Filosofia, Artes e as Línguas Estrangeiras. São conteúdos que não estão presentes em todas as séries, ou que entraram recentemente na grade. Reprovação, nesse caso, é quase um crime.

Porque crime mesmo é reprovar em Educação Física, a disciplina que só serve para jogar bola em quadras descobertas e esburacadas, ou para quem não tem menor interesse em se exercitar aproveitar um pouco do tempo para o ócio livre. A menos que poucos abnegados (conheço alguns valorosos) insistam em remar contra a maré.

Resumo dessa pirâmide: a educação, que propõe igualdade, está contaminada pela hierarquização desde a sua raiz.

O GP QUE NÃO VI

Vettel comemora no pódio de Monza (Antonio Calanni/AP)

Estava a caminho ou no estádio para ver Rio Branco x Desportiva.


Então, prefiro deixar a cargo do Fábio Seixas o relato da corrida.

Veja o original em fabioseixas.folha.blog.uol.com.br

Vettel, vitória e mão no título


Em Monza, o menos notado foi Vettel.


Porque venceu fácil, sem problemas, foi absoluto. Tudo dentro do esperado, seguindo o roteiro para a conquista do bicampeonato. Matematicamente, ele pode fechar a disputa já em Cingapura, daqui a dois domingos.


O que valeu a corrida foram os duelos mais para trás. O que Schumacher, Hamilton e Button fizeram no circuito italiano merece aplausos.


Em outras palavras: à parte o domínio de Vettel lá na frente, foi uma corridaça.


Na largada, Alonso saiu muito bem, Vettel tentou manter a ponta e ambos ensanduicharam Hamilton. O espanhol forçou mais, levou a melhor e assumiu a ponta, seguido pelo alemão e pelo inglês. Fantástico.


Mais pra trás, confusão: Liuzzi escapou, foi pra grama, deslizou e veio como um torpedo para o meio do pelotão, que já contornava a primeira curva. Azar para Petrov, que foi acertado quando duelava com Rosberg.


Seguiu-se um strike. Assim que a poeira baixou, o computador registrava cinco abandonos: D'Ambrosio, Ricciardo, Petrov, Rosberg e Liuzzi. Bruno teve de passar pelos boxes e voltou em 17º. Barrichello e Kobayashi, também atingidos, foram outros que tiveram de visitar os mecânicos.


Safety car. E relargada na quarta volta.


Mais esperto no lance, Schumacher passou Hamilton e assumiu o terceiro posto.


Vettel partiu pra cima de Alonso e, depois de até colocar roda na grama, fez a ultrapassagem na quinta volta. Acabou ali qualquer dúvida sobre quem seria o vencedor.


Quase ao mesmo tempo, em outro duelo Red Bull x Ferrari, Webber se deu mal. Tocou a traseira de Massa e, com a asa presa sob o carro, escapou da pista e bateu.


(Quem nasceu pra Webber nunca chegará a Vettel...)


Na décima volta, o top 10 era Vettel, Alonso, Schumacher, Hamilton, Button, Massa, Maldonado, Pérez, Di Resta e Alguersuari. A diferença de Vettel para Alonso já era de 6 segundos, um absurdo.


Foi quando começou um dos grandes duelos da temporada: Schumacher x Hamilton.


Dois grandes pilotos, com o mesmo motor Mercedes, cheios de vontade. E o alemão com uma ligeira vantagem, um carro mais rápido em reta.


Deu no que deu. Uma disputa eletrizante.


Na 12ª volta, Hamilton tentou passar por fora, na Parabólica. Não conseguiu. Na 13ª, fez a manobra na primeira chicane. Metros depois, antes da segunda chicane, o alemão deu o troco.


Seguiu-se uma perseguição feroz, que ganhou um terceiro competidor, Button.


Pois foi o campeão de 2009 que saiu vencedor da briga. Superou o companheiro e, na 16ª volta, deixou Schumacher para trás. "É assim que se faz", disse Button, pelo rádio.


Com os pneus já em frangalhos, o heptacampeão foi para os boxes. Na volta seguinte, Button parou, voltando à frente do rival.


Hamilton trocou pneus na 19ª volta e voltou grudado em Schumacher, dando início ao segundo round. Desta vez com reclamações do inglês à equipe sobre ziguezagues do alemão à sua frente.


Vettel, lembram dele? Parou na 20ª volta. Massa entrou na 22ª.


Pelo rádio, Hamilton seguia reclamando de Schumacher. E, temendo punição, Brawn pedia ao velho parceiro que deixasse espaço para o inglês.


Na 28ª, o inglês tomou a dianteira de novo. E as atenções então se voltaram para Button, que voando na pista encostou em Alonso.

O espanhol, porém, reagiu, tratou de acelerar e se livrar do problema.


Na 33ª volta, Button abriu a segunda janela de pits entre os pilotos da frente. Alonso e Hamilton pararam na 34ª. Vettel, na seguinte.


E todo aquele esforço do Alonso foi pro espaço. Porque Button levou vantagem na estratégia, encostou e passou, assumindo o segundo lugar.


Na últimas voltas, a maior emoção ficou por conta de Bruno, que fez uma bela ultrapassagem sobre Buemi na 49ª volta e assegurou a nona colocação.


Vettel cruzou a linha de chegada com 9s5 sobre Button. Alonso completou o pódio. Hamilton foi o quarto, seguido por Schumacher.


Massa, que saiu em sexto, terminou em sexto. Outra corrida insossa. Alguersuari foi o sétimo, com Di Resta logo atrás. Bruno, num belo trabalho, terminou em nono e marcou seus primeiros pontos na F-1. Fechando o top 10, Buemi.


Com sua 8ª vitória em 13 corridas na temporada, Vettel chega aos 284 pontos, 112 de vantagem sobre Alonso, o novo vice-líder. Button e Webber têm 167. Hamilton é o quinto, com 158. Massa surge em sexto, com 80.


As chances de fechar a disputa em Cingapura existem, mas dependem de azares incríveis dos rivais. A conta rápida é: se ele sair de lá com 125 pontos sobre o vice-líder, será o bicampeão.


Acho que termina na etapa seguinte, no Japão.

domingo, 11 de setembro de 2011

EU VOLTEI, AGORA PARA FICAR...



A balada de Roberto Carlos pode ser a trilha sonora a para minha manhã dominical, momento de voltar ao Araripe para ver a Desportiva (Ferroviária, a original, que nunca deveria deixar de ter existido) de novo. Desde 2008 não ia ao estádio ver a Desportiva (na época, a Capixaba, comandada pelo Marcelo Villa-Forte, argh!), e hoje foi o dia.


Mesmo que com o Araripe só tendo liberado as arquibancadas da tribuna de imprensa, mesmo o público limitado à no máximo, 3.500 pessoas (o público pagante anunciado foi um pouco superior a 2.500), mesmo o grama em condições sofríveis, mesmo com as cadeiras arrancadas, mesmo o time sendo composto de garotos reforçados por alguns veteranos, mesmo com o time limitado tecnicamente... mesmo assim, valeu a pena.

Se a trilha sonora foi embalada por Roberto Carlos, o título do filme seria “A volta de quem nunca deveria ter ido. Me lembrei dos tempos de garoto, quando meu pai me levava justamente no lado da arquibancada em que me sentei, à esquerda das cabines. Impossível não ser nostálgico.

O empate foi de bom tamanho, valeu pela vontade dos jogadores, de um time novo, em formação, recheado de garotos que podem ter sentido o jogo. Mas há que se atentar para os defeitos de posicionamento do time, a quantidade de passes errados, as desnecessárias ligações defesa-ataque, ignorando o meio-campo, as chances de gol perdidas, e por aí vai.

Conquistar a Copa ES seria muito bom, mas o trabalho deve ser pensado em médio e longo prazo. Para reprojetar o clube, a Segundinha do ano que vem é vital, e para isso, deve-se dar rodagem aos garotos e garimpar mais alguém que possa contribuir. Não acho que Aridélson Bianchi seja o nome ideal, mas seu trabalho até agora é elogiável. A caminhada é longa, mas começou bem.

sábado, 10 de setembro de 2011

TODOS SOMOS FIEIS



Desde guri ouço a propagação das maravilhas da torcida do Corínthians: “não é o time que tem a torcida, é a torcida que tem o time”, torcedores fieis “que sempre empurram o time”, a mística das vitórias sofridas, dos jogadores guerreiros, da “camisa que jogava sozinha”, como disse Antoine Gibran, descrendo da possibilidade de rebaixamento em 2007.


A mídia, interessada em cativar os numerosos adeptos, acalentava o mito. Alguns até ousavam em dizer que os corinthianos eram mais numerosos que os flamenguistas. Uma curiosa teoria do “segundo time” era defendida por Roque Citadini: “a torcida do Corínthians é mais concentrada em São Paulo e estados vizinhos. Torcedores do Flamengo que moram em regiões distantes do Rio torcem para um time local e para o Flamengo”, disse, não exatamente com essas palavras. Como se o corinthiano do interior paulista não torcesse TAMBÉM pelo time da sua cidade.

A fidelidade da torcida pode ser contestada em números: lógico que com boa fase, a torcida enche o estádio, mas o que dizer do ano 2000, quando o penúltimo lugar na Copa João Havelange veio acompanhado do 12° lugar na média de público? Me lembro bem da Libertadores de 2006, quando a torcida (bem verdade que era a gangue da Gaviões da Fiel) tentou invadir o campo na partida contra o River Plate, no Pacaembu. Será que eles queriam “empurrar” o time às margens do gramado?

Além do mais, torcida fiel mesmo é a do Santa Cruz, que conseguiu ano passado a melhor média de público entre todas as divisões do Campeonato Brasileiro, mesmo o time sendo eliminado na segunda fase da Série D. Um ano antes, torcedores iam ao Estádio do Arruda simplesmente para assistir o replantio do gramado e algumas obras de melhorias do estádio.

O rebaixamento corinthiano em 2007 pode ter ganho proporções grandiosas pela quantidade de torcedores, mas não doeu mais neles do que doeu no coração de qualquer torcedor que viu seu time ser rebaixado. No Brasil, existem doze clubes que, se rebaixados, causam barulho, e dão projeção à Série B.

E como seria encarada a épica “Batalha dos Aflitos”, se o adversário do Náutico fosse o Corínthians? Seria o maior caso de heroísmo da humanidade desde os 300 de Esparta...

Cada clube tem sua particularidade, sua especificidade, bem como seus bastidores políticos e sua torcida. Todos têm uma relação de vitórias sofridas, um rol de craques, jogadores apenas esforçados que adquiriram status de ídolos e feitos aumentados com o tempo, assim como vexames execráveis e uma sequência de cabeças-de-bagre que envergaram seus mantos. Isso sem contar as reclamações (infundadas ou não) contra os árbitros cegos ou corrompidos.

Talvez algum corinthiano cego de paixão (isso não é exclusividade de time nenhum) me inclua no grupo dos chamados antis, como se o mundo fosse bipolar, assim como era em tempos de Guerra Fria. Nessa visão grosseira, todas as outras torcidas, movidas pelo ódio e/ou pela inveja formam uma legião do mal contra os guerreiros de São Jorge. Ora essa, como se eles vissem com indiferença quando seus rivais, especialmente os três de São Paulo entrassem em campo. Imagino a torcida alvinegra indiferente à seus adversários jogado uma final...

O amor cega, independente do tamanho da torcida.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

VIDA DE GADO



Torcedor é um sujeito curioso: por um serviço, paga caro, é mal-atendido desde o momento em que compra o ingresso até a hora em que volta para casa. É submetido à sol e chuva, não tem lugar para estacionar o veículo, e quando encontra, é extorquido pela máfia dos flanelinhas (que agem sob a vista grossa das autoridades), tem um serviço público de transporte ineficiente e desumano (ônibus e trens lembram latas de sardinha), na maior parte dos estádios, assiste ao jogo sob o jugo da instabilidade da natureza, e nos meios de semana a um horário ofensivo a tal ponto de que não é raro que um indivíduo chegue em casa de madrugada com apenas poucos minutos para se arrumar e encarar um dia de trabalho.


E mesmo com a posse do desejado ingresso, corre o risco de ficar barrado nas catracas, sob as mais ridículas alegações (os promotores jocosamente apenas oferecem a devolução do valor das entradas).

A compra de ingressos é um caso que estranhamente, não é investigado: o sistema de compras é nebuloso, os ingressos se esvaem das bilheterias e vão parar nas mãos de cambistas (que também agem debaixo do nariz das “otoridades”). Gangues denominadas Torcidas Organizadas recebem ingressos gratuitos (e ainda os revendem!) das diretorias para espantarem qualquer cidadão de bem dos estádios, e ainda são saudados por jogadores e dirigentes como se representassem de fato a coletividade de torcedores. Nunca passei para Organizada alguma qualquer procuração para falar em meu nome.

“Autoridades”, “celebridades”, puxa-sacos, aspones e “chegados” circulam livremente por áreas reservadas à imprensa e atletas, por vezes provocando e participando de tumultos. A quantidade de público não-pagante chega a assustar, assim como quando são anunciados públicos medianos em estádios lotados. Será que as praças esportivas encolheram?

Quarta última, nos arredores do Engenhão, torcedores mal-informados ou mal-intencionados iam em busca de ingressos, mesmo com a diretoria já tendo anunciado o esgotamento. Faltou juízo à organização do evento, que não fez o recomendado “cordão de isolamento” em torno do estádio, para evitar que somente aqueles com a entrada na mão pudesse passar.

Isso tudo no “moderno” Engenhão, concebido para ser modelo para arenas até mesmo da Copa do Mundo. No país da Copa, se paga uma fortuna para (talvez) assistir o jogo espremido como gado, pagar caríssimo por um lanche meia-boca e ser exposto aos vândalos patrocinados pelo próprio clube.

Quem vaio ao estádio, vai por muito amor mesmo

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

RECUPERANDO O TERRENO



Ao analisar o Argentina x Brasil de ontem, deixo claro que não dá para ver o jogo sob a mesma ótica da rivalidade do futebol se é que essa rivalidade é tão grande assim. Já disse que a rivalidade político-cultural entre os dois países é uma tradição inventada, bem no estilo de Hobbsbawn.


E mesmo a rivalidade futebolística não pode se transpor para outros esportes: no Hóquei de Grama e no Rugby os brasileiros são adversários de menor expressão; assim como o inverso acontece na Natação e no Futsal. A Argentina vive fase fantástica no tênis, e os brasileiros, no vôlei.

O ocaso do basquete brasileiro coincide com a ascensão do argentino, vice-campeão mundial em 2002 e campeão olímpico em 2004, competições em que os americanos enviaram seus atletas da NBA. A brilhante geração, comandada em quadra por Ginnobili e Scola e fora dela por Ruben Magnano. Enquanto isso, os brasileiros não vão às Olimpíadas desde 96, sofrem com problemas dentro de quadra (defesa falha e jogo coletivo inconsistente) e fora dela (brigas políticas na cartolagem e até mesmo a divisão do torneio nacional em duas ligas).

Os atletas que atuam na NBA (Nenê e Leandrinho, especialmente) não demonstravam muito interesse em defender o selecionado, e quando atuavam, o esquema era montado de tal forma que girassem em torno deles, e mesmo com o carimbo de profissionais da principal liga do mundo, não resolviam.

Em 2007, a contratação do espanhol Moncho Moonsalve foi encarado pelos técnicos tupiniquins como uma ofensa. “Ele não conhece os jogadores e o estilo brasileiro”, disparou Marcel, curiosamente um dos candidatos à vaga. Mas, a oxigenação era necessária, não só pela ausência em Olimpíadas, mas também pelos Mundiais, onde o time chegou a nem se posicionar entre os 16 melhores.

Mas, o time com Moncho ainda não havia passado do “quase”, e a CBB, em um surto de ousadia, contratou Rubén Magnano para comandar o time. Alguma evolução foi verificada no Mundial do ano passado, o time ficou em décimo lugar, perdendo um jogo parelho com a Argentina. Verdade que uma derrota evitável perante os eslovenos colocou os vizinhos no caminho dos brasileiros ainda nas Oitavas-de-Final.

Com o mimimi de Leandrinho (alegou contusão, de novo) e de Nenê (alegou problemas pessoais), Magnano ainda se viu sem Varejão (passou por cirurgia no tornozelo), e com isso, se viu obrigado a desenvolver um jogo mais coletivo, solidário, que abriu vaga para que se destacassem Huertas, Splitter e Heinteinteinner. De início irregular no torneio (chegou a perder para a República Dominicana), o time pode ter ganho a confiança definitiva após a vitória de ontem.

Se a classificação for sacramentada, Nenê e Leandrinho serão enviados para o limbo. O segundo, recém-transferido para o Flamengo, poderá escutar in loco o repúdio dos torcedores. De desertor para baixo. E se quiserem estar nos ginásios de Londres, que garantam logo um convite vip ou que corram atrás de ingressos.

Magnano conseguiu montar um grupo como Scolari fez com a o time da CBF em 2002, mas o título olímpico é quase uma utopia (os EUA enviarão atletas da NBA) e uma medalha é quase um sonho difícil. Ainda mais se compararmos as dificuldades da geração de Oscar, que tinha as antigas Iugoslávia e União Soviética como adversárias (o esfacelamento delas gerou quase meia-dúzia de ótimas seleções) e os americanos enviavam universitários para as competições internacionais.

Se ficar entre os oito primeiros, a missão estará cumprida.

De marcante, fica a recepção calorosa que Magnano recebeu em Mar Del Plata. Se, por exemplo, um vitorioso técnico brasileiro, como Bernardinho vier para cá comandando um selecionado argentino, o torcedor brasileiro saiba recebê-lo com respeito e reconhecimento.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

VAI SERVIR?



Argentina x Brasil (ou Brasil x Argentina) é o maior clássico do futebol mundial.

Só acho que para reforçar a rivalidade, seria necessário que houvesse uma final de Copa entre eles. Se enfrentaram quatro vezes, entre 74 e 90, e depois disso, pareceu perder o encanto. Mais ainda quando as pelejas deixaram os gramados sul-americanos e foram para Londres e Dubai, e não se surpreendam se acontecer na Conchichina.

Talvez, o último jogo marcante tenha sido o baile brasileiro (4 a 1) na Copa das Confederações de 2005, ou se falarmos de jogos disputados, a final da Copa América de 2004. Esse ano, poderiam se enfrentar em uma final de Copa América, mas ficaram pelo meio do caminho.

Atualmente, temos duas Seleções em crise, que buscam algo de diferente para reavivar. Os argentinos buscam há tempos um técnico que lhes dê confiança (Maradona penou para ir à Copa, Batista era apenas uma aposta) e Sabella parece na tê-la, a se julgar pela vitória inexpressiva e cautelosa sobre a Venezuela (1 a 0) em sua estreia. A geração talentosa do meio para frente (Messi, Tevez, Aguero, Dí Maria, Higuaín) não tem correspondência na defesa (Zanetti é há uma década e meia a melhor opção para a lateral direita e Romero não isnpira grande confiança no gol). Sabella quer primeiro se garantir no cargo, e para isso, lançou mão de Verón e Riquelme (os dois pediram dispensa).

Mano Menezes apostou pesado na renovação, no "protagonismo" da camisa amarela perdida na Era Dunga, mas os "meninos" se perderam. Contra a Alemanha, tirou um atacante para colocar mais um volante, e mesmo assim, levou três gols dos germânicos. Ronaldinho ressurge como necessidade, apesar de apenas engatar um início de grande fase no Flamengo, e junto com ele, mais alguns veteranos vão se mantendo ou ressurgindo, como Lúcio, reguindado ao posto de capitão do time que disputará o Mundial em casa.

Nesse panorama, e fora da Data-Fifa, as duas seleções se nfrentam com times sem "estrangeiros" para ressucitar a Copa Rocca, rebatizada de Supercopa das Américas, com o trofeu pusilanimente denominado Nicolas Leoz. Talvez valha para que os convocados cheguem à antissala dos times principais.

Os albicelestes se preparam para as Eliminatórias (não será fácil) e os canarinhos para a Copa sem passar pela qualificação. É preciso um amálgama entre renovação e experiência, mas que os segundos pelo menos rendam. Sendo assim, os jogos podem ter alguma utilidade.

Mas precisa ter o Leoz no meio?

O paraguaio é o ponto de equilíbrio político entre AFA e CBF, embora essas ajam semelhantemente (Julio Grondona e Ricardo Teixeira têm cátedra em velhcaria), mas não precisavem fazer tanta média. Poderiam batizar de Taça Mercosul, Taça Pelé-Maradona, ou qualquer coisa que o valha.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

QUEM NÃO VIU, NÃO PERDEU



O time da CBF voltou à campo hoje, em Londres, a sua casa desde 2006, contra uma seleção ganesa cheia de desfalques e ainda jogado com um a menos desde a meados do primeiro tempo. Por isso, vencer por 1 a 0 não foi nada demais. O amistoso não valeu muita coisa.


Na defesa e no meio-campo, nada demais: o time parece ser esse, com suas qualidades e seus defeitos. Mas cabe aí uma futurada: Lúcio não chega à Copa, e se chegar, chega mal.

O que mais se esperava era ver Ronaldinho, se ele pelo menos fizesse o suficiente para receber uma nova convocação. Se o objetivo fosse esse, considere-se objetivo cumprido. Para um time quase acéfalo, alguns lampejos de inteligência do gaúcho foram um alento.

Mais alento ainda foi a atuação de Leandro Damião: centroavante alto, forte e rápido, é a espécie ideal procurada pelo mercado europeu, e tem tudo para desbancar Alexandre Pato e Fred como os avantes de Mano Menezes. Nessa janela europeia ele ainda não foi, mas não sei se o Inter resistirá a uma oferta mais tentadora na próxima oportunidade.

O jogo no fim das contas não apresentou nada de novo, nem mesmo as esperadas exibições

domingo, 4 de setembro de 2011

LIBERDADE, AINDA QUE TARDIA



Liberdade é um bem mais que precioso, principalmente quando você a perdeu.


E se torna ainda mais precioso quando você sabe que ela vai durar pouco, breves dias por sinal.

O ar passou a ser leve, a atmosfera parece ser límpida e as nuvens negras parecem dar lugar à um céu claro.

O outrora ambiente morto deu lugar à uma paisagem com criaturas alegres, que cantam celebrando a liberdade que tanto aprecio.

É tempo de viver os dias intensamente, de aproveitar contando as horas para o fim da alegria.

É tempo de aproveitar até mesmo o tempo de descanso, de sorrir mesmo quando parece não haver motivos para sorrir. Basta lembrar que o pior está por chegar.

Que pena que será um tempo nada duradouro. Melhor nem pensar que ele se esgotará rapidamente. É tempo de viver sem se importar com o que virá.

Nada de pressão, nada de compromissos imediatos, nada de pressão, nada de viver sob a pressão do medo.

De repente, posso romper o medo para iniciar uma longa rumo à liberdade duradoura.

Aproveitar a liberdade é meu compromisso imediato, conseguí-la em definitivo é meu sonho.

Quem sabe eu o realize.

sábado, 3 de setembro de 2011

NOTÍCIAS DESIMPORTANTES - 17ª EDIÇÃO



GRETCHEN ANUNCIA FINAL DE CARREIRA
Como assim? Sem fazer um mega-show de despedida?

Será que ela vai deixar uma sucessora?

Precisamos de uma continuadora para esse ícone da música intelecto-sensual!

Pelo menos, que ela nos avise quando se casar pela centésima vez

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O XADREZ CANELA-VERDE



Já escrevi sobre os principais postulantes à cadeira de Prefeito de Vila Velha ano que vem, e desde então, a única novidade é a filiação de Max Filho ao PSB. No mais, as possibilidades continuam as mesmas: Neucimar, Max, Hércules, Rodney, Favatto, Vasco Alves (insistente) e mais um do PT.


Só que de vez em quando, aparecem alguns nomes nanicos.

O PT do B, comandado por Tenório Merlo, ensaia lançar Dionísio Ruy Júnior, ex-vereador e candidato pelo PDT em 2008, com o apoio resignado de Max, que viu seu partido preterir seu candidato Roberto Beling. Mesmo com uma razoável estrutura de campanha, Dionísio não passou de um quarto lugar, beirando os 10 por cento dos votos.

O PSDB, ex-partido de Jorge Anders, especula “para ver se cola”, Henrique “Casamata”, recém-expulso do PT por se recusar a deixar a administração Neucimar. O detalhe é que “Casamata” sequer é filiado ao tucanato. Observemos que ele não teve sucesso nas duas campanhas para vereador.

Essas “movimentações” são normais nessa época pré-eleitoral. É compreensível que partidos e grupos políticos comecem as articulações internas e claro, os blefes, como é o caso óbvio das possíveis candidaturas de Dionísio e “Casamata”, que só servirão para preencher espaço no horário eleitoral e fazer emissoras arranjarem mais espaço nos debates.

Também estamos dentro do prazo para trocas de partido, lembremos, a filiação de Max Filho ao PSB ainda não está sacramentada. Até Outubro, movimentações ainda podem ocorrer, embora reconheçamos que em maior número entre os candidatos a vereador.

O PT é um caso a parte: desde que decidiu bater em retirada rumo à oposição, seria caminho natural que o partido lançasse candidato próprio. Mas quem? Insistir em Cláudio Vereza (que ficou longe do segundo turno em 2008), ou lançar Guilherme Lacerda (que também naufragou como candidato à Deputado Federal em 2010), ou arriscar de vez, lançando o vereador João Batista Babá, que perderia uma candidatura promissora à reeleição para tentar um voo kamikaze.

Neucimar já se articula e anuncia uma frente multipartidária contra Max, embora ele não divulgue. Mas não se impressionem: a lista é composta em sua maioria por partidecos inexpressivos, muito mais legendas de aluguel do que redutos ideológicos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A CALCULADORA DOS SPURS



Para comentar o início de temporada do Tottenham, é preciso saber primeiro qual é o objetivo do time na temporada, o que não é difícil: chegar à Champions da temporada quem vem, e se possível, beliscar uma das Taças secundárias que disputa nessa temporada ( FA Cup, Carling Cup e Europa League). Essas competições secundárias dependem de regularidade , especialmente nos mata-mata, e claro, sorte nos emparceiramentos, muito mais ainda quando vierem os times eliminados na fase de grupos da Champions


Mas, e na Premier League? Vamos à minha teoria:

O futebol inglês tem direito à quatro vagas, e se considerarmos a média das últimas cinco temporadas, 72 pontos é a pontuação para se chegar em quarto lugar. Para um cálculo de metas, dividi os adversários em dois grupos: o primeiro, com Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City e Manchester Unidet. Os demais times vêm no segundo grupo.

Contra os “grandes”, a meta é atingir 15 pontos, dez em White Hart Lane e cinco fora. Em casa, três vitórias, um empate e uma derrota; fora dos domínios, uma vitória, dois empates em uma derrota. Como desconsolo, uma derrota em casa e outra fora já foram gastas.

Detalhe que mesmo entre os grandes, é nítido que Manchester Unidet, Chelsea e Manchester City estão á frente de Arsenal e Liverpool.

Contra os “menores”, é necessária uma campanha muito boa, de 57 pontos em 28 jogos. Dos 14 jogos em casa, a meta é chegar á 35 pontos (11 vitórias, 2 empates e 1 derrota). Longe dela, 23 pontos (6 vitórias, 5 empates e 3 derrotas).

Lógico que é só uma perspectiva estatística...

O clube não fez grandes contratações, perdeu Robbie Keane, que já não ia bem há algum tempo, e ainda enviou uma barca cheia, liderada por Peter Crouch. O ataque desinchou, mas não restaram muitas opções.

Luca Modric deixou claro que queria sair, mas a proposta do Chelsea não convenceu, e reconheçamos, as opções que restaram mesmo antes da barca sair não eram tantas assim.

Mas, de nada vão adiantar essas contas se o time for irregular.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O PÓS GP DA BÉLGICA



Não sei se proposital. Mas quem definiu que o fim das férias da F-1 deveria ser em Spa foi genial.
Porque o circuito belga é, sempre, cenário perfeito para corridaças. Não falha. Não falhou hoje.

Após quase um mês de abstinência, a categoria assistiu a um belíssimo GP.

Vitória de Vettel. A 17ª da carreira, a 7ª em 12 corridas até agora nesta temporada. Com o resultado, o alemão supera Hamilton e se firma como o terceiro piloto em atividade com mais vitórias. Está atrás apenas de Schumacher (91) e Alonso (27).

Nem 8 nem 80. Bruno não é o salvador da pátria que muitos tentaram criar após o sétimo lugar no grid, mas também não é um barbeiro-pagante, acusação postada por torcedores indignados após o GP. É um piloto rápido, que assimila questões técnicas com muita facilidade, mas que ainda é verde em muitas situações de corrida. Esse pró e esse contra ficaram bem claros no fim de semana.

Ele corre em Monza e, na minha opinião, fica até o fim do ano. O abraço que recebeu de Boulier no sábado, após a classificação, para mim vale mais do que um comunicado oficial;


Massa saiu em quarto, terminou em oitavo. Alonso saiu em oitavo, terminou em quarto. "O que acontece com Massa?", perguntam. Não sei. Não sei mesmo. Será que o verdadeiro Massa é aquele de 2008 ou será que é o de 2011? Será que aquele vice-campeonato não foi circunstancial, fruto de uma série de eventualidades?

Ou será que é agora que ele está sofrendo uma pane, resultado do acidente de 2009 ou da paternidade ou da ordem na Alemanha ou da força de Alonso ou de alguns desse pontos ou mesmo de tudo isso somado? São perguntas que fazem e que, desculpem, não sei responder.

Até porque o próprio Massa não dá pistas. Ontem, colocou a culpa nos pneus macios. “Com pneu médio, o carro se comportou muito melhor e eu consegui pilotar nas últimas 12 voltas do jeito que o carro podia." Ah, ok. Então ele e a equipe jogaram as primeiras 32 voltas no lixo. Assim fica difícil...

Schumacher classificou de "maravilhosa" sua corrida em Spa. Eu não usaria o mesmo termo, mas, sim, foi seu melhor GP desde a volta da aposentadoria. O progresso da Mercedes é evidente, e acho que é essa a maior motivação do heptacampeão para 2012.

Continha rápida. Em 12 GPs, Vettel abriu 92 pontos sobre o vice-líder, Webber. Uma média de 7,6 pontos por GP. Arredondemos para baixo, para 7. Mantendo esta média, o alemão será campeão daqui a três corridas, no Japão. Se a gente der um desconto, pensando que a McLaren não está morta, a consagração do bicampeonato na corrida seguinte, na Coreia do Sul, parece uma aposta bem razoável.

A Fota definiu que haverá um teste coletivo durante a próxima temporada, em Mugello. Será em maio, na volta das equipes da Ásia, antes do GP da Espanha. Ótima notícia;

No Mundial de Pilotos, Vettel abriu mais sete pontos de vantagem para o vice-líder, Webber. Tem 259 pontos, contra 167 do australiano: 92 de folga. Alonso tem 157. Button é o quarto, com 149. Hamilton tem 146. Massa é o sexto da tabela, com 72.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

AS INVENCIONICES



O Tottenham entrou em campo hoje com uma escalação que deixaria Adilson Batista e Paulo Cesar Carpegiani babando de inveja. Contra um dos dois melhores times do país, Harry Redknapp escalou seu time com quatro zagueiros, cinco meias-atacantes e um atacante. Isso mesmo, cinco meias aofensivos e nenhum volante. A explicação oficial é que não havia volantes disponíveis. Huddlestone, porém, entrou no intervalo. E Corluka estava em campo. Era perfeitamente possível colocar o croata como volante, Kaboul na lateral e Bassong na defesa.

Redknapp errou, como erra sempre. O ano passado inteiro tentou jogar com um só atacante, sendo que não tem atacantes com essa característica, para encaixar Modric e Van der Vaart no time. Como o holandês se machuca muito, faria muito mais sentido revezar os dois, colocar ambos em campo contra times mais fracos, e ter dois atacantes. E um volante, claro.

Mesmo assim, o inglês é muitas vezs cotado para assumir sua seleção, e seu currículo, se bem editado, pode dar crédito a isso. Afinal, foi ele que levou os Spurs à Champions League, e às quartas-de-final dela. O que me intriga é como é que isso pode acontecer.

Acho que os técnicos são supervalorizados. Têm é que atrapalhar pouco. Redknapp, tudo indica, é um motivador. E, quando não inventa, isso funciona muito bem. Como eu já disse aqui, um Joel. O problema é que ele não sabe disso, e de vez em quando inventa para ver se funciona. Isso, um Tite. Funciona uma vez, falha 50. Mas ele continua. E com moral. Como, aliás, tantos joéis, tites, abéis...

domingo, 28 de agosto de 2011

PALMEIRAS 2 X 1 SMALL CLUB



Nem o Oliveira caçula deu jeito – e olha que ele tentou. Para cerca de 36 mil pagantes – o mesmo que seria auferido no Pacaembu, mas com apenas metade da renda, o Verdão ganhou o Derby por 2×1 e se manteve mais do que vivo no Brasileirão.

A rodada marcou o final do primeiro turno, e o Palmeiras está em sexto, mas a apenas cinco pontos do líder – a mesma diferença para o sétimo colocado. Apesar de ter vivido todas as crises possíveis e imagináveis, o time chegou ao fim do turno na briga, em evolução, tem uma perspectiva nova com a chegada de um NOVE-NOVE, e em paz.


Tite armou seu time com três atacantes, mas na verdade Jorge Henrique atuava mais como quarto homem do meio, auxiliando Danilo. Felipão foi pro jogo forçando pelos flancos. A primeira chance foi deles, numa cabeçada de Wallace, aproveitando cruzamento de Jorge Henrique.

Nosso troco foi rápido, com Patrik fazendo boa jogada pela direita e centrando para Kleber, que cabeceou forte, mas para fora. Aos poucos o Palmeiras foi dominando o meio de campo e tomando a iniciativa, e nessa pegada, outra chance foi criada por Kleber, agora pela esquerda: ele invadiu e bateu cruzado, com pouco ângulo, e Julio Cesar jogou pra fora.

Num lance fortuito, entretanto, o Small Club abriu o placar: após tiro de Ramon de fora, Marcos defendeu, mas deu rebote; na sequência a bola sobrou para Emerson fora da área; ele tentou cruzar, Henrique fechou com Liedson e a bola passou direto, iludindo Marcos. Ela ainda bateu na trave antes de ir para o gol. A vantagem era injusta, num lance de sorte.

O Palmeiras mantinha a lucidez tanto na marcação quanto na armação, e melhorou mais ainda quando Felipão trocou Patrik, que insistia em jogar aberto, por Fernandão. O centroavante, grandalhão que acabou de chegar do Guarani, além de dar a referência aos ataques do time, mostrou que tem estrela quando, num de seus primeiros toques na bola, disputou a bola com Julio Cesar após escanteio cobrado por Assunção; a bola espirrou e se ofereceu limpa para Luan fuzilar e empatar o jogo.

O Verdão seguiu melhor, mas o primeiro tempo terminou mesmo empatado – só que com a nítida sensação que o jogo estava à nossa mercê.

No segundo tempo o Verdão foi mais dominante ainda. Marcos Assunção e principalmente Chico anularam a criação smalliana, e a presença de Fernandão no meio dos zagueiros incomodava demais. Valdivia apareceu bem, e além de distribuir o jogo, irritava os adversários. E numa dessas, quem teve liberdade foi Assunção, que achou Fernandão enfiado e levantou na medida. O grandalhão matou no peito, e sem deixar cair, tirou do goleiro com surpreendente categoria, marcando um golaço. Que estreia foi essa!

Com a vantagem, o Palmeiras cometeu seu maior erro no jogo, que foi tentar administrar a vantagem. Assim, o time abriu mão da posse de bola, e deu chances ao adversário de conseguir o empate. Num ataque iniciado por Willian, a bola passou por Paulinho, Liedson até chegar em Emerson, que ficou de frente para Marcos mas amarelou, batendo fraquinho. O jogo estava tranquilo mas podia começar a ficar perigoso.

Nossa sorte é que do outro lado o treinador que fala pouco estava numa tarde de inspirabilidade, e trocou Danilo por Willian, deixando Jorge Henrique como único armador. Foram minutos de marasmo no clássico: o Palmeiras abriu mão da ofensividade, e bloqueava todas as tentativas do Small Club – até que Tite tentou corrigir seu erro e colocou Morais no Jorge Henrique. Eles melhoraram um pouco, mas não o suficiente para nos ameaçar.

O resultado é que os últimos 20 minutos foram de muita briga, lances duros, provocações, até que Valdivia disparou mais um chute no vácuo, levando Chicão à loucura. A melhor chance do Palmeiras na parte final do jogo ficou com Luan, que arrancou pela direita, invadiu e bateu cruzado – torto, bem à sua moda. Perto do fim, o único susto: Liedson bateu de fora da área, ainda contou com a ajuda do morrinho, mas Marcos fez uma defesaça, digna de um vencedor de um Derby.

O árbitro, que fechou os olhos para a pancadaria do time adversário, inclusive para tapas e cotoveladas, resolveu infartar alguns palmeirenses pelo mundo ao dar cinco minutos de desconto, mas nem assim deu: final de clássico, Verdão 2×1.

Estávamos realmente precisando dessa vitória, em todos os aspectos. Tecnicamente, o time mostrou que superou a fase de seca no ataque. Moralmente, o time entra num momento de recuperação, com um fato novo para estimular: a chegada desse grandão que ainda está longe de mostrar que é o cara que vai resolver nossos problemas, mas que foi importantíssimo no passo dado hoje. E na tabela, a rodada ajudou e recuperamos pontos importantes na diferença para os cinco primeiros.

Estamos vivos, a Sulamericana não vai mais nos atrapalhar, as crises foram superadas e o momento é de subida. Um ótimo momento para entrar numa trajetória assim – só precisa ser ratificado com uma boa partida contra o Botafogo, no Engenhão, o que nos colocaria de volta até no grupo que se classifica para a Libertadores.