sexta-feira, 23 de julho de 2010

OLE!



www.balipodo.com.br

25/07/07

Cultura & Mídia

Olé

Poucas publicações esportivas estrangeiras são tão conhecidas no Brasil quanto o Olé. O jornal com sede em Buenos Aires sempre entra na pauta da imprensa brasileira por supostamente representar o que pensa o torcedor argentino. E não é sem motivo. O diário portenho nunca escondeu sua linguagem polemista e não se cansa de cutucar sempre que um argentino vence um brasileiro e de fingir ignorar quando ocorre o contrário. Isso deu à publicação uma fama de popularesca, o que não é completa verdade.

De longe, parece realmente que o Olé tem baixo nível. As capas são chamativas, com manchetes em letras garrafais e conteúdo debochado e provocador. Em bom português, é “linguagem de torcedor”, passional e sem a imparcialidade exigida de um profissional de imprensa. No entanto, o argentino não vê a provocação explícita – inclusive entre seus clubes – como algo necessariamente sensacionalista. Para eles, é algo inerente ao futebol (observação: nesse quesito, o diário argentino comete um grande erro, que não pode ser perdoado em nenhum sentido: passa do limite da provocação de bom gosto ao chamar os brasileiros de “macacos”. Qualquer brincadeira que tem tom racista deve ser condenada).

Ver as capas apenas como polêmica e populismo pode esconder alguns méritos do jornal. É inegável que muitas delas são criativas e bem humoradas, com coragem para colocar notícia ruim como chamada principal ou escondê-la despudoradamente como forma de brincar com a “tragédia”. O futebol é uma brincadeira acima de tudo, fato que não é esquecido pelos argentinos.

De qualquer maneira, o lado bom do Olé não são as capas. Nas páginas internas, a cobertura esportiva tem pontos bastante positivos. Os textos têm qualidade invejável se comparado com seus congêneres brasileiros, com relatos de jogos quase ensaísticos, relatando o clima da partida ao invés de apenas descrever lances. A profundidade do noticiário é acima da média, com quantidade razoável de análise e sem enrolações típicas de quem precisa preencher página por obrigação e não sabe mais o que escrever.

É claro que Boca Juniors e River Plate têm mais atenção que os demais clubes. Ainda assim, as equipes pequenas recebem uma dedicação raramente vistas no Brasil, até porque fica evidente que o Olé sabe que torcedores desses times também compram jornal. Assim, se o Banfield vencer no único jogo da sexta (quando as rodadas são abertas na Argentina), há uma chance de a capa ser dos banfileños.

Quem ler o Olé com cuidado e a mente aberta, verá um jornal com vários méritos. Não representa uma revolução em jornalismo esportivo, com linguagem inovadora que deva ser idolatrada por todos. Mas certamente o diário portenho é muito mais do que um monte de páginas populistas com uma capa polêmica para chamar a atenção.

Ubiratan Leal

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O SURGIMENTO DO CAVALO PARAGUAIO



Com certeza, você já sacaneou ou foi sacaneado por alguém. Cavalo paraguaio é normalmente um time que começa o torneio na frente, mas perde o fôlego no final. A expressão nasceu no turfe, que utilizava a frase como o mesmo sentido.

Mas por que paraguaio? A “nacionalidade” dada para os coitadinhos eqüinos e para os times vem da fama que se dá ao Paraguai, caminho para produtos piratas, que às vezes parecem funcionar no começo, mas sempre pifam depois.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

BANHO DE CHAMPAGNE



Você sabe como nasceu a tradição do banho de champagne após as corridas?

Em 1950, ano do primeiro campeonato de Fórmula 1, no GP de Reims, na França, região de Champagne, Paul Chandom Moet, e seu primo, Frederic Chandon de Brailles (herdeiros da fábrica Moet & Chandon) resolveram oferecer uma garrafa gigante para Juan Manuel Fangio, o vencedor da prova.

O banho só veio em 66, em Le Mans, com o suíço Jo Siffert, que abraçou a garrafa ainda no pódio. Tava quente prá caramba, e a rolha espcou. Resultado: banho em todo mundo e tradição inventada.

Em 87, já em Mônaco, Ayrton Senna foi ainda mais longe, dando um banho na realeza local. Eta cara ousado...

terça-feira, 20 de julho de 2010

SOVACO MENOS FEDORENTO



Os navegadores europeus conseguiram desagradar com seu cheiro tanto os indianos como os ameríndios. A esquadra de Vasco da Gama chegou a passar mais de dez meses no mar, e a de Cabral, um mês e meio. Enquanto isso, os habitantes do Novo Mundo tinham costumes higiênicos estranhos para a época: os tupis tomavam inúmeros banhos diários, enquanto os indianos se banhavam com pós e pastas perfumadas, sabão e talco.,

Ainda na Antiguidade, os egípcios tomavam banho com sabão, óleos e gorduras aromatizadas, além de depilar o corpo, coisa que hoje é muito comum. Já os romanos escondiam o fedor colocando almofadas aromatizadas nas axilas...

O primeiro desodorante comercial foi lançado nos EUA em 1888, uma cera feita à base de óxido de zinco, com fraca ação antimicrobiana. Em 1903, o EverDry (Sempre Seco), uma solução aquosa feita de Cloreto de Alumínio, foi lançada como antitranspirante.

Hoje, os produtos encontrados são normalmente híbridos de desodorantes e antitranspirantes.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

BABACAS, PARTE 2



Mais um indivíduo dessa série dos podres apegados ao poder.

O sujeito é tudo, mas parece que se embaralha e não faz nada direito.

Identifica-se como captor de momentos estáticos, embora também fuce equipamentos característicos da modernidade, e se prepare para outras peripécias.

Tomara que não seja um mero observador despreparado, como fazem muitos de seus colegas.

Mas, se notabiliza mesmo por ser um bajulador, que divulga o cotidiano de seus bajulados como se fosse uma sequência de feitos épicos.

Alega que apenas reproduz fatos.

Desmascarado, foge. E na pressa desavergonhada, disse que saíria para construir.

Talvez erga o Bajulation Tower.

E cante: " só no bajulation, no bajulation...!"

Só não explicou o "incentivo" que recebe para bajular. De certo não sabe como fazê-lo.

Agora, entrincheirado em textos curtos, e mero observador (à distância) do debate que fugiu.

Sem angariar sicofantas para sua camarilha, tenta arregimetá-los artificialmente.

Artificialidade: nada mais natural para esse ser.

QUANTAS PESSOAS PARA TROCAR UMA LÄMPADA



Depende do tipo de pessoa:

Gays?
Seis: um para trocar e cinco para ficar gritando: Linda! Poderosa! Maravilhosa! Divina! Tuuudoo!

Peruas?
Duas: uma chama o eletricista e a outra prepara os drinques.

Psicólogos?
Apenas um, mas a lâmpada PRECISA QUERER ser trocada.

Loiras?
Cinco: uma para segurar a lâmpada e outras quatro para girarem a cadeira.

Consultores?
Dois... Um sempre abandona o trabalho no meio do projeto.

Bêbados?
Um, só pra segurar a lâmpada, enquanto o teto vai rodando.

Desenvolvedores de sistemas?
Trocar pra que! Não tem problema algum com a lâmpada velha, porque nos testes aqui no escritório ela funcionava bem ...

Ativistas Gays?
Nenhum. A lâmpada não precisa mudar para ser aceita pela sociedade.

Cantores sertanejos?
Dois: um troca a lâmpada e o outro escreve uma canção sobre os bons tempos da lâmpada antiga...

Machões?
Nenhum: macho não tem medo de escuro.

Patricinhas?
Duas: uma pra segurar a Coca light e outra pra chamar o papai.

Argentinos?
Um só: ele segura a lâmpada e o mundo gira ao seu redor.

Advogados?
Um , mas só se a lâmpada assinar a procuração e o contrato, onde ele cobra 30% de honorários.

Mulher com TPM?
Só ela! Sozinha!! Porque ninguém, dentro desta casa sabe como trocar uma lâmpada! São um bando de IMPRESTÁVEIS!!! Eles nem percebem que a lâmpada queimou! Eles podem ficar em casa no escuro por três dias antes de notar que a droga da lâmpada queimou! E quando eles notarem, vão passar mais cinco dias esperando que EU troque a lâmpada, porque eles acham que eu sou a ESCRAVA deles!!! E quando eles se derem conta de que eu não vou trocar a lâmpada, eles ainda vão ficar mais dois dias no escuro porque não sabem que as lâmpadas novas ficam dentro da droga da dispensa! E se, por algum milagre, eles encontrarem as lâmpadas novas, vão arrastar a poltrona da sala até o lugar onde está a lâmpada queimada e vão arranhar o piso todo, porque são INCAPAZES de saber onde a escada fica guardada! É inútil esperar que eles troquem a lâmpada, então sou eu mesmo quem vai trocá-la!

domingo, 18 de julho de 2010

NÁO CALA A BOCA NÁO, GALVÁO



Uma das coqueluches da Copa foiu a campanha Cala a Boca Galváo.

O termo atingiu o TTs no Twitter, ganhou faixas nos estadios e foi parar na capa de VEJA.

Ate os colegas de emissora resolveram tirar um sarro do narrador em questao.

Olimpicamente, claro.

Ate porque se tivesse a obsessao doentia de Milton Neves por processar quem lhe desagrada, entupiria o Judiciario.

E a pessoa em questao transparecia achar ate graca nisso tudo.

Pois e, goste ou nao de Carlos Eduardo dos Santos Galvao Bueno, ele e parte das transmissoes esportivas desde os anos 70


Desde 74, quando em um pool de emissoras, narrou um partida quando descobriu no meio do caminho que as Selecoes eram outras.

Passando pelos anos 80, quando passou a ser o titular das transmissóes da Globo.
Com uma escala em 1992, quando passou pela Rede OM (hoje CNT) e descobriu que nao pderia viver sem a Globo, e a Globo náo poderia viver sem ele.

Passando ainda por 2002 e 2006, quando o monopolio global o fez o unico narrador da jogos do Brasil em TV aberta.

Na Formula 1, o Tema da Vitoria nao e o mesmo sem sua voz.

Narrou de Emerson a Hamilton

Isso sem contar a morte de Ayrton Senna. Fazer cobertura jornalistica da morte de umm amigo deve ser doloroso

Sua imagem comemorando o Tetracampeonato em 1994. berrando histerico ao lado de Pele e Arnaldo Cesar Coelho rodou o mundo

Narra diversos esportes sabendo o que diz. Conseguiu criticos e admiradores

Goste ou nao, todos ouvem Galvao Bueno, ate porque a dupla Luciano do Valle e Neto e inaudivel, para nao dizer insuportavel

Seus colegas de emissora sao bons, mas nao tem o mesmo, digamos, carisma.

Em 2010, se despediu das Copas do Mundo no exterior. Daqui a quatro anos, estara em
seu pais

Para em 2016 se despedir dos microfones

Carlos Eduardo dos Santos Galvao Bueno, goste ou nao, e uma das lendas da TV

A RELIGIÃO LEIGA DA CLASSE OPERÁRIA



A interpretação ou representação singular do espetáculo e do mundo dá ao esporte dimensões gigantescas, quase que a de uma sociedade presente dentro de diversas sociedades, algo como diversos conjuntos que fazem intersecção em diversos conjuntos.

O futebol parece ter o dom de criar um universo paralelo, tanto que a FIFA, entidade máxima do futebol mundial, se gaba de ter mais membros que a Organização das Nações Unidas, e de solenemente impor sanções a federações nacionais que sofram intervenção estatal. Sua relação com os Estados pode ser a de enfrentamento, quando não aceita que seus subordinados escape de seu controle total, embora seja mais conveniente a aliança para o fortalecimento do seu poder e a quem a ele se associar.

Hilário Franco Júnior traça um paralelo entre a FIFA e o Vaticano, focando a organização hierárquica de ambos (dioceses/bispados/ paróquias e confederações/federações/clubes), e que têm em comum o fiel ou o torcedor comum como raiz. Tal como uma religião, a FIFA vive em função do torcedor, o fiel em na sua raiz.

Ou, como Franco Júnior exemplifica:

“Aceitando o futebol enquanto forma religiosa, os dogmas evidentemente são as regras que regem a sua pátria. Da mesma forma que não há judeu sem circuncisão, ou cristão sem batismo, ou muçulmano sem a shahada (‘profissão de fé’), não há futebol oficial sem as dezessete regras aceitas pela FIFA, espécie de Igreja encabeça toda uma hierarquia de arcebispados (confederações), dioceses (federações), paróquias (federações locais), inquisidores (juízes) e clérigos (jogadores filiados). O rito do futebol é praticado por um número fixo de oficiantes e inquisidores com apoio de numerosos auxiliares laicos (...), e acompanhada ppor uma multidão variada de fiéis (torcedores).”

Josep Blatter, presidente da FIFA, e Bento XVI, sumo-pontífice, sabiamente seguem os rituais de seus antecessores, João Havelange e João Paulo II de viajar como missionários espalhando a sua causa e arrebanhando mais fiéis, com uma diferença clara: o Vaticano é um Estado estabelecido, reconhecido pela comunidade internacional e guardião de uma instituição milenar (a Igreja Catolica), enquanto a FIFA é apenas a normatizadora de uma instituição que foi criada no alvorecer do século XX, e que é “guardiã” de um esporte que foi sistematizada em meados do século anterior. Não por acaso, como bem definiu Eric Hobbsbawn, o futebol seria a “religião leiga da classe operária”.

Se críticas definem a religião como alienada ou alienante, o futebol é seu correspondente laico, é tentador e simplista relacionar o esporte a um instrumento de alienação. Mas, assim como o advento da Teologia da Libertação foi um oxigênio para o hermético pensamento da cúpula eclesiástica na segunda metade do século XX, algumas posturas contestadoras foram marcantes: jogadores engajados em movimentos politizados, de personalidade forte, capazes de enfrentar dirigentes, treinadores e jornalistas recebem pechas de encrenqueiros, mesmo quando exigem direitos básicos, como pagamento de salários em dia e condições adequadas de trabalho.

A globalização do jogo trouxe consigo a globalização da imagem de pessoas e marcas, quando as primeiras não se tornam as segundas, e do atleta é cobrado que se enquadre dentro do chamado politicamente correto, tanto fora de campo como dentro dele.

Embora se admire contestadores, a hierarquia conservadora do esporte (tão conservadora quanto a cúpula romana) o faz através de discursos hipócritas que contradizem com a execração a quem submete os indesejáveis rebeldes por dentro. Religiosos reformistas, mas admirados por fiéis são elogiados após a sua morte, assim como o Vaticano fez com adeptos de correntes reformistas. A hierarquia futebolística é rígida e vertical, e por vezes arcaica, mas é sobre ela que a FIFA se sustenta, encontrando espelho nos seus filiados. Blatter, quando ainda era secretário-geral, reagiu como indiferença à proposta de criação de um sindicato internacional de jogadores: “A FIFA só dialoga com federações e confederações, não com jogadores”. Reagiu, soberba e laconicamente. Contestadores normalmente são admirados quando morrem ou mais raramente, suas idéias são aceitas.

Na doutrina católica, santos são exemplos de fé e de vida. Seus feitos e ensinamentos são espelho para gerações posteriores, mesmo que durante a sua vida, não fossem reconhecidos como tal: Joana D’arc foi queimada como herege, para depois ser canonizada somente séculos depois, enquanto a canonização de João Paulo II já era dada como certa antes mesmo de sua morte.

E ao relacionar religião e futebol, é possível encontrar a adoração como ponto em comum: um praticante, principalmente pelo seu desempenho no jogo, já é alvo de admiração por parte de seus seguidores, o que pode ampliar em face ao seu comportamento pessoal e profissional.
Curiosamente, os tipos “encrenqueiros” recebem especial admiração.

Por outro lado, santos normalmente são o são considerados após a sua morte: a morte parece reforçar a áurea de sua santidade; e jogadores idolatrados sofrem de um processo controverso após a sua retirada dos gramados, algo que mistura aumento de seu heroísmo, uma ampliação mítica de seus feitos combinada com o esquecimento de seus erros, combinado com uma certa dose de esquecimento ou negação por parte de gerações mais jovens

sábado, 17 de julho de 2010

POR QUE EXISTEM CANHOTOS


Lendo a Super Interessante deparei-me com um artigo com o seguinte título: “Por que existem canhotos?”. Assunto que chamou bastante a minha atenção: a razão de algumas pessoas preferirem a mão direita e outros a esquerda é um dos mistérios da ciência.

Sério, está ali, ali com "de onde viemos" e "para onde vamos". Ninguém sabe ao certo por que não somos todos ambidestros (as vantagens seriam óbvias) ou, se era para escolher um lado, todos destros de uma vez. O fato é que 10% da humanidade teima em ser canhota, intrigando geneticistas, neurologistas e antropólogos.

Em 2004, um estudo dos franceses Charlorte Faurie e Michel Raymond defendeu que os canhotos conquistaram a sua cota na marra: por surpreender no combate corpo a corpo, o uso da mão esquerda era favorecido pela seleção natural. Já na seleção artificial, só desvantagem - até a metade do século 20, por exemplo, só se ensinava a escrever com a mão direita.

Volta e meia ainda saem pesquisas dizendo que os canhotos morrem antes, porque a porcentagem deles diminui conforme aumenta a faixa etária. Na verdade, isso é reflexo do antigo preconceito: há menos canhotos entre os idosos porque muitos foram obrigados a ser destros.

PS: se você é destro, não tente ser canhoto. Nessa altura da vida, já não consegue mais

NADA A DECLARAR



Queria escrever algo sobre a Desportiva, mas não tenho nada para escrever.

O time não jogará a Copa Espírito Santo. A diretoria alega que o torneio nao e rentavel, mas o Futebol Capixaba nao e rentavel...

Não há nenhuma perspectiva para 2011. Se o ESFC reverter o rebaixamento então, pior ainda.

A Campanha “Amigos da Desportiva” falhou.

A notícia de que Sávio assumiria a gestão não passou de boato.

O clube continua navegando, ou melhor, afundando, sob o comando de Marcelo Villa-Forte.

E agonizando lentamente...

Ja penso seriamente em adotar o Vitoria como meu time

sexta-feira, 16 de julho de 2010

DEZ MICOS DA COPA



Em ordem alfabética, já que não vou perder tempo classificando o que foi maior ou menor:

Arbitragem: uma coisa é um errar um impedimento por míseros centímetros, ou errar a marcação de um pênalti que causou muita dúvida. Agora, os erros de arbitragem que prejudicaram Inglaterra e México foram grotescos, isso sem contar a permissividade do juiz que deixou o pau quebrar na final, e por aí vai. E para a dona Fifa, tudo foi normal.

França: uma Seleção do porte da francesa sair eliminada na primeira fase já é algo decepcionante, mas não é só isso. A classificação para a Copa graças a arbitragem, as trapalhadas e a arrogância de Domenech, a rebelião dos jogadores e a omissão da Federação completam a receita desse coisa macabra.

Inglaterra: o futebol inglês é bem melhor que a Seleção Inglesa. Fato. Mas o sufoco para se classificar, o empate ridículo contra a Argélia, e a goleada diante da Alemanha já são motivos suficientes para considerar a participação do English Team um fracasso .

Itália: ta certo que o mico não é inédito. Mas um campeão chegar para defender o título e sair eliminado ainda na primeira fase é para lá de vexatório. O famoso paredão defensivo vazou, e o ataque só funcionou direito nos últimos dez minutos contra a Eslováquia.

Jabulani: todo mundo sabia que essa bola era meio esquisita. A dona Fifa só lá nas Quartas-de-Final reconheceu que havia algo de esquisito nesse esférico sobrenatural, isso depois de muitas traquinagens (os goleiros que o digam). Mas, nada de mudanças até o fim do torneio.

Kaká, Cristiano Ronaldo e Messi: os três últimos vencedores do prêmio de melhor do ano. Só o português conseguiu um golzinho, mas falhou ao carregar o seu time nas costas. Messi e Kaká até que não jogaram mal, mas nem de lone renderam o que se esperava deles. O brasileiro colecionou cartões como nunca se viu na sua carreira.

Média de gols: 2,25 foi a segunda pior da História. O festival de 1 a 0 visto na maioria das partidas foi insuportável.

Mick Jagger: o vocalista dos Rolling Stones torceu para os Estados Unidos, Inglaterra e Brasil in loco, e o resultado nós conhecemos. Há quem diga que ele esteve no Soccer City torcendo para a Holanda na fnal.

Treinadores: Domench ganhou com folga o prêmio de chato da Copa. Mas, Dunga, Maradona e mais alguns malas também merecem menção desonrosa. Caso se preocupassem mais em preparar suas equipes e menos em aparecer com grosserias ou escondendo o jogo (tão bem escondido que nem os própros jogadores encontraram), talvez o resultado seria um jogo mais eficiente.

Vuvuzela: imagine você assistir um jogo, e um bando de xaropes assopram um instrumento que faz um barulho insuportável. Imagine que esse bando alcance a casa da dezena de milhares de pessoas. Pois é... dá até dor de ouvido só de pensar.

QUE FINAL!



Imagine que você seja Campão do Mundo.

Imagine que você seja Capitão do time Campeão do Mundo.

Ovimanete, vocë levantara a Copa...

Imagine que você faça uma baita atuação, com duas defesas milagrosas.


Imagine que você seja entrevistado por sua namorada logo após o jogo.

E que namorada! Sara Carbonero convenhamos, e bonita demais!

E que lasque um beijo nela no meio da entrevista. Meio não, ate porque esse ósculo encerrou o lado profissional da conversa.

Será que o dia de Iker Casillas foi bom?

SIMPLESMENTE UM BABACA



Imagine um moleque, mas não é um moleque de traquinagens, é um moleque no sentido moral da coisa.

Aspirante a estadista, nunca passou de um baba-ovo do mandatário de plantão.

Xinga os outros, mas não gosta de ser contrariado.

Trabalha para não poder trabalhar.

Ou melhor, seu trabalho não representa trabalho nenhum.

Trabalho apenas para quem paga seu polpudo salário.

Jovem ave de penas podres, acha graça no ídolo sem-graça. E sem moral, também.

Acha sensível quem não tem sensibilidade. Talvez receba isenção em seus pedágios eleitorais.

Sua obsessão pela fama o faz escolher o nome que lhe dá mais visibilidade.

Se acha o novo Voltaire, mas seu intelecto de girino o denuncia.

Beato Convicto, idolatra o fascista de batina.

Acha, em seus parcos neurônios que etnocidas tiveram uma missão sagrada, atá quando o antecessor do fascista de batina já admitiu o contrário.

Enfim, um jovem idiota, que ainda tem muito para involuir.

Pobre humanidade.

Existem pais que ao invés de pensar que mundo deixarão para seus filhos, deveriam pensar que filhos deixarão para o mundo.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

CADÊ?



A diretoria do Palmeiras parecia que finalmente agiria rápido na pausa para a Copa.

Prometeu reforços para um time competitivo, e já começou trazendo Kléber.

Logo depois, anunciou o acerto com Felipão.

E... parou por aí.

Perdeu a chance de recuperar Diego Souza, que foi para o Atlético-MG.

Cleiton Xavier seguiu o mesmo caminho. Vai para a Ucränia.

Ainda não se acertou com Valdívia, que pode ir parar no Boca.

Deivid, do Fenerbahçe, é um negócio que empacou.

Henrique prefere tentar se firmar no mercado europeu do que tentar uma volta para o Brasil. Só o fará se na tiver opções.

Fábio Aurélio então, nada. O pior é que Armero pode estar de saída.

De certo até agora, somente Tinga (o da Ponte Preta, diga-se de passagem), e Tadeu, que veio do Prudente.

DINHEIRO JOGADO FORA...



Mais uma vez “roubarei” um texto do Wemerson Torres.

http://vilavelhanoar.blogspot.com/2010/07/pizzaria-canela-verdevereadores-de-vila.html

Pizzaria Canela Verde!!Vereadores de Vila Velha aprovam a criação de 60 cargos comissionados a 1 milhão de reais!!

Tenho uma notíca não muito boa para os moradores de VV. Venho lhes informar que hoje, 08/07/2010, a Câmara de vereadores de Vila Velha, aprovou o projeto de iniciativa do executivo que cria 60 cargos comissionados, entre eles várias subsecretarias, ao valor de quase 1 milhão de reais por ano.

Este projeto causou muita polêmica na Grande Vitória, visto que foi amplamente divulgado e questionado pela imprensa capixaba. Tal aprovação mexe no dinheiro público num momento em que a própria prefeitura se declara com as contas apertadas, logo se torna contraditória, além de amoral. Na sessão em que foi aprovado o projeto, somente 2 vereadores votaram contra, Wanderson Pires e João Batista Babá e um vereador faltou à sessão, Almir Neres.

Houve um momento de tumulto em que o vereador Heliossandro Matos se irritou com os manifestantes presentes e ameaçou processar populares que disseram palavras de ordem contra os vereadores.

O prefeito se nega a conceder aumentos dignos aos professores e demais servidores, mas não se sente acanhado em criar cargos para inchar ainda mais as contas públicas. É a boa e velha sanha do poder que corrói e destrói o caráter de nossos gestores públicos. Com a palavra, a população.
Prof. Wemerson Torres


Resultado da votação:

AlMIR NERES – FALTOU
BELO – A FAVOR
DUDA DA BARRA – A FAVOR
DR. ANTONIO MARCOS – A FAVOR
IVAN CARLINI – A FAVOR
JOÃO ARTEM – A FAVOR
JOÃO BATISTA BABÁ – CONTRA
JONIMAR – A FAVOR
HELIOSSANDRO – A FAVOR
ROBSON BATISTA – A FAVOR
ROGÉRIO CARDOSO – A FAVOR
REGINALDO LOUREIRO – A FAVOR
TAREBA – A FAVOR
TENÓRIO MERLO – A FAVOR
VALDIR DO RESTAURANTE – A FAVOR
VALTER ROCON – A FAVOR
WANDERSON PIRES - CONTRA

quarta-feira, 14 de julho de 2010

VOLTANDO AO NORMAL



Fim da Copa do Mundo, retorno à vida comum.

Restam mais 31 rodadas do Campeonato Brasileiro, que recomeça meio que de ressaca, no meio de uma janela de transferências para a Europa, no meio da quarentena que impede a atuação dos repatriados, no meio do mercado interno, na repercussão do caso Bruno-Eliza...

São Paulo e Inter pensam nas semi-finais da Libertadores e Santos e Vitória pensam na final da Copa do Brasil.

Felipão, Muricy, Mano e Luxemburgo são cotados para assumir a Seleção (ou seria time da CBF?)

E no meio dessa boataria de bastidores, a bola rola hoje.

Que seja bem-vinda, até porque ficar sem futebol não dá...

RECORDANDO...



Final de semana passado, o Palmeiras se despediu do velho Palestra Itália, em um amistoso contra o Boca Juniors, perdendo de 2 a 0.

O resultado foi o de menos, embora fosse melhor vencer.

O jogo contra o Santos já será no Pacaembu, que deverá ser a nova casa. Casa dividida com o Corínthians, diga-se de passagem.

O estádio para um torcedor é mais ou menos como um templo, lugar sagrado, de devoção, onde a legião de fieis comunga da mesma fé.

É o lugar onde São Marcos, o Divino Ademir, o Anjo Guardião Oberdan Cattanni e até mesmo o endiabrado Edmundo entraram para o panteão alvivierde.

Agora é hora de ampliar o templo, transformá-lo em uma Basílica.

Que então se mude a aparência mas não se mude a essência.

E que essa tal Arena Palestra bem que poderia se chamar BASÍLICA DE SÃO MARCOS.

MEU PRIMEIRO LAR



Ingressei no Magistério em 2003, na Escola Estadual (hoje Municipal) Pedro Herkenhoff. De lá tenho ótimas lembranças: primeiros alunos, primeiras dificuldades superadas, primeiros colegas de trabalho... enfim, o trabalho na prática, bem diferente dos manuais dos Pedabobos.

Lá consolidei a minha decisão em seguir carreira.

Pois bem, voltei para a Escola em 2005, ano que ela foi municipalizad a de direito. A municipalização de fato ocorreu no ano seguinte.

O prédio merecia m reforma.

Recebeu uma maquiagem, e das piores. E assim, foi definhando.

Confira esse texto de Wemerson Torres:

http://vilavelhanoar.blogspot.com/2010/06/hora-e-vez-na-terra-do-descaso.html

A HORA E A VEZ NA TERRA DO DESCASO

PMVV reforma escola particular em Cobilândia, enquanto alunos da escola municipal do bairro estudam numa escola velha e sem condições!

Seria cômico, se não fosse trágico.

Essa é a frase que define a situação da UMEF. Pedro Herkenhoff, em Cobilândia. A escola funciona em um prédio velho, com rachaduras, infiltrações, rede elétrica debilitada, sem quadra de esportes e com duas salas interditadas pela defesa civil municpal.

E como se não bastasse toda essa situação, no último dia 18/06, houve um princípio de incêndio na escola, em decorrência da já citada rede elétrica, botando em risco a vida de todos os alunos da unidade.

Mas, não é por falta de reivindicação e nem de condições financeiras da prefeitura que a escola se encontra nesta situação, pois no mesmo bairro há uma escola privada ( Colégio Camões de Cobilândia), que foi reformada pela prefeitura em dezembro e janeiro de 2009/2010, sobre pretexto de transferência da escola Pedro Herkenhoff para aquele prédio. Porém, mesmo a reforma no Colégio Camões tendo sido concluída desde fevereiro de 2010, o prédio continua fechado e sem ser utilizado.

A prefeitura alega que o trâmite está demorando porque o ex-secretário de educação fez um contrato oral com o dono do prédio, e agora, o dono do imóvel encontra problemas para reunir os documentos necessários.

Enquanto isso, os alunos da UMEF. Pedro Herkenhoff estão a ver navios, como diz o jargão popular. Uma coisa fica clara, houve ingerência de recursos públicos, uma vez que um secretário não deve fazer contrato "de boca" envolvendo recursos públicos.

A comunidade escolar da escola Pedro Herkenhoff aguarda resposta da prefeitura e imediata transferência para o prédio do colégio Camões.

Reportagem: Wemerson Torres


Duas constatações: uma de pena, outra de burrice.

A de pena: é lamentável que meu primeiro lar esteja desabando. Seria ótima que ele não ficasse conservado apenas na minha memória, mas que fosse preservado.

A de burrice: aliás, espero que seja apenas de falta de inteligência mesmo, e não de algo pior.

O aviso já foi dado, e é bom lembrar que qualquer coisa de ruim que lá aconteça, a Prefeitura de Vila Velha é a principal culpada.

terça-feira, 13 de julho de 2010

LIBERDADE AINDA QUE TARDIA



Viver com medo é agonizar, e morrer lentamente enquanto seu coração ainda pulsa. E ao que parece, minha agonia vai longe.

É péssimo pensar infinitas vezes o que dizer, o que fazer e até como pensar, por mais paradoxal que isso pareça. Tudo isso com medo da reação que a ação possa gerar.

Pedir a opinião alheia para formar a sua própria não é ter opinião própria.

Pior é saber que não fui jogado para essa situação, mas que entrei voluntariamente, pensando que estava fazendo a coisa certa.

O que fazer, sair ou reagir?

Prefiro a segunda opção. Já que é para sofrer com a tempestade, que o meu algoz também passe por ela.

VIVA ESPAÑA



O mundo é da Fúria, maos habilidosa que furiosa.

Até porque furioso nessa Copa foi o Dunga...

A final parecia jogo de Libertadores: pancadaria, juiz frouxo, muitos cartões...

Um gol foi pouco. Robben (duas vezes, Mattijsen, Villa, Fabregas, Capdevilla, todos perderam gols feitos, até que Iniesta marcou aos 116 minutos.

A Espanha vence com uma ótima geração, e Real Madrid e Barcelona não vivem apenas de estrangeiros. * jogadores culés e 4 merengues no elenco de Del Bosque.

O time jogou sempre para o ataque, até quando enfrentou as ótimas Alemanha e Holanda. Esse foi o pecado germânico, que tinha até mais time que os espanhois.

Villa fez cinco dos oito gols, mas o protagonismo foi dividido: Xavi, Iniesta e Casillas figuram tranquilamente em qualquer lista de melhores do mundo.

Sergio Ramos e Capdevilla não são máquinas de atacar, mas o fazem com razoável eficiência e defendem muito bem, até porque alguém precisa guardar posição.

Pique e Puyol combinam bem habilidade e vontade, protegidos por Busquets e Xabi Alonso, que marcam e saem com eficiência, até a saída de bola adversária.

Xavi (que não brilhou tanto) e Iniesta são duas formiguinhas. Se Xavi não brilhou, pelo menos não há como contestar os seus dotes de organizador. Iniesta foi volante, meia e atacante. Fabregas foi o coringa do meio, reserva de luxo.

David Villa foi "o cara" do time. Se o Valencia o negociasse agora com o Barça, certamente arrancaria muito mais que 40 milhões de euros.

Pedro, Llorente e Navas não foram tão bem, assim como Torres, de quem se esperava bem mais.

Del Bosque não foi o técnico estrelinha. Manteve o trabalho e a base de Aragonés. Não procurou aparecer sendo animador de torcida, usando roupas ridículas ou xingando jornalistas. Discreto, mas eficiente.

Time ideal para vencer essa copa.

Copa medíocre, mas em que a Fúria escapou da mediocridade

SEGUNDO PILOTO É A #$%&¨%@#



A Red Bull deu um bico novo só para Vettel, o queridinho do time, que fez a pole, para ira de Webber, o renegado.

Mas Webber assumiu a liderança logo na largada e vence. O pneu furado do alemão o jogou para o fim da fila, e com a ajuda de um Safety Car, ele ainda chegou em sétimo.

A Webber, restou a ironia pelo rádio sobre sua própria situação: "Nada mal para um segundo piloto".

Ou a Red Bull estanca essa sangria, ou perde um campeonato fácil. A Mclaren de 2007 é prova disso.

Sobre Mclaren: Button sai em 14º e chega em 4º, suficiente para dse manter na vice-liderança do campeonato. E Hamilton, segundo da corrida, ainda é o líder. Diante dos tropeços dos Touros Vermelhos, a dupla inglesa segue na frente.

Desastre da Ferrari: Alonso fura pneu de Massa, Massa roda e é obrigado a parar nos boxes, Alonso é punido por ultrapassagem indevida... o resultado é 14º lugar para o espanhol e 15º para o brasileiro. E o campeonato indo embora.

Rosberg em 3º, Schumacher em 10º. Vida dura de Schumi. Pelo menos a equipe se firma como a quarta melhor.

Rubinho em 5º, Kobayashi em 6º. Um encerra a carreira dignamente, e o outro começa prometendo.

Classificação dessa bagaça?

Hamilton 145; Button 133; Webber 128; Vettel 121; Alonso 98.

Massa é só o oitavo, com 67

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A MALDIÇÃO DO MELHOR DO MUNDO



Em 1991, a FIFA passou a premiar o melhor jogador do ano, a ser escolhido mediante votação de treinadores. Mais adiante, os capitães entraram no Colégio Eleitoral.

Um deles, George Weah (1995), nem teve a oportunidade de ir à um Mundial, com a fraca seleção liberiana.

Marco van Basten (1992), acometido por uma série de lesões, não voltou a disputar uma Copa depois da Itália (1990).

Assim com Romário, vencedor em 1994.

Ronaldo (1996/1997/2002) e Zidane (1998/2000/2003) alternaram atuações medianas com exibições de gala entre 1998 e 2006.

Ronaldinho (2004/2005) foi um fracasso na Alemanha, assim como Figo (2001) foi na Ásia.

Baggio (1993) fez uma boa exibição nos Estados Unidos, apesar dos problemas físicos.

Matthaus (1991), o primeiro vencedor, já era um veterano em 1994 e 1998.

Rivaldo (1999) foi exceção: foi o melhor da Copa de 2002, embora a FIFA tenha escolhido Kahn.

Agora, os últimos quatro vencedores:

Canavarro (2006): empurrado pela conquista do Tetra da Azzurra, Canavarro foi eleito em 2006, feito inédito para um zagueiro. Quatro anos depois, já longe do auge, e liderando um bando ineficiente, voltou para casa antes do mata-mata.

Kaká (2007): machucado, fez uma temporada ruim no Madrid. Deu bons passes, mas se notabilizou por uma coleção de cartões. Não conseguiu ser o jogador decisivo de sempre.

Cristiano Ronaldo (2008): sempre se esperava dele carregar a sua Seleção, mas nunca fez. Cristiano correu, se esforçou, chutou (quase sempre para longe), fez até um gol, tudo bem contra a Coreia do Norte. Voltou para casa praticamente incólume.

Messi (2009): Messi está para a Seleção da Argentina em 2010 como Ronaldinho estava para a do Brasil em 2006. Genial no Barça e insuficiente no time nacional, embora tenha mostrado muito mais vontade que seu ex-companheiro de clube.

SELEÇÃO DE TURISTAS



Posso dizer que acompanho a Copa do Mundo desde 1986, embora não soubesse direito o que se passava.

Também não sabia direito o que se passava em 1990, na Itália, embora já tivesse consciência que o time era sofrível.

A partir dos convocados de 1994 para frente, pude montar uma seleção de turistas que foram aos Mundiais:

Gilmar (1994): terceiro goleiro é sempre um turista. Por isso uns acreditam que a posição deva ser ocupada por alguém jovem que possa pegar o tal “espírito de Copa”. Outros pensam que o posto deva ser de alguém experiente que ajude o grupo. E ainda têm os que pensam que deva ser terceiro melhor goleiro do país e pronto. Parreira seguiu o segundo grupo no Mundial dos EUA, e levou Gilmar. Sem ter o que fazer, o goleiro serviu como cinegrafista oficial da delegação.

Zé Carlos (1998): o lateral foi convocado para a Copa sem nunca ter estreado pela Seleção. Um amistoso contra o Athletic Bilbao, uma Copa quase inteira no banco e eis que veio a suspensão de Cafu. E Zé Carlos, que até então só aparecia imitando animais, teve que entrar em campo contra a Holanda, onde nervoso, sofreu com as investidas de Zenden, e não conseguiu render no ataque. Menos mal que a vitória nos pênaltis livrou sua barra.

André Cruz (1998): zagueiro técnico, de início promissor, mas que não rendeu o esperado, André Cruz foi para a França como um segundo reserva para a zaga. Passou a Copa incólume.

Ronaldão (1994): a urucubaca baixou na defesa brasileira em 1994. Mozer e Ricardo Gomes foram cortados antes na preparação e Ricardo Rocha se contundiu no primeiro jogo. Aldair, que não estava na lista inicial acabou a Copa como titular. Com o corte de Ricardo Gomes, Ronaldo estava no Japão com o seu time, o Shimizu S-Pulse, fora chamado para a vaga. E chegou dizendo que não queria ser chamado de Ronaldão, mesmo com um outro Ronaldo no time. Na estreia, lá estava ele no banco, com a camisa 4, com Ronaldão escrito nas costas. E o nome pegou para o resto da carreira.

Gilberto (2006): Gilberto estava em ótima fase em 2006, mas o dono da posição era Roberto Carlos e pronto. Mesmo atuando bem contra o Japão, e até fazendo gol, assistiu de fora o resto da Copa. Inclusive a ajeitada de meião do titular durante gol de Henry.

Doriva (1998): Doriva era tido com o sucessor de Dunga, inclusive com o mesmo estilo voluntarioso de jogo. Mas ficou por aí: fez apenas figuração na França, para depois sumir no mapa.

Kléberson (2010): Kléberson ajeitou o meio em 2002, e foi apenas um figurante em 2010. Era reserva do Flamengo antes da Copa, e foi convocado apenas para completar grupo.

Ricardinho (2002 e 2006): em 2002, fora convocado em cima da hora para o lugar de Emerson, tanto é que enquanto o time estreava, ele estava a caminho da Coreia. Em 2006, já no grupo desde a convocação inicial, não teve chances reais de mostrar serviço.

Giovanni (1998): após um ano longe da Seleção, o jogador do Barcelona foi posto no time titular na estreia contra a Escócia, mas por lá durou apenas um tempo. E passou o resto da Copa sem jogar.

Grafite (2010): Adriano era favorito para a vaga, e Diego Tardelli corria por fora. A torcida clamava por Neymar. E Dunga chamou Grafite, que só jogara trinta minutos sob seu comando. Mal jogou, e quando o titular Luís Fabiano foi substituído contra a Holanda, Dunga preferiu Nilmar, um segundo atacante, do que um centro-avante de ofício.

Ronaldo (1994): Ronaldo ou Ronaldinho foi com 17 anos para os Estados Unidos. Começou a Copa no banco e de lá não saiu, mas pelo menos ganhou experiência para outras três Copas como protagonista do time.

domingo, 11 de julho de 2010

MONTANDO AS PEÇAS



Copa se encerrando, e chegou a hora do Barça ajeitar as peças para a temporada 2010/2011. Até porque o Madrid já contratou José Mourinho para o banco e Angel dí Maria para o meio, e Maicon parece estar a caminho.

E o Barça?

Vamos ao elenco e as possibilidades:

Goleiros: Valdez não é um fora de série, mas é um bom goleiro e se identifica com a torcida, além de ter evoluído nas últimas temporadas. Como não há muita coisa disponível no mercado com qualidade, é bom que ele fique. Na reserva, Pinto e Jorquera estão de bom tamanho.

Zagueiros: Pique e Puyol são ótimos, e Rafa Marquez dá conta do recado com muita eficiência, além de ser BA opção para volante. Porém, Marquez é cobiçado pelo mercado e o fato de estar na reserva pode apressar sua saída. Então, os olhares se voltam para Gabriel Milito, que parece ter voltado bem de uma longa contusão. Chygrynsky não convenceu durante a temporada e Henrique foi emprestado antes mesmo que ela começasse.

Laterais: Daniel Alves é intocável, só que lhe falta um reserva. Puyol apenas quebra o galho na posição, mas com ele o time perde no ataque, e Jeffren Suarez é só um meia que pode jogar na posição também para quebrar o galho. Na esquerda, Abidal faz bem o papel defensivo, até porque alguém precisa ficar para cobrir as investidas de Alves. Maxwell é um bom reserva, que ataca mais que o titular. Mas a boataria do mercado dá conta que Phillip Lahm e
Ahley Cole estão na mira.

Volantes: se Guardiola mantive o esquema com apenas um volante, Keita e Sergio Busquets estão de ótimo tamanho, já que Touré foi para o Manchester City. Aí, a diretoria precisa pensar em outra opção. Thiago Alcântara, vindo da base, pode ser um caso a pensar.

Meias: mais uma posição que depende do esquema. Se o 4-3-3 com dois meias for mantido, Xavi e Iniesta precisam apenas de bons reservas. A perspectiva de ascensão de Jonathan dos Santos e Jeffren Suarez é boa, mas o sonho de consumo é repatriar Cesc Fabregas, o que exigiria a mudança do esquema para o 4-4-2. A volta de Hleb, emprestado ao Stuttgart também seria boa, mas o bielorrusso não quer saber de apenas completar elenco.

Atacantes: Ibrahimovic não emplacou, e ótima moeda de troca para negociações de peso. David Villa já está contratado e deve ser titular. Messi é intocável, e Pedro Rodríguez dificilmente sai. Bojan (que melhorou bastante no final de temporada) pode até sair, desde que seja por muito dinheiro ou como moeda de troca. A novidade pode ser Robinho, que talvez não fique no Manchester City, interessado em Keita ou Toure.

MEU SEGUNDO TIME NA ESPANHA




Todo torcedor tem o seu segundo time, mesmo no mesmo campeonato que disputa. O meu é o Athletic Bilbao. Mais que um segundo time, o que ume Barça e Athleti é a rivalidade com o Madrid.

O Atheltic de Bilbao é o mais exótico time de futebol da Europa. Por 80 anos, o lendário clube conseguiu se manter na primeira divisão da Espanha, colocando em campo exclusivamente jogadores bascos. Por quanto tempo continuará resistindo às tendências da globalização?

Eu vos apresento um clube de futebol cujo significado vai muito além do futebol. O Athletic Club Bilbao, ou, simplesmente, Athletic Bilbao não é apenas um clube, não é mais um time como tantos outros que existem no mundo do futebol moderno. O Athletic Bilbao é um ícone, o símbolo emblemático da identidade de seu povo. O Athletic é a expressão de um povo, é a representação de uma causa, de uma luta... Luta por liberdade e autodeterminação.

O Athletic Bilbao é um clube basco, ou seja, situa-se na região do chamado País Basco, na Espanha. Os bascos travam uma luta histórica contra o poder central de Madrid há séculos, e esta luta ganhou um corpo nacionalista nos fins do século XIX, com a fundação de grupos nacionalistas bascos. Em plena ditadura fascista de Franco, o povo basco e sua região foram massacrados pela opressora força da ditadura franquista. Mas o povo permaneceu na luta, e o Athletic Bilbao se manteve de pé.

O Athletic Bilbao prima por um princípio básico: só veste o manto vermelho e branco quem nasce na denominada Euskal Herria, a terra dos bascos. Isso compreende o País Vasco (região autônoma espanhola), Navarra e Iparralde (País Vasco francês). Além disso, também aceitam jogadores FORMADOS no território basco, nas "canteras" de algum clube basco (como o Aranzubia, por exemplo).

Quem não for da Euskal Herria ou não tiver sido formado nas “canteras” de algum clube basco, não pode jogar pelo Athletic. Espanhóis ou franceses podem jogar pelo Atlhetic, mas têm que ser espanhóis e franceses nascidos na região que compreende o território da Euskal Herria (País Basco), um exemplo disto é Bixente Lizarazu, campeão do Mundo com a seleção francesa de 1998, nascido na região basca francesa (Iparralde), e que jogou pelo Athletic.

Fundando em 1898, o centenário Athletic é um dos clubes mais tradicionais da Espanha. O Athletic jamais caiu para a segunda divisão, sempre esteve na elite do futebol espanhol. O seus estádio, o San Mamés, é um dos mais antigos da Espanha, foi o único a receber jogos em todas as edições da primeira divisão espanhola.

No ranking histórico da primeira divisão espanhola, o Athletic Bilbao é o 3º colocado, ou seja, na pontuação geral de todas as edições do campeonato espanhol, o Athletic só fica atrás dos milionários Real Madrid e Barcelona.

A maior goleada aplicada em jogos do campeonato espanhol pertence ao Athletic e não foi em cima de um clubezinho qualquer, foi contra o Barcelona: Athletic 12x1 Barcelona. O Athletic é um dos maiores campeões na Espanha, são 8 campeonatos espanhóis e 24 Copas do Rei (o segundo maior vencedor da história, perdendo apenas para o Barcelona).

Por falar em Copa do Rei, a final da última temporada (2008/09) envolveu o Athletic Bilbao e o Barcelona. O vencedor se tornaria o “Rei de Copas”, pois ambos tinham 24 títulos.

Embora de forma mais moderada que os bascos, os catalães também nutrem um sentimento nacionalista e uma luta contra o poder central de Madrid. A final marcou o encontro de dois clubes que representam as bandeiras de lutas de suas “nações”. De um lado o Athletic Bilbao, uma verdadeira seleção de bascos, do outro o Barcelona, uma seleção milionária, repleta de estrangeiros, porém um símbolo para o seu povo.

Dois momentos foram marcantes:

1. Na execução do hino nacional da Espanha, bascos e catalães se juntaram e, em uníssono, vaiaram o hino que representa o centralismo e a repressão madrilista. A televisão espanhola, neste momento, cortou o áudio da transmissão na ridícula tentativa de esconder a realidade. Sem dúvida, foi um momento único e histórico.

2. O Athletic saiu na frente e depois sofreu a virada. Mesmo com o jogo praticamente perdido, os seus bravos torcedores continuavam a cantar e a apoiar o time, em reconhecimento ao esforço de terem chegado tão longe. Cantavam muito mais alto e faziam uma festa muito mais bonita que os próprios torcedores do Barcelona. Ao fim da partida, os campeões do Barca foram ao encontro da torcida basca e a reverenciou, em um claro sinal de respeito e admiração.

Sinceramente, torci contra o Barça. O time não precisava da Copa do Rei. A Liga já estava na mão, a Champions estava próxima, mas o título da Copa do Rei era importantíssimo para o Bilbao, que não vence um torneio nacional desde 1984.

Esse ano, o time batalha por uma vaga na Liga Europa, embora chegasse a sonhar com uma vaga na Liga dos Campeões. Ano passado, a derrota na final da Copa do Rei não foi uma tristeza em si: o time foi goleado por 4 a1 pelo Barça, mas saiu aplaudido não só pelos seus torcedores, mas também pelos torcedores rivais.

sábado, 10 de julho de 2010

CHUPA POLVO!



Que povo, que nada! Matemáticos da UFSCar já indicavam há um mês quem jogaria a final da Copa...

http://www.radio.ufscar.br/?p=4540

18-06-2010
Cálculos matemáticos desenvolvidos na UFSCar indicam quem seria o grande campeão da Copa do Mundo de Futebol.

Enfim a bola está rolando na África do Sul. As emoções já estão a mil e as torcidas cada vez mais animadas na expectativa de quem levará o grande título de campeão mundial.

Enquanto as 32 seleções disputam o título em campo e os torcedores fazem suas apostas, na UFSCar, o Centro de Estudos do Risco, CER, do Departamento de Estatística, realiza estudos matemáticos para contribuir com os famosos “bolões”, os palpites dos aficionados por futebol, a respeito dos resultados dos jogos e da competição.

Coordenados pelo professor Francisco Louzada Neto, os estudos sobre a modelagem estatística de dados esportivos tem sido tema de trabalho de vários pesquisadores.

Para o cálculo das probabilidades de vitória, empate e derrota em cada partida, o modelo combina a intuição humana, via a opinião de especialistas sobre o placar dos jogos da primeira fase, com o ranking das melhores seleções, divulgado pela FIFA no final de maio e que é baseado em títulos conquistados e vitórias em amistosos.

As probabilidades dos times alcançarem cada uma das etapas da competição até a grande final, assim como a de se sagrarem campeões da Copa, são obtidas por meio de simulação computacional. As previsões serão atualizadas ao final de cada rodada.

O Centro de Estudos do Risco da UFSCar não resume seus trabalhos apenas à investigação das probabilidades esportivas. Francisco diz que o mesmo processo de análise de dados empregado no desenvolvimento do projeto de análise da Copa do Mundo é utilizado em muitas áreas de estudo de interesse da sociedade.

Todos os interesados podem acompanhar o andamento das projeções no site www.copa2010.ufscar.br.

O internauta pode, inclusive, enviar a sua opinião a respeito dos placares dos jogos, interagindo com a modelagem desenvolvida, por meio de um simulador de possibilidades. Como resposta terá todas as chances das equipes alcançarem cada uma das etapas da fase eliminatória da copa.

Infelizmente, até agora, a matemática não está a favor da seleção brasileira, estamos por enquanto, segundo os cálculos, na terceira colocação. A grande campeã seria a Espanha que vem seguida pela Holanda.

NITROGLICERINA



Não vou dar meu veredicto sobre o caso Bruno-Eliza, já que não participo do inquérito, nem vou participar do julgamento.

Mas já não é de hoje que a combinação jogador de origem pobre, dinheiro fácil e rápido, noitadas, mulheres interesseiras, carrões e amigos de origem duvidosa causa problemas.

Só que sem componentes tão trágicos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

PREVISÕES PARA A COPA - PARTE 7



Finalmente a final...

Desculpe o pleonasmo.

Antes disso tem a decisão do 3º lugar:

Alemanha x Uruguai: o time de Joachim Low está desanimado, e para a Celeste Olímpica, o terceiro lugar tem o valor de um título. Com isso, o time de Lugano, Forlán e Suárez consegue o terceiro lugar, ou a medalha de bronze, olimpicamente falando. Como consolo, Klose marca um gol e empata com Ronaldo. (Errei. Pelo menos a Copa fez justiça com o bom time germânico. E resta a Ronaldo o consolo de se manter como o maior artilheiro)

Holanda x Espanha: duelo do time com melhor campanha (seis vitórias) contra a melhor defesa (só um gol sofrido). A Holanda vence, o futebol paga uma dívida pendente desde 74, e Sneijder leva o título de melhor jogador do Mundial. (A dívida fica para depois. Dívida também seria se a boa e ofensiva Espanha não vencesse o Mundial da retranca)

OS TENTÁCULO PROFÉTICOS



Um polvo na Alemanha acertou todos os resultados da Nationelf na Copa.

Todos, mesmo. As quatro vitórias e as duas derrotas.

Talvez o simpático molusco não tenha a oportunidade apontar o favorito para domingo.

Seus compatriotas furiosos podem sacrificá-lo.

Podem servi-lo como parte de uma paella.

Ou servi-lo acompanhado de laranja.

Seja como for, se o profeta aquático for salvo, bem que poderia trabalhar como comentarista.

Afinal, ele sabe mais que a maioria.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

CURIOSIDADES SOBRE SEXO



•Gandhi dormia nu ao lado de mulheres para pôr à prova a sua capacidade de abstinência.

•Em sua noite de núpcias com Josefina de Beauharnais, o general francês Napoleão Bonaparte (1769-1821) foi mordido pelo cãozinho de estimação dela, Fortuné. Julgando que sua dona estava sendo "atacada", o cachorrinho pulou na cama e abocanhou a perna esquerda do general.

•A spice girl Victoria Adams confidenciou que seu namorado, o famoso jogador de futebol David Beckhman, gostava de vestir suas calcinhas. Pesquisa mostrou que 1 em cada 7 ingleses tem esse costume. A maioria, no entanto, disse que não teria coragem de usar calcinhas ao sair de casa. Motivo: medo de sofrer um acidente e terem seu segredo descoberto.

•Quando ainda não estava na moda homens famosos posarem nus para revistas no Brasil, o cantor Nélson Gonçalves fez uma declaração surpreendente à revista Playboy em 1998: "Contam por aí que tenho o membro muito grande. E tenho mesmo. São 22 centímetros de comprimento. E é grosso: dá 19 centímetros de circunferência".

•O membro da Academia de Letras de Itajaí, João Carlos Ramos Filho, distribuiu 5000 camisinhas com poemas gravados nas embalagens, durante o carnaval na cidade catarinense.

•Em 2000 um cidadão inglês foi condenado por fazer sexo grupal com outros homens. De acordo com a lei vigente na época, homens só poderiam fazer sexo com outros homens contanto que a relação não envolvesse mais que dois parceiros. Foi nesta mesma lei que o escritor Oscar Wild foi enquadrado e preso em 1895.

•Em julho de 2004, a revista European Journal of Neurology divulgou que a causa verdadeira da morte do líder comunista russo Vladimir Lênin foi sífilis, doença infecciosa transmitida sobretudo por contato sexual. Na época de sua morte, em 1924, havia sido divulgado que ele havia morrido por causa de problemas respiratórios.

•A Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro constatou que em uma relação sexual na qual se demore 7 minutos para se chegar ao orgasmo, gasta-se energia equivalente a uma caminhada de 700 metros feita em 10 minutos. Além disso, o coração de pessoas entre 20 e 35 anos atingem 130 batimentos por minuto no pico do prazer (em repouso, os batimentos giram em torno de 90 bpm).

•A tribo indiana dos Xenxu acredita que as mulheres que tiverem contato sexual à noite e conceberem, terão filhos cegos.

•Em 2001 o governo da Turquia distribuiu camisinhas musicais para incentivar a população à se proteger. A ação integrou uma campanha sobre a prevenção da AIDS no país.

•O ex-presidente do Quênia, Daniel Moi, chegou a sugerir que a população ficasse 2 anos sem sexo. Segundo ele, essa medida iria diminuir drasticamente a progressão da AIDS, já que a doença é uma epidemia nacional e os quenianos não tem o costume de usar camisinha.

•As prostitutas de Nápoles, no sul da Itália, tinham um truque para atrair clientes: passavam, atrás da orelha, um pouco da umidade da vagina.

•Quando não queria receber Luís XV em sua cama, a mais conhecida de suas amantes - Madame Dubarry - se maquiava bastante. O rei não suportava dormir com mulheres pintadas.

•A mais antiga representação do ato sexual que já foi encontrada está em pinturas da Idade da Pedra (aproximadamente 4 mil anos a.C). Trata-se de um homem deitado de costas e uma mulher por cima.

•No arquipélago de Samoa, na Polinésia, as mães costumavam masturbar seus filhos para que eles ficassem com o pênis do tamanho ideal.

•Bem dotados? Não. Os gregos achavam que os pênis grandes eram feios e vulgares. Também acreditavam que um pênis menor era mais fértil, pois o esperma percorria um caminho mais curto até chegar ao corpo da mulher.

•Santo Agostinho, conhecido por ter sido um defensor ferrenho da castidade, caiu na gandaia até os 34 anos. Depois disso abdicou dos prazeres da carne e se empenhou na missão de convencer o resto do mundo a fazer o mesmo.

•Para os antigos romanos o sexo oral era um ato extremamente infame.

•Um crítico francês chamado Charles Augustin Saint-Beuve, que viveu no século XIX, batizou os livros pornográficos de "obras para se ler com uma mão só".

•Quando a insaciável Catarina, A Grande morreu, em 1796, correu por toda a Rússia o boato de que o coração da louca soberana não teria suportado o esforço de tentar manter relações sexuais com um cavalo.

REMEXENDO O BAÚ...





Com dedicatória da Gisele e tudo...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

GUERREIRO É O BARALHO



http://www.trivela.com/blog/guerreiro-e-o-baralho-p5

por Caio Maia

Que a publicidade brasileira sofre de algumas doenças de difícil cura, todos nós sabemos. Até aí, tudo bem, o jornalismo também sofre, e, nos dois casos, há pérolas em meio à lama. O problema, tanto em um caso como no outro, é quando a lama extrapola seus limites e começa a influenciar a vida nacional. Como aconteceu na Copa do Mundo. Fomos à África do Sul convencidos pelo conluio entre a má publicidade e o jornalismo puxa-saco de que nosso time tinha que ser "guerreiro". Já sabemos no que isso resultou.

Pois bem: guerreiro é o baralho! O futebol brasileiro nunca venceu na porrada. Nunca precisou cuspir e pisar na coxa do adversário para se impôr. Sempre o fez escapando da violência com habilidade. Nunca tivemos um time "guerreiro" campeão. Nem em 94, quando o "guerreiro" Dunga era coadjuvante dos gênios Romário e Bebeto. O Brasil, o país, aliás, nunca se orgulhou de ser guerreiro, mas sim de ser pacífico. Guerreira é a Alemanha!

Conseguimos, assim, convencer Robinho de que, mais importante do que driblar, era tentar intimidar o adversário. Mas o cara tem 1,60 de altura! 50 quilos! Quem é que vai se intimidar com isso? Se, entretanto, tivesse se preocupado com o que um dia já soube fazer, Robinho teria intimidado os beques com o poder do "dibre". Para isso, claro, estaria melhor acompanhado de Ronaldinho, Ganso ou Neymar do que de Felipe Melo e Julio Baptista.

Claro que este não foi o único problema da Seleção, mas é este o que mais corre o risco de ser perpetuado. Já li, aqui mesmo nesse blog, gente que acha que "faltou linha dura". Mas se a tal "linha dura" foi justamente parte grande do problema! Se foi ela que isolou a Seleção de seu país! O que faltou foi futebol, não foi guerra. E é disso que precisamos.

Precisamos de um técnico que entenda de futebol. Ainda mais, porém, precisamos de alguém que reconquiste os brasileiros. Que faça a torcida se sentir parte do time, como foi em 82, como foi em 2002. A Copa de 2014 é aqui, ter o time em sintonia com o país, que deveria ser importante sempre, é ainda mais fundamental.


E que fique claro: aqui a gente é de paz, e de toque de bola. Guerreiro é o baralho!

terça-feira, 6 de julho de 2010

NA CALADA DA NOITE



Em 2006, boa parte do time fugiu da torcida. Enquanto vários preferiram ficar descansando na Europa, outros saíram da Copa direto para a balada. A noite de Barcelona foi pequena para Ronaldinho e Adriano.

Alguns poucos voltaram ao Brasil para dar a cara a tapa.

Esse ano, o time chegou de madrugada ao Rio, entre manifestações de desprezo e alguns aplausos de parentes. É verdade que alguns são merecedores de aplausos.

Quem não ficou no Rio, seguiu para São Paulo, onde fugiram por uma saída reservada.
E perderam a chance de serem ovacionados pela torcida...

Ovacionados, atomatados, acebolados, arrepolhados, e até mesmo alaranjados.

Depois de terem amarelado em campo, mesmo de camisa azul.

ORKUTEIRO



Um Garoto era tão viciado no orkut, mas tão viciado, que sua mãe não sabia mas o que fazer. Aconselhada pela professora da criança, ela decidiu:

- Vou mandá-lo para a igreja.

Chegando na igreja o pastor pergunta ao garoto:

- Menino você aceita Jesus ?

E o menino respondeu:

- Só se ele me deixar um “SCRAP”.

PS: será que no céu a conexão é boa?

PREVISÕES PARA A COPA (PARTE 6)



Chegaram as semi-finais, ou semifinais. Sei lá o que diz o tal Reforma Ortográfica.

Agora, quem perder não volta para casa, “apenas” vai para a decisão do 3º lugar.

Holanda x Uruguai: não será agora que a Laranja amarela. A Celeste será brava, guerreira, mas apenas conseguirá uma derrota honrosa. (E que honra! Virou o primeiro tempo empatando, descontou a vantagem no final e deu um suadouro tremendo nos laranjas)

Alemanha x Espanha: o time da terra do Chucrute vai para sua enésima final. Resta à Fúria ficar furiosa com mais uma eliminação. (Errei, mas fiquei contente. E viva Puyol!)

CADEIA DA DESINFORMAÇÃO



DE: Diretor-Presidente.
PARA: Gerente.

Na próxima sexta-feira, aproximadamente às 17:00 horas, o cometa Halley estará nesta área.
Trata-se de um evento que ocorre a cada 78 anos. Assim, por favor, reúnam os funcionários no pátio da fábrica, todos usando capacete de segurança, quando explicarei o fenômeno a eles. Se estiver chovendo, não poderemos ver o raro espetáculo a olho nu. Sendo assim, todos deverão se dirigir ao refeitório, onde será exibido um documentário sobre o cometa Halley.

DE: Gerente.
PARA: Supervisor.

Por ordem do diretor-presidente, na sexta-feira, às 17:00 horas, o cometa Halley vai aparecer sobre a fábrica. Se chover, por favor,reúna os funcionários, todos com capacete de segurança, e os encaminhem ao refeitório, onde raro fenômeno terá lugar, o que acontece a cada 78 anos a olho nú.


DE: Supervisor.
PARA: Chefe de Produção.

A convite do nosso querido diretor, na sexta-feira às 17:00 horas, o cientista Halley, 78 anos, vai aparecer nú no refeitório da fábrica usando capacete, pois vai ser apresentado um filme sobre o problema da chuva na segurança. O diretor levará a demonstração para o pátio da fábrica.


DE: Chefe de Produção.
PARA: Mestre.

Na sexta-feira, às 17:00 horas, o diretor, pela primeira vez em 78 anos, vai aparecer no refeitório da fábrica para filmar o Halley nu, o cientista famoso e sua equipe. Todo mundo deve estar lá de capacete, pois vai ser apresentado um show sobre segurança na chuva. O diretor levará a banda para o pátio da fábrica.


DE: Mestre.
PARA: Funcionário.

Todo mundo nú, sem exceção, deve estar com os seguranças no pátio na próxima sexta-feira, às 17:00 horas, pois o manda-chuva (o diretor) e o senhor Halley, guitarrista famoso, estarão lá para mostrar o raro filme "Dançando na Chuva". Caso comece a chover mesmo, é para ir para o refeitório de capacete na mesma hora. O show será lá, o que ocorre a cada 78 anos.

E FINALMENTE NO QUADRO DE AVISOS.....

Na sexta-feira o presidente fará 78 anos, e liberou geral para a festa, às 17:00 horas no refeitório. Vão estar lá Bill Halley e Seus Cometas. Todo mundo deve estar nu e de capacete, porque a banda é muito louca e o rock vai rolar solto no pátio, mesmo com chuva.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ESCALA DE CELEBRIDADES



Primeiro lugar: o que é ser uma celebridade?

Celebridade é uma pessoa que celebra?

Celebridade é uma pessoa célebre?

Não sou adepto do mundo das fofocas ou de sub-jornalismo do estilo Sônia Abrão, Leão Lobo, Nélson Rubens e congêneres.

Mas, não tenho como correr disso. Pela mídia, não passo um dia assitindo TV, eu não escapo. E com o pouco tempo, acho que já posso montar uma espécie de escala de celebridades, de acordo com sua importância:

SUPER-CELEBRIDADES: estão acima das críticas, e longe das fofocas maldosas. Não precisam correr atrás da mídia para aparecer. Quando morrem, suas vidas são detalhadas até fora do noticiário de fofoca.

CELEBRIDADES DE ALTO ESCALÃO: um degrau abaixo das super-celebridades, estão envolvidos por vezes em confusões, mas têm um inegável talento naquilo que fazem. Normalmente se destacam por exporem suas vidas pessoais como um Big Brother sem fim.

CELEBRIDADES "DO MOMENTO": trata-se de uma difícil definição. Pode ser um ator que está na crista da onda, mas não se sabe se ele se manterá por muito tempo, ou um cantor ou uma banda que pode ser de um sucesso só. Procuram se expor ao máximo, pois não se sabe se os seus 15 minutos se esticarão.

CELEBRIDADES "A MAIORIA NÃO CONHECE": outro caso de grande número. Geralmente, trata-se de um entreposto para escalões superiores, ou um pequeno alento para o posterior retorno aos setores de baixo. Normalmente atrizes saem desse setor se casando com figurões da TV, como diretores, ou multimilionários. Para a maioria, são rostinhos que você se lembra vagamente de ter visto, e só são facilmente identificados por adeptos do boato-jornalismo. Por vezes, conseguem a ascensão também participando de programas tipo "A Fazenda".

CELEBRIDADES BARRAQUEIRAS: você não sabe de onde veio, e em poucos dias, não sabe para onde foi. Ninguém sabe qual o seu trabalho, diversas vezes, sua fama veio por se envolverem com alguém mais famoso. Não raro, batem ponto nos programas de Sônia Abrão e Luciana Gimenez, contando "a aventura de posar nua pela milésima vez ou o desafio de protagonizar um filme pornô".

EX-BBB's: pelo simples fato de participarem do dito programa, pensam que as portas devem lhes permanecer escancaradas por toda a vida, e se acham no direito de se tornarem atores não-figurantes, mesmo que para isso, superem gente que se preparou a vida toda. Alguns evoluem, como o caso de Sabrina Sato e Grazi Massafera, mas a maioria vai para o limbo. De vez em quando, ressucitam como zumbis para comentar edições posteriores do progama, ou comentar sobre o "desafio de ficar trancado na casa". Podem ainda apelar para factóides para ressurgir, por pouco tempo.

TOLERÂNCIA ZERO



Algumas perguntas dos alunos aos professores são tão típicas e idiotas, que foi possível elaborar uma lista de FAQs – Frequently Asked Questions, para orientação prévia, evitando o desgaste dos professores em dar sempre as mesmas respostas, já que os alunos não parecem se cansar de fazer as mesmas perguntas:

Professor, o senhor veio?
R: Não, este é um holograma, eu não estou aqui.

Professor, quanto é que isso vale?
R: Depende, quer pagar quanto?

Professor, isso vai cair na prova?
R: Bem, apenas por acaso a prova será sobre a matéria dada.

Professor, é para fazer à lápis ou à caneta?
R: Se você conseguir escrever com a borracha, fique à vontade.

Professor, não tenho lápis, posso usar lapiseira? (Variação mais estúpida da pergunta anterior.)
R:Neste caso é melhor ignorar porque é impossível um diálogo minimamente inteligente com alguém com este nível de QI.

Professor, é pra copiar?
R: Como não dá pra levar o quadro para casa... Mas você também pode tirar uma foto e colar no caderno ou esperar alguém mais estudioso que você anotar e depois tirar cópia. Outra opção é decorar tudo, para não precisar consultar.

Professor, vai dar aula?
R: Não, hoje vou passar o tempo refletindo sobre a inutilidade de meu trabalho enquanto vocês conversam e fazem bagunça.

Professor, vai dar alguma coisa importante hoje?
R: Afinal que importância pode ter para alguém aprender alguma coisa neste mundo globalizado em que todo o conhecimento acumulado por gerações se encontra concentrado em múltiplos repositórios através da grande rede mundial? (Há grande chance de que ele não entenda nada e fique na dúvida antes de matar aula)

Professor, por que não ficou em casa?
R: Na verdade eu sou podre de rico e não preciso trabalhar. Vim pra escola me divertir, pois dou aulas por hobby.

Professor, você trabalha ou só dá aula?
R: Quem não sabe fazer, ensina. Mas quem não sabe nem fazer nem ensinar faz perguntas idiotas como essa.

Professor, a prova é com consulta?
R: Sim, a prova deve ser psicografada, com consulta às almas do além.

Professor, adia essa prova?
R: Que diferença faz, você não via estudar mesmo.

Professor, libera a gente mais cedo?
R: Se vocês prometerem não voltar para escola nunca mais ou cometerem suicídio coletivo, dispenso.

Professor, se eu precisar de um ponto para passar você dá?
R: Um ponto não, vários. Do corte que eu vou fazer na sua cara.

Professor, já corrigiu as provas? (Cinco minutos depois de serem aplicadas)
R: A sua não precisa nem corrigir. Já sei que é zero.

Professor, o senhor não tem pena da gente?
R: Piedade é para os fracos e pena é para aves.

domingo, 4 de julho de 2010

O CAMPEONATO SEM FIM



A HISTÓRIA DO CAMPEONATO BRASILEIRO DE 1987

Em 1986, a CBF conseguiu (des) organizar o mais bagunçado Campeonato da história (e isso, amigos, é um feito). Era um monstrengo com 80 clubes divididos em 8 grupos de 10 – quatro de elite, quatro menos votados.

Classificavam-se para a segunda fase os sete primeiros dos quatro primeiros grupos (28 clubes) e mais os vencedores dos grupos inferiores (4). E, para temperar com ácido a feiúra deste rostinho, ali pelo fim da primeira fase uma decisão do STJD (ele já existia) deu ao Joinville pontos de um jogo contra o Sergipe (por causa de doping). O Vasco, eliminado por isso, entrou na justiça comum para cassar a decisão. E conseguiu.

Para evitar uma guerra de liminares, a CBF tentou desclassificar a Portuguesa, por conta de um problema com ingressos. Os clubes paulistas reagiram solidários e ameaçaram boicotar a segunda fase. A entidade máxima, pois, encontrou uma solução salomônico-genial: botar todo mundo pra dentro. A segunda fase passou a ter 33 times. O problema é que com número ímpar de equipes ficou difícil fazer a tabela.

O detalhe a observar: antes do Campeonato, e por pressão dos clubes, o Conselho Nacional de Desportos (CND) e a CBF acertaram que 1986 seria “classificatório” para 1987. Dos 44 times dos módulos de “cima” do torneio – 24 seriam classificados para a primeira divisão do ano seguinte. A confusão jurídica implodiu essa combinação – e evitou que dois times grandes disputassem a segundona num suposto campeonato de 1987 (Botafogo e Coritiba).

O caos de 1986 foi uma espécie de gota d’água.O primeiro ato foi da CBF que, atolada em dívidas, simulou arrego dizendo que não tinha grana para organizar o campeonato de 1987. O recém-fundado Clube dos 13 – entidade que unia os 13 maiores clubes do país (os quatro grandes de Rio e São Paulo, os dois grandes de MG e RS e o Bahia) – avisou que organizaria sozinho a competição – e a chamaria de Copa União.
A competição teria 16 times (os 13 do clube e os convidados Coritiba, Goiás e Santa Cruz), seria rentável e prometia uma nova era – com estádios cheios e tabela organizada.

Pressionada, a CBF voltou atrás – desistiu de desistir – e disse que organizaria sim o campeonato. A CBF, apoiada pela FIFA (que não pode nem ouvir falar em secessão), ameaçou desfiliar os revoltosos.

Para viabilizar o campeonato, um acordo foi costurado – e assinado pela CBF e pelo Clube dos 13 (signatário Eurico Miranda, então vice-presidente do Vasco e da entidade). Pelo acordo, a Copa União seria o módulo verde de um campeonato com quatro módulos (os outros seriam o amarelo, o azul e o branco).

Os módulos verde e amarelo teriam um cruzamento para determinar os campeões brasileiros – algo que, tecnicamente, não fazia sentido nenhum. Aliás, outras coisas não faziam sentido técnico – Guarani e América-RJ, respectivamente vice e terceiro em 1986, jogariam o módulo amarelo. O América, indignado, recusou o rebaixamento – e o módulo teve apenas 15 equipes.

O Clube dos 13 assinou o acordo – mas combinou internamente que roeria a corda. Pode-se questionar, hoje, a ética do São Paulo ao inserir “penta” ou “hexa único em camisas comemorativas tendo sido um dos signatários do “acordo a não cumprir”. Como pode se questionar a ética de quem assina um papel já sabendo que vai rasgá-lo.

O que pouca gente recorda é que pouco mais de um mês depois – no dia 15 de janeiro de 1988 – houve uma reunião do Conselho Arbitral, formado pelos clubes, na qual foi proposta oficialmente a modificação do regulamento –para abolir o cruzamento. Nos termos da lei, o regulamento só poderia ser modificado se houvesse unanimidade. Dos 32 times inscritos (16 de cada módulo) – 29 compareceram e votaram. Sport, Guarani, Náutico, Fluminense e Vasco votaram contra a mudança – impedindo-a na teoria. O CND considerou porém que a maioria bastava e proclamou o Flamengo como campeão.

A ópera-bufa não tinha terminado. A CBF ignorou o CND e marcou as partidas do cruzamento – que era um quadrangular onde todos se enfrentavam. Depois de duas vitórias por W.O. para cada– Sport e Guarani se classificaram para a decisão. No primeiro jogo, empate em 1 a 1 em Campinas. No segundo, no dia 7/2/88, vitória do Leão por 1 a 0. A proclamação do CND abriu caminho para que o Sport acionasse judicialmente a União – pois o Conselho era um órgão do governo federal.

Três dias depois do resultado em campo, o Sport entrou com uma ação judicial declaratória na décima vara federal de Pernambuco pedindo o reconhecimento do título. Na ação, o Leão acionava a União, o Flamengo, o Inter e a própria CBF.

A sentença do caso – favorável ao Sport – só saiu em 1994. A União apelou e perdeu em segunda instância em 1997. Novo agravo de instrumento subiu para o Superior Tribunal de Justiça – que em 1999 manteve a sentença inicial.

Em 2001, venceu o prazo para que o Flamengo (ou qualquer parte) recorresse (para isso seria necessário apresentar alguma evidência nova para reformar a sentença definitiva). Em suma, é uma sentença transitada em julgado que não pode ser modificada. Muito por isso, a CBF não tomou a salomônica decisão de repartir o titulo de 1987. E, ironia ou não, hoje o Sport é membro do clube dos 13 – e não abre mão de jeito nenhum de ser considerado campeão único do campeonato sem fim.


Em 1988, a paz foi selada… e a CBF organizou um campeonato com apenas 24 clubes. Sem o rompimento do clube dos 13 – dificilmente o número de participantes seria reduzido – e continuaríamos patinando em dráculas político-deficitários. Em 1988, por causa da revolta do ano anterior, essa camisa-de-força foi enfim rompida – e com algum bom senso. Guarani, Sport e America-RJ foram incluídos na primeira divisão – e o campeonato foi disputado com um número razoável de clubes – 24.

Após esse muito breve resumo, que pergunta o humilde, imparcial e isento leitor daria para a pergunta… “Quem é o verdadeiro campeão brasileiro de 1987?”
Alternativas abaixo:

a) O Flamengo, claro, pois disputou o verdadeiro campeonato, enfrentou os melhores times e avisou desde sempre que não aceitaria o patético cruzamento contra times que enfrentaram babas como CSA, Rio Branco-ES, Bangu e Criciúma. Foi o representante da mudança no futebol brasileiro – que provocou o primeiro avanço em eras, começando a implodir o sistema feudal das federações e marcando uma posição histórica, reconhecida pela grande imprensa na época – que produziu inúmeras manchetes com o “tetra” rubro-negro.

b) O Sport, claro, pois cumpriu o regulamento acordado com todos os clubes e entrou em campo como previsto para o cruzamento. E foi proclamado campeão pela organizadora do campeonato – disputou a Libertadores no ano seguinte e, mesmo ignorado pela mídia do eixo Rio-São Paulo, foi consagrado por sua torcida e pela imprensa pernambucana. Além disso, que culpa tem o Leão se o adversário preferiu marcar uma suposta posição a cumprir as regras que ele mesmo assinou?

Obviamente, a escolha é livre – e interessa menos. Essa é uma discussão eterna. Mas meramente levantá-la provoca irritação em ambos os campos – o presidente do Sport ameaçou processar quem chamasse o Flamengo de hexa e foi soterrado por manchetes . Ao torcedor do Leão, vale anotar que, se o titulo fosse do Sport, as manchetes seriam bi – porque elas são leituras do que diz a torcida.

Na época, a CBF tinha um troféu, a chamada taça das bolinhas – que deveria ser entregue ao primeiro clube que conquistasse cinco vezes o titulo nacional. Ele foi entregue pela última vez em 1992… justamente ao Flamengo, que conquistava ali o que seria seu quinto titulo se contarmos 1987 (a mudança do troféu no ano seguinte não sugere alguma coisa?).

Quando o São Paulo ganhou seu quinto titulo, em 2007, os dirigentes do tricolor paulista pediram a taça. Mas a CBF não deu. Ela continua guardada num cofre da Caixa Econômica Federal. Agora, a CBF pode até fazer duas réplicas – e entregar uma para o São Paulo e outra para o Flamengo.

Hoje não temos mais campeonatos com centenas de clubes – as Séries A, B e C estão organizadas – e a D começa a existir. Podemos questionar ou debater se os pontos corridos são sensacionais ou não – mas virada de mesa saiu do dicionário dirigente – o que, pode não parecer, mas é um imenso, imenso avanço.

Em qualquer discussão futebolística citar gregos significará desagradar troianos. A partida maior nunca termina – e ser imparcial joga contra tudo o que o torcedor sente, vive e aprende desde a primeira vez em que entra num estádio. A multidão liberta nosso Roberto Jefferson interior – na arquibancada, são despertados nossos instintos mais primitivos. Queremos trucidar o time adversário – ganhar de muito, pisar – se possível humilhando.

ADIÓS, DIEGO...



E lá se foi a Argentina, o time dos meninos de Maradona...

Após comemorar a eliminação brasileira, a torcida argentina seguiu o mesmo caminho com um sacode histórico levado da Alemanha. Pelo menos restou o quinto lugar, uma posição a frente do Brasil.

Após uma campanha pífia nas Eliminatórias, com um direito a um vexaminoso 6 a 1 sofrido em La Paz, e derrotas e classificação somente garantida após um sofrido 1 a 0 em Montevideo. Depois de mandar os críticos para %#@*&%$, Maradona tinha alguns meses para fazer de um bando de bons jogadores que não formavam uma equipe se transformar em um grupo campeão. O mito no banco não era suficiente para fazer o time render em campo.

Assim como Dunga, montou um time de amigos, com critérios esquisitos, embora com mais qualidade: levou seis atacantes, entre eles o veterano (e seu amigo) Martín Palermo, enquanto o eficiente Lisandro Lopez ficava de fora.
Também deixou Zanetti e Cambiasso de fora, enquanto o volante Mascherano não tinha nenhum reserva da sua posição específica. Enquanto o discreto, porém eficiente Zanetti ficava de fora, Gutierrez e Ottamendi deixavam uma avenida pela lateral-direita, e para corrigir isso, restava trazer o maia Maxi Rodríguez para a lateral. Por ali, saíram três dos quatro gol alemães.

A zaga estava mal-posicionada. Di Michelis e Samuel são bons jogadores, e Burdisso até que não prejudica, mas evidentemente a defesa estava desprotegido e mal-posicionada. Romero não é goleiro para time que quer ser campeão, mas aí deve se admitir que há pelo menos uma década e meia, a albiceleste não consegue um goleiro confiável. De Andrújar e Carrizzo, seus reservas, não poderia se esperar nada melhor.

No ataque, a excessiva dependência de Messi. Todos sabiam que haveria uma marcação cerrada sobre ele, e que o peso de ser o melhor do mundo lhe atrairia mais atenção. Maradona deveria dividir a responsabilidade entre os atacantes, mas preferiu sobrecarregar ainda mais “La Pulga”. Tevez e Higuaín poderiam receber a incumbência.

Assim como Dunga, Maradona não entende muita coisa de tática. Assim como seu colega brasileiro, Diego foi mais um animador de grupo. Só que enquanto Dunga foi apenas um bom jogador bafejado pela sorte de ser capitão de um time campeão, Maradona é um mito para seus compatriotas.

As quatro vitórias iniciais deram a impressão que estava tudo bem. A Alemanha mostrou que não.

MAIS UM GIGANTE CAÍDO


Se a Royal Air Force defendesse a Grã-Bretanha dos nazistas como a defesa inglesa defendeu-se do ataque da seleção alemã, o resultado da Segunda Guerra teria sido outro.

Não trata-se de exagero. A goleada do time germânico poderia ter sido mais impiedosa.

Tudo bem, a história do jogo teria sido outra se o bandeirinha, no seu momento Steve Wonder tivesse visto o gol claro de Lampard, quando o time da terra de Elizabeth II perdia por 2 a 1.

Mas seria injustiça: o time que se apresentou como candidato ao título jogou um futebol de seleção meia-boca, e olha lá.

Com o frango de Green, e um joguinho previsível, só um empate com os Estado Unidos.

Um jogo de dar calo na vista contra a Argélia, e uma vitória meia-boca contra a Eslovênia.

O que deu errado? Faltam valores? Os jogadores não conseguem formar um time?

Vamos lá:

O time até que de uma maneira geral não é dos piores: Terry, Ashley Cole, Barry, Gerrard, Lampard, Joe Cole e Rooney são jogadores de ótima qualidade para cima. Faltou fazer com que eles jogassem como equipe.

Porém, “Calamity” James, Glen Johnson e Dawson não são lá exatamente jogadores para quem quer ser campeão do mundo.

Mas, mesmo assim, ainda são suficientes para superar os adversários da Primeira Fase e

Excesso de estrangeiros não é exatamente o problema do Campeonato Inglês: há uma década e meia, a enxurrada de estrangeiros elevou a qualidade do futebol local, que ainda vivia do estilo carrinho-chuveirinho. Uma geração talentosa, que além dos citados acima ainda tinha Beckham e Owen cresceu convivendo com os estrangeiros. Além do mais, o futebol inglês sequer havia se classificado para a Copa de 94.

A eliminação precoce na Copa, somada à não classificação para a Euro 2008 abre a pergunta: o que há com a seleção inglesa?

Sinceramente, eu não sei.