quinta-feira, 19 de maio de 2011

EXISTE FÓRMULA MÁGICA?



Vai começar mais um Campeonato Brasileiro, a sua 42ª edição, e a nona vez consecutiva que acontece na modalidade de pontos corridos. Assim que começa o torneio (e assim que acaba também), é normal a discussão sobre qual o modelo ideal de disputa.


Uns dizem que o mata-mata prende a atenção do torcedor, privilegia a disputa, permite que os times que vacilaram em determinados momentos que reajam. E de brinde, ainda citam o festival de times reservas que infestaram os últimos anos, pondo em dúvida até mesmo a lisura da competição.

Outros defendem os pontos corridos como prêmio ao planejamento, à organização, à regularidade, aos times que foram bem durante toda a competição. E de quebra, lembram que erros de arbitragem, tão comuns em dados momentos e em dadas situações, são menos decisivos em um torneio longo do que em uma competição resolvida em um ou dois jogos.

Vou direto à minha opinião: prefiro os pontos corridos, desde que haja uma competição com no máximo vinte clubes (com três ou quatro rebaixados), e espécie de “prêmios de consolo” para os demais times: vagas na Libertadores e na Copa Sul-Americana. Nessa última competição aliás, seria interessante reduzir o número de times ingressantes de oito para quatro. No atual formato, poucos times, excluindo os classificados para a Libertadores e os rebaixados, não se classifiquem para o torneio de segundo semestre da Conmebol.

O Campeonato Brasileiro é talvez, ao lado do Argentino, o mais equilibrado entre os principais do mundo: existem doze clubes que podemos chamar de grande (esse ano, todos na Primeira Divisão), que se caírem são motivo de comoção, e mais um ou outro time de médio porte que pode fazer um estrago.

Nas últimas vinte edições, onze campeões diferentes, e nessas oito edições por pontos corridos, apenas seis times disputaram todas as temporadas na Série A. Dos chamados grandes, Grêmio, Corínthians, Palmeiras, Vasco, Botafogo e Atlético Mineiro já curtiram um purgatório na Segundona.

Por isso, vale a pena um campeonato em que os times são postos em condição de igualdade durante todo o ano,não sendo necessários artifícios de postergar a disputa para uma fase posterior. Das oito edições por pontos corridos, cinco só determinaram o campeão na última rodada, sendo que em 2009, quatro times chegaram à rodada derradeira com chances de levantar a taça. Ano passado, a disputa foi entre três pretendentes.

Não é necessário fazer uma fase final. Isso só seria preciso em torneios desequilibrados ou sem grandes atrativos para times que cheguem em posições intermediárias. Como é o caso da Série B, onde seria interessante por exemplo (proposta minha) que os dois primeiros garantissem vaga direta, e que os seis seguintes disputassem duas vagas de acesso.

Mata-mata só interessa à televisão, e quando os interesses comerciais se sobrepõe aos interesses técnicos...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

ANDRÉS SANCHEZ E SUA FAMÍLIA DE GANGSTERES



http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2011/05/19/andres-sanchez-e-sua-familia-de-gangsteres/

"Sou amigo da Globo mesmo, apesar de ser gângster".



Raramente teremos uma nova oportunidade de ouvir outra frase tão sincera e, digamos, honesta vinda da boca do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez.


Truculento também com as palavras, mesmo sem dominar a norma culta, o que está dito é definitivo: estamos diante de alguém que não vê “pobrema” em ser o capo di tutti capi de um grande “crube”.
Parece até delação premiada. Fogo amigo? Para quem tinha alguma dúvida de como esse homem está intimamente ligado ao que há de pior no futebol deste país, a declaração é esclarecedora.

Gângster, para quem não sabe, é a palavra em inglês que define o membro de um bando de malfeitores que, a mão armada, roubam e matam. O mesmo que bandidos, quadrilheiros.

Fica tudo muito claro na involuntária confissão do cartola. Só no país da impunidade um homem desses chega aonde chegou. Pobre nação corintiana. Pobre nação brasileira.
Fica mais fácil também entender o entusiasmo, a dedicação, a forma voraz com que esse homem implodiu o Clube dos Treze, arrastou seus colegas para a “bandidagem” e fez prevalecer os interesses mais obscuros.

Andrés Sanchez destilou todas essas barbaridades sem rir ou gargalhar. Falava sério mesmo. Sabia o que estava dizendo. Não, não foi brincadeira. O tom de voz é apenas arrogante, presunçoso e repleto de vaidade.

O dirigente corintiano, depois, pediu desculpas pelo ato falho. E a Globo aceitou, segundo nota oficial da equipe paulista. Disse que “não houve nenhuma intenção ofensiva”.


Ah é? Isso é uma confissão de culpa? Uma autocrítica? Se chamar de bandido não ofende, de agora em diante vai ser difícil encontrar uma palavra mais dura para insultar a emissora.


Agora está mais evidente o que aconteceu na briga de bastidores pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Pelo menos, quais teriam sido os métodos usados pela Globo para desafiar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.

Eles vivem no submundo do crime? Afinal, pelo visto, são todos da mesma “família”. O futebol é cosa nostra. Portanto, definitivamente, um caso de polícia.

Depois, o desmentido:

Nota Oficial: Andrés Sanchez



Sport Club Corinthians Paulista


18/05/11 18h34


O presidente Andrés Sanchez faz questão de vir a público esclarecer que não teve intenção de ofender ninguém quando, inadvertidamente, usou a palavra “Gângster”, em reunião do Clube dos 13.


O termo não foi utilizado na sua acepção injuriosa, mas sim como uma tentativa de descrever que, nas negociações acerca dos direitos de transmissão do futebol, as partes negociantes, entre elas as emissoras de televisão, tentam, como é natural, tirar o maior proveito comercial de todas as negociações, lançando mão de todas as cartas que possuem.


De qualquer forma, logo no dia seguinte, ao constatar que a expressão inglesa não era a mais adequada, o presidente entrou em contato com a TV Globo que, com esses esclarecimentos, constatou não ter havido qualquer intenção ofensiva.

Comentário: não tem jeito! O que foi dito nãoo tem conserto...

terça-feira, 17 de maio de 2011

PEQUENOS CULÉS












Na ordem: Messi, Iniesta, Puyol e Xavi.

Detalhe: não sei se a voz do Puyol, continua a mesma, mas os cabelos continuam uma inhaca...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

CANELEIROS - 13ª EDIÇÃO



Nosso editor Astrosomildo Peçanha mudou de ares. Esteve no Recife, terra do Santinha, do Náutico e do Ixporti.

Que eixo Rio-São Paulo, que nada...

Depois de várias tentativas, finalmente acabou essa chatice de hexa e de luxo. Antes era Flamengo e São Paulo enchendo o saco, mas o episódio recente é Sport e Náutico. O primeiro tentava o hexa inédito na sua história, enquanto o segundo secava para impedir.

E aí primeiro foi o tal “penta único”, depois “hexa único”. Só não tem “chato único”, porque aí são vários. Aí veio a CBF e disse que os dois eram hexa e fim. Isso depois de uma chatice sem tamanho, por anos e meses a fio. Aí esse ano começa com o Sport pentacampeão pernambucano e com a chance de igualar o feito do Náutico entre 1963 e 1968. Hexa é luxo do Náutico, que o Santa Cruz tinha a missão de impedir.

O Santa, que já tem a maior torcida do estado, ainda contou com o reforço do Náutico. Porque time que é bom é isso aí, tem que torcer pelo do outro, já que o seu... E olha, tava cheio de time assim no país. São Paulo e Palmeiras choraram abraçados vendo a TV olhando o Santos levantar o segundo caneco consecutivo contra o Corinthians sem nem precisar jogar bem e ainda cansado.

Eis que o Santa perdeu, mas levou – o título, diga-se. Hexa continua sendo luxo do Náutico em Pernambuco. Enquanto isso, o Santos continua com o luxo de contar com o Neymar. No Paulixão. Porque eis que chegará a Copa América, que tira o atacante do Brasileiro. E os Estaduais aí, tomando calendário desnecessário e jogando a pré-temporada (e o preparo físico) no lixo. Que beleeeeeeza, diria aquele narrador.

“Com elenco na Granja, Fluminense vai lançar novos uniformes nas Laranjeiras” (UOL) – Vai “botar” o uniforme? Vai apresentar por dúzia?

“Artur lembra Anfield para bater o Porto e diz que Braga pode encarar qualquer um” (ESPN Brasil) – A diferença é que o Porto não é o desinteressado Liverpool, né? E ao contrário de Torres, Falcao faz gol todo jogo.

Van der Vaart, de reserva do Real Madrid passou a titular e um dos protagonistas do Tottenham. E marcou um golaço contra o Liverpool no fim de semana.

A Sampdoria, cmeçou a temporada na Champions, termina na Serie B italiana. Que faaaaaase, amigo.

Tevez soltou seu famoso mimimi anual: disse que quer ficar no Man City, mas depende da família.

Maradona finalmente arranjou um empreguinho! Vai dirigir a superpotência Al-Wasl, dos Emirados Árabes.

A Uefa inocentou Busquets da acusação de racismo. Afinal, desde quando chamar de macaco é racismo, não é? Tsc, tsc.

Saldo do Centenada do Curintia: eliminação na pré-Libertadores para o Tolima, 100° gol de Rogério Ceni (o único centenário do Centenada) e vice do Paulixão. Nada que fugisse do padrão Curintia de ser

Alguém pode me dizer qual a filosofia do São Paulo Futebol Clube? A filosofia é ser diferenciado. Mas não é aquele diferenciado que a dona de Higienópolis citou – o editor

domingo, 15 de maio de 2011

OS ESTADUAIS AINDA VALEM A PENA?




Todo início de ano é a mesma coisa: calendário apertado, muitas competições a disputar, elenco a se montar, dificuldades financeiras...

E logo nos primeiros dias da temporada, o início dos estaduais, uma maratona que pode chegar a quatro meses de disputa, intercalados com a Libertadores, Copa do Brasil, amistosos da Seleção e eventuais contusões e suspensões.

E fica a pergunta: os Campeonatos Estaduais ainda valem a pena?

Minha resposta: sim e não.

Sim, porque ainda são um meio interessante de começar a temporada, um bom teste para times em formação, ainda por cima com o ingrediente da rivalidade, que animam as competições, especialmente nos momentos finais.

Não, porque são competições que não classificam para nada, e são inchadas demais, com o número excessivo de clubes, e consequentemente de jogos, para que Presidentes das Federações possam se perpetuar no poder às custas de times grandes.

Dá para manter esse tipo de competição, desde que sejam reduzidas. Em São Paulo, 14 times (no máximo) ao invés dos atuais 20, e no Rio 10 equipes, ao invés das atuais 16. Nem que para isso, se faça uma fase seletiva antes da entrada dos grandes.

Outra coisa: melhores estádios e gramados, horários decentes para transmissão e consequentemente, presença de público.

Mas, querer isso é mais difícil que ser presenteado pelo Papai Noel.

sábado, 14 de maio de 2011

PÕE NA CONTA DO GOVERNO



Quando o Brasil pôs na mesa a sua candidatura à sede da Copa de 2014, logo se espalhou o medo dos gastos exorbitantes. O Pan Americano que estava por acontecer no Rio de Janeiro já era um escândalo orçamentário, e o tal legado do Pan, prometido pelos organizadores, se restringiu a um legado pífio.

Fosse este um lugar com um pouco de seriedade, cabeças já teriam rolado.

E Ricardo Teixeira, já com Lula nas mãos, alegava que tudo seria realizado com dinheiro da iniciativa privada.

A FIFA, que iniciou um rodízio em 1998, e estabelecera que a Copa de 2014 retornaria ao continente sul-americano após 36 anos do Mundial (da ditadura) Argentina, torcia para que uma candidatura decente pudesse evitar o risco de entregar á organização do maior evento uniesportivo do mundo às esbanjadoras e incompetentes autoridades brasileiras.

Não teve jeito, e quatro anos depois, como já era de se esperar, o cronograma está todo atrasado: aeroportos não ficarão prontos a tempo, a estrutura viária será para lá de deficiente e em alguns casos, nem estádios garantidos teremos.

Esse é o caso a ser tratado:

Como já se sabia, o erário será surrupiado para garantir a construção dos estádios. Até aí, nenhuma novidade. Mas, nem usando o dinheiro público as coisas avançam.

Em Brasília, o novo Mané Garrincha vive sob a sombra do Ministério Público, que investiga fraudes na obra. Lembremos, obra contratada na Era Arruda.

Em Salvador, o Comitê Local que que o BNDES atropele os trâmites legais para garantir logo o dinheiro.

Em São Paulo, o caso mais complicado: a lógica dizia que o Mundial aconteceria no Morumbi, mas Ricardo Teixeira invocou (sabe-se lá motivo, aliás desconfiamos) que a cidade precisaria de um novo estádio, no caso o do Corínthians, que costurou uma engenharia político-financeira para erguer o estádio em Itaquera e fazê-lo palco da Abertura.

O problema é de onde vem a grana: sem Lula no Palácio do Planalto (substituído por Dilma, que quer pôr um freio no esbanjamento), o Corínthians não consegue fazer a construção iniciar de fato. A Copa das Confederações, em 2013, já passará longe da cidade mais importante economicamente do Brasil, e o Mundial pode seguir o mesmo caminho.

Alckmin e Kassab não parecem dispostos a arcar com os custos, nem parecem poder.

O Palmeiras deve ter a sua Arena pronta nesse prazo, embora sem capacidade de receber a Abertura, isso se a diretoria e a W Torre não pararem de brigar.

O Sâo Paulo tenta a missão difícil de tentar recolocar o Morumbi no páreo.

Até a Portuguesa tenta a missão impossível de pôr o Canindé na rota do Mundial.

NOTÍCIAS DESIMPORTANTES - 16ª EDIÇÃO



Do Blog de Fabíola Reipert:

Lia Khey, que ninguém nunca mais ouviu falar..., se superou no show do Kid Abelha, em São Paulo.



Ela achou que era famosa e que não precisaria pegar fila para entrar. Ficou dando piti para quem quisesse ver.


E deixou escapar uma pérola...


- Eu sou ex-BBB e não preciso ficar na fila.


O segurança que ouviu a frase nem deu bola.


Não contente, no camarote Lia ficou com frescura para tirar foto.


O curioso é que havia outros ex-BBBs por lá e nenhum deles se comportou mal.

Comentário: QUEM É LIA?

Com um show da Paula Toller, eu iria me preocupar em saber oq ue fez a tal de Lia?

Ah, vão se catar...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

OS QUATRO ESCUDEIROS



A equipe do Barcelona tem alguns jogadores do tipo world class: Messi, atual bi-campeão do prêmio da FIFA, Xavi e Iniesta (os dois finalistas do ano passado) e Daniel Alves (possivelmente, o melhor do mundo na posição).

Ainda tem David Villa, que ainda não jogou o que pode, mas é de qualidade individável.

Ou os dois zagueiros: Puyol, que não é nenhuma virtuose, mas sua valentia em campo e sua longa carreira no Camp Nou o farão ingressar no Panteão Culé; e Piqué, um zagueiro que evolui à olhos vistos sob o comando de Guardiola, e também está entre os melhores do mundo em sua função.

Mas, ainda existem os carregadores de piano:

Victor Valdez: o arqueiro não tem a qualidade de Casillas (a torcida do Barça admite sem problemas que o segundo é melhor), e já o viu alternar altos e baixos, variando da exibição excelente contra o Arsenal na final da Champions de 2006 até a pixotada no ano seguinte contra o Liverpool. Mas, dessa vez, pelo menos tem feito uma temporada sem grandes sustos.

Mas, como elogiar goleiro é arriscado...

Keita: ser volante de contenção nesse time não é nada fácil, porque fazer companhia para Xavi e Iniesta não é lá tarefas das mais tranquilas. Além disso, quando o time vai ao ataque, ele tem que segurar o rojão lá atrás. E mesmo sem ser um gênio, vai cumprindo a sua tarefa, ao ponto deixar Mascherano para trás e atuar no mesmo nível de Yaya Touré.

Pedro: o nome do Barcelona está envolvido em pretensas convocações de meias ou atacantes que ocupariam o lugar de Pedro no ataque (Rooney, Fabregas e van Persie). Enquanto isso ele vai se mantendo no time, jogando como uma formiguinha, correndo como um louco para dar suporte aos seus estelares colegas de dianteira.

Abidal: não foi titular a temporada inteira, mas quando joga, tem a função de servir como terceiro zagueiro para o esquema tático passar para o 3-4-3. Pode jogar na zaga, conforme a necessidade. Mas, esse é um guerreiro na vida e milagre de recuperação: depois de extrair um tumor no fígado, voltou à campo um mês depois, sob avassaladores aplausos no Camp Nou. Ovação triunfal que poucos craques tiveram

quarta-feira, 11 de maio de 2011

TRÊS VEZES BARÇA


AFP PHOTO / JOSEP LAGO

Não foi com goleada, não foi com show, não foi sequer com vitória. Nem gol de Messi, quem marcou foi o operário Keita.

Mas o empate contra o Levante garantiu o tricampeonato do Barça.

É o que vale.

Pelo menos a temporada não passará em branco, e agora é pensar no jogo de Londres daqui a duas semanas contra o Manchester Unidet.

Sinceramente, se tivesse perdido, não tinha problemas. Talvez fosse melhor ganhar a taça no fim de semana no Camp Nou, diante do Deportivo La Coruña.

Mas, o que importa é o título.

E finalizando:

MADRID, CABRÓN, SALUDA EL CAMPEÓN



A CRISE DA OPOSIÇÃO



Quem lê esse blog sabe que não sou nada fã do tucanato, nem dos demistas, nem dos pepeessistas (?)...

Entre um bando de almofadinhas pseudo-tecnocratas que se afirmam os desbravadores da modernidade brasileira, e um bando de ex-alguma coisa que se vangloriam como defensores do populacho, fico, por falta de melhor opção, com o segundo grupo.

O tucanato está rachado, é fato: no canto paulista do ninho, Serra e Alckmin travam uma guerra surda pelo controle local da legenda. Serra quer concorrer à presidência em 2014, seja passando pela prefeitura paulistana em 2012, ou de outra forma que vá atrapalhar o leque de alianças do Picolé de Chuchu no estado onde pretende fincar o seu feudo.

Um pouco logo ali, Aécio Neves arma uma aliança circunstancial com Alckmin para deter Serra, seu amigo-inimigo de infância. Na pauta, a candidatura tucana para as eleições presidenciais de 2014. O barão mineiro já quer antecipar a escolha para 2012, aproveitando o momento fraco de Serra.

No meio desa confusão, Fernando Henrique, com cara de patriarca que não é ouvido pela prole, saiu-se com um projeto político de verdade para o tucanato: focar-se na emergente e cada vez mais numerosa classe-média, já que o povão estaria perdido para os petistas.

Lógico que FHC nega e negará que disse exatamente isso. No melhor estilo "esqueçam o que escrevi". Lembram-se da frase pré-posse?

Mas não deveria: o que o ex-presidente propôs foi apenas que o partido tivesse uma proposta política clara, com público-alvo bem definido, priorizando seu eleitorado. Ganha-se um nocho do eleitorado, e perde-se outro. É a tal teoria da escolha racional de Adam Przerwoscki.

Mais adiante, o Democratas, antigo PFL, que costumo chamar de DEMO, o antigo parceiro que virou sócio minoritário, e agora, entra em um processo de atrofia com a debandada liderada por Kassab, que fundou o tal PSD.

Acontece que essa turma vinhapendurada nas bolas da máquina pública desde a chegada de Cabral por aqui, e os oito anos de Lulismo mais os quatro de Dilmismo a se cumprir foram demais para a turma de Painho ACM.

Se livrando das acusações de infidelidade partidária, um batalhão de políticos migram para a nova legenda, e outros, sem mandato, buscam um lugarzinho ao sol, como "fundadores de uma nova maneira de fazer política no país".

E um bando de Demos batem em retirada, inclusive algumas de suas bestas-feras, como Kátia Abreu, a madrinha do latifúndio, Raimundo Colombo (govaernador catarinense, da terra onde Lula queria "extirpar" a legenda") e Guilherme Afif, que seria a provável aposta do Demo para a prefeitura paulistana em 2012.

E para completar, Jorge Bornhausen, cacique das antigas, que afirma deixar a vida partidária.

E até o ninho tucano perde alguns de seus pássaros, inclusive alguns de seus fundadores, quando o tucanato nascia para se desmembrar do fisiologismo do PMDB, hoje a noiva interesseira no casamento com o PT.

E o PPS?

Bom, o antigo Partido Comunista, hoje posando de socialista, e aliado aos pseudo-social-democratas e aos oligarcas decrépitos, pode passar a ser o aliado de maior porte do PSDB.

No meio da crise, cogita-se a fusão de PSDB e DEM.

Sinceramente, tomara que a oposição se fortaleça. Não seria bom que o PT se tormasse uma versão brasileira do PRI mexicano, que governou o país por mais de 70 anos.

Se ganhar eleições consecutivas, que pelo menos o faça diante de um adversário que não seja caquético.

HOJE É O DIA?



Hoje, o Barcelona entra em campo contra o Levante, em Valencia.

Precisa de mais um ponto apenas para levantar a Liga, a terceira consecutiva e a quinta nas últimas sete temporadas.

Mas, não era melhor entregar o jogo e deixar a festa para o Camp Nou, no final de semana

Seria, mas é melhor resolver logo essa bagaça e se concentrar duas semanas para a final da Champions.

É bom mesmo, porque o primeiro tempo avassalador que o Manchester Unidet impôs sobre o Chelsea fé de se preocupar.

terça-feira, 10 de maio de 2011

AGORA É JOGAR PELO MÍNIMO

 

No mesmo estádio (City of Manchester), onde o Tottenham sacramentou a sua vala na Champions dessa temporada, os mesmos Citizens garantiram a sua vaga para a melhor competição de clubes do mundo, deixando os Spurs brigando apenas por uma vaguinha na Europa League.

Brigando com o Liverpool, que tem um ponto a menos, e um jogo direto em sua casa, no próximo final de semana, quando acontece a penúltima rodada. Em caso de derrota, o time de White Hart Lane deve ficar restrito às competições nacionais na próxima temporada.

No início dessa temporada, imaginava-se que o Tottenham brigasse pelo terceiro lugar contra o Arsenal, Liverpool e o Manchester City. Chelsea e Manchester Unidet estariam e estão um passo à frente.

Com isso, eu havia feito uma série de cálculos para pelo menos garantir uma vaguinha na Champions 2011/12.

O negócio era dividir os adversários em dois grupos: no primeiro, estariam os cinco "grandes" citados acima, e no outro, os outros 14 adversários.

Contra os "grandes", seriam nove pontos em casa e cinco fora.

Contra os pequenos, seriam 33 pontos em casa e 23 fora.

70 pontos já seriam suficientes, haja visto que o atual vice-líder Chelsea tem isso faltando duas rodadas para o fim.

Mas...

Tem sempre um mas.

Principalmente pontos perdidos em casa para os "pequenos"...

E o tal planejamento foi para o saco...

Isso sem contar duas eliminações vexaminosas diante de Arsenal e Fulham, e os Spurs podem voltar ao estigma do time que não vingou.

O problema não é exatamente o elenco, que precisa de umas três peças no time titular, e que se interrompa a instabilidade de jogadores com Crouch e Gomes.

Crouch, aliás, que fez o gol da classificação ano passado, e ironicamente, fez o gol contra da perda da vaga esse ano.

NÃO É O FIM DA CAÇADA




3555 dias.

Foi o tempo que se passou entre os atentados de 11 de Setembro e o anúncio da morte de Osama bin Laden. Fica a imagem que a América está vingada.

Será mesmo?

A Al-Qaeda não é um grupo, mas uma rede terrorista. E além do mais, novos líderes surgem por geração espontânea nesses movimentos.

Bin Laden, agora morto, deixou de ser um líder para ser um mártir para eles.

Ações retaliativas por certo não tardarão.

Certa vez ouvi na graduação que tão importante quanto a segurança é a sensação de segurança, mesmo que a certeza da segunda mascare a ausência da primeira.

Não acho certo comemorar a morte de alguém, por pior que seja. Mesmo que seja terrorista, o sujeito deve ser preso e julgado conforme a lei. Além do mais, meu lado cristão me impede de concordar com a pena de morte.

A chamada “Guerra ao Terror” ainda não acabou, mesmo que ela seja feita às custas de mais terrorismo, e a morte de mais inocentes que aqueles que foram sacrificados nos atentados de dez anos atrás.

Os aliados de hoje podem se tornar inimigos top amanhã, assim como foi bin Laden, membro da “coalizão” anti-soviética que interessava aos americanos no Afeganistão.

A guerra ainda não acabou, e não vai acabar tão cedo, se é que ela vai acabar algum dia.

E podem ter certeza, muitos mais inocentes morrerão.

Em vão.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

CANELEIROS - 12ª EDIÇÃO



Uma das conversas mais fiadas que ouvimos desde a época em que se amarra cachorro com linguiça, é  que tem um cara aí que sempre atrapalha a boleiragem. É o tal do calendário, longo parceiro desde os tempos em que comer na escada era coisa de pedreiro ocupado.[mas vocês estão velhos hoje, hein? – o editor].


A pergunta que Caneleiros sempre faz quando esse assunto vem á tona é: quantos anos tem esse tal de calendário? Desde a época de Pelé que se fala nesse rapaz. Ele deve ser mesmo um marcador implacável, porque até Paulo Henrique Ganso sofreu com ele. Dizem que a lesão do jogador é por causa desse tal Calendário aí. É um leão na marcação esse Calendário mesmo.


Pior é que dizem que o Santos terá que enfrentar um adversário tão complicado quanto esse aí. É o tal do Cansaço. E dizem que ele acompanhará o Santos até mesmo na Colômbia. E pelo tanto de contusões que acontecem por causa do danado do Calendário e do tal Cansaço, é bom os meninos da Vila chamarem os pais. Ou então sebo nas canelas, amigos! Deixa para lá essa tal Libertadores, a malvada e fica no Paulixão, que é o que vale de verdade!

“Di Natale não tem freio” (El País, Espanha) – Falam de Flamengo, mas bonde sem freio mesmo é esse aqui, da Udinese! Como não?

“Falcão bota fé em Rafael Sobis: 'Vamos recuperar o futebol dele'” (Globoesporte.com) – É bom recuperar mesmo, porque não é futebol isso que ele tá jogando não...

Alex Ferguson simplesmente levou o Manchester à final da LC e está a uma formalidade do título inglês, seu 12º dos 19 do clube. É mole ou quer mais?

Luigi Delner, com  jogo em casa, contra o Chievo, segunda-feira, vantagem de 2 a 0... E a Juventus empatou. Está com moral o técnico.

Sahin afirmou que vai para o Real Madrid, mas não é pelo dinheiro. Deve ser porque o banco merengue é quentinho.

Massimo Allegri disse que o lateral Taiwo e zagueiro Mexès estão contratados pelo Milan. Aí a torcida rossonera pensa. E ainda soltou um “agora está tudo bem”. Para quem tem Sokratis como zagueiro reserva e Zambrotta como lateral titular...

Sagna disse que o Arsenal perde porque é bonzinho. O negócio então é mudar o apelido do time de Gunners para Flowers.

Já é amanhã. GOOOOOOOOOOL DO CORITIBA! Brincadeira. O Palmeiras esta a salvo de mais uma goleada do Coxa. pelo menos até quinta.
Fernando Torres: € 50 milhões por um gol. Enquanto isso, Gilberto metendo gol na final do Pernambucano! Torres seria reserva hoje no Santa
A torcida do Botafogo pediu a saída do Joel. E quem saiu foi o Botafogo: do carioca e da Copa do Brasil. E é bom tomar cuidado para não sair da Série A também...”

A FÓRMULA QUE NÃO VINGOU

Power lidera a corrida nesta segunda (Daniel Marenco/Folhapress)


Anos 90, e a Fórmula Indy parecia que se não ia rivalizar, pelo menos parecia que ia incomodar a categoria gerida por Bernie Ecclestonne, que vivia uma série de crises: primeiro com o domínio da Williams, e depois com a crise de credibilidade após as mortes de Rolland Ratzemberger e de Ayrton Senna.


A categoria nascida nos Estados Unidos já planejava se espalhar pelo mundo, com GP’s planejados no Brasil, na Europa e no Japão, e entrando nesses mercados via TV, atraindo inclusive pilotos formados nas categorias de base do automobilismo europeu.

Mas aí... aí teve o racha. Tony George levou o nome Indy, e aos poucos parte das melhores equipes, largando a antiga CART na míngua, sem que conseguisse fortalecer a sua categoria.

Com o passar do tempo, a Fórmula 1 foi recuperando seu espaço perdido, desbravando o rentável mercado asiático, que hoje sedia seis corridas, quase um terço do calendário.

Com o passar do tempo, a empolgação do público não-americano foi diminuindo. Os fracassos de Michael Andretti, Alessandro Zanardi, Sebastian Bourdais e Cristiano da Matta deram a impressão que a competição de monopostos na terra do Tio Sam era mais fraca tecnicamente do que se esperava.

Os títulos fáceis de Nigel Mansell e Juan Pablo Montoya nos EUA reforçaram essa tese.

O aumento da popularidade na NASCAR também ajudou a derrubar a Indy dentro do seu próprio território. Tanto que as brigonas CART e IRL tiveram que se fundir para evitar uma morre abraçados.

Na tentativa de se reaproximar do mercado brasileiro, era fundamental o sucesso do GP de São Paulo. No primeiro ano, uma boa corrida na pista, com uma organização repleta de defeitos; e esse ano, uma organização melhorada, mas que se revelou incapaz de lidar uma cidade que vive além da capacidade de suportar as chuvas e o trânsito caótico que castigam a cidade.

O início da prova foi às 13 horas, um horário comum no automobilismo, mas as chuvas fortes não deixaram que ela continuasse. Para facilitar a vida dos brasileiros, havia quem propusesse que a prova deveria começar do zero, ignorando as voltas já dadas, e permitindo o retorno daqueles que a haviam abandonado. Jeitinho, ou melhor, ilegalidade brasileira.

Uma decisão sensata acabaria com tudo ali no domingo mesmo, já que continuar a corrida na segunda de manhã fechando parte da Marginal do Tietê seria um tapa na cara da maior parte da população que não tem nada com isso.

Mas, foi isso que aconteceu. Organizadores anunciaram que não devolveriam o dinheiro dos ingressos, e que a entrada não seria franca. Cumpriram metade da promessa, já que teve “penetra” na festa.

Diante de arquibancadas vazias, a corrida terminou sem a menor graça.

Enquanto isso, motoristas comuns ao lado ouviam os possantes rasgando o circuito de rua a uma velocidade infinitas vezes maior que o ritmo de lesma que seguiam pelo congestionamento.

domingo, 8 de maio de 2011

A HEGEMONIA DE VETTEL


Vettel. Vettel. Vettel. Três vezes.

GP da Turquia, início da “temporada européia” da Fórmula 1, e reinício do domínio de Vettel.


2011 para Vettel lembra 2009 para Button: a questão é saber quando ele será campeão, e não quem será campeão. A vitória de Hamilton na China foi muito mais fruto da estratégia errada da Red Bull do que propriamente uma reação da Mclaren.

Da corrida de Istambul, podemos tirar uma série de conclusões:

1.A Red Bull continua a melhor, e Vettel foi imbatível. Enquanto Webber só teve o segundo lugar ameaçado pela largada ruim ou pelo desgaste de pneu, Vettel fez um passeio pelo asfalto turco, e disparou na liderança.

2. A Mclaren, apesar de só marcar quarto e quinto, continua sendo o segundo melhor carro. O duelo desnecessário de Button e Hamilton, um pit desastrado e a estratégia errada de Button evitaram melhor sorte para a equipe inglesa.

3. A Mercedes evoluiu muito nos treinos, mas o desgaste dos pneus parece ter se refletido na corrida. De qualquer forma, vale pela evolução e pelo reforço da idéia que Rosberg anda mais que Schumacher.

4. Na Ferrari, Alonso tirou um coelho da cartola, e Massa se perdeu em seus próprios erros e nos erros de pit da equipe. Seu processo de Barrichellização está em curso adiantado.

5. Heidfeld e Petrov andaram se achando duas vezes na pista. Clima pesado na Renault?

E sobre pneus e paradas:

Mais de 70 pit stops, e os pneus passaram a ser decisivos na corrida.

Antes, tínhamos uma procissão de carros sem que ninguém passasse ninguém; e agora temos uma corrida louca, com ultrapassagens determinadas pelas condições dos pneus.

Menos mal assim.

Desde que a TV não perca as ultrapassagens para ficar mostrando pit stops, por exemplo.

DEPOIS DO MASSACRE...



Para digerir melhor a tragédia de quinta, esperei para escrever somente hoje.

O Palmeiras foi atropelado pelo Coritiba, jogando fora o crescimento que o time vinha obtendo desde o início do ano. A defesa, tida como ponto forte do time, foi seis vezes vazada como se o Coritiba passasse por um time de várzea.

O que houve?

Time mal-armado é uma tese difícil de crer. Mesmo sem Valdívia, uma linha de três armadores com Luan, Patrick e Lincoln mais a frente não seria de todo ruim. Mas foi.

O problema respingou na defesa, que sonolenta, que assistia o ataque do Coxa desfilar.

Só que o trabalho defensivo a frente deles foi horroroso. Marcio Araujo e Marcos Assunção não encontraram os meias dos anfitriões. Estavam sobrecarregados porque o pessoal da frente não cumpriu o dever de dar combate.

São Marcos voltou ao time titular e levou 6 gols.


Saiu de campo dizendo que ouvirá ofensas e bobagens ao longo da semana, reclamou da falta de garra dos companheiros e confirmou a eliminação.

Marcos é o terror da assessoria de imprensa, e a felicidade dos jornalistas sensacionalistas: fala o que auer, critica abertamente os companheiros, mas também tem uma capacidade incrível de assumir seus prórprios erros, assim como assumiu ter falhado em um dos gols do Coritiba.
 
Só que o jogo continua:
 
Primeiro, para fugir da ira da gangue armada denominada Mancha Verde, o time viajou em ônibus descaracterizado de volta para São Paulo. Mesmo assim, os bandidos ainda arrumaram um jeito de depredar o carro de Luan.
 
Mais adiante, o chefe da gangue, Paulo Serdan, vagabundo baderneiro com inúmeras passagens pela polícia, se propôs a dar uma palestra para o clube, para talvez, mostrá-los o que significa defender o clube.
 
O Jornal Marca Brasil, para incendiar, revelou uma suposta briga entre Deola e Kléber após o jogo contra o São Caetano, em Março; e que Marcos Assunção estava repassando para Felipão as conversas reservadas entre os jogadores. Tá, mas por que não disseram isso antes? isso está com cara de pseudo-jornalismo para atrair atenção.
 
Se formos tomar por exemplo o jornalismo marrom do Marca original então...
 
Mais sobre Marcos Assunção: por ser jogador de confiança do técnico, a diretoria não quer renovar seu contrato, alegando altos custos. A mesma diretoria que está louca pra derrubar o técnico, de altíssimo salário e com grande autonomia no clube.
 
Mas, aí estariam dois problemas: como arcar com a rescisão (lembrem-se dos casos Luxemburgo e Muricy, que continuavam recebendo mesmo demitidos) e quem colocar no lugar do técnico e do jogador.
 
Mas, como para Alberto Tirone, a economia está na frente da qualidade...
 
Quinta ainda tem o jogo de volta, um amistoso desnecessário, que servirá apenas para expôr o time á fúria de torcedores de verdade e de bandidos travestidos de torcedores organizados.
 
O time é fraco, continuava achando isso nos melhores momentos, e ainda mais agora, mas o pior do Palmeiras está fora de campo.

sábado, 7 de maio de 2011

MEU NOME É BARÇA




















http://www.ionline.pt/conteudo/73293-barca-ora-ai-esta-um-nome-original-um-bebe


Joan Gamper fundou o Barcelona a 29 de Novembro de 1899 sob o lema "mais que um clube". E o tempo tem provado que os suíços não são só experts em relógios, queijo, chocolates e bancos. Em futebol também, pela mão de Gamper, um suíço emigrado na Catalunha.


Nestes 111 anos de vida, o clube viveu mais alegrias que tristezas e é efectivamente o mais ecléctico do mundo. A juntar aos 67 títulos no futebol sénior e às 50 medalhas nos Jogos Olímpicos (seis de ouro, 18 de prata e 26 de bronze), as outras modalidades também ganham tudo e mais alguma coisa. Entre basquetebol, andebol, hóquei em patins e futsal, o Barcelona soma 31 títulos europeus. O mais fantástico é que desde 1988-89, com a Taça das Taças do futebol, até aos nossos dias (2009-10, com a Taça dos Campeões no basquetebol), o Barcelona celebra todos os anos um título europeu em alguma das suas secções. Ah, e faltava este pormenor: as outras oito modalidades do clube (hóquei em campo e no gelo, atletismo, patinagem, basebol, voleibol, râguebi e ciclismo) garantem 83 ligas nacionais e 110 Taças de Espanha.


OK, o Barça é realmente o clube mais ecléctico do mundo. E quanto ao lema "mais que um clube"? Ajusta-se na perfeição. Então não é que em Nieuwerkerk, uma pequena cidade belga a 60 quilómetros de Bruxelas, um jovem casal registou o seu primeiro filho como Barça Beeckman? É de loucos, sem dúvida, mas é assim mesmo.


Em vez de estarem preocupados em seguir o futebol do Anderlecht ou do Standard Liège, acompanhadas por umas deliciosas moules frites, Wesley (estudante de Arquitectura, 23 anos) e Aneeke Beeckman (enfermeira, 24) são fanáticos pelo estilo de Pep Guardiola e pela equipa de futebol do Barcelona. Depois de terem conseguido convencer o resto da família (sobretudo os avós maternos do bebé), aplicaram a paixão que sentem pelo clube catalão no mais pequeno dos Beeckman. O casal admite que foi buscar inspiração a um trecho da letra do hino do clube. "Tenim un nom, el sap tothom: Barça, Barça, Baaaaaaarça!!! [Eu tenho um nome que todo o mundo sabe: Barça, Barça, Baaaaaaarça]" Nada mais fácil.


A opção foi tomada precisamente durante um jogo do Barcelona, na parte final do campeonato da época passada. Às tantas, a mulher vira-se para o marido e disse-lhe que o bebé fosse um rapaz chamar-se-ia Barça. Se fosse menina, Lona. Contra as previsões da mãe e da família dela (por razões desconhecidas), nasceu rapaz, no dia 26 de Abril, e o pai lá o inscreveu como sócio 185 508 do Barcelona, a 19 de Julho. "Estamos orgulhosos que o nosso filho carregue o nome da melhor equipa de futebol do mundo", afirmou o pai. O Barcelona também saltou de alegria e emitiu um comunicado a enaltecer a originalidade deste casal belga. Olha se ele calha jogar no Barcelona, daqui a uns anos...


Sim, porque já se viu muita coisa no futebol. O Leão, ex-Salgueiros, já representou o Sporting, em 1997-98, o De Napoli foi do Nápoles, o Milanese do Inter Milão e, esta semana, o Malagueño assinou pelo Málaga de Jesualdo Ferreira. Só como contraponto, até um Lisboa já jogou no FC Porto e marcou dois golos na estreia nos 9-0 ao Tirsense. Histórias destas há aos montes e nem vamos para o Brasil, senão é Juninho Paulista para aqui, Juninho Pernambucano para lá, etc. e tal. Agora isto que acabou de acontecer na Bélgica é que é inédito. A única coisa que realmente faltava era ter ajuda neste texto.


Com Rui Catalão

sexta-feira, 6 de maio de 2011

QUINTA-FEIRA NEGRA



Se alguém apostasse na eliminação dos quatro times brasileiros que entraram em campo pela Libertadores ontem, seria chamado de louco, ou ousado. Apenas a eliminação do Grêmio era esperada, e quem sabe, a do Fluminense.


O Grêmio foi para uma daquelas missões impossíveis: bater a Universidad Catolica por dois gols de diferença, com sete desfalques, após perder uma final para o Inter e em um princípio de crise. Então, a crise se ampliou, com a derrota por 1 a 0.

Na metade vermelha do Rio Grande do Sul, mais decepção: o Inter havia arrancado um bom empate em Montevideo (1 a 1), e saíra na frente no Beira-Rio com um gol no começo da partida. Mas, bastou um apagou de cinco minutos para a virada do Peñarol, e a eliminação com cara de Maracanazo vermelho.

O Fluminense foi para talvez, a missão mais fácil nesse complicada Libertadores, podendo perder por um gol de diferença para o Libertad. Ainda mais animador que o time foi para o intervalo empatando em zero, e assim ia até metade do segundo tempo. Mas, vieram os três gols do Libertad, e a eliminação do time carioca, que esteve tão próxima tantas vezes, se concretizou agora.

E o Cruzeiro, time de melhor campanha na primeira fase, sensação no torneio, que venceu a primeira partida fora por 2 a 1, conseguiu perder para o Once Caldas, o pior time entre os classificados por 2 a 0. Roger foi expulso desnecessariamente, assim como técnico Cuca, que deu uma cotovelada idiota em um adversário. Fim de jogo, e sentimento de incredulidade.

Agora, só resta o Santos, que esperava o Cruzeiro, e terá pela frente o Once Caldas, o mesmo que o eliminou na Libertadores de 2004.

Mas, essa Libertadores não estava “sob encomenda” para os times brasileiros? A ausência de Boca e River não facilitaria a vida dos times daqui?

Já tinha gente especulando sobre uma série de possíveis confrontos entre equipes brasileiras mais adiante.

E ao invés de uma série de confrontos, podemos ter uma série de crises em vista:

O Cruzeiro, por ter perdido uma classificação tá fácil perdida. E uma possível perda do título mineiro para o Atlético pode lhe custar caro, tão caro que pode custar o cargo do até agora tão elogiado técnico Cuca.

A dupla Gre-Nal pode ter amenizado o sofrimento em caso de vitória no Campeonato Gaúcho, que começa a ser decidido nesse final de semana. Para o perdedor, mais problemas. Resta saber como a torcida perdedora tratará seu ídolo que senta no banco, seja ele Renato ou Falcão.

O Fluminense vai encarar uma realidade sem nenhum torneio para disputar, após a eliminação no Campeonato Carioca. E uma caça às bruxas em vista.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O FIM DO RALLY



Fim de duelo, e dele o Barça saiu com a Liga Espanhola em suas mãos, com uma derrota na final da Copa do Rei, amplamente compensada pela vitória no duelo da Champions.


Não seria exagero dizer que os culés venceram o duelo por 2 a 1...

Como se esperava, o Madrid foi para cima, mas após cinco minutos, o Barça conseguiu reverter a pressão, perdeu uma enormidade de gols. Poderia ter matado o caso ainda no primeiro tempo, mas não matou.

Mas, logo no início do segundo, inaugurou o placar, com Pedro. Para logo depois ceder o empate, gol de Marcelo. Mas, mesmo assim, era clara a superioridade do time de Gardiola.

Antes disso, o motivo da reclamação dos madridistas: gol estranhamente anulado de Higuaín, a senha para a teoria da conspiração pró-culés.

Ao final, o melhor momento do jogo: o retorno de Eric Abidal, um mês após a retirada de um tumor no fígado. O estádio veio abaixo, e na comemoração, o francês foi jogado para o alto pelos compnaheiros.

Após o jogo, ficou claro quer o Barça AINDA é melhor que o Madrid, mas que José Mourinho achou uma tática interessante para vencer o duelo, mesmo que para isso tenha que jogar feio e atiçar a fúria daqueles que gostam de ver o Madrid atuando bonito.

O adversário do Barça será o Manchester Unidet, repetindo o duelo de 2009, quando eu sinceramente achava o time de Fergusson favorito. Pode não ser favorito, mas a demonstração de força dada hoje, vencendo o Schalke por 4 a 1, e com o time reserva é inegável.

Na Liga Espanhola, o título pode vir neste fim de semana, desde que o Barça vence o Madrid não ou se o Barça empatar e o Madrid perder, Se, se, se... se minha nãe tivesse nascido homem, ela não seria minha mãe.

Só uma última: esses empurrra-empura e até uma sessão de arranca-rabo no intervalo do jogo de ida da Champions, pode se refletir no bom ambiente da Seleção Espanhola: Sergio Ramos já apelou com Inietas e trocou apertões no pescoço com Pique, por exemplo.

Vale lembrar que dos 11 atletas que iniciaram a final da Copa de 2010 pela Fúria, sete são blaugranas são merengues, isso sem contar os reservas. Vicente Del Bosque já manifestou preocupação, e todos negam que vá ocorrer, mas garantem que o clima está pesado

FENÔMENO DO TWITTER, PARTE 2




Original no Jornal A GAZETA de domingo. Leia a íntegra


Seguindo a linha do deboche, o Espírito Santo tem também os seus fakes "célebres", guardadas as devidas proporções. Com pouco mais de mil seguidores, o @choravilavelha foi um dos precursores, mas não é atualizado desde agosto do ano passado. Quem chegou para substituí-lo à altura é o @vitorinhadepre, que tem quase três mil seguidores e traz ótimas piadas sobre o sofrimento diário dos capixabas.

Ótimas tiradas saem também da mente do criador de Neucimar Frog (@neucimarfrog), prefeito da fictícia cidade de Canela Verde, paródia à administração pública de Vila Velha. "Não sei por que insistem em dizer que sou fake! Sou um prefeito legítimo, eleito pelo povo de Canela Verde", esbraveja Frog, que tem 548 seguidores.

O personagem nasceu logo após o prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, abandonar seu Twitter pessoal. "Ele tinha mais de dois mil seguidores e os deixou falando sozinhos. O Frog, então, surgiu no vácuo deixado pelo Fraga."

Procurado pelo Caderno 2 para falar sobre o assunto, Neucimar Fraga preferiu não se manifestar. Ele mantém apenas um perfil institucional no microblog.

Minientrevista

NEUCIMAR FROG - Prefeito de Canela Verde

Você não é daqueles que ficam só na promessa, né?
De forma alguma! Eu vim para ficar de vez. E alçar voos... digo, pulos mais altos. Quero, inclusive, propor ao TSE (Tribunal do Sapo Eleitoral) que as próximas eleições sejam pelo Twitter. O céu é o limite, desde que não chova.

Acha que pode ganhar do seu rival, se ele tentar reeleição? Ele tinha quatro vezes mais seguidores no Twitter e parece ser mais popular.
Isso é relativo. Ele tem a máquina pública por trás, mas tenho anos de vivência no brejo. Como anfíbio, tenho o know-how que Canela Verde precisa para resolver de vez os seus problemas históricos, que nem meu xará nem seus antecessores conseguiram resolver. Só um sapo é capaz de entender como cuidar de uma cidade alagada.

Qual foi sua grande realização, até agora?
Estou sempre ao lado da população nas situações difíceis, como nas chuvas desta semana. Sem contar minha contribuição direta no combate à dengue, em parceria com a população. Eles combatem as larvas, e eu devoro os mosquitos.

Qual é o segredo da sua popularidade?

O diálogo com as pessoas. Não deixá-las falando sozinhas nem subestimá-las. Alagados ou esburacados, estamos todos no mesmo barco nesse mar.




terça-feira, 3 de maio de 2011

O ÚLTIMO ROUND



Hoje é o fim do rally entre Madrid e Barça, como a imprensa espanhola chama a série de confrontos entre os rivais. Pela primeira vez na série, teremos partida no Camp Nou, e com clima amplamente favorável aos catalães.


Diz a estatística da UEFA que, quando a equipe visitante do primeiro confronto leva para casa uma vantagem de dois gols, em apenas 3% dos casos ela sai do segundo jogo eliminada.

Mas, como todo cuidado é pouco, pode-se fazer perguntas cujas respostas esclarecem como será o confronto:

Primeiro, o Madrid vai sair da toca, e vai para o jogo?

Acredito que sim, até por obrigação. Resta saber como e com que custo?

Como será o comportamento do Barça?

Não acredito que os culés recuarão, mas não acredito também que manterão o cerco à área adversária, como se vinha fazendo. Estou curioso para saber como será esse meio-termo.

O jogo será tenso?

Pode ter certeza. Os ânimos estão para lá de exaltados, e basta uma gota para transbordar o copo. No jogo de Novembro, os gritos de olé das arquibancadas provocaram a ira de Sergio Ramos e Cristiano Ronaldo.

A ausência de Mourinho no banco prejudicará o Madrid?

Não, até que o português pode passar orientações para o banco. Mas, suas reclamações já surtiram efeito nos bastidores, e já lançaram a pressão mais que necessária para apimentar o jogo. Pobre juiz, se errar a favor dos Culés, ouvirá que o Barcelona realmenteé beneficiado pela arbitragem; se errar a favor dos Merengues, ouvirá que o chororô da turma de Mourinho lhe pressionou.

E os desfalquem pesam mais para quem?

Com o retorno de Inista, o Barça ganha muito no meio (especialmente na criação), mas ainda sofre um tremendo risco com Puyol quebrando o galho na lateral-esquerda e Mascherano na zaga; do lado rival, a ausência de Pepe não se sentirá tanto, e a possível volta de Higuaín pode ser mais uma argumentação para não isolar Cristiano Ronaldo na frente.

Amanhã comento o resultado.

FENÔMENO DO TWITTER


Original no Jornal Eletrônico Canela Verde



Perfil @neucimarfrog surge na internet após a saída de Neucimar Fraga do Twitter. (Foto: canelaverde.com)

Neucimar (nome do prefeito) + Frog (sapo) faz alusão direta aos problemas das enchentes de Vila Velha. Utilizando uma foto oficial do prefeito, porém com sua tez pintada de verde (semelhante à pele de um sapo), Neucimar Frog vai além do escárnio à imagem da atual administração. Lançando mão de um cinismo criativo e peculiar, o perfil anônimo se faz passar pelo prefeito Neucimar Fraga, tanto que já causou confusão em internautas desavisados, que chegaram a acreditar ser o fake o verdadeiro prefeito da cidade.

Neucimar Frog divulga agendas administrativas fictícias, anuncia obras, investimentos e ações da Prefeitura, fazendo crer que há, por traz do homem verde, uma verdadeira liderança executiva. Característica fundamental do perfil é dar a Vila Velha o nome Canela Verde, que originalmente designa os habitantes nascidos na cidade. Entre suas façanhas recentes está o anúncio da reativação do sistema aquaviário, só que com as barcas fazendo itinerário dentro dos bairros de Vila Velha: uma forma de chamar atenção para o problema insolúvel dos alagamentos.



Internautas participam das brincadeiras feitas pelo suposto prefeito de Canela Verde. (Foto: canelaverde.com)

(OLHA EU AÍ!)
Números
Tamanha é a simpatia pelo perfil Neucimar Frog que sua estatística de impacto no Twitter supera em mais de 1000% o perfil oficial da Prefeitura, @PrefeitoVV. Enquanto este se limita a divulgar eventos, fotos e links da agenda administrativa oficial, o outro conversa com a população, acolhe os internautas e dá supostos esclarecimentos sobre os problemas da cidade.

Na ferramenta Twitalyzzer, usada para medir a influência de perfis do Twitter na blogosfera, o prefeito anfíbio possui uma ‘pontuação de impacto’ (Impact Score) avaliada em 5,2%. Do outro lado, o perfil @PrefeitoVV alcança míseros 0,5%, provando ser muito menor o número de citações, retwittes, e o volume de interações com os internautas. O número de seguidores, que no antigo perfil de Neucimar Fraga era dez vezes maior, hoje, no @PrefeitoVV, ultrapassa em apenas 20 internautas o perfil de sua versão semiaquática.


Abandono
Onde havia uma foto no antigo perfil de Neucimar Fraga hoje se encontra a curiosa imagem de um ovo sobre fundo laranja. As mensagens de internautas – a última datada em setembro do ano passado – são deixadas como vozes esquecidas no leito da blogosfera. Ao contrário, seu personagem fictício segue fiel à missão de entreter e estimular a consciência crítica no município, se tornando quase legítimo, conquistando cada vez mais o título de honorável prefeito de Canela Verde.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

MUITA CALMA NESSA HORA



Jogo perdido para o Corínthians, eliminação no Campeonato Paulista, reclamação da arbitragem, elogios quanto à postura do time, mesmo com um a menos, então é hora de colocar a cabeça no lugar.


Primeiro, quanto à eliminação: empatar com o time da Marginal jogando com um a menos seria um resultado normal, ainda mais com a atuação dos palmeirenses na Segunda Etapa, fechando a defesa com eficiência, e ainda levando perigo nas bolas paradas, a partir dos pés de Marcos Assunção.

O juiz prejudicou? Sim, mas não a ponto de afirmar que houve premeditação. Danilo foi bem expulso, mas Liédson poderia ter ido junto, é verdade, em um lance que ficaria difícil expulsar os dois, de tão inusual. Kléber poderia ter sido expulso também, e Paulo César Oliveira ainda amarelou boa parte do time corinthiano para igualar o jogo em dez para cada lado.

O time entrou pilhado em campo, mas isso não pode ser considerado um problema, desde que fosse demonstrada motivação, não nervosismo, como se viu.

A perda de Valdívia também pesou bastante, depois de um chute no vácuo que resultou em lesão muscular. Com Kléber isolado após o time se aquartelar na defesa, mas se fechou bem. O time ainda perdeu Cicinho, também machucado, que deu lugar à João Vítor, e o Palmeiras foi para o vestiário com duas das três substituições já gastas.

Daí, veio a disputa por pênaltis, que tem um ingrediente de sorte, mas não é loteria. Perder um pênalti em seis batidos não é necessariamente ruim, mas Deola não pegou nenhum dos seis. Veio à mente da torcida os milagres de São Marcos na Libertadores, mas eles não se repetiram pelas mãos de Deola.

Daqui para frente, ainda há um confronto contra o Coritiba, de excelente campanha nessa temporada. Os paranaenses atropelaram seus rivais no Campeonato local, e espera uma oportunidade de destroçarem um rival na esfera nacional.

Há que se ter em mente que o time comandado por Scolari é fraco, carecendo de reforços em diversas posições, mesmo com a chegada de Weelington Paulista. Para a frente, é preciso um zagueiro ou dois (Danilo deve sair no meio do ano), um lateral-esquerdo e um meia de criação. Se cão será mais Pierre voltar bem, um volante de proteção necessário.

O ano ainda tem mais sete meses, para um final honroso ou desastroso, dependendo de como se encaminharem as coisas.

domingo, 1 de maio de 2011

TRAGICOMÉDIA



Seria cômico se não fosse trágico, e seria trágico se não fosse cômico. que seja tragicômico então.

A tal da São Paulo Indy 300 parecia ser um evento mais bem organizado que no ano passado: acertaram o asfalto, apesar de ter um degrau no fim da reta.

Largada com acidente, o que é normal acontecer em pista de rua, acidente atrás de acidente, bandeira vermelha, carros empuirrados de volta para os boxes, mecânicos tentando remendar os carangos...

Nova tentativa de largada, sem condições, e nova bandeira vermelha.

Discussões de bastidores:

A corrida deveria recomeçar com a classificação de onde parou?

A corrida deveria recomeçar como se nada tivesse ocorrido?

Só se deveria correr até completar mais da metade da prova e encerrar por ali mesmo?

Cancelar a corrida?

Continuar na Segunda?

E essa foi a tese vencedora. Amanhã cedo, às 9 horas, ela reinicia, se o tempo permitir, claro.

São Paulo inicia a semana sem parte da pista local da Marginal do Tietê. Caos em vista.

Culpa de São Pedro, que enviou uma chuva "daquelas"?

Não, culpa da municipalidade, que se curvou à Bernie Ecclestonne ao ceder exclusividade de Interlagos à Fórmula 1.

E quem ingresso, mas não pode ir amanhã, que se dane, o dinheiro está perdido mesmo. Uma dica: procure o Procon.

CADEIA NESSA CRETINA



Username da figura: @FlavinhaAmorim, que se apresenta como futura dentista.

A covarde bloqueou o seu tweeter.

Cadeia Nela!




DEZESSETE ANOS




Mais ou menos nesse mesmo horário, há dezessete anos atrás, era anunciada a morte cerebral de Ayrton Senna. Eu normalmente sou um desses caras que acreditam em milagres médicos, apesar de ser bem racional em outros aspectos da minha vida.

Senna morreu como heroi, para logo se tornar mito. Seus feitos são propagados pelas imagens guardadas, e amplificados pela História Oral. Não raro, quem o viu correr o transforma em semideus.

"Não tinha carro ruim para ele"; "Ele foi o melhor de todos os tempos"; "Ele lutou contra dirigentes e pilotos trapaceiros". Já ouvi bastante disso desde 1994.

Senna foi o melhor que já vi correr. Um pouco à frente de Prost e Schumacher, que são seguidos por Hakkinenn, Alonso e Mansell logo a seguir. Não vi o auge de Nelson Piquet, na primeira metade dos anos 80, então não posso emitir opinião sobre ele.

Senna também jogou sujo. Na guerra de bastidores dentro da Mclaren com Prost, ele também jogou sujo.

Vale lembrar que a equipe inglesa venceu 15 das 16 provas de 88, e só não venceu todas porque o carro de Prost quebrou e Senna foi avacalhado por um retardatário em Monza.

Para se vingar de uma manobra desonesta de Prost, que lhe valeu o título em 89, Senna fez o mesmo no ano seguinte.

Esculhambou a Mclaren, menosprezou a equipe que lhe proporcionara o tricampeonato ao implorar dirigir a Williams em 92 e 93.

Mas também não se pode menosprezar o gênio: Senna foi o mago da chuva dezenas de vezes.

Senna foi o piloto da volta mais fantástica que já vi, saltando de quinto para primeiro na Inglaterra, em 93.

Em 93, com um carro inferior ao da Williams, conseguiu arrastar a disputa com Prost até quase o fim.

Senna era o mago da pole. Nunca vi um piloto tirar tanto de um carro em uma única volta.

Caso levasse a sua carreira até os 38 anos, por exemplo, teria pelo menos empatado os cinco títulos de Fangio.

Senna ganhou áurea de heroi, amplificada com sequência de pilotos brasileiros que decepcionaram ou não passaram de meros figurantes na Fórmula 1.

Nem deus, nem Dick vigarista, Senna foi humano.

Que passe para a História como um genioso genial, ou genial genioso.

O PRIMEIRO "JOGO DO ANO"



Amanhã  tem Palmeiras e Corínthians, pela semi do Paulista. Jogo estranho, decisão em uma partida só, com o mando de campo do Palmeiras, jogando na casa do Corínthians, mas com mais de 90% do estádio alviverde.

Com o time passando com certa facilidade por adversários inexpressivos nas primeiras três fase a Copa do Brasil, e tendo tempo para se recuperar de tropeços no Estadual, chegou o momento da primeira decisão.

Talvez aí os Estaduais tenham graça: quando os grandes se encaram. Além disso, o Muricy está certo ao dizer que Estadual não vale muito para quem ganha, mas pesa muito para quem perde. Veja o caso do São Paulo, líder na Primeira Fase que já caiu ontem.

felipão conseguiu pelo menos dar uma cara ao time. Cara fechada atrás, e que joga a responsabilidade para Kléber e Valdívia à frente. Aliás, bom notar que o futebol do chileno ressurgiu.

E que os dois tenham juízo e cabeça no lugar. que Kléber pense um milhão de vezes antes de usar o cotovelo, e que Valdívia só use o chute no vácuo quando preciso. drible é recurso, não é necessidade.

Se Danilo e Thiago Heleno não são brilhantes, pelo menos estão protegidos por um bom esquema de volantes. Atrás deles, Deola, que se não é santo como Marcos, pelo menos é um eficiente anjo da guarda no gol.

Mas, nunca nos esqueçamos que é temerário elogiar goleiro antes do jogo...

Marcos Assunção não tem feito gols de falta, mas seu futebol com a bola rolando melhorou bastante, tanto que sua renovação contratual é mais que necessária.

As laterais ainda são problema grave: Cicinho tem feito boas atuações, mas, Márcio Araújo (seu substituto) e Rivaldo causam calafrios. Gabriel Silva vai muito bem à frente, mas oesquema exige um marcador nato, coisa que ele não cumpre como se espera.

Em cima deles, Jorge Henrique e Dentinho podem se sobressair.

Já que Wellington Paulista não pôde ser inscrito no Paulista, vamos sem centroavante mesmo, ou vamos de Adriana Michael Jackson. Melhor torcer bastante...

Quem passar pelo confronto de hoje, tem o direito de fazer o segundo jogo em casa.

Agora, só nos resta torcer...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA



Especialmente com o advento e posterior ampliação da Internet, dependemos cada vez menos da mídia formal e temos mais oportunidades de embasarmos nossas opiniões.

E mais ainda: além de podermos formá-las com mais qualidade, podemos externá-las com mais intensidade, e com isso angariamos gente que concorda e gente que discorda.

Vamos ao assunto: as chuvas no Espírito santo, mais especificamente em Vila Velha, pobre cidade sempre castigada pelas águas.

Fui e sou um crítico da atual gestão: não especificamente pelo o que ela fez, muito mais pelo o que ela deixou de fazer. Quem acompanhou as propostas de governo do atual Prefeito, sabe que ele sugeriu uma cidade desenvolvimentista, que crescia quase em um ritmo digno dos anos JK.

Pois bem: não foi isso que aconteceu. Neucimar Fraga se apresentou como o novo, o moderno, mas repetiu por vezes mais intensamente, os erros dos velhos oligarcas. Na última pesquisa de avaliação, 72,5% da população consultada não consideram sua gestão nem boa, nem ruim. Para quem sabe ler, regular não significa aprovada, muito pelo contrário, regular significa mediano, ou melhor, medíocre.

Pois bem: duas criaturas, a quem reservo o direito de não citar os nomes, correram para as chamadas redes sociais para defender o prefeito. Até aí, tudo bem, é direito democrático fazê-lo, desde que não brigue com os fatos.

Aí, começam os problemas: o primeiro, se utilizando de linguagem rebuscada, insiste em afirmar que a gestão é boa e que está dando um grande passo para o desenvolvimento da cidade.

Existem críticos? São todos torcedores que vigorosamente se alegram com as desgraças que se abatem sobre o município. para eles, quanto pior, melhor.

A aprovação é baixa? Culpa da mídia, que por retaliação, manipula dados para dar a entender que as coisas vão mal.

A cidade tem problemas? Aí admitem que sim, mas que a administração trabalha duro para resolvê-lo. isso relembra os tempos da Ditadura Militar, quando das aulas de OSPB, cujos manuais didáticos diziam que o Brasil era o país do futuro, que o governo só estava interessado em defender os interesses nacionais, e por aí vai.

Me perguntaram o que fiz para ajudar aqueles que sofreram com a enchente. Para a informação deles, dediquei, por vontade própria, boa parte do tempo livre à levantar móveis e outros pertences de gente que sofreu horrores com a chuva.

Já colaborei até financeiramente para que uma vizinha pudesse comprar outro berço para seu bebê. Diante dos fatos,  não lhes restou alternativa senão colocar o que eu disse em dúvida.

Se não acreditem, então que provem o contrário, ora essa.

Uma dessas criaturas é funcionário comissionado da administração, o que por si só não é mal nenhum. alguns cargos na administração municipal são estratégicos e precisam de alguém de confiança. Esse é o termo confuso: confiança.

Confiança nem sempre é competência. explico: ingressei no serviço público através de prova de títulos, e nele me efetivei através de prova escrita e de títulos. Para quem enxerga bem, não precisei de padrinhos para galgar minhas posições.

Desafiei um dos assessores de redes sociais a demonstrar como ingressou na lista de beneficiários do erário. O silêncio foi a resposta.

Talvez o título do post não seja o adequado: cegueira não é bem o termo.

Talvez "Ensaio Sobre Advogados de Defesa" seria o correto.

Se bem que defender a atual administração parece ser mais difícil que defender o goleiro Bruno, guardadas as proporções, claro




quinta-feira, 28 de abril de 2011

PREFEITOS NO BANCO DOS REUS



Fosse eu um Juiz, corria o risco de receber três processos por acusações falsas, todos eles relativos aos alagamentos que assolam Vila Velha, e todos eles tendo como réus as “otoridades” que gerem o município Canela Verde.


O primeiro reclamante seria São Pedro. Há anos ouço dizer que os alagamentos são responsabilidade da quantidade de chuvas que de vez em quando assolam e alagam essa terra. “No período x, a precipitação pluviométrica foi y, enquanto o esperado para o período era z”. Esse discurso pronto sempre é repetido, como se fosse a saída (ou desculpa preferencial) para nossos governantes.

Pois é. Só que especialmente na última década a quantidade de chuvas “acima do esperado” se repete com frequência sem que nada seja feito. É como um desastre anunciado contra o qual pouco ou nada se faz, além de paliativos ou projetos de parcerias com os Governos Estadual ou Federal que nunca se efetivam.

O segundo reclamante é o mais novo: Poseidon, se você é adepto da Mitologia Grega, ou Netuno, caso prefira a Mitologia Greco-Romana. No caso, optemos por Poseidon, senhor dos mares, e obviamente, das marés. Nos períodos em que os Canelas Verde estão submersos a maré passou a ser responsabilizada, amparada por um estudo da Vale que se debruçou sobre o tema.

Longe de mim contestar a opinião de especialistas, mas mantenho a decisão de contestar a opinião dos governantes. Altas na maré são sazonais e é claro, se combinados com grande quantidade de chuva, provoca os alagamentos. Mas, insisto na tese de defesa de São Pedro: já que isso é sabido, o que é ou foi feito de prático para pelo menos reduzir os transtornos?

O terceiro reclamante é o mais importante; o próprio Criador. A topografia com que Ele concebeu a nossa cidade também é apontada como culpada pelas catástrofes. Nesse caso, as desculpas de nossos gestores é ainda mais infundada, já que desde que os primeiros seres humanos chegaram por aqui, a topografia é conhecida.

Vitória tem regiões com topografia semelhante à Vila Velha e nem por isso, os efeitos do alagamento são tão nocivos. E não venham com a comparação orçamentária: as obras de prevenção na Capital datam de décadas atrás, quando a capacidade de investimento da Ilha do Mel não eram tão superiores às de nossa Veneza Capixaba.

Aliás, uma bobagem é comparar Veneza com Vila Velha. Veneza faz das águas um atrativo turístico, ao contrário de Vila Velha, que tem nas águas algo que atormenta os seus moradores. Moradores, que têm culpa também nos alagamentos, na medida em que entopem bueiros e todo tipo de escoamento de água que poderiam minimizar o desastre. Mas, está para nascer o político cabra-macho que tem coragem de enfiar o dedo na cara do eleitorado e responsabilizá-lo. Talvez porque sinceridade e política não combinam.

É loucura condenar exclusivamente o Prefeito Neucimar Fraga pelo caos trazido pelas chuvas. Mas inocentá-lo é impossível: suas promessas de campanha diziam ser possível dar um grande passo para evitar a submersão da cidade que pretendia administrar. Dizia ter respaldo do então Governador Paulo Hartung e de privar da intimidade do então Presidente Lula. Segundo o então candidato, Lula o chamava de “Cimar”. Intimidade que não se reverteu em ajuda.

No fim do ano, na inauguração (sem que a obra estivesse concluída) do viaduto no cruzamento da Rodovia Darly Santos com a Avenida Carlos Lindemberg, foi feito um festão de despedida para Hartung, com direito a um longo discurso de Neucimar, que em tom hagiográfico, falou mais que o próprio homenageado. No mesmo dia em que o prefeito festejava, a cidade estava alagada. No mesmo período, falando na Rádio CBN, Neucimar afirmou que precisava de R$ 500 milhões e 6 anos para solucionar os problemas dos alagamentos. Pois é, levou dois anos para descobrir que seu compromisso de campanha não se efetivaria.

Não por acaso, boa parte da população não aprova a administração. Segundo o Instituto Futura, 72,5% da população não aprovam seu trabalho. Segundo um de seus defensores em redes sociais, a avaliação é duvidosa, pois estaria atrelada à baixa arrecadação e o baixo investimento publicitário da municipalidade. Segundo seu tacanho raciocínio, os prefeitos de Vila Velha e Cariacica teriam baixa aprovação, ao passo que os pesados investimentos em publicidade de Vitória e Cariacica trariam a “simpatia” dos institutos de pesquisa.

Sujeito tolo, para dizer o mínimo. Fosse assim, as popularidades de Sérgio Vidigal não estariam em queda livre, coisa que o próprio Futura atesta. Será que as prefeituras estariam secando a torneirinha das agências de propaganda?

E tem mais: fosse a popularidade de Neucimar mais alta que seu defensor afirma, por que será que seus dois principais adversários, Max Filho, Hércules Silveira e Cláudio Vereza conseguiram votação expressiva no município, apesar da regrta proporcional ter impedido a votação do primeiro? E por que será que Ledir Porto, seu pupilo e que contou com seu empenho pessoal, naufragou nas urnas?

Nesse processo, sou testemunha de acusação, sem que haja interesse espúrio em prejudicar o réu em questão. Sou cidadão e tenho o direito constitucional de exercer na opinião, que por sinal, não é agressiva, baseada apenas em fatos, carregados de ironia, é verdade. E não confundam ironia com deboche.

Outra defensora do prefeito nas redes sociais, disse para eu me candidatar no próximo pleito. Lamento, minha cara, mas política é uma coisa para a qual o meu estômago não está preparado. Mas assumo o compromisso de me engajar em uma candidatura que tem mais a contribuir para o desenvolvimento de Vila velha do que o atual mandatário: O MOSQUITO. O mesmo Mosquito que foi impedido de assumir o Executivo Municipal após a as esmagadora votação de 1987.

Um administrador deve ser cobrado segundo os compromissos que assume, e levando em consideração o que foi feito até agora, o atual prefeito merece estar no banco dos réus, ao lado de seus antecessores.

E que São Pedro, Poseidon e O Criador fiquem tranqüilos: não é preciso nenhuma banca de advogados de primeira linha para ganhar a causa









A CASA (AINDA) NÃO CAIU



Primeiro, quando parecia que as coisas clareariam, elas se turvam de novo: a diretoria da Desportiva Ferroviária fazia um levantamento preliminar de dívidas, da situação do estádio Engenheiro Araripe, enfim, dando uma geral Np maldito legado de Marcelo Villa-Forte, quando uma bomba caiu sobre sua cabeça.


Mais um leilão do estádio para executar as dívidas, e eis que surge um misterioso comprador, que segundo a própria diretoria da Desportiva Ferroviária, estaria ligado ao grupo Eletrocity,

Robson Santana, mandatário grená, já avisou que vai à Justiça para impedir a execução. Alega que o valor arrematado (cerca de R$ 6 milhões) não condiz com o valor do patrimônio.

Ontem, o clube anunciou que fechou um acordo com a família do funcionário a quem o clube devia, evitando a execução do leilão. Menos mal.

Há algum tempo já queria escrever sobre a situação do clube e da parceria, então aproveito a oportunidade:

1.O estádio é tombado pela municipalidade, logo, o novo comprador não pode simplesmente colocá-lo abaixo. Segundo Robson, o interesse do comprador estaria no terreno de frente à BR 262.

2. O clube já anunciara que recorreria. E como a Justiça é lenta, ia demorar...

3. A negociação com o tal grupo imobiliário português naufragaria com o leilão. Agora, a diretoria tem menos tempo para negociar, e sendo assim, faria em condições menos vantajosas. Mas, parece ser o único caminho.

4. A parceria e a Desportiva Capixaba não acabaram. A diretoria ferroviária foi à Justiça exigindo a retomada do patrimônio, alegando (justamente) que o Grupo Villa-Forte não cumpriu sua parte no acordo (dentre outras obrigações, a renda de um posto de gasolina que seria erguido em frente ao estádio e a manutenção obrigatória em competições profissionais). A Justiça deu à Desportiva Ferroviária o controle da sociedade, reservando ao sócio os 10% investidos no início da parceria.

5. A situação é crítica e já exige movimentação política nos bastidores. O Rio Branco, interessado em uma parceria para utilização estádio, é comandado por Maurício Duque, nada menos que o Secretário Estadual de Fazenda. Além disso, até a conclusão do Kléber Andrade, marcada para 2013, o futebol local fica restrito a pequenos estádios. Há movimentações no sentido de pelo menos arrendar o estádio ao Governo Estadual.

6. Finalmente, MALDITA PARCERIA

quarta-feira, 27 de abril de 2011

NEM TUDO ESTÁ GANHO...














Não dá para dizer que o Barça fez uma exibição de gala contra o Madrid: o time não conseguiu efetuar a troca de passes que seria necessária para furar a defesa adversária.


Sem Iniesta, Xavi e Messi estavam sobrecarregados, além de pouco inspirados. Já Pedro e Villa não tinham inspiração, mas tinham muita transpiração. E foi ela que não deixou os merengues saírem da defesa.

E assim seguiu o jogo, com o Barça trocando (ou tentando trocar) passes na intermediária, cercados por adversários, que tomavam a bola para perder logo em seguida. E se passasse desse quarteto, encontraria uma outra parede, formada por Keita e Busquets.

Lá atrás, Puyol jogou na lateral-esquerda, mais com quebra-galho. Um temeroso quebra-galho, diga-se de passagem, e na zaga, outra temeridade: Mascherano na zaga, acompanhado do eficiente Piqué. Mas, de qualquer forma, como o Madrid não incomodou tanto, não houve problemas.

Dani Alves não foi tão brilhante no ataque, e após levar o cartão amarelo, jogou pendurado, e com isso, teve que se conter para não dar espaços.

E por fim, Valdez foi ótimo na única vez que foi exigido, em um chute de Cristiano Ronaldo.

O Madrid tentou repetir a estratégia dos dois últimos jogos, só que o antídoto de Guardiola foi sufocar a defesa rival, com eficiência. E assim, corria o jogo, que teve 71% de posse de bola para os blaugranas.

No intervalo, Mourinho trocou Ozil por Adebayor, para liberar Cristiano Ronaldo e incomodar mais a defesa do Barcelona. Mas o jogo foi decidido mais pela vontade que pela técnica.

E vontade não é exatamente o que pode definir um jogo de sangue quente. Xingamentos, empurra-empurra, lances ríspidos, e pressão sobre um juiz que estava atordoado, com o ápice no intervalo com a expulsão do goleiro Pinto do banco de reservas.

E novamente Guardiola: ao trocar Pedro por Allfellay, congestionou mais ainda o meio campo, mas o que daria mais frutos mais à frente.

E Pepe mostrou as suas garras: aliás, as travas da chuteira nas canelas de Daniel Alves. O luso-brasileiro, a versão futebolística de lutadores de UFC jogou fora o esquema de seu técnico, que reclamão como sempre, também foi enxotado pelo juiz.

E Allfellay, em jogada individual, deu a assistência para o gol de letra de Messi. O resultado era excepcional à essa altura.

E quando de novo Messi fez 2 a 0, o Barça deu a sensação que daria um grande passo para a classificação para a final.

Grande passo, ainda não passo decisivo. Ainda hão jogo de volta no Camp Nou.

terça-feira, 26 de abril de 2011

FUTEBOL NO VATICANO



Do Show de Camisas

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Vaticano e o santo futebol



Para a grande maioria da população mundial, o Vaticano é apenas o local no qual reside o Papa e o centro do catolicismo no mundo. Mas não é bem assim. E, acredite se quiser, até futebol é jogado lá.


Mesmo com população estimada de menos de mil habitantes, o menor Estado do mundo, com 0,44 km², a Federação de Futebol do Vaticano foi fundada em 1972. Sua seleção é formada por guardas do Papa, guardas de museus (italianos) e membros da Guarda Suíça, que conseguem cidadania do Vaticano - apenas eles têm esse direito.


Seus jogos são disputados no Estádio Pio XII com capacidade para 1500 pessoas e que fica em Albano Laziale, cidade próxima a Roma. A seleção já disputou alguns amistosos contra San Marino, Eslovênia, Áustria e Mônaco.


O Vaticano é uma das oito nações soberanas que não estão filiadas a FIFA. As outras são: Mônaco, Tuvalu, Kiribati, Micronésia, Nauru, Ilhas Marshall e Palau. Devido a isto, a seleção tenta se filiar a NF-Board, espécie de federação que organiza mundiais para seleções de nações não soberanas - a Padânia, região separatista da Itália, é a atual bicampeã.


Além disto, existem dois campeonatos que são disputados na cidade-estado. Um torneio conta com 10 equipes: L'Osservatore Romano, Tipografia, Guarda Suíça, Museus do Vaticano, Serviços Técnicos, Serviços Econômicos, Gendarmeria, IOR (Banco do Vaticano), Biblioteca e Rádio Vaticano. Como pode-se perceber pelos nomes dos times, são funcionários de cada repartição que defendem suas equipes. O campeonato existe desde 1973.


O mais "famoso" e com caráter verdadeiramente oficial é a Clericus Cup, composta por 16 times. É disputada apenas por pessoas ligadas à religião. O Brasil teve um time na última edição, o Collegio Brasiliano, que se ficou na 3º colocação. O campeão foi o Redemptoris Mater, que bateu o North American Martyrs por 1x0 na decisão.


Curiosidade - O Papa João Paulo II foi goleiro na Polonia, durante a sua juventude. O atual Papa Bento XVI é torcedor do Bayern München.

domingo, 24 de abril de 2011

CANELEIROS - 11ª EDIÇÃO




Ainda tem gente que insiste em não gostar de Estaduais, para fúria de nosso editor Astrosomildo Peçanha, que passou o final de semana acompanhando o Cariocão.


N Sábado, o promissor time do Olaria quase venceu o Vasco, mas não tem problema: o time da Bariri caminha firme no seu projeto Libertadores-2015.

No Domingo, o Fla mostrou que não depende de Ronaldinho, e venceu o Flu em clássico épico, para lembrar os grandes momentos do Maraca... clama, só estou escrevendo isso porque o diretor mandou...

O editor deu feriado (na quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo) para quase todos os repórteres da redação, menos para Demonésio Peçanha, que ficou escalado para ficar de plantão e cobrir as notícias do futebol internacional e dos estaduais. Na quinta e sexta-feira, os noticiários foram mais tranquilos. Mas, no sábado, o repórter da Várzea teve a tarefa de cobrir o jogo entre Corinthians e Oeste, no Pacaembu.

Como não tinha almoçado, Demonésio resolveu comer o tão famoso pastel da praça Charles Miller. O repórter estava com tanta fome que se empolgou e pediu três (um especial, um de catupiry com camarão e um de carne seca com cheddar). Satisfeito com o seu 'almoço da tarde', foi para Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, faltando cinco minutos para começar o jogo. Sentindo o efeito da comida, teve ir ao banheiro. E, nesse tempo, foi marcado o gol de Liédson.

Não se sentindo bem e cansado por ter trabalhado durante toda a semana (das 7h às 22h) e durante toda a manhã do sábado, o repórter resolveu dar uma cochilada. O sono da tarde que era para durar só 15 minutos, mas durou o jogo inteiro. Acordou com os gritos dos jogadores e torcedores do Timão, comemorando a classificação para a semifinal. De repente, Demonésio olhou para as mãos e, ainda semi-acordado, olhou para a tabela: Campeonato Paulista. “Ufa, que bom”, pensou ele. E voltou a dormir.

“Kaká afirma que quer seguir no Real Madrid e elogia Mourinho: 'Ele é dez'” (Globoesporte.com) Zé Mourinho nunca fez sucesso como jogador, muito menos como atacante. Mas há quem diga que ele é dez. Será que Pelé e Maradona aceitam ser colocados no mesmo patamar que o treinador português?

“No intervalo estávamos mortos” Fred admite desgaste físico contra o Fla. Reencarnaram, então, só para jogar no segundo tempo? Isso que é amor pela profissão.

Robinho fez o gol da vitória do Milan por 1 a 0 sobre o Brescia no último fim de semana e os rossoneri estão cada vez mais próximo de conquistar o Campeonato Italiano pela 18ª vez.

O Arsenal está há três jogos sem vencer, sendo uma derrota por 2 a 1 para o Bolton e dois empates (3 a 3 com o Tottenham e 1 a 1 com o Liverpool). Alguém ainda acredita que os Gunner têm chance de título?

Córdoba disse que o scudetto é difícil. Isso porque a equipe venceu a tríplice coroa no ano passado. Ponto para a humildade da Inter, que hoje se contentaria só com a conquista da Copa da Itália.

"Se há alguém para culpar, sou eu. Eu escalo o time, eu escolho os jogadores". Será que Arsène Wenger desistiu dos jovens jogadores dos Gunners? Será que é um indício de que o treinador francês finalmente percebeu que a equipe também precisa de jogadores mais idosos para passar experiência aos muleques?

Bin Hammam: "Concorrência fez Blatter ter ideias novas". Em outras palavras, o medo de ser desbancado faz com que o sr. presidente da Fifa não se acomode.